Eu observava Arthur do outro lado da mesa. Ele era o reflexo mais maduro e lapidado do filho, Leo. Enquanto Leo tinha aquele entusiasmo juvenil e impulsivo, Arthur possuía uma calma territorial, um olhar que não pedia permissão para observar, mas que parecia catalogar cada centímetro do meu corpo sob o vestido de seda. Ele não era apenas meu sogro; ele era o patriarca de uma linhagem de homens que sabiam exatamente o que queriam.
Eu sabia que ele me notava. Eu sentia o peso do olhar dele na minha nuca enquanto eu servia o vinho, a maneira como ele pausava a respine por um segundo longo demais quando eu me inclinava para pegar o pão. E, sinceramente? A ideia de ser desejada por aquele homem, enquanto o filho dele segurava minha mão com ingenuidade, me deixava em um estado de excitação latente que eu mal conseguia disfarçar.
Quando Leo subiu para buscar o carregador do celular no quarto, o silêncio da casa foi preenchido apenas pelo tique-taque do relógio e pelo som da minha respiração acelerada. Eu estava na cozinha, de costas para a porta, fingindo organizar as taças.
Senti o deslocamento de ar antes mesmo de ouvir os passos.
Ele não disse nada. Não precisava. Senti as mãos grandes e firmes de Arthur envolverem minha cintura, me puxando com força contra o corpo dele. O choque térmico da pele quente dele através do tecido do meu vestido me fez soltar um gemido baixo. Ele me segurou firme, as mãos apertando meus quadris com uma possessividade que me fez tremer. Senti a ereção dele, dura e latejante, pressionando-se contra a minha retaguarda.
— Você não faz ideia do quanto eu desejei fazer isso desde que você entrou nesta casa — a voz dele era um rosnado baixo no meu ouvido.
Ele me girou e me içou para cima da mesa de madeira maciça, espalhando as taças e os pratos com um movimento brusco. A frieza da madeira contra as minhas coxas contrastava com o calor abrasador do corpo dele. Arthur não perdeu tempo. Suas mãos subiram, abrindo minha lingerie com uma urgência faminta.
Ele desceu o rosto, ignorando qualquer delicadeza inicial. Seus lábios encontraram meu clitóris com uma precisão cirúrgica, chupando-me intensamente, sugando a minha vontade e me fazendo arquear as costas, agarrando os ombros dele. Eu estava completamente aberta, entregue ao ritmo voraz daquela língua que sabia exatamente onde pressionar.
Mas Arthur queria mais. Ele queria marcar território.
Enquanto eu ainda recuperava o fôlego, ele me virou de costas novamente, pressionando meu rosto contra a madeira da mesa. Senti a ponta do seu membro, imenso e quente, pressionando a entrada do meu cu. Eu nunca tinha feito aquilo. Eu estava tensa, mas o desejo superava qualquer medo.
Ele entrou. Foi lento, depois firme. Senti as pregas do meu cu virgem serem forçadas a se abrir, um atrito intenso que me arrancou um grito abafado. Foi difícil, houve um momento de pressão quase insuportável, mas logo a dor se fundiu com um prazer visceral, profundo, que parecia reverberar em cada nervo do meu corpo. Ele me tomou ali, com estocadas profundas e ritmadas, preenchendo-me de uma forma que Leo jamais conseguiria.
A adrenalina nos levou para cima, em um impulso frenético, até chegarmos ao quarto do filho dele. A ironia de transar na cama de Leo, enquanto o pai me possuía com uma intensidade bruta, elevou o êxtase a um nível insuportável. Arthur me possuía com a autoridade de quem não estava apenas experimentando, mas reivindicando.
Quando finalmente desabamos, ofegantes, o suor colando nossos corpos, Arthur inclinou-se sobre mim, os olhos escuros fixos nos meus, a respiração ainda pesada. Ele beijou o meu pescoço, deixando uma marca que eu saberia esconder, mas que ele saberia ler.
— Agora você sabe — ele sussurrou, a voz carregada de uma promessa sombria e deliciosa. — Você continua sendo a namorada do meu filho. Mas, a partir de hoje, você é minha também.
O som da porta do corredor abrindo foi como um gatilho. Leo estava voltando.
O pânico não veio; no lugar dele, surgiu uma descarga elétrica de adrenalina que fez meu ventre contrair, apertando Arthur com força. Ele não se moveu imediatamente. Ficou ali, pairando sobre mim, sentindo a pulsação do meu corpo ao redor do dele, saboreando o momento exato em que a traição se tornava um segredo compartilhado.
Com uma calma exasperante, Arthur se afastou. Ele não correu. Ele se moveu com a precisão de quem controla cada centímetro daquele território. Enquanto eu tentava recompor meu vestido com as mãos trêmulas e o coração martelando nas costelas, ele já estava de pé, ajustando o cinto do paletó e alisando a camisa, sem um único fio de cabelo fora do lugar.
— Demorou, hein, filho? — a voz de Arthur ecoou, profunda e estável, enquanto ele saía do quarto um segundo antes de Leo entrar.
Leo apareceu na porta, segurando o carregador, com aquele sorriso inocente que agora me parecia quase cruel.
— Achei que tivesse perdido, pai. Desculpa a demora.
Ele caminhou em minha direção e me deu um beijo rápido nos lábios, um gesto carinhoso e superficial. Senti o calor do sêmen de Arthur escorrendo lentamente por minha coxa, a sensação úmida e viscosa me lembrando de que, sob a superfície daquela normalidade, eu agora pertencia a outro homem.
— Tudo bem, querido — eu disse, minha voz saindo mais rouca do que o normal.
Olhei para Arthur. Ele estava parado no corredor, os braços cruzados, observando a cena. Não havia culpa em seus olhos, apenas uma satisfação predatória. Ele me viu ajustar o vestido, sentindo o rastro da sua possessão, e deu um passo à frente, colocando a mão no ombro de Leo.
— Vamos voltar para a mesa — disse Arthur, o olhar fixo em mim. — O jantar esfriou, mas acho que agora podemos discutir as... *expectativas* para o futuro.
O jantar seguiu em um silêncio carregado. Leo falava sobre seus planos para a faculdade, animado, enquanto eu mal conseguia comer. Cada vez que eu me movia na cadeira, sentia a fricção do tecido contra a pele sensível, um lembrete constante da brutalidade de Arthur.
Por baixo da toalha de linho branco, senti algo quente e firme tocar minha panturrilha.
Era o pé de Arthur. Ele começou a subir lentamente, os dedos traçando o contorno do meu tornozelo, subindo por baixo da barra do vestido, movendo-se com a mesma precisão cirúrgica de sua língua. Ele não desviou os olhos de Leo enquanto falava sobre a gestão da empresa da família, mas seu pé agora pressionava a parte interna da minha coxa, subindo perigosamente perto da minha intimidade.
Eu soltei um suspiro involuntário, fechando os olhos por um segundo.
— Você está bem, querida? — Leo perguntou, preocupado, estendendo a mão para tocar meu rosto.
Antes que eu pudesse responder, Arthur apertou minha coxa com força sob a mesa, um comando silencioso que me fez arquear as costas e morder o lábio inferior.
— Ela só está cansada, Leo — Arthur respondeu, a voz carregada de um prazer sombrio. — Mas tenho certeza de que, com um pouco de... *descanso*, ela vai recuperar as energias.
Naquela noite, enquanto Leo dormia profundamente ao meu lado, senti a porta do quarto abrir silenciosamente. A silhueta de Arthur, imponente na penumbra, não precisou de palavras. Ele não veio para conversar.
Ele caminhou até a cama, afastou o corpo sonolento do filho para o lado e deslizou a mão fria por baixo do meu lençol, encontrando exatamente onde ele queria.
— Onde paramos, pequena? — ele sussurrou, e eu soube que aquela era apenas a primeira de muitas noites em que eu pertenceria a dois homens, mas seria consumida apenas por um.




