A frase ficou suspensa no ar, abafada pelo som da chuva que batia contra a janela do apartamento pequeno, onde o silêncio costumava ser preenchido apenas por discussões ou soluços. Neusa estava sentada no chão da sala, as costas apoiadas no sofá, com o rosto inchado e a maquiagem borrada. O divórcio tinha sido um massacre; o homem que ela escolhera aos dezesseis anos passara os últimos anos destruindo a autoestima dela em fragmentos.
Morgana, aos dezoito, observava a mãe. Havia algo naquela vulnerabilidade que a atraía, algo que transcendia o instinto de cuidado filial. Ela não via apenas a mãe, mas uma mulher de trinta e quatro anos que parecia ter sido drenada de toda a sua vitalidade.
Morgana aproximou-se lentamente. Começou com um toque suave nos ombros, massageando a tensão acumulada. O afeto, inicialmente ternurento, foi mudando de tom à medida que a respiração de Neusa começava a sincronizar com a dela. O conforto transformou-se em eletricidade. Quando Morgana beijou a nuca da mãe, sentiu um tremor percorrer o corpo de Neusa — não era um tremor de medo, mas de despertar.
O desejo, proibido e urgente, rompeu a barreira do tabu.
Morgana guiou a situação com uma confiança surpreendente para a sua idade. Seus dedos eram hábeis, explorando cada curva do corpo de Neusa com uma curiosidade voraz, enquanto sua língua, afiada e precisa, descobria os pontos cegos do prazer da mãe. Ela não tinha pressa; ela queria que Neusa esquecesse o mundo lá fora, o tribunal e as brigas, focando apenas na sensação do toque.
O clima esquentou rapidamente. Roupas foram descartadas com urgência, revelando peles que, embora semelhantes, vibravam em frequências diferentes. Neusa soltou um gemido rouco quando Morgana a levou ao limite, transformando a dor do divórcio em uma sessão de prazer intenso e visceral.
Quando Neusa pensou que já tinha gozado o suficiente, que seu corpo não suportaria mais aquela descarga de endorfina, Morgana a surpreendeu. Com um movimento fluido e decidido, a jovem sentou-se sobre a mãe, guiando-a para que seus centros de prazer se encontrassem.
Foi um impacto úmido e quente. As bucetas se encontraram em uma foda molhada, um encaixe perfeito que dispensava palavras. O ritmo era frenético, ditado pelos quadris de Morgana, que cavalgava a mãe com a entrega de quem descobria um novo continente. O atrito, a lubrificação excessiva e os gemidos compartilhados criaram uma bolha onde nada mais importava.
Foi uma descoberta deliciosa, um segredo compartilhado no caos da separação. Naquele momento, a luxúria não era apenas sexo; era a única forma de cura que conheciam. O prazer intenso atenuou a tragédia, transformando a casa vazia em um santuário de pele e desejo.
O suor começou a colar as peles, criando um vácuo úmido a cada vez que Morgana se elevava e descia com força sobre Neusa. O ritmo não era mais apenas desejo; era uma urgência quase violenta, como se precisassem extrair do corpo uma another camada de dor através do prazer. Neusa arqueou as costas, as unhas cravando-se nos ombros da filha, puxando-a para mais perto, querendo fundir-se a ela para que não houvesse mais espaço para a dúvida ou a culpa.
"Olha para mim," Morgana sussurrou, a voz rouca, os olhos fixos nos da mãe.
Neusa obedeceu, e naquele olhar, viu que Morgana não estava apenas explorando um tabu, mas reivindicando a mãe para si, tirando-a dos escombros do casamento fracassado. O ápice veio como uma onda devastadora. O corpo de Neusa contraiu-se em espasmos violentos, a vagina pulsando contra a de Morgana em um ritmo frenético que as levou juntas ao abismo. O grito de Neusa foi abafado pelo beijo voraz da filha, um beijo que sabia a sal e a urgência.
Por longos minutos, elas permaneceram assim, aninhadas no chão frio da sala, a respiração pesada ecoando no silêncio que agora não era mais triste, mas cúmplice. O peso do corpo de Morgana sobre o dela era a única coisa que mantinha Neusa ancorada à realidade.
Lentamente, a lucidez começou a retornar. Neusa sentiu o coração bater contra as costelas, e a percepção do que tinham acabado de fazer começou a flutuar sobre elas. No entanto, não houve pressa em se afastarem. Morgana deslizou a mão pelo abdômen da mãe, um carinho possessivo, enquanto depositava pequenos beijos no pescoço dela.
— Você não pode me odiar por isso — Morgana murmurou, a voz carregada de uma maturidade inesperada.
Neusa fechou os olhos, sentindo a umidade entre as pernas secar lentamente. A culpa tentou surgir, mas foi rapidamente soterrada pela memória da sensação do corpo da filha contra o seu. Ela percebeu que, pela primeira vez em dez anos, não se sentia pequena ou insuficiente. Sentia-se desejada.
— Eu não odeio você, meu amor — Neusa respondeu, a voz ainda trêmula, enquanto envolvia Morgana em um abraço apertado, ignorando que o mundo lá fora continuava a girar, indiferente ao segredo pecaminoso e curative que acabara de nascer naquele apartamento.
Elas sabiam que aquele ato não era apenas um lapso momentâneo. Havia algo aberto agora, uma porta que jamais poderia ser fechada. O divórcio tinha deixado Neusa vazia, mas Morgana a tinha preenchido com algo perigoso, visceral e absolutamente viciante.





Simplesmente maravilhoso