Beatriz encarava o reflexo no espelho do banheiro, a pele ainda quente, o corpo vibrando em uma frequência que ela não conseguia desligar. Ela deslizou os dedos pelos dedos, sentindo a sensibilidade extrema de cada nervo. A tarde no sítio tinha sido um borrão de urgência, suor e a sensação perigosa de estar fazendo algo que, se descoberto, viraria o mundo da família de cabeça para baixo.
Rui não era apenas seu primo; ele era o tipo de homem que não pedia licença. A química entre eles sempre fora um fio desencapado, soltando faíscas a cada toque acidental nos almoços de domingo. Mas hoje, longe dos olhos dos parentes, o fio finalmente tinha partido.
Ela fechou os olhos e a memória a atingiu como um soco. O cheiro de mato úmido, o som dos pássaros e, então, o silêncio súbito do quarto quando a porta foi trancada.
Lembrou-se da força bruta com que ele a prensou contra a parede, a urgência nos beijos que quase arrancavam o fôlego. Rui não tinha sido gentil, e era exatamente isso que a deixava em transe. Ele a queria com uma fome animalesca, e ela respondia com a mesma selvageria.
A imagem do momento mais intenso voltou com força total: ela de quatro, as mãos enterradas nos lençóis amassados, sentindo o impacto seco e firme da mão dele em sua bunda. O estalo do tapa ecoou no quarto, fazendo-a soltar um gemido que era metade susto e metade puro prazer. Ela sentia a pele arder, um calor que subia pelas coxas e se concentrava no centro do seu desejo.
Então, veio a invasão.
O sexo anal com Rui fora uma experiência de preenchimento absoluto. Ela conseguia sentir cada centímetro daquela pica grossa, a pressão expandindo tudo, forçando-a a aceitar cada centímetro dele. Não havia espaço para hesitação, apenas a entrega total a um prazer proibido e visceral. Quando ele a possuía por trás, com movimentos profundos e ritmados, Beatriz sentia que estava sendo reivindicada. As gozadas eram profundas, sentidas no fundo do ventre, fazendo-a arquear as costas enquanto gritava abafado contra o travesseiro para não acordar a casa.
Ela sentia falta daquela sensação de estar completa, de ser preenchida até o limite, de sentir o peso do corpo dele sobre o dela e a força com que ele a segurava, como se ela fosse um tesouro roubado.
Beatriz soltou um suspiro longo, sentindo a intimidade pulsar, ainda úmida e sensível. O desejo era uma brasa que se recusava a apagar. Ela pegou o celular, os dedos tremendo levemente.
Abriu a conversa com Rui. O cursor piscava, convidativo.
*“Ainda sinto você aqui dentro”*, ela digitou. *“Acho que a tarde foi curta demais. Você aguenta mais uma dose?”*
Ela bloqueou a tela e esperou, sabendo que, para Rui, a resposta nunca seria um "não".





Não vejo a hora de viver algo assim q delicia