Na semana seguinte Sofia chegou pontualmente. O casaco longo caiu no chão assim que a porta se fechou. Por baixo, nada. O corpo já carregava as marcas permanentes daquilo que se tornara rotina: coxas sensíveis, entrada sempre um pouco inchada, o olhar direto, sem vestígio da menina de igreja que entrara ali pela primeira vez. Henrique não disse uma palavra. Apenas apontou para a sala de exames completa, ao fundo. A cadeira ginecológica estava pronta. Estribos altos, metal brilhante, o assento reclinado, a luz cirúrgica acesa sobre ela. Ao lado, a bandeja com espéculo, pinças, gel lubrificante e um vibrador clínico de cabeça arredondada que ele costumava usar apenas em exames de sensibilidade. — Sobe. Agora. Sofia obedeceu. As nádegas tocaram o couro frio. As pernas foram erguidas e presas nos estribos altos, abrindo-a completamente, as coxas quase tocando o peito. O ângulo a deixava totalmente exposta, vulnerável, sem qualquer possibilidade de fechar as pernas. Henrique travou as correias nos tornozelos e nos joelhos. Ele calçou as luvas de látex com um estalo lento, deliberado. Pegou o espéculo maior, o de metal, e o lubrificou generosamente. — Respira. O metal frio pressionou a entrada já úmida e deslizou para dentro. Sofia gemeu quando ele o abriu ao máximo, o clique do mecanismo ecoando na sala. A luz cirúrgica focou diretamente nela. Henrique inclinou a cabeça, examinando-a por dentro com calma quase cruel. — Ainda tão apertada… mesmo depois de tudo. Dois dedos enluvados entraram ao lado do espéculo, pressionando as paredes internas, encontrando o ponto que a fazia tremer. Depois ele retirou os dedos, pegou o vibrador clínico e o ligou em velocidade média. A cabeça arredondada tocou o clitóris inchado. Sofia arqueou as costas o máximo que as correias permitiam. O gemido saiu alto, sem controle. Henrique manteve o vibrador ali, firme, enquanto a outra mão girava levemente o espéculo, abrindo-a ainda mais. — Não goza ainda — ordenou. — Hoje você só goza quando eu deixar. Ele retirou o espéculo de uma vez. O vazio fez Sofia soltar um soluço de frustração. Henrique tirou as luvas, se posicionou entre as pernas abertas nos estribos altos e alinhou o pau duro na entrada dilatada. Empurrou de uma vez só. Fundo. Até o limite. O ângulo da cadeira fazia com que cada centímetro fosse sentido com intensidade brutal. Sofia gritou. As correias rangeram. Henrique começou a foder com estocadas longas e profundas, as mãos agarrando as coxas abertas, usando os estribos como alavanca. O som molhado ecoava. A cada investida a cabeça do pau batia no ponto mais fundo, alongando-a, preenchendo-a completamente. Ele pegou o vibrador de novo e pressionou contra o clitóris enquanto continuava a foder. A vibração constante, o pau grosso entrando e saindo, o ângulo impossível de escapar… Sofia sentiu o orgasmo se formar rápido demais. — Por favor… — gemeu ela. — Me deixa… — Ainda não. Ele retirou o pau de repente, deixando-a vazia e latejando. Ligou o vibrador na velocidade máxima e o pressionou firmemente contra o clitóris, sem piedade. Sofia gritou, o corpo inteiro se contraindo nas correias, as unhas arranhando os braços da cadeira. O orgasmo veio violento, um jato quente escorrendo pela cadeira de metal, molhando o chão. Henrique não deu tempo. Voltou a entrar enquanto ela ainda se contraía, fodendo através das ondas, prolongando cada espasmo. As estocadas agora eram mais rápidas, mais brutas. O vibrador continuava no clitóris. O segundo orgasmo veio logo em seguida, ainda mais forte. Sofia quase perdeu a voz. As lágrimas escorriam pelos cantos dos olhos. Henrique segurou o queixo dela e a forçou a olhar para ele. — Mais um. Ele acelerou até o limite, o pau batendo fundo, o vibrador pressionando sem descanso. Sofia veio pela terceira vez com um grito rouco, o corpo inteiro tremendo nas correias, o líquido escorrendo em fios pela cadeira. Só então Henrique enterrou até o fundo e gozou. Jatos quentes e espessos encheram-na, escorrendo pelas laterais do pau, descendo pela cadeira de metal, pingando no chão. Ele ficou pulsando dentro dela longos segundos, a respiração pesada, as mãos ainda agarrando as coxas abertas. Quando finalmente saiu, um fio grosso e branco escorreu da entrada dilatada e avermelhada, descendo lentamente. Henrique passou dois dedos, recolheu o sêmen misturado e empurrou de volta para dentro dela, com calma possessiva. Destravou as correias. As pernas de Sofia caíram pesadas, sem força. Ele a puxou para o colo, ainda sentado na cadeira ginecológica, e a segurou contra o peito. — Semana que vem você volta. A voz dele era baixa, quase suave. — E dessa vez… vou te foder na cadeira até você não conseguir mais caminhar até a porta.
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