Subimos para o quarto em um silêncio carregado. Quando ele colocou a venda nos meus olhos, o mundo desapareceu e meus outros sentidos foram levados ao limite. A escuridão me deu a coragem que eu não tinha na igreja. Sentir a língua dele me explorando com uma perícia que meu marido nunca teve me fez perder o juízo. Quando ele me deu a rola para chupar, eu me entreguei totalmente, sentindo o gosto do proibido e o peso da traição em cada movimento.
— **"Essa era a surpresa, safado?"** — perguntei, cavalgando com fúria, sentindo o vigor do Sérgio me preencher enquanto meu marido, em casa, provavelmente achava que eu ainda estava no trabalho.
— **"Shiiiiu... relaxa, que a surpresa está só começando"** — ele rosnou.
Foi aí que o surreal aconteceu. Senti um par de mãos extras, grandes e firmes, apertando minha cintura e descendo pela minha bunda. Meu coração disparou. Antes que eu pudesse processar quem mais estava ali, senti uma invasão bruta. Uma piroca cabeçuda e autoritária forçou a entrada no meu cu sem aviso.
O susto me fez reclamar, um grito de dor e choque que foi interrompido pelo estalo de um tapa no meu rosto.
— **"Relaxa, caralho!"** — o Sérgio ordenou, enquanto continuava a me socar por baixo.
O choque do tapa me fez murchar qualquer resistência. Eu estava vendada, vulnerável e possuída por dois homens ao mesmo tempo. O prazer era violento e absoluto. Eu tinha um pau na buceta e outro no cu, um sanduíche de carne que me fazia perder completamente o contato com a realidade. O ritmo era frenético, um encontro de forças que me fazia chacoalhar entre eles.
Eu era a "dona de casa" sendo usada como um objeto de prazer por dois predadores. Os gemidos que eu soltava não eram mais de uma santa; eram de uma mulher que tinha cruzado a linha e descoberto que, no escuro de um motel e com dois paus me preenchendo, o meu casamento "sem sal" parecia uma vida que pertencia a outra pessoa.
No ápice, senti o descarregue duplo. O calor me inundando por todos os lados, um curto-circuito de sensações que me deixou mole e sem rumo. Quando a venda caiu, o segundo homem já havia partido. Eu só sentia aquele rastro de pecado que agora fazia parte de quem eu realmente era.
