No dia seguinte Sofia chegou sem a Bíblia. O casaco longo abriu-se assim que a porta se fechou. Por baixo, nada. O corpo já não tentava esconder o que se tornara: a entrada permanentemente sensível, as coxas marcadas de dedos, o olhar direto, quase desafiador. Henrique a esperava de pé no meio do consultório, completamente nu, o membro já duro. Não houve ordem para ler. Ele apenas apontou para a maca. — Deita. De costas. Pernas bem abertas. Sofia obedeceu. Os tornozelos foram presos nos estribos. As coxas se abriram completamente. Henrique não usou luvas. Não usou espéculo. Apenas se posicionou entre as pernas dela e passou a cabeça grossa do pau de cima a baixo pela fenda já encharcada, espalhando a umidade, provocando. — Sem versículos hoje — murmurou. — Só você gemendo o meu nome. Empurrou de uma vez só. Fundo. Até o limite. Sofia arqueou as costas, um grito rouco escapando da garganta. Ele não começou devagar. As estocadas foram profundas e ritmadas desde o primeiro segundo, o pau batendo no ponto mais fundo a cada investida. O som molhado encheu a sala. Henrique segurou as coxas dela com força, abrindo-as ainda mais, e acelerou. O polegar desceu ao clitóris inchado e esfregou em círculos apertados, no mesmo ritmo das estocadas. Sofia sentia o prazer subir rápido demais, sem a distração das palavras sagradas para segurar. — Diz o meu nome — ordenou. — Henrique… — gemeu ela, a voz já quebrada. Ele recompensou a obediência com estocadas mais fortes. A maca rangia. As mãos de Sofia se agarraram às laterais, as unhas arranhando o material. O primeiro orgasmo veio sem aviso: o corpo inteiro se contraiu, as paredes internas apertaram o pau dele com força, e um jato quente escorreu entre os corpos. Henrique não parou. Continuou fodendo através das contrações, prolongando cada espasmo até ela quase chorar. Só então se retirou. O pau brilhava, coberto dos fluidos dela. Virou Sofia de lado na maca, ergueu uma perna e voltou a entrar por trás, ainda mais fundo. As estocadas agora eram anguladas, batendo diretamente no ponto que a fazia ver branco. Uma das mãos dele passou por baixo e apertou um seio, o polegar esfregando o mamilo. A outra continuou no clitóris. Sofia gemeu alto, o rosto pressionado contra o colchão da maca. — De novo — exigiu ele. — Goza de novo. Ela veio pela segunda vez, mais forte, o corpo tremento, um soluço escapando da garganta. Henrique segurou os quadris dela com as duas mãos e acelerou até o próprio limite. Enterrou até o fundo e gozou com um gemido grave, jatos quentes e espessos enchendo-a completamente. Ficou pulsando dentro dela longos segundos, a respiração pesada contra as costas nuas. Quando finalmente saiu, um fio grosso de sêmen escorreu da entrada dilatada, descendo pela coxa e pingando na maca. Henrique passou dois dedos, recolheu o líquido e empurrou de volta para dentro dela, com calma quase possessiva. Sofia ainda ofegava, as pernas abertas, o corpo latejando. Ele se inclinou sobre ela, a boca perto do ouvido. — Semana que vem você volta. E dessa vez… vamos usar a sala de exames completa. A cadeira ginecológica. Os estribos altos. E eu vou te foder até você esquecer que um dia foi virgem.
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