A festa da firma estava no auge quando percebi que ela tinha desaparecido. Não foi difícil entender o motivo. Depois de três horas de música alta, open bar generoso e conversas forçadas, a maioria das pessoas já estava ou muito bêbada ou muito entediada. O bosque atrás da chácara — aquele pedaço de mata fechada que a empresa alugava todo ano — começava a atrair os casais que queriam um intervalo da luz e do barulho. Ela surgiu do nada ao meu lado, segurando uma taça de espumante quase vazia, o vestido preto justo subindo um pouco mais do que o protocolo corporativo permitiria. — Você não dança? — perguntou, voz baixa, quase abafada pela música distante. — Não muito bem. — Nem eu. — Ela deu um gole curto. — Mas andar no escuro eu faço muito bem. Não era convite disfarçado. Era convite mesmo. Seguimos pela trilha de terra batida, passando por lanternas chinesas penduradas nas árvores, até que a luz da festa virou apenas um brilho amarelado lá atrás. O som dos sapatos dela no chão de folhas secas era mais alto que o meu coração. Parou perto de um banco de madeira meio podre, daqueles que ninguém mais usa. Virou de frente para mim. A luz da lua entrava em faixas entre as copas e batia direto no decote dela, destacando a curva dos seios que subiam e desciam um pouco mais rápido agora. — Sempre achei você interessante — disse ela, sem rodeios. — Quietinho demais. Observador demais. Tipo alguém que guarda tudo pra depois. — E você? — perguntei, voz rouca. — O que guarda? Ela sorriu de lado, aquele sorriso que dizia que a conversa educada tinha acabado. — Vontade de fazer uma coisa errada de verdade… pelo menos uma vez. Deu um passo. Depois outro. Ficou tão perto que senti o calor do corpo dela antes mesmo de encostar. A mão dela subiu devagar pelo meu peito, dedos abertos, unhas arranhando de leve o tecido da camisa social. — Seu chefe tá lá dentro contando piada pela décima vez — murmurou perto da minha orelha. — E eu tô aqui imaginando como você geme. Não respondi com palavras. Minha mão foi direto na nuca dela, puxando-a com firmeza. A boca dela encontrou a minha num beijo que não tinha nada de delicado: língua faminta, dentes que mordiam o lábio inferior, respiração entrecortada. Ela gemeu baixo contra minha boca quando minha outra mão desceu pelas costas, apertou a bunda com força por cima do vestido e depois levantou o tecido sem pedir licença. A calcinha era mínima. Rendada. Já úmida. Desci os dedos por dentro da borda, sentindo os pelos aparados, a pele quente, o clitóris inchado que pulsava quando encostei de leve. Ela prendeu o ar, depois soltou um “caralho” baixinho, quase rindo de si mesma. — Aqui não tem ninguém pra nos ver — ela sussurrou, já abrindo meu cinto com dedos ansiosos. — Então não faz cena de bonzinho agora. Ajoelhei. Levantei o vestido até a cintura dela. A calcinha foi puxada para o lado com um movimento brusco. A boca foi direto no meio das pernas dela. Língua plana, lambidas longas e lentas no começo, depois mais rápidas, circulares, sugando o clitóris com pressão crescente. Ela agarrou meu cabelo com as duas mãos, quadril empurrando contra meu rosto, gemendo sem se controlar mais. — Porra… assim… não para… Levantei rápido quando senti as coxas dela tremendo forte. Virei-a de costas, mãos dela apoiadas no tronco grosso de uma árvore. Levantei o vestido de novo, abaixei a calcinha até os tornozelos. Ela mesma abriu mais as pernas, empinando a bunda numa entrega tão explícita que quase gozei só de olhar. Entrei devagar no começo, só a cabeça, sentindo ela se abrir, quente, molhada, apertada. Depois meti até o fundo de uma vez. O gemido dela foi abafado contra o próprio braço. Comecei a bombar com força, ritmo constante, fundo, a pélvis batendo contra a bunda dela fazendo um som molhado e obsceno que se misturava com os grilos. — Mais forte — ela pediu, voz rouca. — Quero sentir amanhã. Aumentei. Uma mão no quadril dela, a outra subiu e agarrou um seio por cima do vestido, apertando o mamilo entre os dedos. Ela jogou a cabeça pra trás, boca aberta, gemendo sem filtro. — Goza dentro… por favor… quero sentir escorrendo depois… Aquelas palavras acabaram comigo. Segurei firme nos dois quadris, meti fundo umas últimas vezes, rápido, violento. Gozei forte, pulsando dentro dela, enchendo-a enquanto ela tremia inteira, gozando junto, as unhas cravando na casca da árvore. Ficamos alguns segundos assim, ofegantes, colados, o pau ainda dentro, sentindo as últimas contrações dela me apertando. Ela virou o rosto de lado, me olhou com um sorriso satisfeito e exausto. — Agora me ajuda a arrumar esse vestido antes que alguém perceba que sumi por tempo demais. Ajeitei a calcinha dela com cuidado, limpei o canto da boca com o polegar. Ela ajeitou o cabelo, respirou fundo, como quem volta ao personagem de “esposa perfeita do diretor”. — Você dança mal mesmo — disse ela, já começando a voltar pela trilha. — Mas fode bem pra caralho. Deu uma piscada e seguiu em frente, rebolado tranquilo, como se nada tivesse acontecido. Voltei pra festa cinco minutos depois. Ele ainda contava a mesma piada. Ninguém percebeu nada. Mas quando cruzei com ela perto do bar, nossos olhares se encontraram por dois segundos. E ela lambeu devagar o canto da boca, como quem ainda sente o gosto.
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