Por isso, decidiu caminhar até a floresta profunda. Os boatos sobre a velha Iara corriam a vila em sussurros assombrados. Diziam que ela não era apenas uma curandeira, mas uma força antiga que guardava poções e elixires para absolutamente qualquer problema humano. O terror que cercava Iara vinha do silêncio: quem ia até a cabana em busca de ajuda voltava resolvido, mas com os olhos distantes, recusando-se terminantemente a dizer o que tinha acontecido lá dentro. O único aviso que davam aos mais jovens, com rostos pálidos, era: “Não vá. O preço da solução nunca vale a pena”.
Mas o desespero de Clara era maior que o aviso dos mudos. Ajustando a mochila no ombro, sentindo o coração martelar dolorosamente contra o peito e uma umidade nervosa entre as pernas, ela cruzou a fronteira das árvores.
A floresta parecia mudar as regras da física à medida que Clara avançava. O som do vento desapareceu, substituído por um zumbido constante. O ar tornou-se denso, com cheiro de terra preta, névoa e flores noturnas que só abriam no escuro. A clareira surgiu como um rasgo no cenário: a cabana de Iara exalava uma fumaça azulada e aromática pela chaminé torta.
A porta de madeira pesada cedeu sem que ninguém a tocasse. Clara entrou, engolindo em seco. O interior era um santuário místico e caótico. Centenas de frascos de vidro lapidado brilhavam nas prateleiras, contendo líquidos que mudavam de cor sozinhos; raízes retorcidas como membros humanos pendiam do teto ao lado de velas negras que queimavam sem gastar a cera.
No centro, sentada diante de uma mesa de pedra, Iara parecia parte da própria fundação do lugar. Seus cabelos brancos eram tão longos que tocavam o chão, trançados com fios de prata, e seus olhos eram duas luas claras, desprovidas de pupilas normais. Ela sorriu ao ver Clara.
— Você quer a força para quebrar as correntes da sua casa, não é, menina? — a voz de Iara ecoou, parecendo vir de todos os cantos da sala ao mesmo tempo. — Quer o elixir da coragem para olhar nos olhos daqueles que te trancam. Eu tenho o remédio exato. Mas toda poção exige um canalizador. Um tributo da carne para que o espírito mude.
A bruxa pegou um cálice de metal trabalhado e derramou um líquido denso, roxo e brilhante. — Beba tudo. Se quiser enfrentar seus pais, precisa deixar o medo morrer.
Clara, trêmula, levou o cálice à boca. O gosto era um mistério absoluto: começava com a acidez de um veneno, queimava como brasa na garganta, mas terminava com uma doçura violenta que fez sua cabeça girar. Suas pernas viraram gelatina. O teto da cabana começou a girar, as cores dos frascos se misturaram em um borrão e a última coisa que Clara viu antes de perder a agência de si mesma foram os olhos brilhantes de Iara se fundindo com os seus.
Quando a consciência de Clara voltou, ela já não habitava o banco do motorista. Seu próprio corpo caminhava pela floresta com passos firmes, o quadril rebolando de um jeito que ela jamais ousaria fazer.
— Ah, que corpo delicioso... — a voz rouca e ávida de Iara ressoou com eco dentro da mente de Clara, como se estivesse lambendo cada canto do seu cérebro.
De alguma forma, a bruxa estava dentro do corpo dela e controlando. Clara só podia assistir sem fazer qualquer coisa.
Nesse momento, sob o comando da bruxa, as mãos de Clara subiram pelo próprio corpo. As mãos enfiaram-se por baixo da blusa, apertando os seios com força brutal, descobrindo como eram pequenos e delicados, mas moldando-os e beliscando os mamilos até arrancar lágrimas de dor e prazer forçado. As mãos controladas desceram pela cintura delgada, apertando as coxas macias de garota miúda e deslizando os dedos por cima do tecido da calcinha, esfregando a umidade imediata que o medo e o misticismo haviam provocado ali.
Iara soltou uma risada rasteira na mente de Clara: — É sério que com um corpo gostoso desse você ainda é virgem? Que desperdício de carne fresca... Toda essa juventude implorando para ser usada, trancada por uma moralzinha de igreja. Olha só para esses seios pequenos e firmes... mamilos já endurecendo só de eu tocar. E essa bucetinha... tão apertadinha, já molhando a calcinha sem permissão. Você queria coragem, Clara? A verdadeira coragem nasce quando você destrói a vergonha.
— Não! Por favor, Iara... pare! O que você está fazendo com o meu corpo? — implorou mentalmente, a voz da alma em puro pânico, sentindo seus dedos afundarem na própria intimidade sem o seu consentimento. Ela tinha medo que alguém a visse daquele jeito se tocando no caminho.
— O que eu estou fazendo? Estou tomando o que é meu por direito — ecoou a voz sombria de Iara, cheia de escárnio. — Agora esse corpo lindo obedece a mim. Cada músculo, cada centímetro dessa carne macia é meu brinquedo. Eu controlo cada suspiro seu, Clara, e vou usá-lo para quebrar essa sua pose de santa de uma vez por todas. Assista na primeira fileira enquanto eu me divirto com você.
Clara sentiu o pânico congelar sua alma ao perceber para onde o corpo estava indo. A umidade quente descia por sua coxa, seu corpo a traindo enquanto marchava para a ruína. Ela não sabia se vinha dela ou da bruxa....
Foi quando avistaram algo.
A cabana na beira da estrada fedia a suor, cachaça e tabaco. Aquele era exatamente o lugar que os pais de Clara sempre mandaram ela evitar a qualquer custo; seu pai dizia que ali era um antro de perdição, onde nenhuma moça direita deveria sequer olhar, sob o risco de manchar a honra da família.
Na varanda, bebendo, estavam três homens da vila: Marcos, o dono da mercearia onde Clara comprava pão; Tião, o mecânico que trabalhava com seu pai; e Gil, o filho do vizinho. Quando o corpo de Clara parou diante deles na penumbra, os três congelaram, os copos parados no ar. Eles sabiam exatamente quem ela era: a filha puritana e intocável do homem mais rígido da região.
— Mas o que é isso...? A santinha do vilarejo se perdeu? — desdenhou Tião, com um sorriso malicioso cruzando o rosto.
Não respondeu ou esperou convite. Iara guiou o corpo para dentro da sala. Nas paredes, a decoração consistia em fotos obscenas e rasgadas de mulheres nuas: bocetas abertas, bocas cheias de pau, bundas vermelhas de tapas. O corpo de Clara fitou as imagens. Ela levou o dedo indicador à boca, mordendo a ponta de leve com um olhar absurdamente lascivo, e soltou uma risada abafada e sensual.
— Olha só... vocês gostam de ver mulher bem usada, né? — a voz de Clara saiu arrastada, puramente provocante, em um tom de vadia que deixou os homens estáticos. — Vocês acham que eu fico mais bonita do que essas putinhas das fotos se eu ficar peladinha para vocês? Hum?
Clara gritava no fundo do seu ser, mortificada: “Não fala isso! Pelo amor de Deus, o Marcos trabalha com meu pai! Que vergonha... eu não sou isso!”
— Você é o que eu quiser agora, Clarinha — sussurrou Iara na mente dela, iniciando o strip-tease com uma lentidão torturante e gostosa.
— Agora se prepara, esse corpo será visto pela primeira vez não para um, mas para uma plateia.
Com os olhos fixos nos homens, o corpo miúdo de Clara deslizou as mãos pela blusa, puxando-a para cima devagar, revelando a barriga lisa até expor o sutiã rendado pequeno. Ela rebolou o quadril sutilmente ao jogar a peça de lado. O sutiã foi aberto pela frente com os próprios dedos, revelando os seios pequenos, delicados e empinados, com os mamilos já incrivelmente duros como pedrinhas sob a luz fraca. Ela prendeu o lábio inferior entre os dentes, descendo as mãos até o botão da calça. Abriu-o devagar, empurrando o jeans pelas coxas macias com movimentos sinuosos, até chutar os sapatos e a calça para longe. Por fim, restou apenas a calcinha totalmente ensopada. O corpo de Clara deu as costas para eles por um segundo, empinando a bundinha redonda antes de puxar o tecido para baixo, expondo a buceta rosada, inchada e brilhando de uma excitação que o corpo não conseguia conter. Totalmente nua no centro da sala, pernas ligeiramente abertas, o corpo exibia-se como um troféu delicioso.
Clara sofria, pois não podia nem controlar as pálpebras e por isso assistia tudo.
O ar frio batendo em suas partes íntimas fez Clara queimar por dentro, mas sua carne tremia de tesão forçado. — Olha como ela está molhada... — Iara ronronou dentro da cabeça dela. — Essa bucetinha de igreja nunca foi tocada e já está pingando pra ser arrombada. Eu amo controlar uma virgem e transformá-la em uma puta faminta na frente dos conhecidos.
— Você não é a primeira que controlo, mas a única que nunca foi tocada.
Marcos deu um passo à frente, os olhos injetados de luxúria, agarrando os seios pequenos dela com força, apertando a carne delicada com bruteza enquanto puxava o rosto dela para perto. — Se o teu pai souber disso, ele me mata, Clara... mas já que você veio pedir desse jeito, vai levar o que quer, sua putinha.
— O pai só sabe rezar, Marcos, mas esse corpinho miúdo aqui quer pau — a boca de Clara disparou, a voz de Iara zombando da inocência da menina. — Olha o tamanho desses peitinhos... aposto que a sua mãozona rústica quase esconde eles, né? Aperta mais forte, deixa bem marcado.
Clara sentia uma humilhação insuportável consumir sua alma enquanto ouvia a própria voz desafiar o colega de trabalho de seu pai.
Marcos a empurrou de joelhos com um sorriso perverso. Gil soltou o pau grosso e o direcionou para o rosto dela. O corpo de Clara abriu a boca voluntariamente, deixando a língua para fora antes de sugar o membro com força. Ela enfiava a boca até o talo, a garganta se abrindo para receber cada centímetro, enquanto emitia gemidos abafados e gulosos. Internamente, a mente de Clara soluçava em agonia: “Eu sou nojenta... como posso estar gostando disso? Meu pai... minha mãe...”
— Chupa direito, sua vadia — rosnou Gil, segurando-a pelos cabelos bruscamente e ditando o ritmo rápido.
— Sim, vou chupar bem. Não saio daqui até virar um mestra de boquete. Disse com tom de vadia e sorriso safado.
Enquanto ela engolia o pau de Gil, Tião veio por trás. Ele se ajoelhou e abriu as nádegas dela com os dedos calejados, expondo o cuzinho apertado e a buceta que pingava. Sem aviso, ele enfiou dois dedos babados na frente dela e começou a bombear rápido. O corpo comandado por Iara deu uma violenta sarrada para trás, buscando mais o toque, os gemidos em torno do pau de Gil ficando mais agudos.
Iara tirou a boca do pau de Gil por um segundo apenas para provocar: — Enfia mais fundo esses dedos brutos, Tião... essa putinha miúda aguenta. O cu dela tá piscando com inveja da buceta, sabia? Qual de vocês vai esticar esse buraquinho primeiro?
— Olha só como a santinha gosta de falar besteira — riu Tião, excitado ao extremo com o linguajar sujo saindo da boca da filha do patrão.
Em seguida, os homens decidiram mudar a posição. Marcos a puxou pelos braços e a jogou de quatro no colchão imundo da sala. Tião se posicionou logo atrás. Ele segurou firme nos quadris estreitos de Clara e, com uma estocada bruta, a penetrou sem aviso. A dor rasgando o hímen, na mente de Clara o impacto em uma onda violenta de prazer elétrico. O corpo dela empinou a bunda com ainda mais força contra o quadril de Tião, engolindo o pau de Gestas por inteiro a cada investida pesada.
— Caralho, Tião, essa buceta é apertada demais! Deixa eu entrar também — pediu Marcos, ofegante.
Marcos deitou-se na frente dela no colchão. O corpo de Clara, respondendo ao comando místico, esticou as mãos para a frente, arranhando o peito de Marcos enquanto puxava o pau dele direto para a sua boca novamente, trabalhando na mamada enquanto sua bunda era esmurrada pelos jatos de investidas de Tião.
— Não reclama não, Marcos, vem cá e mete na boca da sua cadelinha nova — Iara balbuciou entre as chupadas, a voz saindo abafada e lasciva. — Goza na minha cara bem gostoso pro meu pai sentir o teu cheiro quando eu der a bênção para ele amanhã cedo.
O horror psicológico fez a alma de Clara gritar em absoluto desespero, implorando para que aquilo parasse, mas seu corpo apenas rebolava com mais volúpia. Gil, não querendo ficar de fora, aproximou-se por trás de Tião e cuspiu na própria mão, lubrificando o cu intocado de Clara.
Com um empurrão firme, Gil enterrou o pau grosso no cuzinho dela. A sensação de expansão e ardência fez o corpo miúdo de Clara arquear as costas, a boca soltando o pau de Marcos para soltar um grito agudo que misturava puro choque com um tesão avassalador. Eles estavam usando todos os seus buracos ao mesmo tempo. Tião bombardeava a buceta, Gil arrombava o cu ritmicamente, e Marcos agora segurava o queixo dela, enfiando o pau na boca de Clara até quase fazê-la engasgar.
— Sente como eles estão loucos por você? — ria Iara, extasiada com o sofrimento mental da garota. — Usar sua boca virgem, sua buceta apertada, seu cu intocado. Você é meu brinquedinho perfeito.
Eles mudaram novamente. Tião a virou de costas no colchão, puxando suas pernas para cima, deixando-as bem abertas sobre os ombros dele. Ele a enterrou de frente, permitindo que ela visse toda a cena. Gil assumiu a boca dela de novo, e Marcos segurava seus seios pequenos, esfregando o pau nos mamilos rígidos antes de gozar por todo o colo dela.
— Olha para mim, seus machos gostosos... olhem bem para a cara de puta da Clara enquanto vocês arrombam ela — o corpo gemia alto, a voz de Iara comandando o delírio. — Eu sou a vossa vadiazinha de estimação a partir de hoje. Encham essa menininha de porra!
O orgasmo de Clara veio de forma avassaladora e forçada. O corpo dela tremeu por inteiro no colchão, os músculos da buceta e do cu contraindo-se loucamente ao redor dos membros dos homens, esguichando enquanto a risada de Iara ecoava triunfante em seu cérebro.
Os três homens despejaram os últimos jatos quentes — Gil descarregou na garganta dela, Tião encheu o fundo da buceta com sêmen quente, e Marcos completou lambuzando seus seios pequenos e rosto. O corpo de Clara ainda arqueado, os quadris se movendo espasmodicamente no colchão, pedindo mais.
Então, em um estalo, o controle místico foi cortado.
O rosto de Clara mudou no mesmo milésimo de segundo. O olhar lascivo sumiu, dando lugar a pupilas dilatadas pelo horror mais puro. Lágrimas grossas lavaram a sujeira em suas bochechas. A boca, coberta de sêmen, começou a tremer violentamente. Ela recolheu as pernas num solavanco, cobrindo o corpo nu com os braços, encolhendo-se no chão sujo da cabana, soluçando alto. O nojo e a humilhação absoluta travaram seus músculos.
Os três homens, limpando-se, olharam para ela inteiramente confusos com a mudança brusca. — Mas que porra aconteceu com você? — murmurou Tião, ajeitando as calças. — Um minuto atrás você tava implorando para ser arrombada, agindo como a maior putinha da região, falando aquele monte de safadeza, e agora tá chorando?
Clara não conseguia emitir um som articulado. Catou suas roupas rasgadas do chão com as mãos trêmulas, vestindo-as de qualquer jeito. Sentindo o sêmen quente deles escorrer por suas pernas, pelo cu e grudado em seu rosto, ela abriu a porta e disparou em pânico para a escuridão da floresta.
No Dia Seguinte
Clara acordou em seu próprio quarto. O corpo inteiro latejava: os seios pequenos tinham marcas roxas de dedos, o pescoço exibia mordidas violentas, e havia uma ardência profunda e constante em sua buceta e no seu cu. O cheiro de cachaça e suor dos homens parecia impregnado em suas narinas.
Ao puxar a blusa do pijama em frente ao espelho, ela viu: no ombro, perfeitamente cicatrizada, estava a marca negra de uma lua crescente com uma serpente enroscada. O selo de Iara.
Por um breve reflexo no vidro, seus olhos brilharam na cor ultra-clara da bruxa. A voz sussurrou, mística, macia e terrível dentro de sua mente: — Agora você tem a sua resposta, Clara. Vá lá fora. Olhe nos olhos dos seus pais. Você ainda tem medo deles? Depois de tudo o que você aguentou ontem à noite... o que eles podem fazer contra você? Você mudou. E se quiser sentir todo aquele prazer de novo... só me chame. Eu controlo o corpo. Você goza. Sem culpa. Sem responsabilidade perante o mundo. Eu cuido de tudo.
Clara sentiu uma onda vergonhosa e avassaladora de tesão fisgar sua virilha ferida, a buceta latejando só com o eco da memória da cabana. Ela prensou uma coxa contra a outra, as lágrimas escorrendo, odiando o próprio corpo por ainda desejar a degradação.
Ela olhou na direção da cozinha, onde ouvia a voz autoritária do pai. Ela não sentia mais medo dele. Sentia algo muito pior.
Clara limpou o rosto. Mas não respondeu à voz. Ainda não.




