Às onze e dez já estava no fundo do estacionamento do hotel, o casaco por cima do vestido curto que eu tinha trocado só para descer. O coração batia forte. O celular vibrou.
“Estou chegando. Carro preto, farol baixo.”
Dois minutos depois os faróis apareceram. Antônio parou, desligou o motor e ficou olhando para mim pelo vidro. Eu abri a porta e entrei no banco da frente de novo. O cheiro dele encheu o carro na hora: cologne, pele quente, um pouco de cansaço do turno.
Ele não falou nada no começo. Só me olhou de cima a baixo, devagar, como se confirmasse o que tinha visto mais cedo. Depois passou a língua no lábio inferior e perguntou, a voz baixa:
— Tem certeza?
— Tenho.
— Então tira o casaco.
Eu tirei. O vestido preto era curto, justo, sem alça. Antônio passou a mão grande pela minha coxa nua e subiu até a beirada do tecido. Os dedos pararam ali, quentes.
— Desde que você desceu do carro eu estou duro — admitiu, sem vergonha nenhuma. — Fiquei o resto do turno pensando no gosto dos seus dedos.
Eu abri um pouco mais as pernas. Ele entendeu o convite. A mão subiu, puxou a calcinha para o lado e dois dedos entraram de novo, dessa vez mais fundo, mais possessivos. Eu soltei um gemido baixo, a cabeça caindo para trás.
— Aqui não — ele falou, mesmo continuando a me tocar. — Eu não quero te comer dentro do carro como se fosse rapidinha de esquina. Você merece ser comida direito.
— Então me leva.
Antônio tirou os dedos, ligou o carro e saiu do estacionamento. Dirigiu em silêncio por uns quinze minutos, saindo um pouco da região dos hotéis. Parou na frente de um prédio simples, de três andares. Apagou o motor.
— É minha casa. Minha filha está com a mãe essa semana. A gente tem o apartamento inteiro.
Eu olhei para ele. Pela primeira vez sem o semi-escuro do carro.
— Você me trouxe para a sua casa.
— Trouxe. Porque eu quero te comer numa cama. E quero tempo.
Subimos o elevador em silêncio. A mão dele ficava na minha cintura, grande, quente, o polegar fazendo círculos lentos na minha pele por baixo do vestido. No momento em que a porta do apartamento se fechou, Antônio me empurrou contra ela e beijou minha boca com fome. O beijo era lento e fundo, a barba raspando meu queixo, a língua explorando a minha sem pressa. As mãos grandes desceram e apertaram minha bunda com força.
— Você não faz ideia do quanto eu quis fazer isso desde o segundo dia — murmurou contra minha boca.
— Então faz agora.
Ele me carregou até o quarto. A cama era grande, os lençóis escuros. Antônio tirou o próprio cinto enquanto eu tirava o vestido. Fiquei de calcinha e sutiã. Ele parou, olhou, e soltou um som baixo no fundo da garganta.
— Tira o resto. Devagar.
Eu obedeci. O sutiã caiu. A calcinha desceu. Fiquei nua na frente dele. Antônio se aproximou, passou as mãos grandes pelos meus seios, apertou, desceu a boca e chupou um mamilo com força. Eu gemi, os dedos nos ombros largos dele. Ele chupou o outro, depois desceu beijos pela minha barriga até ajoelhar na minha frente.
A língua dele encontrou meu clitóris sem cerimônia. Quente, larga, faminta. Ele chupou com ritmo constante, dois dedos entrando ao mesmo tempo. Eu segurava a cabeça dele, o quadril se movendo sozinho. O orgasmo veio rápido, forte, as coxas tremendo em volta do rosto dele. Antônio continuou chupando até eu puxar o cabelo dele para cima.
— Deita — mandou.
Eu deitei. Ele tirou a camisa e a calça. O corpo era de homem de verdade: peito largo, barriga presente, braços fortes, pele escura e quente. O pau era grosso, pesado, a cabeça já brilhando. Eu abri as pernas instintivamente.
Antônio subiu em cima de mim, encaixou e empurrou até o fundo de uma vez. Eu soltei um gemido alto. Ele era grosso demais, preenchia tudo. Ficou parado um segundo, me olhando, sentindo eu me acostumar.
— Porra… que buceta apertada.
— Me fode — pedi, a voz já rouca.
Ele começou a meter. Estocadas profundas, ritmadas, o corpo grande cobrindo o meu. A cada vez que ele ia fundo eu sentia a barriga dele bater na minha. As mãos grandes seguravam minhas coxas abertas. O olhar dele não desviava.
— Você veio para essa cidade trabalhar… e acabou na minha cama — falou, a voz baixa e suja. — Tomando pau de motorista de Uber.
— E estou gozando — gemi. — Continua.
Ele acelerou. O barulho molhado encheu o quarto. Eu gozei de novo, o corpo se contraindo em volta do pau dele, um gemido longo e quebrado. Antônio não parou. Continuou me fodendo através do orgasmo, mais fundo, mais pesado, até eu estar ofegante e mole.
Quando tirou, me virou de quatro com facilidade. As mãos grandes abriram minha bunda. Eu senti a cabeça do pau se encaixar de novo e ele entrar de uma vez. Nessa posição ia ainda mais fundo. Ele segurou meu cabelo com uma mão e meteu com força.
— Isso… empurra pra trás. Toma tudo.
Eu empurrava. Cada estocada fazia meu corpo inteiro balançar. Antônio deu um tapa na minha bunda, depois outro, e continuou me fodendo até eu gozar pela terceira vez, o rosto enterrado no travesseiro.
Ele tirou, me virou de novo e ajoelhou sobre meu peito. O pau brilhava, coberto dos meus fluidos.
— Abre a boca.
Eu abri. Ele meteu até a garganta, algumas estocadas profundas, depois tirou e bateu o pau rápido. Gozou no meu rosto e na minha língua. Jatos quentes e espessos. Eu engoli o que caiu na boca. O resto escorreu pelas bochechas e pelo queixo.
Antônio ficou olhando, ofegante, satisfeito.
— Não limpa ainda.
Eu fiquei deitada, o rosto melado, o corpo latejando, as pernas abertas. Ele se deitou ao meu lado e passou a mão grande pela minha barriga, descendo até entre as minhas coxas, sentindo o quanto eu ainda estava molhada e sensível.
— Você tem mais três dias nessa cidade — murmurou.
— Tenho.
— Então eu pretendo te comer em todos eles.
Eu virei o rosto, a porra ainda escorrendo pelo queixo, e respondi baixo:
— Eu pretendo deixar.
Ele sorriu pela primeira vez de verdade. Um sorriso cansado, sujo, de homem que sabia exatamente o que ia fazer nos próximos dias.
Eu dormi ali.
Acordei de madrugada com a boca dele entre as minhas pernas de novo. E deixei.
Porque ainda tínhamos tempo.
E eu não queria desperdiçar nenhum minuto livre daquela viagem.

Quer putinha safadinha