O apartamento do Dr. Rodrigues estava silencioso, iluminado apenas pelas velas que ele próprio tinha acendido sobre a mesa de jantar de madeira escura. A esposa estava fora da cidade — um congresso de fim de semana, ou algo do género. Ele não se tinha dado ao trabalho de inventar desculpas elaboradas. Bastava-lhe o facto de a casa estar vazia. Raquel chegou pontual. O vestido preto, curto, justo no corpo, descia apenas até meio da coxa. Por baixo, o soutien de renda preta e o fio dental minúsculo que ele iria descobrir em breve. O cabelo estava apanhado num coque baixo, deixando o pescoço exposto. Quando ele abriu a porta, o olhar percorreu-a de cima a baixo sem pressa. — Entras — disse ele, com aquela voz baixa e segura que ela nunca conseguira esquecer. O aroma de vinho tinto e algo a grelhar pairava no ar. Ele usava uma camisa preta aberta no colo, revelando o peito coberto de pelos grisalhos, e calças escuras. Mais velho, sim. Mais experiente. E ela ainda se lembrava de como aquelas mãos firmes a agarravam. Jantaram à luz das velas. Poucas palavras no início. Ele serviu o vinho, observando-a enquanto ela levava o copo aos lábios. — Ainda pensas em mim quando estás sozinha? — perguntou ele, sem rodeios. Raquel pousou o copo. O peito subiu e desceu sob o vestido. — Pensava que já te tinha esquecido. Mas a tua mensagem… — sorriu de lado, provocadora. — Não consegui dizer que não. Ele inclinou-se ligeiramente para a frente. — Sabia que não ias conseguir. Nunca conseguiste. A tensão cresceu a cada olhar, a cada silêncio. Quando terminaram de comer, ele levantou-se, rodeou a mesa e veio ter com ela por trás. As mãos grandes pousaram-lhe na cintura, apertando o tecido do vestido. — Levanta-te. Ela obedeceu. Ele puxou-a de encontro ao corpo, o peito contra as costas dela, e deslizou as mãos para baixo, levantando a barra do vestido até à anca. Os dedos encontraram a renda do fio dental. — Continuas a vestir-te assim só para mim — murmurou junto ao ouvido dela, a voz rouca de desejo. Raquel arqueou as costas, empurrando o rabo contra ele. — Só para ti. Sabes bem. Ele puxou o vestido para cima e tirou-o de um só movimento, deixando-o cair no chão. Ficou só com o soutien de renda preta e o fio dental. O corpo dela era escultural: seios firmes contidos na renda, cintura estreita, ancas largas, o rabo empinado e redondo, as coxas suaves e fortes. A pele lisa, quente sob as mãos dele. — Vira-te — ordenou. Ela virou-se de lado, apoiando-se nos cotovelos sobre a mesa, o rabo empinado exactamente como ele gostava. Ele passou a mão aberta pela nádega, apertando com força, marcando a pele. — Ainda te lembras como eu gosto? — Lembro-me de tudo — respondeu ela, a voz já um pouco ofegante. — Do jeito como me fodes. Do jeito como me enches. Ele puxou o fio dental para o lado. Os dedos passaram pela fenda molhada, testando. Raquel soltou um gemido baixo. — Estás encharcada — observou ele, com um sorriso satisfeito. — Sempre foste assim quando estás comigo. — Porque só tu me fodes assim. Ele abriu o fecho das calças, tirou o pénis já duro e posicionou-se. Entrou nela de um só impulso, fundo, sem pressa. Raquel arqueou as costas, a boca aberta, os olhos semicerrados. O corpo dele encheu-a completamente. — Assim… — suspirou ela. — Continua assim. Ele segurou-lhe a anca com uma mão e com a outra agarrou-lhe o cabelo, puxando a cabeça para trás enquanto a fodia com aquele ritmo seguro e profundo. A mesa rangia. O som molhado da pele a bater na pele enchia a sala. As velas tremiam. — Mais fundo — pediu ela, a voz rouca. — Quero sentir-te todo. Ele obedeceu, acelerando o ritmo, a mão a esmagar a nádega dela, os dedos a marcar a carne macia. Depois deslizou a mão pela barriga até encontrar o clitóris. Circular, firme, enquanto continuava a foder-lhe o rabo empinado. — Vais gozar para mim — disse ele junto ao pescoço dela. — Quero ouvir-te. Raquel gemia sem se conter, empurrando-se contra ele a cada embate. O orgasmo chegou rápido, violento. O corpo tremeu sobre a mesa, as pernas a cederem, a boca aberta num gemido longo e alto. Ele não abrandou. Continuou a foder-lhe fundo enquanto ela se contraía à volta dele, apertando-o. — Continua… não pares… — conseguiu dizer ela, ainda a tremer. Ele enterrou-se até ao fundo, o peito contra as costas dela, e veio com um grunhido baixo junto ao pescoço, enchendo-a enquanto ela ainda se contraía. Ficaram assim, a respirar fundo, o corpo dela ainda a tremer de leve sob o dele. Passados alguns segundos, ele saiu dela devagar. O sémen escorreu-lhe pela coxa. Raquel virou o rosto, ofegante, e encontrou o olhar dele. — Ainda és viciado nas clientes… Ele sorriu de lado, a mão ainda a acariciar-lhe a anca, os dedos a deslizar pela pele marcada. — Só numa. E ela continua a voltar. Raquel riu baixinho, ainda deitada de lado sobre a mesa, o corpo nú e suado à luz das velas. — Porque a mulher está fora e tu não resistes a mandar mensagem. — Porque tu não resistes a aceitar — respondeu ele, inclinando-se para lhe morder de leve o ombro. — E porque o teu corpo ainda é exactamente como eu gosto. Este rabo… estes seios… esta forma de me apertar quando gozas. Ela estendeu a mão e puxou-o para um beijo lento, molhado, cheio de luxúria. — Então tira-me o soutien. Ainda não acabámos. Ele desprendeu o fecho da renda preta. Os seios firmes soltaram-se. Ele agarrou um deles, apertando, o polegar a passar pelo mamilo endurecido. — Vamos para o sofá — murmurou ele. — Quero-te de joelhos desta vez. Raquel desceu da mesa, o fio dental ainda puxado para o lado, o sémen a escorrer pela coxa interna. O corpo escultural brilhava à luz fraca das velas. Caminhou à frente dele, o rabo a balançar deliberadamente, sabendo exactamente o efeito que provocava. Ele seguiu-a, já a abrir a camisa. — Ainda me vais matar um dia, Raquel. Ela olhou por cima do ombro, o sorriso provocador. — Mas antes disso vais-me foder outra vez. Bem fundo. Até eu não conseguir mais. E o jantar, as velas e a mesa desarrumada ficaram para trás, enquanto a luxúria continuava na sala escura do apartamento vazio
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