A vítima virou carrasco: O nome dela é Isabela e fez eles pagarem com o próprio corpo.

Ela Esperou Duas Semanas.

Observou minuciosamente os horários, os costumes, os pontos fracos. Léo treinava no final da tarde e sempre voltava para casa sozinho. Vitor trabalhava em um mercado, saindo religiosamente às 22h. Ela não precisaria de muito.

O plano era simples, sujo e direto.

Numa sexta-feira, enviou uma mensagem para Léo.

"Oi, sumido. Lembra de mim? Tô com uma garrafa de uísque aqui, queria beber com alguém. Seus pais estão viajando, né?"

Ele respondeu em cinco minutos. "Quem é?"

"A menina do terceiro ano. Sentava atrás de você na aula de história."

Mentira. Ela nunca sentara perto dele. Mas ele jamais se lembraria. Homens como Léo não guardam o registro de rostos que humilharam.

Ele topou. Claro que topou. Uma garota, a sós, oferecendo uísque: o convite era irrecusável para o seu ego.

Ela chegou às 20h. A casa era grande, um sobrado imponente com um jardim malcuidado na fachada. Ele abriu a porta ostentando um sorriso confiante, bonito daquele jeito babaca de sempre. Ela sorriu de volta, os dedos envolvendo o gargalo da garrafa já aberta.

— Garrafa boa — Léo comentou, correndo os olhos pelo rótulo. — Gastou quanto?

— Menos do que você merece — ela respondeu, a voz mansa.

Ele soltou uma risada curta, absorvendo o comentário como flerte.

Na sala, Vitor já ocupava o sofá, compenetrado no celular. Levantou a cabeça e ofereceu um aceno sem graça, nitidamente deslocado. Ela sentiu o estômago revirar de imediato, mas sustentou a máscara, mantendo o sorriso intacto.

Lá estavam os dois. E nenhum deles a reconheceu.

Ela serviu três copos. Enquanto eles se distraíam pegando algo para beliscar na cozinha, ela deixou o sedativo cair nas bebidas deles. Um líquido incolor, inodoro, comprado no submundo da internet, sob um nome falso.

Brindaram.

— Saudades do colégio — ela disse, erguendo o copo.

— Saudades de quê? — Léo zombou, virando o líquido. — Você mal aparecia.

— Pois é. Mas agora eu estou aqui.

Eles beberam. Ela também levou o copo aos lábios, mas o dela era o único limpo.

Vinte minutos depois, a cabeça de Léo pendeu pesadamente para o lado. Vitor já babava no estofado do sofá. Ela esperou mais cinco minutos, cutucou os dois com a ponta dos dedos e, confirmando o apagão completo, deu início ao trabalho.

Utilizou camisetas velhas que encontrou no quarto de Léo para amarrar os pulsos e os tornozelos deles a duas cadeiras pesadas de madeira da sala de jantar. Puxou as amarras com uma força meticulosa, testando a firmeza dos nós. Posicionou as cadeiras de frente uma para a outra, separadas por exatos dois metros.

Ajeitou a luminária de chão, direcionando o foco de luz diretamente para o teto. A iluminação indireta projetava sombras compridas e teatrais pelas paredes.

Ligou o celular no volume máximo. O Piano Concerto No. 2 de Rachmaninoff preencheu o ambiente — melancólico, dramático, erudito. Uma trilha sonora grandiosa para um cenário de ruínas. Ela sentou-se no piso frio, encostou a cabeça na parede e esperou.

Léo despertou primeiro.

A confusão em suas feições demorou alguns segundos para se converter em pânico puro. Ele forçou os pulsos contra o tecido, olhou em volta e deparou-se com Vitor, ainda desacordado na outra cadeira.

— Que porra é essa... — A voz de Léo saiu rouca, arranhada. — EI! O QUE É ISSO?

— Estou aqui — a voz dela ecoou, vinda da penumbra do corredor.

Ela emergiu para a luz. Completamente nua.

A casa era fria. Seus mamilos estavam rígidos, pequenos e rosados contra a pele excessivamente pálida. O corpo era magro, com as clavículas proeminentes e as costelas visivelmente marcadas sob a pele, contrastando com os quadris largos que desenhavam uma silhueta sinuosa e assimétrica. As marcas de acne nas costas, que ela escondera por anos sob roupas largas, agora estavam totalmente expostas — pequenas cicatrizes prateadas que narravam sua história de sofrimento. O cabelo escuro caía desalinhado sobre os ombros, estendendo-se até o meio das costas. Entre as pernas, os pelos pubianos eram escuros e naturais, sem depilação.

Ela não cruzou os braços. Não tentou se esconder. Ficou de pé, com as mãos apoiadas na cintura, exibindo uma postura altiva e um olhar fixo que carregava uma centelha nítida de loucura.

Vitor despertou com os sobressaltos. Levantou a cabeça, piscou repetidamente e levou um tempo para processar a cena. Quando percebeu a nudez dela no centro da sala, seu rosto empalideceu instantaneamente.

— O que... o que você vai fazer?...

— Calma — ela disse, dando dois passos lentos para dentro do raio de luz. — Vocês estão seguros. Por enquanto.

Seu olhar e o sorriso levemente desalinhado transmitiam qualquer coisa, menos segurança.

— SUA LOUCA DO CARALHO! — Léo explodiu, retorcendo-se na cadeira e esticando os nós com violência. — VOCÊ VAI ME SOLTAR AGORA!

Ela sequer piscou. Caminhou até ele com uma lentidão calculada, parando a um palmo de seu rosto. O hálito dele exalava suor, uísque e o início de um medo genuíno.

— Grite mais — ela sussurrou, inclinando a cabeça com um brilho divertido nos olhos. — A casa é sua. Sua família viajou. Quem você acha que vai ouvir?

Ele travou a mandíbula. Os olhos arregalaram-se.

— Boa escolha — ela murmurou, girando os calcanhares em direção a Vitor. — Acordou, dorminhoco?

Vitor tremia visivelmente. Desviava o olhar entre Léo, o chão e os pés descalços dela.

— Pelo amor de Deus... o que você quer de nós?

— O que eu quero? — Ela repetiu a pergunta, saboreando as palavras como se fossem uma piada interna. — Excelente pergunta.

Passou a caminhar devagar entre as duas cadeiras, os pés descalços deslizando pelo piso frio. A música de Rachmaninoff preenchia cada brecha de silêncio. Eles não sabiam se ela estava exibindo o corpo nu, se estava perdida em seus próprios pensamentos ou se apenas se deliciava em torturá-los com a expectativa.

— Vocês se lembram do banheiro do colégio? No segundo ano? — Ela parou, a voz caindo em um tom nostálgico e perturbador. — Eu estava no corredor. Vocês me chamaram. "Vem cá, magrela, a gente quer conversar."

Léo desviou o olhar para o canto da sala.

— Lembra, Vitor? Você pegou o celular. Filmou tudo. Mandou no grupo de toda a escola com a legenda: "Olha a tábua tomando banho de privada."

Vitor começou a chorar. Um choro baixo, constrangido, as lágrimas limpando o suor de suas bochechas.

— A gente era criança... a gente não sabia...

— Você tinha dezessete anos — a voz dela subiu um tom, mas ela se recompôs imediatamente, respirando fundo e soltando uma risada curta, quase dócil. — Eu tinha quatorze. Vocês me arrastaram para dentro daquela cabine.

Ela se posicionou exatamente na frente de Léo.

— Você enfiou a minha cabeça dentro do vaso sanitário. Puxou meu cabelo com tanta força que arrancou tufos. Eu vomitei a merenda de tanto desespero. E você riu.

— Já faz anos... isso é passado... — Léo balbuciou.

— Faz anos — ela concordou, estendendo a mão e espalmando-a contra o peito dele, subindo devagar pelo esterno. — Mas adivinha? Não passou.

Léo fixou os olhos na mão dela. O toque era leve, quase carinhoso, uma carícia absurda naquele cenário. O corpo dele reagiu antes que sua mente pudesse processar a repulsa: a respiração dele acelerou e o peito começou a subir e descer pesadamente.

— Você... você está pelada — a voz dele falhou, o tom oscilando entre o pavor e o torpor.

— Estou — ela sorriu, aproximando o rosto do dele. — Você sempre me chamou de tábua. "Magrela", "peito de tábua", "dá para contar as costelas". Lembra disso, Léo?

Ele não respondeu.

— Então olhe — ela abriu os braços, oferecendo o corpo à contemplação dele com um orgulho doentio. — Olhe bem. É só carne.

Exatamente igual à sua.

Ela se virou abruptamente para Vitor. Ele tentava manter os olhos fixos no chão, mas a biologia dele também não mentia: a calça jeans exibia um volume nítido e rígido, marcando o tecido.

— Olha para mim, Vitor.

Ele ergueu a cabeça devagar, revelando os olhos vermelhos e congestionados pelo choro.

— Você sempre desviava o olhar. Na escola, na rua, em qualquer lugar. Nunca teve coragem de me encarar nos olhos depois daquele dia — ela se aproximou, invadindo o espaço dele. — Olha agora. O que você vê? Uma vítima? Uma louca? Uma puta?

O silêncio na sala tornou-se sufocante.

Com um movimento fluido, ela subiu na cadeira e sentou-se no colo de Vitor, de frente para ele.

Vitor prendeu a respiração de imediato. O peso do corpo nu dela sobre suas coxas, a pele quente e macia pressionando diretamente contra o jeans áspero de sua calça provocaram um choque térmico e sensorial.

— Vou te fazer uma pergunta, Vitor — ela disse, passando os dedos de leve pelo maxilar dele, descendo até o pescoço. — E eu exijo uma resposta honesta. Se mentir, eu mudo o tom da brincadeira.

— O... o quê?

— Você já pensou em mim? Na escola, à noite, sozinho na sua cama?

Ele engoliu em seco. O rosto ganhou uma coloração vermelha, ardente de vergonha.

— Responda.

— ...Sim.

— E o que você pensava?

— Que... que você era bonita — a voz dele saiu em um sussurro quase inaudível.

— Mas você era amigo do Léo — ela completou a frase por ele, sorrindo com uma ternura assustadora. — E o amigo do Léo não podia demonstrar interesse pela esquisita que sofria bullying, não é?

Vitor não respondeu. As lágrimas continuavam a escorrer em silêncio.

— Então você ria junto — ela continuou, mantendo a carícia em seu rosto. — Filmava. Participava ativamente de cada humilhação.

Tudo para garantir que o alvo continuasse sendo eu, and não você.

— Eu não queria fazer aquilo... juro que não queria...

— Mas fez — a voz dela era gélida, destituída de ódio, enunciando apenas um fato incontestável. — Você fez.

Ela deslizou para fora do colo dele. Vitor soltou o ar em um soluço que misturava alívio e desespero absoluto.

Léo soltou uma risada seca, amarga, tentando recuperar o controle da situação através do deboche.

— Bonitinho. O Vitor era apaixonado pela aberração. Sempre soube que ele era um esquisito.

Ela virou-se lentamente para Léo, seus olhos brilhando com uma satisfação perversa.

— Esquisito ? — Ela repetiu a palavra, caminhando até ele com passos ritmados. — Interessante você usar esse tom, Léo.
Especialmente considerando a traição que o seu próprio corpo está cometendo agora.

Ela parou diante dele, inclinando a cabeça para baixo. Os olhos de Léo seguiram os dela, involuntariamente, para a sua própria virilha.

— O valentão do colégio, o pegador, o garanhão... — ela continuou, a voz mansa e venenosa. — E agora, diante da "aberração", amarrado e com medo, você está duro. Completamente duro.

As feições de Léo se fecharam imediatamente, a linha do maxilar rígida.

— Vai se foder. Cala a boca.

— Cala a boca? — Ela inclinou o corpo sobre ele, reduzindo a distância entre seus rostos a milímetros. — O medo tem um gosto engraçado no corpo de homens como você, não é? Ele te desperta. Você não quer me tocar, você me odeia, você quer me bater... mas o seu corpo não consegue ignorar o fato de que eu sou uma mulher nua a um palmo de você. E ele responde. Sem o seu consentimento.

Ela inclinou a cabeça, colando os lábios diretamente no ouvido dele, deixando que sua respiração quente o tocasse.

— Me diga, Léo... o que é pior? Estar amarrado, ou saber que você está sentindo tesão pela menina que você humilhou? Saber que a sua 'virilidade', a única coisa que você acha que tem valor, está agindo contra você? Nem isso você tem controle.

Ele travou os dentes, os olhos arregalados de ódio e pânico.

— Eu vou te matar... — ele sibilou.

Ela recuou um passo, rindo abertamente, uma risada leve, quase infantil.

— Tenta. Enquanto isso, olha para baixo. Olha a marca na sua calça. É a prova de que, não importa o quanto você me odeie, você é um bicho, Léo. Um bicho assustado que se excita com o perigo. E agora, você é o meu bicho.

Ela se afastou e caminhou até a cozinha em silêncio e retornou empunhando uma faca de pão — comprida, com dentes serrilhados, a lâmina de aço brilhando sob a luz amarela da luminária.

Léo perdeu a cor instantaneamente.

— Você... você vai me cortar?

— Talvez — ela respondeu, deslizando a lâmina serrilhada de leve pelo próprio antebraço, apenas o suficiente para arrepiar a pele.

— Depende.

— Depende de quê, caralho?

— De você me responder uma coisa — ela parou na frente dele, segurando a faca pela ponta. — Naquela noite, depois de enfiar a minha cabeça no vaso e me ver chorar no chão daquele banheiro imundo, você foi para casa e conseguiu dormir tranquilo?

Ele hesitou, os olhos fixos na serra do metal.

— Responda.

— ...Dormi.

— Pensou em mim antes de pegar no sono?

— Não.

— Mentira — ela encostou a lateral da faca na coxa dele, sentindo a rigidez do músculo através do jeans. — Você pensou. E o mais doentio é que você gostou.

Ele permaneceu calado. O silêncio operou como uma confissão explícita.

— Você sente prazer na memória — ela continuou, subindo a faca milimetricamente pela perna dele. — Gosta de lembrar que exerceu poder absoluto sobre alguém. Que podia quebrar uma pessoa e ninguém estaria lá para te impedir.

— Para com isso... por favor — a voz robusta de Léo quebrou-se em um filete de súplica.

— Por que eu pararia? — Ela ajoelhou-se entre as pernas dele. — Você nunca parou.

Ela soltou a faca. O impacto do metal contra o piso de madeira ecoou alto pela sala.

Com as mãos livres, ela começou a abrir a calça de Léo. Correu o zíper para baixo com calma e enfiou a mão por dentro da cueca, envolvendo o membro dele com firmeza.

Léo prendeu a respiração, fechando os olhos com força.

— Olhe só para isso — ela murmurou, iniciando um movimento lento e ritmado. A carne dele estava quente, latejando contra a palma da mão dela. — Rígido. Mesmo com medo, mesmo sentindo ódio de mim. O corpo não tem orgulho, Léo. Ele não mente.

— Você é doente... uma psicopata...

— Talvez — ela aceitou o diagnóstico com um ômega sussurro, acelerando o ritmo dos dedos. — Mas você está adorando. Eu sinto na ponta dos meus dedos o quanto você quer isso.

Ele manteve o maxilar travado, enfrentando uma guerra interna visível: o ódio, a humilhação extrema e um tesão involuntário e violento que ele não conseguia conter.

— Abra os olhos — ela ordenou, a voz subitamente firme.

Ele obedeceu.

— Olhe bem para o meu rosto enquanto eu faço isso com você.

Ela intensificou o movimento, fechando a mão com força ao redor do eixo e deslizando até a glande. A respiração de Léo tornou-se forte, ruidosa. Os dedos de suas mãos, presos atrás da cadeira, fecharam-se em punhos tão apertados que as articulações empalideceram. O suor escorria de sua testa.

— Vá em frente, Léo. Goza para mim. Mostra o homem que você é.

Ele soltou um gemido rasgado, agudo, enquanto o corpo inteiro se contorcia contra o encosto da cadeira. O sêmen jorrou forte, cobrindo os dedos e a mão dela. Ela não interrompeu o movimento até o último espasmo, sentindo a pulsação decrescente do membro dele diminuir entre seus dedos.

Ao terminar, ela ergueu-se e limpou a mão suja diretamente na camisa dele.

— Pronto — ela sentenciou, olhando-o de cima. — Agora você me pertence.

Vitor, assustado com a crueza da cena, repetia "me desculpa, me desculpa" como um mantra obsessivo.

Ela virou-se para ele. Abaixou-se, recuperou a faca do chão e caminhou em sua direção.

Vitor arregalou os olhos, os lábios tremendo.

— Por favor... eu faço o que você quiser... qualquer coisa...

— Qualquer coisa? — Ela indagou, parando entre as pernas dele. — Então me diga a verdade. Apenas a verdade.

— O quê?

— Você sentiu prazer quando eu sentei no seu colo agora há pouco?

Ele abriu a boca, buscou o ar, fechou-a e voltou a abrir, rendido.

— ...Sim.

— Mais prazer do que sentiu quando filmou o meu desespero no colégio?

Mais lágrimas brotaram de seus olhos.

— ...Eu não sei.

Ela sorriu. Um sorriso melancólico, quase terno.

— Pelo menos você é capaz de ser honesto.

Ela deu mais um passo à frente, aproximando-se ainda mais. Seu corpo magro exibia um brilho sutil de suor sob a luz indireta da luminária. Ajoelhou-se lentamente entre as pernas de Vitor, mantendo os olhos cravados nos dele. Suas mãos subiram pelas coxas dele com uma lentidão deliberada, sentindo o tremor espasmódico dos músculos do rapaz.

— Então vamos testar o limite dessa sua honestidade — murmurou, a voz assumindo um tom quase gentil, o que tornava tudo ainda mais aterrorizante.

Desabotoou a calça dele com cuidado, manuseando o tecido como se desembrulhasse algo frágil e perigoso. Puxou a cueca para baixo. O membro de Vitor saltou para fora, completamente ereto, latejando em uma mistura nítida de pânico e excitação. Uma gota espessa e transparente de líquido seminal brilhava na ponta.

Ela envolveu a base com uma das mãos, medindo o calor e a pulsação acelerada da carne. Olhou para cima — os olhos de Vitor estavam esbugalhados, inundados de vergonha e pavor.

Sem pressa, ela inclinou a cabeça, abriu os lábios e acomodou a glande quente e sensível dentro da boca. Vitor soltou um gemido abafado, o corpo inteiro retesando-se contra o encosto da cadeira. A língua dela moveu-se em círculos lentos, recolhendo a umidade salgada da ponta, testando cada reação e contração do rapaz.

Ela o recolheu mais fundo, criando uma pressão constante enquanto a mão trabalhava na base. O movimento tornou-se rítmico, úmido e implacável — alternando entre sucções lentas e provocações intensas com a ponta da língua. O som carnal da boca dela misturava-se à precisão matemática do piano de Rachmaninoff.

Vitor respirava em soluços curtos e fragmentados, os quadris movendo-se involuntariamente na tentativa de acompanhar o estímulo, apesar das amarras que o prendiam.

— Por favor... eu vou... — a voz dele quebrou.

Ela não interrompeu o ato. Ergueu os olhos, sustentando o contato visual direto enquanto acelerava o ritmo da sucção. A língua pressionava a parte inferior do membro, acompanhando as veias que pulsavam quentes. O membro intumesceu ainda mais dentro de sua boca, o gosto tornando-se mais forte, anunciando o ápice.

O orgasmo de Vitor veio de forma violenta. Ele arqueou as costas, arrancando um gemido longo e fraturado da garganta enquanto descarregava com força dentro da boca dela. Jatos quentes e espessos atingiram sua língua e o fundo de sua garganta. Ela não recuou nem tentou se afastar; sustentou a posição, engolindo parte do líquido enquanto o restante escorria pelo canto de seus lábios, desenhando uma linha branca que desceu pelo seu queixo. Permaneceu com ele na boca até o último espasmo, até sentir a carne amolecer e tombar trêmula.

Só então ela se afastou devagar, limpando o canto da boca com o polegar. Um fio salivar ainda unia seus lábios ao membro dele.

— Agora você sabe o que significa ser usado de verdade, Vitor. Sem direito a escolha. Sem rota de fuga.

Com um movimento rápido da faca, ela cortou as camisetas que prendiam os pulsos e tornozelos dele.

Vitor permaneceu imóvel, em choque. Esfregou os pulsos marcados pelo tecido, olhou para o próprio corpo sujo, depois para Léo e, finalmente, para a saída.

— Vá — ela ordenou, apontando a lâmina para a porta. — Vá embora.

— Mas... e ele?...

— VAI EMBORA! — O grito ecoou, cortante.

Ele levantou-se cambaleando, as pernas vacilantes. A calça permanecia aberta e a camisa estava encharcada de suor. Deu dois passos em direção à saída, parou e virou-se.

— Se eu procurar a polícia...

— Você não vai — ela o interrompeu, cruzando os braços sobre o peito nu. — Porque se você for, eu garanto que o vídeo de você gozando na boca da "louca da escola" vira domínio público. Chorando como uma mocinha enquanto te chupo. E ninguém vai querer saber se você estava amarrado ou não.

Ele engoliu em seco, abriu a porta e correu para a rua escura.

Lá fora, a realidade o atingiu. Ele não conseguiu caminhar até sua casa de imediato. Desabou no meio-fio, enterrando a cabeça entre as mãos, trêmulo, sentindo um gosto ácido na boca. O celular vibrou no bolso — uma mensagem de sua mãe perguntando por onde andava. Ele ignorou. Levantou-se com dificuldade, arrastou-se até o poste mais próximo e vomitou todo o conteúdo do estômago na sarjeta. Limpou a boca com a manga da camisa, olhou uma última vez para as janelas iluminadas da casa de Léo e considerou, por um segundo insano, voltar e pedir que ela terminasse o serviço. Faltou-lhe coragem. Dobrou a esquina e desapareceu na noite.

Lá dentro ela virou-se lentamente para Léo.

— Agora restamos apenas nós dois.

Léo a encarava com uma expressão que oscilava entre o ódio impotente e um pavor absoluto.

— O que você vai fazer comigo agora? Vai me cortar? Vai me matar?

Ela não respondeu de imediato. Caminhou até o sofá, sentou-se com as pernas cruzadas e fixou os olhos nele.

— Sabe qual é a pior parte de tudo isso? — Ela confessou, a voz mansa, quase apática. — Eu não planejei o depois. Eu só... queria que vocês experimentassem exatamente o que eu experimentei. O medo paralisante. A vergonha que queima a pele. A humilhação pública.

— Você conseguiu — a voz dele saiu carregada de fel. — Está satisfeita? Está feliz agora?

— Feliz? — Ela soltou uma risada sem humor, um som oco. — Não, Léo. Eu não sinto felicidade. Eu me sinto completamente vazia.

Ele permaneceu imóvel.

— Eu passei anos alimentando a ideia de que essa noite me tornaria poderosa. Que eu assumiria o controle da minha própria história. Mas a verdade é que eu acabei de repetir o mesmo roteiro que vocês criaram.

— Você não é igual a nós...

— Eu amordacei a vontade de vocês. Tranquei vocês em uma sala. Usei o corpo de vocês como ferramentas de humilhação contra a vontade de vocês — ela o encarou, os olhos frios. — O mecanismo é exatamente o mesmo. A diferença é que eu vou te soltar.

Ele ergueu os olhos, surpreso.

— O quê?

— Você ouviu.

Ela levantou-se do estofado, recolheu a faca e caminhou até a cozinha. Retornou segurando um copo d'água. Bebeu o líquido devagar, mantendo as costas apoiadas na parede, observando o homem amarrado à sua frente.

— Você merecia algo muito pior — ela declarou. — Muito pior. Mas eu não sou você. Não vou me transformar no monstro que você tentou criar em mim.

— Então corta essas cordas logo.

— Vou cortar — ela pousou o copo na mesa de canto. — Mas antes, há um último detalhe.

Ela ajoelhou-se diante dele, abriu o cinto com movimentos firmes e puxou a calça e a cueca para baixo, expondo-o completamente. O membro dele estava ereto, tremendo de medo e de uma excitação traiçoeira. Ela subiu no colo dele, uma perna de cada lado da cadeira pesada, o corpo magro e pálido pressionando contra o torso suado de Léo.

— Não... não faz isso... por favor...não sem camisinha — A voz dele saiu rouca, quase um gemido.

— Shhh — ela sussurrou, segurando o pau dele com uma mão firme. A glande quente e latejante roçou contra os lábios molhados da sua buceta. Ela estava molhada — não de desejo romântico, mas de uma excitação sombria, de poder. — Eu quero que você entre em mim, Léo. Quero que você me sinta por inteiro. Quero que você goze bem fundo, como se eu fosse uma das garotas que você fodia no colégio e depois descartava.

Apesar de dizer não, se mexer, o membro voltou a enrijecer.

Ela desceu devagar, sentindo a cabeça grossa abrir caminho, esticando suas paredes internas. Centímetro por centímetro, o pau dele deslizou para dentro dela até estar completamente enterrado. Ela soltou um suspiro longo, quase um gemido gutural, e parou um segundo, sentindo ele pulsar dentro de si.

Então começou a cavalgar.

Devagar no início — quadris subindo e descendo em um ritmo controlado, deixando que ele sentisse cada deslize molhado. Os seios pequenos dela balançavam diante do rosto dele, os mamilos roçando o peito suado. Ela segurava os ombros dele com força, as unhas cravando na pele, enquanto o olhava fixamente nos olhos.

— Olha pra mim — ordenou, a voz baixa e rouca. — Olha pra cara da “tábua”. Olha pra magrela que você enfiou a cabeça no vaso.

Sente ela te engolindo agora.

Léo gemeu alto, um som de ódio, prazer e derrota misturados. O pau dele inchava ainda mais dentro dela, latejando a cada descida. Apesar das cordas, os quadris dele tentavam subir para encontrar os dela. O som molhado e obsceno dos corpos batendo enchia a sala, misturando-se ao piano dramático de Rachmaninoff.

Ela acelerou. Cavalgava com mais força, batendo os quadris contra as coxas dele, sentindo o pau entrar fundo e sair quase todo a cada movimento. O suor escorria entre os corpos. Ela apertava os músculos internos, ordenhando-o, controlando o ritmo como uma predadora.

— Você vai gozar dentro de mim, Léo — ela sussurrou no ouvido dele, mordendo o lóbulo de leve. — Vai deixar toda a sua porra quente na menina que você humilhava. Vai carregar isso pra sempre. Cada vez que olhar pra uma garota, vai lembrar que gozou dentro da “aberração”.

Ela cavalgou mais rápido, mais selvagem. Os gemidos dele tornaram-se desesperados. O pau inchou ao máximo, tremendo violentamente dentro dela. Léo arqueou o corpo contra as cordas, soltando um grito rouco e longo enquanto explodia. Jatos quentes e espessos jorraram fundo dentro da buceta dela, enchendo-a. Ela continuou descendo com força, extraindo cada espasmo, cada gota, sentindo o sêmen quente transbordar e escorrer pelas coxas dele e pela cadeira.
Só quando ele amoleceu completamente dentro dela ela parou. Ficou sentada mais alguns segundos, sentindo o pau dele escorregar devagar para fora. Um fio grosso de sêmen branco desceu pela abertura inchada dela, pingando no chão.

Ela se levantou, limpando-se casualmente com a camisa dele, uma linha viscosa ainda descendo pela parte interna da coxa.

— Agora você sabe como é ser usado completamente — disse, olhando-o de cima. — Como é ter o corpo invadido e marcado contra a própria vontade.

Ela se vestiu e colocou a faca na mão dele.

— Agora se vira para se soltar, ou espera seus pais chegarem daqui dois dias.

Ela saiu pela porta sem olhar para trás.

Três meses depois. A vida dela seguia normalmente, já não pensava mais nos dois ou no que ocorreu.

Ela tava num café perto da faculdade, lendo um livro. O celular vibrou. Mensagem de número desconhecido.

"Tô fazendo terapia. Me desculpa."

Ela leu duas vezes. Não respondeu.

Guardou o celular. Voltou pro livro.

Do lado de fora, o sol estava quente. A vida continuava.
Ela sorriu sozinha.

Sabia que um deles tinha quebrado...quebrado ao ponto de não esquecer dela.

Foto 1 do Conto erotico: A vítima virou carrasco: O nome dela é Isabela e fez eles pagarem com o próprio corpo.

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raphaellaa Comentou em 15/06/2026

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Ficha do conto

Foto Perfil historiadordossonh
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Nome do conto:
A vítima virou carrasco: O nome dela é Isabela e fez eles pagarem com o próprio corpo.

Codigo do conto:
264490

Categoria:
Sadomasoquismo

Data da Publicação:
15/06/2026

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