A Sobrinha Sonâmbula e a Queda do Tio: Quem Domina a Sonâmbula?

A chuva caía em lençóis grossos sobre o telhado de zinco quando o ônibus parou na porta da casa grande, de paredes descascadas e janelas escuras. Lara desceu com uma mochila nas costas, uma mala pequena na mão e os olhos vermelhos de chorar o caminho todo. Dezoito anos. Órfã. Os pais tinham morrido há três meses, num acidente de carro na BR-116, depois de um caminhão perder o freio na curva do Morro do Cruzeiro. Depois de ser recusada por parentes distantes que a viam como um fardo, ela foi parar ali: na casa de Zé, o irmão solteiro e mais velho de sua mãe, no interior de Minas.

Zé era um homem moldado pela rigidez da terra. Respeitado na cidade, conhecido por sua postura austera, poucas palavras e uma moralidade antiga, católica, que não dava espaço para fraquezas. No entanto, a casa era grande demais para um homem sozinho, vazia e fria como um caixão. O aviso da irmã, dado por telefone dias antes de morrer, ainda ecoava na mente dele com a voz rouca dos tubos do hospital:

— "O Zé... se ela for morar com você, não se assustem. Ela é sonâmbula. Desde criança. Não acorda ela, não grita. Deixa ela fazer o ciclo e voltar para a cama sozinha. Nunca fez nada perigoso. Só feche as portas do quarto e não deixe nada no chão."

Zé aceitou por obrigação de sangue, mas o silêncio que se instalou na casa era quase físico.

Na primeira noite, ele mostrou o quarto dos fundos, um cômodo úmido com uma cama de solteiro de ferro e um crucifixo de madeira escura na parede.

— "A comida é na hora que quiser. Se quiser café, a garrafa fica na cozinha."

Lara assentiu, os olhos fixos no chão. Não tirou a mochila das costas, não sorriu, não agradeceu. Ela era magra, de ossos finos e delicados. Usava uma blusa de gola alta e calças de moletom largas que camuflavam qualquer contorno do seu corpo. O cabelo preto e liso estava sempre preso em um coque tão apertado que puxava a pele dos cantos de seus olhos, dando-lhe uma expressão constante de dor. Quando precisava passar por Zé no corredor, espremia-se contra a parede, como um bicho assustado que quer desaparecer.

Zé olhava para ela com uma distância severa, auto-protegendo-se do desconforto de ter uma jovem sob o seu teto. "É o luto", ele pensava. "Dá tempo ao tempo."

Mas a mente humana é um terreno perigoso quando o isolamento começa a cobrar o seu preço.
Uma noite a escada rangeu às 22h47.

Zé estava na sala, sentado em sua cadeira de balanço de vime, com um copo de cachaça pela metade entre os dedos. O som no corredor foi um rangido longo, como se a madeira estivesse gemendo sob um peso leve. Ele franziu a testa, a espinha ereta, lembrando-se do aviso da irmã.

O som de pés descalços descendo os degraus de madeira foi lento, compassado. E então ela surgiu no arco da sala.

Iluminada apenas pela luz amarela e fraca do abajur de canto, Lara estava completamente nua.

A camisola branca pendia de sua mão direita, arrastando-se pelo chão. O cabelo preto, solto pela primeira vez, caía em ondas densas até a cintura. Seus olhos estavam abertos, mas perfeitamente fixos no vazio, sem focar em nada na sala. A boca, entreaberta, exalava uma respiração compassada e quente.

O impacto visual atingiu Zé como um soco no estômago. O copo de cachaça tremeu em sua mão, o líquido quase transbordando. O corpo da sobrinha, que de dia parecia inexistente sob os panos largos, revelou-se de uma vez só sob a luz dourada. Os seios médios e firmes subiam e desciam devagar, com os mamilos escuros e rígidos pelo frio do ar-condicionado. O ventre liso desenhava uma linha suave que terminava no triângulo de pelos pretos e fartos entre as coxas, onde uma umidade natural começava a reluzir.

Imediatamente, uma onda de calor violenta subiu pela espinha de Zé. O membro dele endureceu com uma força que ele não sentia há anos, uma pulsação grossa e pesada que pressionou o tecido da calça de brim de forma quase dolorosa.

O primeiro sentimento não foi prazer, foi pânico.

É a filha da minha irmã. É sangue do meu sangue. Isso é pecado, é doença, a mente dele gritava, enquanto os olhos, traidores, recusavam-se a desviar da nudez da garota. Ele olhou para o crucifixo na parede distante, tentando buscar a rigidez moral que o definira a vida toda. O suor que brotou em sua testa era de puro terror moral. Ele precisava gritar, precisava mandá-la subir, mas a voz travou na garganta. Se ele a acordasse daquele jeito, o trauma seria pior. A desculpa médica que a irmã dera tornou-se, instantaneamente, a fresta pela qual a sua perversão entrou.

Lara caminhou em transe até o sofá de couro gasto. Sentou-se bem no meio e, sem desviar os olhos do nada, afastou as coxas. A fenda rosada e úmida abriu-se completamente diante dele, brilhando com um visco transparente. O cheiro de pele quente, suor jovem e uma doçura de fruta madura preencheu o ar pesado da sala, invadindo o nariz de Zé. Sem pressa, ela levou os dedos da mão direita até o centro das pernas.

O primeiro toque foi um roçar lento, mas logo os dedos afundaram entre os lábios internos, que latejavam. Um gemido baixinho, rouco e puramente animal escapou da garganta dela.

O som molhado e o eco do gemido quebraram a última resistência de Zé. O conflito moral transformou-se em uma urgência selvagem. Ele não aguentava mais a pressão dentro da calça. Com os dedos trêmulos, ele abriu o zíper, libertando o membro grosso, pesado e já marcado por gotas brilhantes que escorriam pela pele esticada.

Sentado na cadeira de balanço, a poucos metros dela, ele fechou o punho ao redor da própria carne e começou a se masturbar com força. A vergonha misturou-se ao êxtase proibido, tornando cada movimento da mão infinitamente mais intenso. Ele olhava para os dedos de Lara entrando e saindo, imaginando o calor daquela carne, o aperto daquela fenda depravada pela própria natureza do sono.

O ritmo dela acelerou. O quadril de Lara subia e descia contra a própria mão. Ela atingiu o orgasmo com o corpo inteiro se contraindo em espasmos, os seios balançando violentamente enquanto um som gutural saía de sua boca. Ver a sobrinha gozar daquele jeito, livre de qualquer pudor, fez o mundo de Zé girar. Ele apertou o membro com toda a força e descarregou um jato quente, espesso e violento que voou direto no chão de madeira, sujando o tapete, enquanto seu corpo inteiro tremia em um orgasmo que pareceu arrancar sua alma.

Lara relaxou o corpo no sofá. Segundos depois, levantou-se em silêncio, recolheu a camisola, vestiu-a sem pressa e subiu a escada em transe.

Zé ficou sozinho na escuridão, com o membro ainda úmido para fora da calça, olhando para o sêmen no chão. O nojo de si mesmo foi avassalador. Ele chorou silenciosamente de vergonha naquela noite, jurando a Deus que trancaria a porta do próprio quarto e nunca mais permitiria aquilo.

Ele não contou para ela no dia seguinte por um motivo simples: covardia. Se contasse, ela saberia que ele a vira nua. Ela saberia o monstro que o tio era. Ela iria embora, e a cidade inteira saberia da sua desonra. Era melhor o silêncio.

Mas o silêncio é o adubo do vício.
Ele prometeu que não ficaria fora no quarto quando ela estivesse naquele estado.

A promessa de Zé durou exatamente três dias. Na quarta noite, o rangido da escada o puxou para fora do quarto como um imã. O nojo transformara-se em obsessão. Em um mês, ele já não conseguia dormir sem aquilo; tornara-se completamente dependente daquela rotina clandestina. A farsa diurna — onde ela lhe servia o café de gola alta e ele mal a olhava nos olhos — era apenas o preço que ele pagava para ter o seu espetáculo noturno.

Zé agora preparava a sala. Apagava as luzes principais, deixando apenas o abajur dourado focado no sofá. Colocara um espelho de mesa na mesa de centro, inclinado perfeitamente para ver cada milímetro da intimidade dela de qualquer ângulo. Ele já esperava sentado, nu da cintura para baixo, o membro rígido e latejando de antecipação.

A escada rangeu às 23h12.

Lara desceu. Nua, com o cabelo solto e os mamilos intumescidos. Nas últimas semanas, ela passara a se depilar completamente, deixando a pele da virilha totalmente lisa, o que destacava o clitóris inchado e os lábios internos carnudos, que já vertiam umidade antes mesmo de ela sentar.

Ela parou no centro da sala, os braços caídos, a respiração ofegante.

Zé, consumido pelo desejo e pela vaidade doentia de testar os limites daquele transe, levantou-se. Ele caminhou até ficar a poucos centímetros do corpo nu da sobrinha. Sentiu o calor que emanava da pele dela, o cheiro doce de sua transpiração. Olhou para o rosto dela, para os olhos fixos no vazio, e arriscou um comando em voz baixa, a voz trêmula de poder:

— "Abre as pernas..."

O corpo de Lara reagiu de imediato. Como se a voz dele operasse direto em seus músculos adormecidos, ela afastou os pés devagar e abriu as coxas no meio da sala, escancarando a fenda rosada e reluzente sob a luz dourada.

O coração de Zé bateu na garganta. Ele se sentia um deus controlando uma marionete de carne. A culpa sumira, engolida pelo delírio do controle absoluto.

— "Passa a mão... se toca para o seu tio", ele ordenou, dando um passo para trás.

Lara obedeceu sem piscar. Ergueu a mão direita, levou-a até a virilha e afundou dois dedos na própria intimidade. O som molhado, um clique sibilante de carne lubrificada, encheu o silêncio da casa. Ela puxou os dedos cobertos pelo fluido espesso e os passou lentamente pelos próprios lábios, lambendo-os com a ponta da língua, sem desviar o olhar do nada.

Zé masturbava-se de forma selvagem, o punho apertado ao redor do membro grosso que latejava. O prazer de comandar o corpo dela era mais viciante que qualquer droga.

— "Fica de quatro no sofá", ele comandou, a saliva secando na boca.

Com movimentos lentos e perfeitamente graciosos, Lara subiu no sofá de couro. Apoiou os joelhos e as mãos, empinando a bunda redonda, lisa e firme diretamente na direção de Zé. Os lábios internos, inchados e brilhantes, ficaram totalmente expostos pelo espelho da mesa de centro.

— "Mais rápido... usa as duas mãos", Zé rosnou, aproximando-se por trás, sentindo o calor das nádegas dela quase tocar o seu membro ereto, mas mantendo a distância para não quebrar o transe.

A mão de Lara deslizou por trás, os dedos batendo contra a própria carne com força. Os gemidos dela subiram de tom, tornando-se agudos, preenchendo a sala escura. O quadril balançava para a frente e para trás, respondendo perfeitamente ao ritmo que Zé impunha com sua voz autoritária.

— "Goza... goza agora para mim!"

O corpo de Lara tencionou-se. Ela soltou um urro abafado, a bunda contraindo-se violentamente enquanto um jato de fluido quente escorreu por suas coxas, reluzindo sob o abajur.

Zé explodiu no mesmo instante. O sêmen grosso e quente voou longe, cobrindo a superfície do espelho e caindo no chão em grandes poças brancas, enquanto ele gemia de forma desesperada, completamente dominado por ela.

Lara relaxou o corpo, desceu do sofá em silêncio, recolheu a camisola branca e subiu os degraus devagar, mantendo a expressão intacta de transe.

Na noite seguinte, a rotina repetiu-se com a mesma precisão cirúrgica. Às 23h15, Zé já estava posicionado na sala, nu da cintura para baixo, o membro rígido e a mão pronta, completamente escravo daquela dinâmica.

Lara apareceu. Nua, com os mamilos rígidos e a boca entreaberta. Ela desceu os degraus em silêncio e parou no centro da sala. O olhar continuava fixo no vazio.

— "Senta no sofá e abre bem as pernas", Zé comandou imediatamente.

Lara caminhou, sentou-se e afastou as coxas até o limite, oferecendo a intimidade depilada e reluzente. O tio começou a se masturbar, deliciando-se com o controle absoluto. Ela era a marionete perfeita, o brinquedo moldável que a biologia e o trauma tinham colocado em suas mãos.

— "Usa os dedos... chupa o peito esquerdo", ele ordenava, e ela cumpria cada detalhe, gemendo alto sob a luz do abajur, derramando-se em fluido até atingir o ápice sob os olhos dele.

Após o clímax e a descarga de Zé no chão, Lara levantou-se devagar. Vestiu a camisola branca e subiu a escada passo a passo, mantendo o olhar vago e a expressão adormecida até sumir no corredor. A porta do quarto fechou-se com um clique suave.

Na sala, Zé tentava recuperar o fôlego, limpando-se com um pano, o coração ainda acelerado pelo poder. Ele olhou para o teto com um sorriso satisfeito. Ela não tem controle de nada dormindo. Não lembra de nada quando acorda. Amanhã ela me serve o café de gola alta e gagueja se eu olhar para ela. E eu só preciso esperar a noite chegar para mandar nela de novo.

No andar de cima, trancada em seu quarto escuro, Lara encostou-se atrás da porta fechada. O peito subia e descia rápido.

Mas não havia medo, confusão ou vergonha em seu rosto. Havia um alívio imenso, frio e avassalador. Ela relaxou os músculos da face, desfazendo a expressão vazia que sustentara perfeitamente lá embaixo por semanas. Ela nunca deixara transparecer uma única falha em sua atuação; cada passo vago, cada olhar perdido e cada resposta exata aos comandos dele tinham sido calculados com precisão cirúrgica.

Caminhou até a janela, olhando a chuva que batia no zinco. Lembrou-se dos parentes distantes que a rejeitaram por ser um "fardo". Lembrou-se do pavor terrível que sentira ao chegar ali: o medo de ser descartada e jogada na rua, sem eira nem beira, sem ter para onde ir.

Lara olhou para as próprias mãos na escuridão e sorriu. Ela sabia exatamente o que estava fazendo. Ao performar o transe perfeito e fingir obedecer cegamente aos comandos dele, ela criara a armadilha definitiva.

Aquele homem, outrora o pilar de moralidade da cidade, estava agora irremediavelmente acorrentado ao seu próprio segredo obsceno e doentio. Zé sentia que tinha o controle, mas, na verdade, era o prisioneiro absoluto do vício que ela alimentava. Ele nunca contaria a ninguém o que faziam na sala. Ele nunca mais teria coragem de erguer a voz para ela ou de ditar regras durante o dia. E, acima de tudo, ele nunca, jamais, teria a audácia ou a coragem de mandá-la embora daquela casa.

Ela havia garantido o seu teto, o seu sustento e a sua segurança absoluta até quando quisesse. Aquela casa grande e vazia agora pertencia a ela, comprada com a luxúria secreta do homem que achava que a dominava.

Com um sussurro tão baixo que se misturou ao som do vento, ela se deitou na cama de ferro:

— "Será que um dia conto que não sou sonâmbula?"

Fechou os olhos e, pela primeira vez em meses, dormiu o sono profundo de quem finalmente estava protegida.

No dia seguinte, ela acordou cedo. Desceu a escada vestindo a blusa de gola alta e a calça de moletom larga, o coque apertado. Serviu o café com a timidez habitual, mantendo os olhos fixos no chão.

E o orgulhoso tio Zé aceitou a xícara com a mão trêmula e a cabeça baixa, prisioneiro definitivo da sobrinha que acreditava controlar.

Foto 1 do Conto erotico: A Sobrinha Sonâmbula e a Queda do Tio: Quem Domina a Sonâmbula?

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Ficha do conto

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Nome do conto:
A Sobrinha Sonâmbula e a Queda do Tio: Quem Domina a Sonâmbula?

Codigo do conto:
264153

Categoria:
Incesto

Data da Publicação:
10/06/2026

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