Eu e a novinha começamos a viver juntos, mas a casa nunca foi um lugar de silêncio ou de rotina. E Neusa, nossa amiga íntima e cúmplice de todas as horas, tornou-se a presença constante, a peça que fechava o círculo. A nossa casa transformou-se num santuário de hedonismo, onde as regras do mundo exterior — as regras do "certo" e do "errado" — eram deixadas no tapete da entrada, junto com os sapatos.
Em nossa casa, as loucuras sexuais continuaram, mas ganharam a profundidade do cotidiano. Agora, o sexo não acontecia apenas nos sábados; ele acontecia entre o café da manhã e o banho, no sofá enquanto assistíamos a um filme, ou na cozinha, enquanto a massa cozinhava no fogo. Eram encontros românticos, sim, porque havia um amor visceral ali, mas eram intensos, viscerais e absolutamente desavergonhados.
A dinâmica era um banquete contínuo. Eu adorava possuir a novinha, sentindo a juventude dela vibrar sob meu corpo, a maneira como ela se abria para mim sem reservas, pedindo por cada estocada, cada marca, cada entrega. Adorava vê-la perder a voz nos meus braços, enquanto a pele dela queimava contra a minha. Mas o ápice do meu prazer residia no equilíbrio: ao mesmo tempo em que eu a possuía, eu me entregava para ser possuído pela Neusa.
Havia algo de transcendentalmente potente em ser dominado por ela. Neusa sabia exatamente onde tocar, como pressionar, como me levar ao limite da sanidade com sua força e feminilidade. Eu me sentia pequeno e gigante ao mesmo tempo, mergulhado num êxtase onde a masculinidade e a feminilidade se fundiam num único fluxo de prazer. Muitas vezes, éramos um emaranhado de três corpos: eu penetrando a novinha enquanto sentia a potência de Neusa preenchendo-me por trás, um loop infinito de dar e receber, de dominar e ser dominado.
Nossas tardes eram preenchidas por experimentações. Usávamos o azeite, óleos aromáticos, brinquedos e a própria criatividade de quem não tinha medo do próprio desejo. O sexo anal tornou-se nossa linguagem comum, um território de exploração onde a dor e o prazer dançavam no limite da exaustão. A casa cheirava a sexo, a pele quente e a cumplicidade.
Fomos felizes à nossa maneira, longe dos olhares julgadores e das convenções sociais. Criamos um ecossistema onde o prazer era a única moeda de troca e a honestidade erótica era a lei fundamental. Sabíamos que, para muitos, nossa estrutura seria incompreensível ou "estranha", mas isso nunca nos importou.
Afinal, quem tem preconceitos é sinal que tem algo por resolver dentro de si — provavelmente uma fome que não tem coragem de admitir ou um desejo que nunca teve a audácia de libertar. Enquanto o mundo lá fora se preocupava com etiquetas, nós nos preocupávamos apenas com a profundidade do próximo beijo e com a intensidade do próximo orgasmo.





Votei a história com essas fotos não tem como não ficar com tesão