O risco



Eles fodiam há anos. Não era só sexo. Era o segredo, a tensão constante, o jogo de poder que nenhum dos dois admitia em voz alta. Raquel, a diretora comercial, quarentona casada, um metro e cinquenta e sete de altura, corpo atlético e sensual, ancas proporcionadas, rabo empinado e firme. No trabalho era elegante, controlada, a mulher que fechava contratos e mantinha a imagem perfeita. Com ele, soltava-se. O Dr. Paulo, diretor regional, alto, atlético, superior hierárquico dela, sabia exatamente o efeito que tinha. Nas reuniões olhava-a com aquele sorriso discreto que só ela percebia, e ela sentia o corpo reagir mesmo quando estava a apresentar números.
A convenção anual da multinacional tinha sido um sucesso absoluto. Os números da equipa deles tinham ultrapassado todas as metas. Prestígio, aplausos, olhares de inveja dos colegas. Dois dias depois da cerimónia de entrega de prémios, no hotel de cinco estrelas onde decorria a convenção, estavam no quarto dele. Os funcionários da empresa estavam hospedados entre aquele hotel e o do lado. O risco de serem apanhados era grande. Pior: o quarto ao lado estava ocupado. Ouviam-se vozes abafadas através da parede fina. Qualquer gemido alto demais, qualquer batida mais forte da cama, e alguém ia perceber. Tinham de estar atentos a cada segundo.
Raquel tinha tirado o fato de trabalho e vestido apenas aquele camisão de cetim cinza-prateado, o mesmo que usava às vezes quando ele a visitava em casa enquanto o marido estava fora. O tecido brilhava sob a luz baixa do quarto, deslizava sobre os seios firmes, marcava os mamilos duros, e subia pela cintura quando ela se inclinava. Sem cuecas. Só o cetim e a pele. Enquanto se punha de quatro na cama, o coração batia-lhe forte. Não só de desejo. De risco. A possibilidade real de serem ouvidos tornava tudo mais afiado, mais sujo, mais necessário.
Ele estava atrás dela, já sem a camisa, só com as calças desapertadas, o pénis grosso e duro na mão. Olhava para o rabo empinado dela e sentia o mesmo misto de domínio e necessidade que sempre sentia. Anos a foder a mesma mulher e ainda assim o corpo dele reagia como se fosse a primeira vez. Havia poder nisto. Ela era a diretora comercial, inteligente, respeitada, e mesmo assim estava ali, de quatro, a oferecer-lhe a cona porque ele queria. Mas havia também uma falha nele: precisava daquilo. Do segredo. Do perigo. Da certeza de que só ele a via assim, enquanto do outro lado da parede alguém conversava sem saber o que se passava a poucos metros.
— Olha para este rabo… — murmurou ele, a voz baixíssima, quase um fio, os olhos fixos na porta e depois na parede. — Anos a foder-te e ainda me fodes a cabeça só de te ver assim. E eles estão mesmo ao lado…
Raquel virou a cabeça por cima do ombro, o cabelo solto a cair-lhe pela face, o olhar brilhante, a respiração já irregular.
— Então para quê esperar? Mete. Quero sentir-te fundo. Mas devagar… se eles ouvirem, estamos feitos.
Ele aproximou-se, passou a cabeça do pénis pela fenda molhada dela, de cima a baixo, sentindo o calor e a humidade. Raquel arqueou mais as costas, empurrando o rabo para trás, o corpo a tremer de antecipação e de medo. O corpo dela já estava treinado para o dele. Sabia exatamente como se abrir, como receber, como apertar. Anos de encontros furtivos tinham ensinado os dois a ler o outro sem palavras. Mas nunca o risco tinha sido tão próximo.
— Paulo… deixa de brincar. Mete.
Ele sorriu, um sorriso tenso, e empurrou. O pau entrou de uma assentada, abrindo as paredes quentes e apertadas da cona dela. Raquel soltou um gemido longo, mas imediatamente abafou-o contra o antebraço, a boca entreaberta, os dedos a apertar o lençol com força. No momento em que ele a penetrou, a mente dela esvaziou-se de tudo o resto — e ao mesmo tempo ficou hiper-alerta. O marido, a empresa, os colegas no quarto ao lado… tudo existia ao mesmo tempo. O prazer e o perigo misturavam-se até se tornarem a mesma coisa.
— Ai, sim… assim… — sussurrou ela, a voz quase inexistente.
Ele agarrou-lhe as ancas com as duas mãos, os dedos cravados na carne macia, e começou a foder-lhe com movimentos longos e profundos, mas controlados. Cada estocada fazia o rabo dela abanar, a carne a tremer de forma obscena. O cetim do camisão brilhava com o suor, o tecido a deslizar-lhe pela pele a cada embestada. Os dois ouviam com atenção doentia qualquer movimento do outro lado da parede. Uma voz masculina. Uma risada. Depois silêncio. O coração de Raquel batia-lhe nos ouvidos.
— Como é que consegues estar sempre tão molhada para mim? — perguntou ele contra a orelha dela, a voz um fio de som, enquanto acelerava um pouco, testando o limite do barulho. — Mesmo com eles ali ao lado…
— Porque és tu que me fodes… — respondeu ela, ofegante, tentando controlar cada respiração. — O marido nem chega aos teus pés. Mete mais fundo. Quero sentir-te até ao fundo… mas calma, por favor…
Ela sabia que aquelas palavras o excitavam. Sabia que ele gostava de ouvir que era melhor, que era o escolhido. E ela gostava de as dizer, porque eram verdade. O marido era afeto e rotina. Paulo era desejo cru, quase egoísta, e agora era também o homem que a fodia a poucos metros de colegas de trabalho. Essa dualidade fazia-a molhar-se ainda mais.
Ele obedeceu. Inclinou-se, uma mão a deslizar pela lombar dela até apertar o ombro, mantendo-a bem empinada, e fodeu-lhe com força, mas sem deixar a cama bater na parede. O som da pele a bater na pele encheu o quarto, húmido, rítmico, perigosamente audível. A cona dela engolia-lhe o pau até à base, escorregadia, apertada, a fazer aquele barulho molhado que os dois adoravam e que agora os assustava. Enquanto a fodia, Paulo pensava no risco real. Se alguém batia à porta, se alguém ouvia e reconhecia as vozes… a carreira de ambos podia acabar naquela noite. E mesmo assim não parava. Essa contradição era o que o mantinha viciado. O poder de a ter assim, vulnerável, molhada, a engolir-lhe o pau enquanto o perigo os rodeava.
Raquel gemeu mais alto do que queria e imediatamente enterrou a cara no lençol, empurrando o rabo para trás ao encontro das estocadas, o corpo a tremer.
— Ai, Paulo… continua… mas calma… ouvem-se vozes… estão mesmo ali…
Ele agarrou-lhe melhor a cintura e acelerou, mais curto, mais fundo, o pénis a entrar e a sair com facilidade, a cabeça a bater no ponto certo lá dentro. Raquel tinha a cara quase encostada ao colchão, o cabelo a tapar-lhe metade do rosto, a boca aberta, a tentar engolir os gemidos. Por dentro, uma parte dela queria gritar. Queria que o perigo fosse real até ao limite. A outra parte — a profissional, a casada, a mulher que no dia seguinte ia ter de olhar para aqueles mesmos colegas — mantinha-a em silêncio desesperado.
— Está tão apertada… tão quente… — sussurrou ele contra a nuca dela, a respiração quente. — Vou gozar dentro de ti. Agora.
— Goza… quero sentir — pediu ela, a voz trémula, quase um fio. — Enche-me. Depressa… antes que alguém nos ouça…
Ele fodeu-lhe mais depressa, o corpo atlético a trabalhar sem esforço, o suor a escorrer-lhe pelo peito e a pingar nas costas dela. O rabo empinado da Raquel abanava com cada impacto, as ancas a tremer. Ela apertava a cona à volta do pau dele de propósito, sentindo cada veia, cada centímetro, o coração a bater tão forte que doía. O risco já não era só mental. Era físico. Estava-lhes na pele, no suor, no silêncio forçado.
Quando ele chegou lá, cravou-se fundo e soltou-se, o esperma quente a jorrar dentro dela em jactos fortes. Raquel gemeu alto demais, abafando o som contra o lençol com força, o corpo a contrair-se à volta dele, sentindo as contrações, o líquido a enchê-la, a escorrer-lhe pela cona enquanto ele ainda se mexia devagar, esvaziando-se por completo. Os dois ficaram imóveis, a respiração pesada a encher o quarto, os ouvidos em alerta máximo. Do outro lado da parede, alguém falou mais alto. Depois riu. Depois silêncio.
Ele retirou-se devagar, o pénis a sair escorregadio, deixando um fio branco a descer pela coxa interna dela. O camisão de cetim estava todo amassado, colado ao corpo suado. Raquel virou-se de lado, ainda ofegante, as pernas a tremer ligeiramente, e olhou para ele com aquele sorriso sujo e cansado que só usava quando estavam sozinhos. Por trás do sorriso havia a mesma mistura de satisfação e lucidez de sempre. Sabia exatamente o que aquilo era. Não era amor. Era necessidade. Era o único sítio onde podia ser a mulher que o marido nunca via — e que agora, com o risco tão perto, se tornava ainda mais viciante.
Ele deitou-se ao lado dela, a mão a deslizar pelo rabo ainda exposto, a acariciar a pele quente, ainda a ouvir se alguém se aproximava da porta. Também ele sabia. Anos a isto e nenhum dos dois fingia que era outra coisa. Era desejo, poder, risco e o prazer quase doentio de manter o segredo intacto enquanto o mundo profissional continuava a poucos metros, do outro lado de uma parede fina.
Ela puxou-o pela nuca e beijou-o, o gosto a suor e a sexo ainda na boca, os dois em silêncio absoluto, o coração ainda a bater depressa, o risco a pairar no ar como uma segunda pele.
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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico ptmanuelpt

Nome do conto:
O risco

Codigo do conto:
273433

Categoria:
Cuckold

Data da Publicação:
29/09/2026

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