Padrasto e a enteada fuga da solidão



"Você sempre odiou o jeito que ele olhava para as suas pernas, ou talvez fosse isso que te excitava."

A frase ecoava na mente de Carla enquanto ela encarava o reflexo no espelho do corredor. A casa owna de sua mãe agora cheirava a mofo e saudade, mas havia algo mais impregnado nas paredes: uma tensão elétrica que tornava o ar denso, quase sólido. Luis estava na cozinha, o som do gelo batendo no copo de uísque marcando o ritmo do silêncio torturante entre eles.

Eles não eram parentes de sangue, mas o título de "padrasto" funcionava como uma barreira invisível, uma linha vermelha que ambos tinham medo — e vontade — de cruzar.

Carla desceu as escadas deliberadamente lenta. Ela usava um robe de seda curta que mal chegava aos quadris, deixando a pele bronzeada e as curvas jovens expostas a cada movimento. Ao entrar na cozinha, ela não falou nada; apenas caminhou até ele e apoiou as mãos no balcão, curvando as costas de forma a oferecer a visão perfeita de sua intimidade para quem estivesse sentado atrás dela.

Luis sentiu a garganta secar. Ele era um homem maduro, contido, que passara anos fingindo que a energia sexual vulcânica de Carla não o afetava. Mas a morte da mãe dela havia removido o último filtro social. O desejo reprimido agora transbordava.

— Você não deveria andar assim pela casa, Carla — a voz de Luis saiu rouca, carregada de uma advertência que não tinha força alguma.
E o que você faria se eu continuasse, Luis? — Ela se virou, os olhos brilhando com a malícia da conquista.

O jogo de sedução foi rápido. O tabu, longe de ser um impedimento, tornou-se o combustível. Quando Luis finalmente a puxou pela cintura, o beijo foi desesperado, como se estivessem recuperando anos de fome. Ele a ergueu do chão, as pernas dela se prendendo ao redor do quadril dele, enquanto as mãos grossas do homem exploravam cada centímetro daquela pele que ele tantas vezes imaginou tocar.

Eles não chegaram ao quarto. O desejo era urgente demais. Sobre a mesa de madeira maciça da sala de jantar, Carla foi despida com urgência. A pele dela, quente e úmida, contrastava com o frescor do ambiente. Luis mergulhou o rosto entre as coxas dela, entregando-se a um 69 visceral, onde as línguas se buscavam em um ritmo frenético, explorando cada dobra e cada relevo com a precisão de quem finalmente tem a permissão de devorar o fruto proibido.

A penetração vaginal foi intensa, profunda, preenchendo o vazio que a tensão acumulada criara. Carla gemia o nome dele, as unhas cravando-se nas costas largas de Luis, sentindo a maturidade de seu corpo dominando o seu.

Mas a curiosidade e a entrega total levaram a história além. Com a respiração ofegante e o corpo suado, Luis a posicionou, guiando-a para uma experiência nova. A primeira vez que ele a penetrou analmente foi marcada por um suspiro longo de Carla; a pressão era nova, intensa, e a sensação de preenchimento total a levou ao limite. O tabu do ato, somado ao tabu da relação, criou um afrodisíaco poderoso que elevou o prazer a um nível quase insuportável.

Eles se moveram juntos, em um ritmo orgânico e voraz, explorando cada orifício, cada zona erógena, até que o clímax os atingisse como uma onda devastadora, deixando-os exaustos e entrelaçados no silêncio da casa que, agora, não guardava mais segredos, apenas o eco de um desejo finalmente libertado.
O silêncio que se seguiu ao orgasmo não era confortável; era pesado, carregado de uma consciência súbita. O som da respiração recuperada de Luis, pesada contra o pescoço de Carla, trazia de volta a realidade do lugar onde estavam. A mesa de jantar, a sala que ainda guardava os quadros da mãe dela, o cheiro de uísque misturado ao aroma metálico do sexo.

Carla sentiu o peso do corpo dele sobre o seu e, por um instante, a culpa tentou se infiltrar. Mas a culpa era um tempero que apenas realçava a excitação. Ela sentiu a rigidez dele ainda presente, a pulsação lenta contra sua pele, e sorriu contra o ombro dele.

— Você passou anos fingindo que não me queria — ela sussurrou, a voz ainda rouca, deslizando as mãos pelas costas dele, sentindo cada músculo tensionar.

Luis não respondeu com palavras. Ele a virou com um movimento brusco, mas possessivo, forçando-a a ficar de quatro sobre a madeira fria da mesa. A posição era degradante e divina ao mesmo tempo. Ele segurou os quadris dela com força, deixando marcas que durariam dias, e enterrou o rosto na curva de sua nuca, inspirando o perfume dela misturado ao suor.

— Eu não fingi, Carla. Eu sobrevivi — ele admitiu, a voz vibrando contra a pele dela. — Cada vez que você passava por mim, cada vez que você ria de algo que eu dizia... eu estava contando os segundos para que esse momento acontecesse.

O desejo não havia sido saciado; tinha sido despertado. O primeiro ato fora a libertação, mas o segundo era a exploração. Luis começou a movê-la novamente, não com a urgência do desespero, mas com a lentidão de quem quer mapear cada centímetro do território conquistado. Ele alternava a penetração entre a vagina e o ânus, brincando com a transição, explorando a elasticidade e a entrega dela.

Carla arqueava as costas, os seios roçando a superfície da mesa, os olhos fechados enquanto sentia a plenitude do corpo dele a preencher por completo. A sensação de ser "tomada" por alguém que deveria ser uma figura de autoridade, mas que agora era seu amante mais voraz, levava-a a um estado de transe.
— Mais... — ela implorou, a voz falhando. — Não para, Luis. Me usa por inteiro.

Ele obedeceu. O ritmo tornou-se frenético novamente, o som da pele batendo contra a pele ecoando pela casa vazia. Luis a apertava contra a mesa, seus dedos enterrados na carne macia de suas coxas, enquanto Carla sentia o clímax se aproximar novamente, mais violento que o anterior. Quando o ápice chegou, foi um choque elétrico que fez os dois gritarem, um som que rasgou o silêncio daquela casa, quebrando definitivamente qualquer resquício de norma social ou moral.

Minutos depois, enquanto se recolhiam em silêncio, enrolados nos lençóis do quarto principal, a luz da lua filtrava-se pelas cortinas. Luis observava as pernas dela — aquelas pernas que ele tanto odiara desejar.

— O que acontece agora? — ela perguntou, a voz pequena, quase vulnerável.

Luis a puxou para mais perto, o olhar agora desprovido de máscara.

— Agora, Carla, nós descobrimos que essa casa é pequena demais para o tamanho da nossa fome. E eu não pretendo parar de comer.

A vida seguiu um curso que muitos considerariam escandaloso, mas que para eles era a única verdade possível. O amor floresceu no solo fértil daquela obsessão compartilhada. O carinho tornou-se a base, mas o sexo... o sexo tornou-se a religião da casa.

Assumir-se como casal foi um processo doloroso e, ao mesmo tempo, libertador. A revelação para a família foi como soltar cães raivosos em um jardim: houve gritos, julgamentos sobre a "moralidade" da relação e olhares de desaprovação que pesavam nos jantares de domingo. Alguns primos sussurravam, tias fingiam choque. No entanto, a felicidade radiante de Carla e a determinação inabalável de Luis acabaram por vencer o cansaço do preconceito. A aceitação veio com o tempo, selada por um casamento elegante que, para os convidados, parecia um conto de fadas, mas que para os noivos era a celebração de uma vitória sobre o tabu.
Anos depois, a chegada de uma menina trouxe a doçura da paternidade. A filha era a imagem de Carla, e Luis a amava com uma intensidade protetora e profunda. Mas a paternidade, longe de domesticar a libido do casal, serviu apenas para adicionar uma nova camada de adrenalina à dinâmica deles.

Sexualmente, eles não apenas mantiveram a chama; eles a transformaram em um incêndio. A maturidade de Luis e a plenitude do corpo de Carla, agora transformado pela maternidade, criaram uma química ainda mais perigosa. Eles tornaram-se "loucos" por um sentido de urgência, como se cada momento de intimidade fosse uma corrida contra o tempo.

O jogo de sedução mudou de cenário. Agora, o perigo não era mais o "padrasto", mas a "estabilidade" da vida doméstica. Eles aprenderam a arte do risco.

— Ela dormiu? — Luis sussurrava no pé da escada, a voz rouca, os olhos escaneando o corpo de Carla enquanto ela descia, vestindo apenas uma camisa social branca dele, aberta até a metade.

— Dormiu como um anjo — ela respondia, deslizando para os braços dele com a agilidade de quem conhece cada centímetro daquela fome.

A luxúria deles evoluiu para práticas mais ousadas, explorando cada canto da casa. O tapete da sala, o balcão da cozinha onde tudo começou, e até mesmo o risco excitante de se amarem em cômodos adjacentes ao quarto da filha, com as portas apenas encostadas, o coração batendo forte ao menor som de um movimento no corredor.
As sessões de prazer tornaram-se maratonas. Luis desenvolvera uma obsessão quase fetichista pelas curvas de Carla, e ela, por sua vez, adorava a forma como ele a dominava, lembrando-a de que, apesar de serem pais e cônjuges, eles ainda eram aqueles dois amantes proibidos que se devoravam na mesa de jantar.

Havia noites em que a entrega era total e visceral. Luis a possuía com uma força que beirava o desespero, explorando a profundidade de cada orifício, alternando entre a delicadeza do carinho e a brutalidade do desejo puro. O sexo anal, que começara como uma descoberta, tornou-se um ritual de entrega total, onde Carla se sentia completamente preenchida, entregando-se ao ritmo frenético e possessivo dele.

Eles se tornaram mestres na arte de transformar o cotidiano em erotismo. Um olhar atravessado durante o café da manhã, um toque rápido sob a mesa durante um jantar com amigos, a promessa de um "castigo" no quarto assim que as luzes se apagassem.

A vida era plena, o amor era genuíno, mas a cama era o campo de batalha onde eles lutavam para não se cansar um do outro. Eles não eram apenas um casal; eram cúmplices de um crime prazeroso que se renovava a cada orgasmo, provando que a rotina da família perfeita era apenas a fachada para a paixão mais voraz e insaciável que já haviam conhecido.

Foto 1 do Conto erotico: Padrasto e a enteada fuga da solidão

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Padrasto e a enteada fuga da solidão

Codigo do conto:
268215

Categoria:
Confissão

Data da Publicação:
25/07/2026

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