Certo dia, um misterioso Flautista de capa negra e máscara prateada chegou à cidade. Ele livrou Hamelin de uma praga terrível de ratos com sua flauta encantada. Os conselheiros prometeram-lhe uma generosa bolsa de ouro. Quando o trabalho terminou, eles riram dele, negaram o pagamento e o expulsaram da cidade como um mendigo.
O Flautista não se enfureceu. Apenas sorriu por trás da máscara e disse, baixinho:
— Eu levarei algo muito mais valioso que ouro.
No fundo, o Flautista sentia um prazer profundo e frio com essa vingança. Ele não queria apenas punir os homens por sua ganância e arrogância. Queria quebrar o que eles mais valorizavam: a honra imaculada de suas mulheres. Queria que eles vivessem para sempre sabendo que suas esposas e filhas, aquelas mesmas que fingiam pureza e devoção, haviam se entregado publicamente à luxúria mais depravada, tudo por causa de sua música. O controle total sobre elas lhe dava um prazer quase sexual — ver a vontade delas ser completamente apagada, substituída por um desejo animalesco que as humilhava cada vez mais.
Na noite de lua cheia, ele voltou.
A primeira nota suave da flauta feita de osso antigo flutuou pela cidade adormecida. Não era uma melodia comum. Era uma vibração profunda, quente, que penetrava a pele, descia pela espinha e se concentrava como um dedo invisível e insistente entre as pernas das mulheres. Pulsava. Acariciava. Ordenava.
Eu não era de Hamelin, apesar de conhecer bem o lugar e seu povo. Era apenas uma senhora viajante que pernoitava nos arredores. A música não me dominou, mas eu a senti. Senti seu poder. E, curiosa, segui as sombras para assistir ao espetáculo.
Primeiro saiu Emmeline, a filha mais pura e bem-criada do prefeito, uma jovem conhecida por sua devoção na igreja e por nunca ter sido tocada por homem algum. Depois Clara, a esposa respeitadíssima do tabelião, famosa por sua altivez e por criticar abertamente qualquer mulher que mostrasse um pouco de decote. Depois Margarete, a viúva devota que organizava as missas, e dezenas de outras — esposas, filhas e irmãs das famílias mais honradas da cidade.
Elas caminhavam como sonâmbulas, vestindo apenas as finas camisolas brancas de dormir. Seus rostos já estavam vermelhos de confusão e excitação.
A música ficou mais intensa.
Uma por uma, no meio das ruas estreitas, elas começaram a se despir. Os dedos tremiam de vergonha enquanto puxavam os laços. As camisolas deslizaram pelos ombros e caíram na terra fria.
Elas não conseguiam se controlar, a melodia fazia o que queria com elas.
Emmeline ficou nua primeiro. Seus seios cheios e redondos saltaram livres, balançando pesadamente a cada respiração ofegante. Os mamilos rosados estavam duros como pedrinhas. Seu ventre liso brilhava de suor. Entre as coxas bem torneadas, sua boceta virgem estava inchada, os lábios molhados e brilhantes, com um fio grosso e brilhante de excitação escorrendo lentamente pela perna até o chão. Ela cobriu o rosto com as mãos, mortificada.
— Não... por favor... alguém vai me ver... — gemeu, mas seus quadris traidores se moviam levemente, como se pedissem mais da música.
Clara, ao lado dela, também ficou nua. Seu corpo era mais maduro, com quadris largos e nádegas fartas e macias. Seus seios pesados balançavam enquanto ela tentava, em vão, cobrir a boceta molhada com uma das mãos. Lágrimas de vergonha escorriam pelo seu rosto, mas ela não conseguia parar de apertar os próprios mamilos.
O Flautista caminhava devagar à frente, tocando sem parar, e elas o seguiam. Um cortejo de corpos nus brilhando sob o luar, seios balançando, bundas tremendo a cada passo, bocetas pingando de desejo involuntário. A humilhação era pública e inescapável: elas passavam exatamente pelas casas de vizinhos, pela frente da igreja onde rezavam todos os domingos, e pela praça onde seus maridos e pais faziam discursos sobre moralidade.
Elas sabiam o quanto era errado. Sabiam que, ao amanhecer, toda a cidade veria as provas de sua depravação. Mas a música controlava tudo. Cada nota apagava um pouco mais da vergonha e aumentava o fogo entre suas pernas.
No centro da grande praça, bem em frente à igreja e à casa do conselho — o coração puritano de Hamelin —, o Flautista parou.
A melodia mudou. Ficou lenta, grave, quase um gemido rouco.
As mulheres se entreolharam, rostos queimando de humilhação... e então se jogaram umas sobre as outras como animais no cio.
Emmeline puxou Clara para um beijo desesperado, enfiando a língua na boca da mulher casada enquanto apertava seus seios pesados com força. Clara gemeu alto e desceu a mão entre as coxas de Emmeline, enfiando dois dedos na boceta encharcada da moça com um som molhado e obsceno. Outras mulheres se ajoelharam no chão de pedra fria da praça, abrindo as pernas largamente e lambendo as bocetas umas das outras com avidez. O barulho ecoava pelas paredes: línguas chupando clitóris inchados, dedos entrando e saindo rápido, bocetas molhadas esfregando umas nas outras, gemidos e súplicas misturadas com choro de vergonha.
— Eu sou casada... isso é pecado... — soluçava Clara, mesmo enquanto empurrava a boceta contra a boca de Emmeline. — Meu marido... todos vão saber...
Eu observava tudo das sombras, o coração acelerado, um sorriso crescendo em meus lábios. Era delicioso ver aquelas mulheres tão orgulhosas e recatadas se degradando publicamente.
O Flautista baixou a flauta por um instante. As mulheres, ainda dominadas pelo feitiço, rastejaram até ele de joelhos, nuas, sujas de terra, bocetas brilhando e escorrendo.
Emmeline foi a primeira. Com lágrimas nos olhos e rosto vermelho de vergonha, desatou as calças dele. O pau grosso, longo e duro saltou para fora. Ela olhou para ele, horrorizada e fascinada ao mesmo tempo.
— Perdoai-me, Senhor... — sussurrou, antes de abrir a boca e engolir o máximo que conseguia. Chupava com fome, babando, engasgando, enquanto lágrimas escorriam por seu rosto. Clara se juntou a ela, lambendo a base e as bolas, as duas competindo para agradar o homem que as humilhava. Outras mulheres continuavam se tocando e se lambendo ao redor, gemendo alto enquanto assistiam. O Flautista sentia um prazer sádico ao ver a filha do prefeito — símbolo da pureza da cidade — engasgando em seu pau bem no centro da praça onde ela costumava rezar.
O som molhado de sucção enchia a praça. Elas chupavam como putas devotas, mesmo com o rosto queimando de humilhação.
Depois de saciar-se com as bocas quentes, ele guardou o membro, ergueu a flauta mais uma vez e recomeçou a tocar.
O cortejo continuou para fora da cidade, pela estrada de terra que levava à floresta escura. As mulheres seguiam nuas, corpos suados e marcados pela terra, bocetas inchadas e escorrendo, seios balançando pesadamente. Algumas ainda se tocavam enquanto andavam, incapazes de resistir ao prazer que a música impunha.
Eu as segui até a entrada da mata, rindo baixinho de puro deleite.
O Flautista não levou os pequenos como é contado nas histórias. Levou algo muito mais precioso: a honra e a decência das mulheres de Hamelin. Tudo porque os homens da cidade não souberam honrar sua palavra.
Quando o sol nasceu, as ruas e a praça estavam cobertas de camisolas abandonadas. E os homens de Hamelin acordaram para o pior pesadelo de suas vidas.




