Me chamo Fernanda, mas todos me chamam de Nanda. Sou uma mulher bonita de 22 anos e costumo chamar a atenção por onde passo. Cheguei em casa e encontrei minha mãe com uma carta nas mãos. — Filha — disse ela —, é uma carta do seu tio Lauro. Ele diz que esteve com o Marcelo e que ele está muito mal... Eu, aflita, peguei a carta nas mãos e li. A carta do tio Lauro dizia que Marcelo, meu irmão de 24 anos, estava bebendo muito e faltando bastante ao trabalho. Marcelo morava em outro estado e saíra da nossa cidade há alguns anos. A carta dizia que ele andava amargurado por causa de uma mulher por quem se apaixonara e que o deixara. — Mami, estou preocupada com ele...! — eu disse. — Ele pode estar muito mal mesmo...! — Filha, teu pai diz que vai viajar até lá... — Mas papai está meio doente... — Mas ele vai, filha... teu irmão precisa de nós... Eu pensei um pouco. — Mãe, eu vou até o meu irmão..! — Mas, filha, você vai se casar daqui a um mês... não pode...! — Posso sim... eu falo com o Beto (meu noivo)... ele vai entender... — Mas filha... — Nada de mas... eu já decidi! Eu vou até lá... Dois dias depois, me despedi dos meus pais na rodoviária. Acenei pela janela, com lágrimas nos olhos. Não estava acostumada a deixá-los sozinhos. Horas depois, o ônibus fez uma primeira parada, já nos limites do estado. Desci para ir ao toalete e beber um refrigerante. Ao passar pelo bar, dois rapazes me observavam, pasmos diante da minha aparência. — Caramba...! Olha só que cavala! — disse um deles... — Rapaz! Que potranca boa.... como é linda, cara! Olha que corpo... Eu sorri ao me lembrar de Beto, quando nos despedimos e do beijo que trocamos. Sabia que o noivo me desejava muito, mas pretendia entregar-me a ele somente na noite de núpcias. Os dois homens me seguiram com o olhar até eu entrar no toalete. E de novo, quando saí, permaneceram ali, acompanhando meus movimentos. — É areia demais pro nosso caminhãozinho — disse um deles. — Rapaz... veja... ela deve ter um par de coxas deliciosas... branquinhas.... macias.....ah! O outro concordou. Retomada a viagem, dormi. Sonhei com os pais, o noivo e com Marcelo. Despertei aflita. No sonho, via Marcelo muito triste. Meu coração se apertou todo. Amava o irmão e me doía saber que ele estava tendo problemas. Na próxima parada, desci e fui tomar um café. Um rapaz, assim como todos os outros, não tirava os olhos de mim. Ele se aproximou. — Olá.. meu nome é Fred. — O meu é Nanda. Fernanda. — O meu é Frederico... não vá rir... Eu apenas sorri. Não estava acostumada a falar com estranhos. Mas aquele parecia confiável. — Vai pra onde, Nanda? — Até Minas... eu vim de Mogi. — Ah, conheço lá. Belo lugar... — Que bom... e você? — Vou até Belô... sou fotógrafo.. — É? Que legal... — Você é modelo? — Eu???? Claro que não... rsrsrs — Eu juraria que você era modelo... — Tá brincando comigo.. rsrsrs. — Não... você teria futuro como modelo... falo sério! — Ah, não tenho não.. rsrsr — Gostaria de fazer um teste comigo? — Sinto muito... mas minha viagem é urgente... não posso parar pra nada... — Que pena... é uma pena mesmo... — Bem, Frederico, preciso ir.. rsrsrs... meu ônibus está saindo... Dei um sorriso e saí andando. Os olhos do rapaz passearam pelas minhas costas. Sonhava comigo posando para ele, e com pouquíssima roupa. Mas sabia que jamais me veria de novo. No dia seguinte, o ônibus chegou a Vale Verde, onde Marcelo morava. Cidade média, mas simpática. Eu gostava, lembrava um pouco minha Mogi. Minha mãe conversara com Marcelo pelo telefone, avisando que eu estava a caminho. Por isso, estranhei não vê-lo por ali. Peguei um táxi e fui em direção ao endereço que tinha do irmão. Era uma casa pequena, mas bem bonita. Entrei pelo portão e toquei a campainha várias vezes. Será que Marcelo havia saído? Toquei mais vezes, sem sucesso. Resolvi procurar um hotel e depois saber de Marcelo. Quando ia sair pelo portão, a porta da casa se abriu. Voltei-me e vi o rapaz de cabelos desgrenhados e olhos inchados de sono. — Marcelo!! — exclamei, indo em direção do irmão. Abraçamo-nos e beijamo-nos na face. — Nanda... como você está bonita! — exclamou o rapaz. — E você está um caco... rsrsrsr... dormiu demais e se esqueceu da mana, é? — Desculpe... perdi a hora... desculpe.. — Tô brincando... tudo bem.... eu entendo... rsrsr Entramos na casa. Percebi o discreto cheiro de álcool em Marcelo. Então era verdade. Ele estava bebendo. Marcelo mostrou-me a casa e o quarto que seria meu. A princípio, eu ficaria por um mês ou até sentir que o irmão estava recuperado. Gostei da casa. Meu quarto era espaçoso e aconchegante. Uma janela dava para o quintal, onde havia árvores e plantas. Do jeito que eu gostava. Tomei uma ducha e logo desci para conversar com o irmão. Havia muito o que falarmos. Eu falei sobre o meu noivo, e Marcelo ouvia atentamente. Ele não falava muito de si, apenas do trabalho. Percebi que ele ganhava bem, pois a casa era bem mobiliada. Propus-me a fazer o jantar. Preparei um spaghetti como só eu sabia fazer, também porque era o prato predileto do irmão. Ele abriu um vinho e o jantar foi agradável. Conversamos muito até tarde da noite, até que fiquei com sono e fui me deitar. Marcelo disse que sairia cedo para o trabalho e que eu poderia ficar à vontade, podendo sair para conhecer a cidade. E foi isso que fiz no dia seguinte. Era uma manhã de sol maravilhoso, fresco. Usei um vestido estampado de cores suaves. Andei pela rua, entrei em shoppings... o povo por ali parecia bem simpático. Andava nas calçadas e chamava a atenção de todos que passavam por mim. Sorria, feliz por estar ali e poder ajudar o irmão. Resolvi perguntar sobre a tal namorada logo mais à noite. Não queria assustá-lo nem devassar sua intimidade. Absorta em meus pensamentos, ao passar por uma borracharia, não percebi o homem manchado de graxa deitado no solo, prestes a se colocar sob um veículo. O homem me viu e parou. — Minha nossa...! Parece um anjo... — chegou a balbuciar. Continuei andando e, nisso, um pequeno redemoinho se formou próximo a mim. Assustei-me, pois o torvelinho elevou minha saia ao alto. O homem engoliu em seco. Segurei o vestido. Ele estava num ângulo privilegiado. Suspirei quando o torvelinho se foi. Segui meu caminho. Já em casa, recebi uma ligação de Marcelo avisando que não poderia ir almoçar e pedindo desculpas. Aproveitei e arrumei toda a casa. No almoço, fiz apenas um sanduíche. Depois saí até o portão no instante em que um carro estacionava na casa vizinha. Do carro desceu um rapaz já olhando diretamente para mim. Olhei para o lado oposto, mas tive que me voltar pois o rapaz falou comigo. — Oi.. você é a Nanda, aposto... Voltei-me. — Sou sim... e você? — Sou Miguel, teu vizinho... o Marcelo é meu amigo... — Ah, legal... cheguei ontem... — Tô sabendo... vai ficar muito tempo? — Alguns dias, talvez um mês... — De repente você fica mais... rsrsrs.. — Você e o Marcelo saem juntos? — Às vezes... ele anda meio sumido... mas a gente costuma bater uma bola, sim... — Legal... agora vou entrar... — Nanda... a gente poderia sair qualquer dia desses? — Não posso... — Por que? — Sou noiva... e vou me casar daqui a um mês.... rsrsrs Sorri e entrei. Ele ficou ali olhando meu andar. Marcelo chegou em casa trazendo pizzas. Recebi-o feliz, abraçando e beijando-o efusivamente. Marcelo parecia mais disposto, mais animado. E eu, feliz, sabia que era minha presença que o alegrava. Comemos a pizza no jantar, rindo. Falei-lhe sobre Miguel. — Olha, toma cuidado... esse é um pegador... — Pegador? rsrsrs... o que é isso? — Pegador... é um cara que não fica com apenas uma, mas com várias... — E você.. é um pegador? rsrs — Eu?... não!!! — riu ele. — Sou calmo... — Mano, preciso te falar de uma coisa... — Pode falar... — Minha vinda aqui não é apenas pra te visitar... é porque... — Sim...? — Tio Lauro escreveu uma carta pra mamãe... dizendo que você estava pra baixo, por causa de uma mulher... — Esse tio Lauro... fofoqueiro... ele passou por aqui, me fez uma visita... e correu a preocupar vocês por nada... — Por nada mesmo? — Bem... eu tinha uma namorada... a Iolanda... — E ela? — Bem... acabamos... e.. bem, eu prefiro não falar sobre ela... Prudente, acatei. — Tudo bem... como você quiser... mas quero que saiba que estou muito feliz em estar com você aqui. — Ah, o pessoal do banco quer te conhecer... falei que minha irmã estava aqui... — Ah, não! Você não fez isso... — Tô brincando... mas vou te levar ao clube dos bancários no sábado... lá tem piscina... — Mas, mano, eu nunca fui a uma piscina... eu morro de vergonha... — Ah, não acredito... !! — É sério... — Bem.. vai ter que superar isso... quero mostrar a irmã que eu tenho.... — Você é terrível.. rsrsrs.... não sei se vou... prefiro ficar aqui, conversando com você... — Bem.. vamos ver, ok? Lavei a louça e depois fui ver TV. Marcelo logo foi se deitar, cansado. Vi um filme romântico e fiquei pensando em Beto. O que ele estaria fazendo agora, naquele momento? Sabia que ele estava pensando em mim. Sorri ao me lembrar de um encontro nosso. Permitia certas carícias do noivo, como ele tocar meus seios por sobre o tecido. Certa vez, nos beijávamos e a mão de Beto subira por minhas coxas... suspirei... adorava aquela carícia, mas detive a mão do noivo, que já se insinuara perigosamente. Meu rosto se fechou ao lembrar de tio Lauro. Há nove anos atrás, quando eu tinha apenas 14 anos, tio Lauro me enchia de presentes. Eu nunca estranhara aquilo na época. Ele era carinhoso, sempre trazia doces, roupas e brinquedos. Depois entendi o motivo. O homem passou a me pegar na saída da escola. Sabendo que eu gostava muito dele, passou a querer uma aproximação ainda maior sempre que estávamos sozinhos em casa ou no carro. Um dia, ele me presenteou com um jogo de calcinhas bonitas, pedindo que eu não mostrasse à minha mãe. Na minha ingenuidade, eu gostei do presente e agradeci muito. Mas fiquei pasma quando ele pediu que eu lhe mostrasse como a peça ficara no meu corpo. Com medo de magoá-lo ou parecer ingrata, levantei o vestido e mostrei. Ele mal se continha de tanta excitação, elogiando-me sem parar. Isso se repetiu várias vezes nas visitas seguintes. Depois vieram as bolinações às escondidas: ele tocava minhas pernas, subia as mãos pelas coxas, apertava meus seios por cima da roupa e, com o tempo, passou a introduzir o dedo na minha calcinha, explorando a penugem negra que crescia ali e tocando-me intimamente por várias vezes. Eu tremia, confusa, sem entender completamente o que acontecia, mas com medo de rejeitá-lo e perdê-lo como tio querido. Até que um dia dei um basta, dizendo que não queria mais. Tio Lauro, amedrontado com a possibilidade de ser descoberto, parou com o assédio. Mas eu fiquei traumatizada... jamais deveria ter permitido que meu tio me tocasse tão intimamente, chegando a introduzir seu dedo por várias vezes na minha intimidade ainda adolescente! Chorei ao me recordar. Perdoara o tio, porém não fora mais a mesma. Achava que minha aparência atraía olhares que me incomodavam. E o pobre do Beto era quem pagava o pato, tendo que esperar o casamento para me ter por inteira. Cansada, fui até meu quarto e adormeci. No sábado, percebi que Marcelo saíra cedo. Ele só voltou após o meio-dia. Eu havia preparado o almoço, mas ele entrou em casa sem que eu percebesse e foi para o seu quarto. Bati na porta, mas ele não atendeu. Abri a porta e entrei. Marcelo estava deitado na sua cama, e pelo jeito, se deitara ao sair do chuveiro. A roupa estava espalhada pelo assoalho. Peguei a camisa e cheirei. Álcool. Estremeci quando um pensamento me irrompeu a mente. Será que Marcelo, além de beber, usava drogas? Eu não quis acreditar naquilo. Saí silenciosamente do quarto, levando as roupas sujas. Bem mais tarde, Marcelo apareceu na sala. — Oi... — Oi — respondi. — Dormiu bem? — Como uma pedra... desculpe se não vim almoçar... o pessoal do banco convidou para uma partida de pôquer e eu não pude recusar... adoro pôquer... (Fim da Parte 1. O texto segue fielmente o original a partir deste ponto.) Diga "outro" para receber a Parte 2, onde o envolvimento inicial com Marcelo é desenvolvido com mais detalhes, carregado de desejo proibido, culpa pelo pecado, dúvidas internas e pensamentos incestuosos por parte de Nanda, conforme solicitado. Continua.....
Faca o seu login para poder votar neste conto.
Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.
Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.
Denunciar esse conto
Utilize o formulario abaixo para DENUNCIAR ao administrador do contoseroticos.com se esse conto contem conteúdo ilegal.
Importante:Seus dados não serão fornecidos para o autor do conto denunciado.