Raquel chegou ao edifício da empresa no centro da cidade num sábado de manhã cedo. O parque de estacionamento estava quase vazio, mas a zona era movimentada — cafés a abrir, pessoas a passar. Tinha dito ao António que precisava de concluir um processo urgente e que não demoraria muito. Vestira-se de propósito: jeans justos que realçavam as coxas firmes e o cu empinado, um top curto e justo que deixava à mostra a cintura estreita e um pouco da barriga, sapatilhas brancas. Por baixo, lingerie preta — sutiã de renda e fio dental. O corpo escultural de um metro e cinquenta e sete estava bem contido, mas pronto a ser revelado. Naquela zona do centro toda a gente a conhecia. Era a Raquel do departamento financeiro, sempre bem-disposta, sempre profissional. No caminho, ligou a Paulo. — Estou a caminho do escritório. Preciso da tua opinião num processo que estou a fechar. Se puderes passar, agradecia. Daqui a uma hora estou lá. — Às dez estou aí — respondeu ele, sem hesitar. Uma hora depois, o elevador abriu e Paulo entrou no piso. Raquel já tinha terminado o processo e estava à espera, sentada na cadeira giratória, as pernas cruzadas, os jeans a marcar o contorno do fio dental. — Chegaste — disse ela, levantando-se com um sorriso calmo. — Fechei a porta. Ninguém vem cá ao sábado. Olha, preciso mesmo da tua opinião neste relatório. Há dois pontos que não me convencem. Senta-te. Paulo aproximou-se da secretária, leu por cima do ombro dela. O perfume dela era mais forte do que o habitual. O top curto subia um pouco quando ela se inclinava, revelando a curva da cintura. — Posso fazer café enquanto lemos? — perguntou ele. — Faz. Eu gosto do teu. E traz duas chávenas. Vamos demorar um bocado. Ele saiu para a pequena cozinha do piso e voltou com duas chávenas. Raquel tinha-se levantado e estava de pé junto à secretária, as pernas ligeiramente afastadas, os jeans a marcar bem o cu empinado. Quando ele lhe entregou a chávena, os dedos tocaram-se um segundo a mais. — Obrigado — murmurou ela, olhando-o de baixo para cima. — Às vezes sinto que preciso de alguém que me diga exactamente o que fazer. Alguém que não tenha medo de ser directo. Tu és assim, não és? Paulo pousou a chávena. Os olhos desceram pelo corpo dela, pelas coxas firmes apertadas no tecido, pelo top que deixava adivinhar o sutiã de renda. — Sou. E tu és boa no que fazes, Raquel. Mas às vezes convém ouvir quem manda. Ou quem sabe o que está a ver. Ela deu um passo mais perto, a voz baixa. — E o que é que estás a ver, Paulo? — Estou a ver uma mulher que veio trabalhar num sábado de manhã de jeans justos e top curto. Estou a ver alguém que sabe exactamente o efeito que causa. E estou a perguntar-me se o processo era mesmo a única razão para me chamares. Raquel sorriu de lado, sem desviar o olhar. — O processo está fechado. Já estava quando liguei. Queria a tua opinião… e a tua presença. Agora que estás aqui, o que fazemos? O silêncio ficou pesado. Paulo não respondeu logo. Aproximou-se, a mão a pousar na cintura dela, por baixo do top. A pele quente. Os dedos deslizaram até à anca, apertaram a carne firme do cu empinado. — Então tira esses jeans — disse ele, a voz baixa. — Quero ver o que trouxeste por baixo. Raquel obedeceu sem pressa. Desapertou o cinto, puxou os jeans para baixo junto com o fio dental preto. Ficou só com o top e o sutiã de renda. Virou-se de costas, apoiou as mãos na secretária e arqueou as costas, o cu empinado bem à vista. — Assim está bem? — perguntou ela, a voz rouca. — Ou queres que eu peça de outra forma? Paulo aproximou-se por detrás. As mãos grandes desceram pelas coxas firmes, apertaram as nádegas empinadas, abriram-nas. Passou o polegar pela entrada estreita. — Não precisas de pedir. Já estás a mostrar exactamente o que queres. Cuspiu na mão, passou pelo pénis já duro e posicionou a cabeça na entrada. Empurrou devagar. Raquel soltou um gemido longo, a testa a baixar contra a secretária, os dedos a agarrar a madeira. — Mais… mais fundo — pediu ela. — Quero sentir-te a entrar todo. Ele avançou centímetro a centímetro até estar completamente dentro. Começou a mover-se, primeiro lento, profundo, depois mais forte. O som da pele a bater no cu empinado dela encheu o gabinete. As coxas firmes tremiam a cada embate. O top subiu mais, os seios firmes a balançar dentro do sutiã de renda. — És uma puta — murmurou ele, a voz rouca, as mãos a agarrar-lhe as coxas. — Uma porca que liga ao diretor a pedir opinião e depois apresenta o cu. Uma vaca que veio de jeans justos e fio dental só para isto. — Continua — gemeu ela, empurrando o cu para trás. — Diz-me mais. Quero ouvir. E fode-me mais forte. O ritmo ficou violento. Paulo puxava-a pelas coxas a cada investida, o pénis a entrar até ao limite. Raquel gemia alto, sem se importar, as unhas a riscar a madeira da secretária. O corpo escultural tremia, as coxas firmes a contrair, o suor a brilhar na pele. — Vou gozar… no cu — avisou ele. — Enche-me — pediu ela, a voz embargada. — Quero sentir a esporra quente lá dentro. Tudo. Ele enterrou-se fundo e gozou em jactos longos e densos, enchendo-a completamente. Raquel tremeu, o corpo a apertar-se à volta dele em espasmos. Quando ele se retirou, nada escorreu. A esporra ficou lá dentro, quente e densa. Raquel endireitou-se devagar, puxou o fio dental e os jeans para cima, ajeitou o top. O olhar ainda brilhava, o corpo escultural ainda quente. — Agora vamos embora. Quero um café a sério. Saíram juntos pelo elevador. No rés-do-chão, a luz do sábado batia forte. A esplanada do café ao lado da empresa já tinha algumas mesas ocupadas. Raquel conhecia quase toda a gente daquela zona. Dois homens de meia-idade, clientes habituais, olharam na direcção deles quando ela passou, acompanhada por Paulo — um homem que ninguém ali reconhecia. — Olha a Raquel… num sábado, a sair da empresa com companhia — comentou um, em voz baixa. O outro riu, sem tirar os olhos dela. — Estranho, não é? Sempre tão profissional… e agora aparece assim, de jeans justos, ao lado de um gajo que ninguém conhece. Aposto que não foi só trabalho. Aquela dá para umas fodas bem dadas, não dá? Raquel não ouviu. Continuou a andar ao lado de Paulo, o passo calmo. Na esplanada, sentado numa mesa de canto, estava o Rui — o amigo com quem ela fodia de vez em quando. Ele levantou o olhar quando a viu, sorriu de lado e fez um gesto discreto com a cabeça. Raquel sorriu de volta, sem parar, e sentou-se com Paulo noutra mesa, o corpo ainda quente, a esporra ainda lá dentro
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