Eu estava parado no corredor 4 do supermercado, segurando um pacote de café, quando senti aquela presença. Ela era jovem, com aquele ar de quem acabou de sair da faculdade, mas os olhos tinham uma fome que não combinava com a inocência do rosto. A conversa começou banal, sobre marcas de massas e preços de vinhos, mas em menos de cinco minutos, a distância entre nós havia sumido. Ela não falava mais de compras. Falava sobre como odiava a monotonia, sobre como sentia falta de alguém que a dominasse de verdade, e como a ideia de "romantismo" a entediava.
— Eu quero algo que me deixe sem fôlego. Algo intenso. Agora — ela sussurrou, encostando o corpo no meu, ignorando completamente as pessoas que passavam com seus carrinhos.
Não precisou de mais nada. O carro mal teve tempo de esfriar no estacionamento do motel mais próximo.
Assim que a porta bateu, a "novinha" desapareceu e deu lugar a uma mulher possessiva. Ela não queria preliminares lentas; ela queria ser tomada. Eu a joguei contra a parede, e o primeiro tapa seco na nádega dela ecoou pelo quarto, fazendo-a soltar um gemido agudo que misturava surpresa e êxtase. Ela arqueou as costas, pedindo por mais, a respiração curta, os olhos dilatados.
Eu a desci para a cama, mas não com delicadeza. Queria que ela sentisse cada centímetro da minha urgência. Meus lábios desceram por seu corpo, mas a verdadeira festa começou quando minha boca encontrou a intimidade dela. Eu a bebi com fome, a língua explorando cada dobra, sentindo o gosto salgado e doce do seu desejo, enquanto meus dedos não paravam de provocar. Ela gemia meu nome, as mãos agarrando os lençóis, o corpo tremendo em espasmos antes mesmo de eu entrar.
Quando finalmente a penetrei, foi um impacto. Ela soltou um grito abafado contra o travesseiro, as pernas enroladas na minha cintura, me puxando para dentro com força, como se quisesse fundir nossos corpos. Foi um ritmo bruto, visceral, onde cada estocada era acompanhada por um tapa ou um puxão de cabelo. Ela gozou a primeira vez ali, em um tremor violento que parecia não ter fim.
Mas ela queria mais. O desafio veio em um sussurro rouco: "Eu nunca tentei... mas quero que você faça isso comigo".
Com paciência e a lubrificação do próprio desejo, eu a preparei para o anal. A primeira vez dela foi intensa. O rosto dela se contraiu em uma careta de choque que rapidamente se transformou em um prazer novo, profundo, que preenchia espaços que ela nem sabia que existiam. A cada investida lenta e depois frenética, ela tremia, a respiração falhando, sentindo a pressão esmagadora que a levava ao limite da sanidade.
Quando finalmente chegamos ao ápice juntos, ela desabou. O corpo dela não parava de vibrar, as pernas ainda espasmando, o olhar perdido no teto do motel.
Foi uma "rapidinha" que durou o tempo de um furacão. Enquanto nos vestíamos, em silêncio, a química ainda faiscando no ar, ela me olhou com um sorriso malicioso.
— No próximo sábado, no mesmo horário?
Eu não precisei responder. O acordo estava selado.
O sábado seguinte chegou com uma eletricidade que tornava o ar pesado, quase sólido. Se o primeiro encontro foi a descoberta do território, o segundo foi a colonização total. Não houve conversa sobre massas, nem desculpas sociais. Ela chegou ao quarto do motel já com a respiração curta, vestindo um vestido curto demais para ser considerado roupa, mas perfeito para ser arrancado.
Desta vez, a fome era mútua e desmedida. O sexo não foi apenas intenso; foi caótico. Começamos no tapete, com ela arqueada sob mim, enquanto eu explorava cada centímetro do seu corpo com uma voracidade que beirava a violência consentida. A química entre nós havia evolgado para algo visceral, onde o prazer era medido pela força do impacto e pela profundidade da entrega.
Eu a possuí com uma urgência que a fez clamar por misericórdia e, logo em seguida, exigir que eu não parasse. A penetração vaginal foi frenética, um ritmo bruto que a deixava zonza, os olhos revirados, sentindo cada estocada ecoar no fundo do seu ventre. Mas ela não estava satisfeita apenas com o óbvio; ela queria a entrega total, a exaustão dos sentidos.
Foi então que decidimos levar a loucura a outro nível. Com a confiança estabelecida e o desejo transbordando, ela se posicionou, oferecendo-me a visão mais provocante de sua vida. O "anel traseiro", que na semana anterior fora um território inexplorado, agora estava relaxado, aberto para a minha invasão.
Eu não tive pressa, mas também não tive delicadeza. A penetração anal foi profunda, preenchendo-a de uma forma que a fazia soltar gritos abafados, a cabeça jogada para trás, o corpo vibrando em uma frequência altíssima. O contraste entre a pressão interna e a fricção externa criou um curto-circuito em seus nervos. Ela estava completamente aberta, entregue a esse prazer proibido e expansivo que a deixava em transe.
No ápice desse delírio, enquanto eu a dominava por trás, ela sugeriu o proibido. Ela se virou, deslizando o corpo para baixo, posicionando o rosto exatamente onde o desejo se acumulava. O beijo grego aconteceu de forma orgânica, deliciosa e visceral. A sensação de ter sua língua explorando minha intimidade enquanto eu sentia o calor do seu corpo contra o meu foi o ponto de virada. Foi um momento de entrega absoluta, onde a barreira entre o prazer e a luxúria desapareceu completamente.
Quando finalmente desabamos, o silêncio do quarto era interrompido apenas pelos nossos batimentos cardíacos acelerados. Ela estava exausta, com a pele ruborizada e o olhar perdido, sentindo-se preenchida e dilatada em todos os sentidos.
Enquanto ela se recuperava, ainda trêmula, ela sussurrou com um sorriso cansado:
— Acho que agora eu sei exatamente onde fica o azeite extra virgem... e como usá-lo para a próxima vez.




