“Pai ele foi embora”
“Vai ficar tudo bem minha filha”
respondeu ele apertando mais o abraço, seus braços envolviam meu corpo que respondeu apertando-lhe de volta
Com as minhas mãos apertava forte as costas dele
“não se preocupe, ele volta”
“Não sei pai, a gente já não vinha bem um tempo”
“Como assim!!?”
Sentamos no sofá, meu pai segurava minhas mãos e me olhava atentamente.
“Já tinha alguns anos que sentia ele distante”
“distante como?!”
“Muitos vezes ele era frio, parecia não se importar muito comigo. Eu fala do meu dia e ele fazia ouvido de mercador”
“Talvez ele só estivesse cansado”
“Não pai, eu sabia dizer quando ele estava cansado. Ele também passou a me procurar menos na cama e isso me acendeu um alerta que ele podia está me
traindo”
“é, eu não queria ter que te dizer isso, mas de fato pode ser”
“Mas o mais estranho é que depois que o senhor chegou tudo mudou nele”
“Como assim!?”
“Ele começou a voltar a ser o que era antes, até ciumes ele teve de mim com o senhor”
“é, eu notei naquele dia que peguei vocês discutindo”
“Isso foi a vez que o senhor ouviu, teve outros momentos em que o senhor não estava presente. O senhor lembra do dia em que eu estava fazendo café na
cozinha vestindo uma camisola verde e o senhor entrou na cozinha e começou a conversar comigo!?”
“Claro que lembro”
“Pois é, ele disse que notou o senhor olhando pra minha bunda, acredita!?”
“Não é possível”
“Não é só isso, ele dizia que o senhor entrava no quarto quando eu me trocava “acidentalmente quando eu me trocava de roupa,mas que era de proposto”
“Minha nossa e como eu ia saber que você estava trocando de roupa. Minha filha, eu acho que isso revela mais sobre”
“Sim, pai eu concordo. Esse ciume dele sem cabimento só poderia ser reflexo de uma insegurança camuflada por uma traição”
Meu pai voltou a me abraçar, e enquanto eu encostava minha cabeça em seu ombro ouvia ele me acalmando
"Não pense nisso agora. Eu estou aqui. Eu nunca vou te deixar."
Depois de um“divã” com meu pai, resolvi ir dormir, descansar pra acordar melhor no dia seguinte. Dei os remédios que ainda faltavam dá ao meu pai e me deitei
Os dias sem Alberto foram estranhos, uma das muitas estranhezas foi a falta dele na cama. Estava tão acostumada em compartilhar a cama com ele, que
passei a noite abraçada a um travesseiro, imaginando ser o corpo dele, o cheiro dele que ainda se fazia presente ajudava a imagina-lo.
Mas tinha que seguir em frente, aos poucos eu me acostumava à nova rotina, café da manhã com meu pai, almoço, passeios no parque próximo. Meu pai
contava histórias da juventude, e eu ria, pela primeira vez em meses, se sentindo relaxada.
As vezes passávamos o tempo revisitando fotos antigas
"O senhor era muito lindo quando jovem, pai"
"Ainda sou." Ele piscou, enquanto eu ria e balançava a cabeça
“Mas eu percebo que o senhor continua sendo vaidoso. Penteado cabelo, passando perfume”
“Tou velho, mas não tou morto minha filha. Apesar de todas as dificuldades que a idade me trouxe, ainda consigo fazer certas coisas”
“Fico feliz pai”
Ainda naquela noite, meu pai insistiu pra que eu jogasse baralho com ele, acabei aceitando primeiro por ve-lo feliz e segundo que me ajudava a me distrair.
Decidimos por preta for e bate, ficamos algumas horas nos divertindo, eu aproveitei e abri uma latinha de cerveja, meu pai me pediu um gole, eu negava e ele
lamentava não poder mais beber por conta dos remédios.
Já entravamos na madrugada, meu pai queria seguir, mas eu já não aguentava mais. Enquanto eu arrumava a bagunça que nós fizemos na sala, meu pai vou
se banhar.
De longe, enquanto varria os restos de salgadinhos que serviram de petisco, escutava o barulho da agua do chuveiro, que de contrapôs com um estalo
repentino.
Antes que pudesse imaginar do que se tratava, escuto meu pai me chamar: “PATRICIA, PATRICIA, ACODE AQUI”
Meu coração já palpitou aceleradamente, pensando no pior.
Corri, abri a porta do banheiro com tanta pressa que quase fui eu quem escorregou.
Encontrei meu pai nu, sentado no canto da parede do box. Ele estava com os braços abertos, as pernas tortas, parecia fazer força para erguer-se.
“O que foi isso pai!!?”
“Eu escorreguei filha”
Vou até ele em desespero, me ajoelho ao lado dele
Segurei em um dos braços dele, coloco o brao dele sobre meu ombro.
“Pai, quantas vezes eu já falei por senhor tomar banho de sandália”
“Eu sempre esqueço”
“Minha nossa pai, como o senhor é pesado. Não sei se consigo levantar o senhor”
Ele faz uma força, segura com outro braço na parede. Eu também faço força
Ele tenta apoiar-se no meu corpo, mas ele estava completamente ensaboado.
O braço escorregava.
O ombro escorregava.
Tudo escorregava.
Com muito esforço apoia seu corpo no meu. Enquanto vou levando ele até o vaso, sentei ele na tampa fechada.
Nós dois ficamos ofegantes.
Eu com as mãos nos joelhos.
“O senhor ta bem!? bateu alguma parte do corpo”
Ele leva a mão dele até a região do cóccix.
Aos poucos a adrenalina vai baixando e eu vou me dando conta de que estou de pé, na frente do meu pai nu.
Tento não ficar desconcertada, ou pior, não olhar diretamente para a jeba adormecida dele.
“Aqui!?” pergunto enquanto toco a região que ele reclama dor
“Ai, devagar filha”
“É, pelo jeito vai ter que tomar um anti inflamatório”
Mas antes disso, peguei uma esponja que estava ao lado do box, molhei bem e comecei a retirar todo aquele excesso de sabonete que ainda cobria a pele dele.
Meu pai permanecia sentado na tampa do vaso, visivelmente sem graça.
Eu também.
Talvez até mais.
Enquanto passava a esponja pelos braços e ombros dele, não pude deixar de reparar como o tempo havia deixado suas marcas. A pele já não tinha a mesma
firmeza de antes. Os cabelos grisalhos apareciam até nos braços. Era o corpo de um homem de sessenta e nove anos.
O corpo do meu pai e por segundos imaginei aquela virilidade entre as pernas dele em sua juventude.
Notei ele me observar, fiquei nervosa achando que ele poderia saber o que eu pensava naquele momento.
— Não me olhe assim — reclamei.
— Assim como?
— Com essa cara.
Ele arqueou as sobrancelhas.
— Que cara?
— Deixa pra lá.
— Você esta envergonhada?
— Sim, não é todo dia que vejo o senhor assim
— É verdade. Espero que você não tenha pesadelos mais tarde
Comecei a rir imediatamente.
— Claro que não.
— Tem certeza?
— Como eu poderia ter pesadelo com o senhor?
Ele apontou para si mesmo.
— Olha a situação.
— Pai, eu já vi coisa muito pior na televisão.
Ele me olhou imediatamente.
— Como assim!?
No mesmo instante percebi que tinha me enrolado e tentado me reparar piorei
— Que vi coisas tão grandes quanto
— viu!?
— Quer dizer, não que eu esteja achando algo do seu, não é isso ,ai meu deus. ele começou a rir
— Me desculpa pai
Ele cruzou os braços, claramente se divertindo com meu desespero.
— eu quis dizer que... que já vi situações mais constrangedoras.
— Hum...
Levei as mãos ao rosto.
Ele continuou rindo por mais alguns segundos antes de responder.
— Tá tudo bem, filha. Diante da situação, tem certas coisas que não tinha como ser ignoradas
Nesse momento nos encaramos.Meu olhar se saiu dos olhos dele e foi acompanhando os pingos que saiam da esponja percorrer pelo peito e barriga dele, vejo
mais uma vez a piroca dele.
Porra, dessa vez olhei sem fazer cerimonia, olhei mesmo e ele me olhou de volta me fazendo sentir um arrepio na espinha
— Bom,acho que já tirei sabonete o suficiente, vou pegar a toalha do senhor.
Ele não disse uma palavra, só ficou me encarando. Voltei com a toalha vermelha dele, ele se cobriu e fui ajudando ele caminhar até o quarto dele.
Sentei ele na cama, em seguida trouxe o remédio e água pra ele.
— Obrigado filha
— De nada pai, se sentir aguma coisa, é só me chamar, ta!!?
— Ta
Ele me respondeu meio atônito, parecia que tinha visto um fantasma.Fui saindo devagar e quando me virei para fechar a porta, conseguir ve de relance ele tirar
a toalha ficando nu novamente.
Mas dessa vez a jeba dele estava endurecida.
Cheguei no meu quarto e agora quem estava atônita era eu
Olhei pra minha roupa e vi que estava molhada, meus peitos apareciam por conta disso. Fui até o guarda roupas, peguei outra camisola e me vesti.
Me deitei e a imagem do meu pai, nu, ensaboado. O corpo magro marcado pela idade, as pernas ainda fortes. E entre elas, algo que a fez ficar perdida
Um piroca grossa e comprida, pendendo entre as pernas enquanto ele se mexia.
E agora aquele pau saiu da dormência e tinha ficado ereto e a fonte da ereção só podia ser um:
EU!!!
CONTINUA...