Encontraram-se fora da cidade, num parque de estacionamento discreto junto à estrada que subia para o monte. Raquel chegou primeiro, de casaco comprido e saia justa. Quando o jipe do Rui parou ao lado, ela abriu a porta e entrou sem dizer palavra. O cheiro dele encheu o habitáculo — pele quente, colonia e um resto de tesão antigo. Enquanto ele conduzia pela estrada estreita que serpenteava entre pinheiros, Rui falou baixo, os olhos na estrada: — A N viu-nos. Gravou tudo. Estava escondida no corredor quando te fodi na secretária. Mostrou-me o vídeo ontem. Vi-te de quatro, a gemer, o cu empinado a levar. E isso deixou-me duro o dia inteiro. Raquel sentiu a cona contrair-se só de ouvir. Passou a mão pela coxa dele, subiu até ao volume já marcado nas calças. — E gostaste de saber que ela estava a ver? — Gostei. Gostei de saber que alguém te viu a ser fodida como a puta que és. Ele desviou o jipe por um caminho de terra batida, longe da estrada principal. Avançou mais uns metros entre árvores densas até encontrar um claro pequeno, protegido por um muro natural de arbustos e penhascos. Parou o motor. O silêncio do monte caiu sobre eles. Só se ouvia o vento nos pinheiros e o bater longínquo de algum animal. — Ninguém vem aqui — murmurou ele. — Nem a imaginar. Desligou o motor. Raquel já tinha aberto o casaco. Por baixo só trazia o sutiã de renda preta e o fio dental. Tirou o casaco por completo e ajoelhou-se no banco do passageiro, virada para ele. Abriu-lhe as calças com pressa, tirou o pénis já duro e engoliu-o até meio. A cabeça dele bateu no fundo da garganta dela. Chupava com vontade, a língua a roçar a veia por baixo, a mão a apertar a base. Rui tinha a mão no cabelo loiro dela, a guiar o ritmo, a olhar para baixo a ver os lábios vermelhos a esticarem-se à volta do pau. Mais acima, no caminho de terra que serpenteava a encosta, Álvaro corria. Tinha visto o jipe passar minutos antes e, por um segundo, achou ter reconhecido o perfil da Raquel no banco do passageiro. Parou, hesitou, depois subiu por um atalho estreito até uma zona mais elevada. De lá, entre os ramos, tinha uma vista clara sobre o claro onde o jipe estava estacionado. Viu a amiga ajoelhada, a cabeça a subir e descer no colo do homem. Ficou imóvel, o coração a bater depressa, escondido atrás de um pinheiro. Dentro do jipe, Rui puxou Raquel pelo cabelo e tirou-lhe a boca do pénis. — Tira tudo. Quero-te nua. Ela obedeceu. Tirou o sutiã e o fio dental. Ficou completamente nua sobre o banco de pele. Rui reclining o banco do condutor para trás, puxou-a para cima de si e enfiou-a de frente, de uma só vez. Raquel soltou um gemido longo quando ele a penetrou até ao fundo. Começou a cavalgar devagar, as mãos apoiadas no peito dele, os seios a balançar a cada movimento. Ele agarrava-lhe as ancas e empurrava para cima, encontrando cada descida dela com uma estocada forte. — Isso, puta… monta-me — murmurava ele. — Mostra como gostas. Depois virou-a. Raquel ficou de quatro no banco largo da frente, o cu empinado para ele. Rui ajoelhou-se atrás, abriu-lhe as nádegas e passou a língua pelo cu dela, lenta, molhada, várias vezes. Chupou, empurrou a língua para dentro, lambendo-a com fome enquanto ela gemia contra o encosto. Só quando ela estava a tremer é que posicionou o pénis na entrada apertada e empurrou. Entrou devagar no cu dela, centímetro a centímetro, até estar completamente dentro. Raquel arqueou as costas e gemeu mais alto, o som perdido no vento do monte. Ele fodeu-lhe o cu com ritmo profundo e constante, as mãos a apertar as ancas firmes, a puxá-la para trás a cada estocada. Depois tirou, voltou à cona, fodeu-a forte durante longos minutos, e voltou ao cu outra vez. Alternava. Entrava na cona até ela estar à beira de gozar, depois enfiava no cu e continuava. Raquel gemia sem parar, a voz rouca de tesão, as unhas a riscar o estofo do jipe. — Puta… vaca… olha para ti, a levar no cu no meio do monte — dizia ele, a voz baixa e suja. — Gozaste na secretária enquanto a N gravava e agora estás aqui outra vez, a dar-me o cu. Mais acima, Álvaro via tudo. Via a amiga de quatro, o corpo a embater para trás, o homem a foder-lhe o cu com força. Via os seios a balançar, a boca aberta a gemer. Não conseguia ouvir as palavras, mas via a intensidade. Ficou ali, imóvel, o corpo tenso, a observar cada mudança de posição. Rui deitou Raquel de costas no banco, ergueu-lhe as pernas e enfiou outra vez no cu. Fodeu-a assim, fundo, olhando-a nos olhos enquanto ela gemia e pedia mais. Depois puxou-a para cima de si outra vez, de costas para ele, e fodeu-lhe o cu de baixo para cima enquanto ela se apoiava no volante. As coxas dela tremiam. O suor brilhava na pele. O cheiro a sexo enchia o jipe. Raquel gozou primeiro, o corpo a contrair-se em espasmos longos, a cona e o cu a apertarem-se à volta dele. Rui continuou a foder-lhe o cu através do orgasmo dela até gozar também, enterrou-se até ao fundo e veio em jactos quentes e densos lá dentro. Ficou assim, pulsando, a respiração pesada contra as costas dela. Só depois saiu. Raquel ficou deitada no banco, as pernas abertas, a esporra a escorrer-lhe devagar pelo cu e pela cona. O vento entrava pela janela entreaberta e arrefecia o suor na pele. Mais acima, Álvaro afastou-se em silêncio, o coração a bater, a imagem da amiga a ser fodida no jipe gravada na memória. Não disse nada a ninguém. Apenas desceu o monte pelo mesmo atalho, ainda a sentir o corpo tenso. Dentro do jipe, Rui passou a mão pelo cu molhado de Raquel e sorriu
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