Do ressentimento ao prazer 2

A frincha da cortina deixava passar uma cor alaranjada do amanhecer

Levantai-me e me encaminhei cambaleante para o banheiro

Tirei a blusa rosa de dormir e o shortinho da mesma cor e coloquei sobre a pia.

Em seguida fiz o mesmo com a calcinha.

Já no chuveiro meus sentidos iam despertando do sono

E a mente me trazia imagens dos olhos tristes do meu pai

Os mesmo olhos onde um dia eu vi indiferença e insensibilidade

Fui trabalhar com a esperança de esquecer a conversa que eu tive com ele, mas no meio da tarde recebo uma notificação no celular

Arrasto para baixo e vejo a mensagem:

Pai: “Filha, por favor atenda as minhas ligações, me deixa provar que eu mudei”

Li, mas não visualizei, ignorei ele por dias, depois semanas, mas não para sempre

Tinhamos um trabalho para terminar e era inevitável um novo encontro.

Numa tarde de sabado, recebi Paulinha, minha melhor amiga, no meu apartamento. Ela não só sabia tudo o que vivi, como me ajudou muito na epoca. Então contei a ela sobre meu reencontro com meu pai.

“Amiga queria continuar odiando ele, mas algo em mim quer acreditar que ele está sendo sincero”

“Pois se é isso que você tá sentindo, então dê uma segunda chance a ele”

“Eu não sei”

“Amiga, você não acha que já passou da hora de vocês pararem de sofrer!?”

Meu peito apertou

Fiquei com o que ela disse na mente, ao mesmo tempo ficava remoendo a conversa que tive com meu pai, mais precisamente o trecho onde ele dizia que o que
ele mais desejava era voltar para aquele dia e sentar ao lado da mãe e de mim e ficar.

À noite, resolvi retornar as ligações para o meu pai pedindo que fosse na minha casa para falar do trabalho.

Poucas horas depois ele apareceu no meu apartamento.

Camisa verde regata, bermuda bege e uma sandália havaianas desgastada de cabresto azul marinho

Ele entra

Permanecemos em silêncio

Aponto com a mão onde ele deve sentar

Ele senta na cadeira. Tenta falar algo, mas eu levanto a mão fazendo sinal para ele parar

— Pai, eu percebi uma coisa. Qualquer que seja a sentença que eu dê ao senhor... ela já foi cumprida.

Ele ergue os olhos.

— O senhor já se condenou há muito tempo e eu também.

Vou caminhando em direção a ele, ficando mais próxima a ele.

Me ajoelho diante dele e seguro as mão dele como fiz antes.

As mesmas mãos que eu soltei semanas antes, agora agarro com mais firmeza.

Olho diretamente nos olhos dele.

As lagrimas começam a descer

aperto as mãos dele com força

— Eu perdoo o senhor

Ele me olhou com os olhos encharcados

— Perdoa!!?

— Sim, eu te perdoo pai

Agarrei ele pela cintura dando um abraços mais forte que já dei na minha vida.

Ele retribuiu o abraço e o choro contido se rompeu de vez.

— Ta tudo bem pai, pode chorar.

repetia a frase com a voz mansa, calma enquanto enxergava o colo dele com as minhas lagrimas

Ele me abraçava e mexia nos meus cabelos entrelaçando meus cachos entre seus dedos

— Chora painho, bota pra fora o que te angustia

— Eu queria tanto sua mãe de volta minha filha

— Eu também pai, tem sido muito dificil sem ela.

— Sim, muito.Não tem um dia que não penso nela

Quando ele disse aquilo, as memórias dela me invadiam, as lágrimas voltavam a descer.

Respirava com dificuldade, meu nariz entupiu de vez

— É, comigo é a mesma coisa pai

Então levantei, sentei ao lado dele.

Aos poucos o choro foi dando lugar a sorrisos. Começamos a compartilhar boas lembranças dela.

— Ela era tão teimosa minha filha

— Sim, lembra de quando ela queria comprar aquela cortina ?

— Se lembro, acabei cedendo

— Ela era caprichosa demais, tudo para combinar com o estofado da sala.

Conversamos quase que por horas.

Já era noite quando meu pai foi embora

— Pai, amanhã passa aqui de novo

Ele me olhou com surpresa.

— Quer dizer, falta alguns detalhes pra gente terminar o trabalho

— Tem certeza que não vou incomodar!!?

— Não, imagina por que!?

— Sei la, talvez você quisesse sair para algum lugar. É domingo, voce é jovem

—Não, amanhã vou ficar em casa mesmo, mas se o senhor quiser a gente marca para outro d..

— Não, não!!! eu venho!!

Ele me interrompeu.

— Eu ficarei feliz em vir amanhã

— Então ta combinado. Espero o senhor amanhã pro almoço

Na manhã seguinte, acordei cedo e fui ao mercado do lado da minha casa, comprei alguns ingredientes, como cebola,tomate,pimentão, leite de coco,azeite de
dendê e coentro.

Preparei arroz branco e de acompanhamento fiz um farofa com manteiga do reino, e para beber, um suco de cajá.

Com tudo pronto, fui ao banho..

Passava o sabonete pelo meu corpo quando escuto um barulho que parecia ser da campainha.

Na dúvida, permaneço a esfregar meus seios, descer ligeiramente pela barriga até chegar a minha buceta.

Novamente tenho a impressão de escutar algo, dessa vez desligo o chuveiro para ouvir melhor

E logo percebo que não se trata apenas de impressão, de fato alguém tocava a campainha.

Não tinha relógio proximo de mim, mas acreditava ter alguns minutos de sobra antes do meu pai chegar.

Tirei a toalha da parede, cobri-me com ela, calcei a sandália que estava na entrada do banheiro e sai correndo em direção a porta.

Olhei pela chave mestra e vi meu pai em pé a esperar.

Rapidamente destranquei a porta

— Oi pai, chegou cedo!!?

— É, pelo jeito cheguei, me desculpa

Disse ele me olhando da cabeça aos pés

— Não ta tudo bem, entra.

Ele entrou, vestia uma regata branca, um bermuda jeans azul e tinha um óculos escuro na cabeça,além de uma sacola plástica nas mãos.

— Eu vou só terminar de tomar meu banho, volto já.

Fui andando enquanto ele me olhava partir para o banheiro

Rapidamente termino de tirar o sabonete do corpo. Passo novamente pela sala de toalha e dou um sorriso para meu pai que sorri de volta.

Já no meu quarto, deixo a toalha cair, abro uma gaveta do guarda roupas e pego uma calcinha azul escuro que se torna minúscula quando colocada em meu
corpo.

Logo acima da gaveta, pego um shortinho verde abacate de tecido leve e um top preto alça alta.

Vou saindo do quarto falando alto

— E então, o que o senhor tem nessa sacola?

— Aah é só um pacote de doce de goiaba, você ainda gosta?

— Com certeza

Sentamos a mesa

— Não acredito que você preparou moqueca

— Preparei, gostou!?

— Você não precisava ter se dado a esse trabalho, minha filha!”

— Ta tudo bem, eu sei que o senhor gosta”

Comiamos e falavamos da vida

— Então pai, como o senhor foi parar naquele curso de inglês?

— Ultimamente eu peguei muitos clientes gringos e queria me comunicar melhor com eles”

— Entendi e como estão as vendas!?”

— É aquela coisa, tem épocas melhores que as outras, mas e você, minha filha, como foi parar nesse cursinho de inglês!?”

— ingles hoje em dia é muito importante e pra carreira que eu almejo nem se fala”

— é verdade!”

— uma amiga me indicou o curso e eu fui atras”

— A vida é realmente impressionante, nunca imaginei encontrar você lá”

— nem eu ao senhor. Fiquei chocada quando vi o senhor entrar na sala”

Mais tarde, sentamos na varanda do apartamento, comemos o doce de goiaba que ele trouxe.

— Pai tou achando senhor ta tão magrinho”

— tou né!?”

— sim!?”

— Demorei muito tempo pra me curar da perda da sua mãe! ouvi as coisas que eu ouvi de voce”

— Pai…”

— Não!! eu mereci cada palavra daquilo. Mas fiquei muito tempo remoendo aquilo e acho que fiu consumido fisicamente também”

— É, mas vamos tentar olhar mais para o futuro do que o passado.

— Sim vc tem razão. Não podemos mudar nada do que aconteceu. Só o que podemos fazer é ser melhor que éramos antes”

Sorri pra ele, e ele para mim. Não sorriamos um para o outro assim há muito tempo. Na verdade eu nem lembrava mais do sorriso dele já que foram as poucas
vezes que ele sorriu

Meu pai tinha sempre um expressão séria.

— É bom ve o senhor sorrindo assim”

— É tou tentando praticar e ver voce bem assim, cheio de vida me ajuda”

— Hum…olha ai um elogio

— O que foi!?

— Nada, é que não lembro do senhor me elogiando em nada

— É, a partir de agora, isso vai mudar

Ele falou olhando fundo nos meus olhos, pude sentir uma convicção nas palavras dele.

— Pois se prepara que eu tenho uma lista aqui para o senhor

— É sério!?

— Sim

— Então pode falar, que eu vou anotando aqui pra dizer depois rsrs

— Pois anote ai, inteligente, bonita, desenrolada, gostosa….

— Faltou o arretada, ô preta brava da peste

Eu ri

— A conversa ta boa, mas precisamos terminar aquele trabalho

Mas uma tarde, voltamos nossas atenções para terminar o trabalho,

Fomos até a mesa que ficava na sala, me inclinei sobre a mesa para pegar um livro, notei que meu decote ficou na altura do rosto dele e por reflexo ou não
percebi ele desviar os olhos na direção dos meus peitos.

Ele ficou olhando quase que paralisado. Só desviando quando percebeu eu olhando..Notei as mãos dele sobre a mesa — longas, com veias saltadas segurando
a caneta com mais força.

Então resolvi brincar com ele.

— não vai se distrair e escrever nada errado no trabalho!?”

O que era só uma brincadeira fez ele ficar sem graça.

— Desculpa filha, eu não queria ter olhado!”

— Nossa, nunca vi o senhor assim antes eu tava brincando rsrs

Ele se acalmou um pouco mais e riu

— Eu só acho que não tou acostumado”

— com o que!?”

— Nada, deixa pra lá!”

— Anda, pode falar. acostumado com o que!?”

— Com muitas coisas.

— Quais!?

— Com você tão crescida, tão mulher

— É por isso que o senhor se sente desconfortável!?

Ele parou de escrever e me olhou

— Eu percebo que às vezes o senhor fica estranho na minha presença e acho que estou começando a entender o motivo.

— Talvez eu precise de tempo para me acostumar.

— Pai, que mal lhe pergunte. O senhor não teve mais nenhuma mulher depois da mamãe?

— Não, não tive.”

— Entendi. Não me surpreende não aguentar em olhar meu peitos rsrs”

— Não me faz ficar com mais vergonha do que estou”

—“Desculpa. rsrsrs

Ele riu

— Mas também convenhamos filha, é muita coisa ai, parece que vai explodir, ta quase saltando pra fora, você colocou silicone?

— O senhor acha que é!?

— Sei lá, é que você não tinha tudo isso aí

Eu ri e voltei a escrever.

Por alguns instantes ficamos em silêncio,até eu falar

— Não é!?

— O que!?

— Não é silicone

Ergui a cabeça olhando pra ele, que me olhou de volta

— Eu nunca duvidei disso

— Seu mentiroso rsrs

— mas sabe pai, o senhor não acha que esta na hora de seguir em frente!?”

— Tou com 50 anos, não sei, as vezes me sinto tão velho para esses coisas”

— Velho!? que isso pai, o senhor tem muito o que viver ainda.

— sei não filha”

— Na nossa sala tem mulheres interessantes, já pensou em algumas delas?

— Não, em nenhuma. Meu objetivo no curso é só no aprendizado”

— É, se o senhor ficar nesse pensamento vai ficar dificil”

— e o que voce quer eu eu faça!?”

— chama uma dessas moças pra sair”

— eu não vou fazer isso filha”

— e por que não!?

— por que eu nem conheço direito elas”

— essa é a chance de conhecer-las rsrs”

— eu vou pensar”

— pois pense, por que se não o senhor vai acabar subindo pelas paredes, se é que não ta rsrs”

— só não estou pior por que as vezes me alivio sozinho”

— credo pai, não precisava saber disso”

— você passou o dia implicando comigo que resolvi brincar um pouco também rsrs”

— justo rsrsrs”

Terminamos o trabalho na noite daquele domingo, na sexta feira daquela semana apresentamos o trabalho e depois dali fomos a um barzinho próximo junto de
alguns colegas de turma pra comemorar.

Ficamos até tarde jogando conversa fora, eu empurrei ele para uma colega chamada Márcia,um morena de 40 anos, ela tinha cabelos castanhos, lisos magra
mas bem feitinha de corpo.

Por um instante achei que eles iam ficar juntos, mas por algum motivo não deu certo.

Meu pai então me deu carona pra minha casa, e quando chegamos a porta do meu apartamento senti um frio estranho na barriga.

“é, eu vou indo pai, boa noite”

antes que eu completasse o movimento de abrir a porta do carro ele disse:

“vou sentir saudades da rotina do curso”

eu me virei olhando para ele

“é, eu também vou”

“vamos continuar nos vendo!?”

“vamos sim pai”

Me aproximei dele estiquei meus braços passando por de trás da cabeça dele. Os braços dele passou por debaixo dos meus e as mãos dele encostou nas
minhas costas.

Podia sentir as mãos dele quente encostando na minha pele onde a camiseta não cobria

Por alguns segundos a unica coisa que se ouvia no interior daquele carro era a batida dos nossos corações

“Deixa eu ir pai, boa noite”

“boa noite filha”


CONTINUA...

Foto 1 do Conto erotico: Do ressentimento ao prazer 2

Foto 2 do Conto erotico: Do ressentimento ao prazer 2

Foto 3 do Conto erotico: Do ressentimento ao prazer 2

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Do ressentimento ao prazer 2

Codigo do conto:
267150

Categoria:
Incesto

Data da Publicação:
14/07/2026

Quant.de Votos:
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