Os pais dele só iam chegar no dia seguinte. Ficamos só nós dois.
Eu já conhecia o Alessandro há meses. A gente se olhava demais, demorava demais nos abraços, e eu sabia que ele sabia. Mas nunca tinha rolado nada além daquele clima pesado. Até aquela noite.
Depois do jantar simples — peixe grelhado, cerveja gelada — a gente foi pro sofá da sala. A televisão ligada em volume baixo, só para preencher o silêncio. Ele estava de short de moletom cinza e camiseta branca. Eu de bermuda. As pernas se tocavam de leve. O ar-condicionado batia frio na pele quente.
Em algum momento a conversa parou. Ele virou o rosto pra mim e me olhou de um jeito diferente. Sem sorriso. Só aquela intensidade quieta. Eu engoli seco. Ele inclinou o corpo e me beijou.
O beijo foi lento no começo, depois ficou fundo, molhado, com a língua dele entrando na minha boca como se tivesse esperado isso há tempo. A mão dele subiu pela minha coxa e apertou. Eu senti o volume duro sob o short dele. Grande. Pesado.
— Sobe pro quarto — ele murmurou contra minha boca.
Subimos a escada de madeira que rangia. O quarto dele dava pra varanda e pro mar. Ele trancou a porta. Quando se virou pra mim, já estava tirando a camiseta. O peito largo, a barriga marcada, os pelos escuros descendo até o cós do short. Eu ajoelhei na frente dele sem pensar duas vezes.
Puxei o short e a cueca juntos. O pau dele saltou pra fora, já duro, grosso, veias saltadas, a cabeça rosada e úmida. Era maior do que eu imaginava. Eu segurei a base com a mão e senti o peso. Quente. Pulsando.
Passei a língua devagar pela glande, lambendo o pré-gozo que já escorria. O gosto era salgado e limpo. Alessandro soltou um gemido baixo e enterrou os dedos no meu cabelo. Eu abri a boca e engoli a cabeça primeiro, sugando com força, sentindo a pele lisa deslizar na língua. Depois fui descendo mais, tentando engolir o máximo que dava. A garganta fechou um pouco, mas eu forcei. Queria sentir ele fundo.
Ele gemeu mais alto quando eu comecei a subir e descer de verdade, babando, fazendo barulho molhado. A mão livre descia até as bolas dele, pesadas e quentes, massageando enquanto eu chupava. A cada vez que eu puxava o ar, o cheiro dele — pele, suor leve, sexo — me deixava ainda mais duro dentro da bermuda.
— Assim… porra… — ele rosnou, a voz rouca.
Eu olhei pra cima e encontrei o olhar dele. Os olhos escuros, a boca entreaberta, o peito subindo e descendo rápido. Continuei. Mais rápido. Mais fundo. Saliva escorrendo pelo queixo, escorrendo pelas bolas dele. A cabeça dele batia no fundo da minha garganta e eu engolia, engolia, engolia, até os olhos lacrimejarem.
Ele puxou meu cabelo com mais força e começou a meter a boca. Eu relaxei a garganta e deixei. O pau grosso entrava e saía, molhado, brilhante. Eu gemia em volta dele, o som abafado, e isso parecia deixar ele ainda mais louco.
De repente ele parou, puxou o pau pra fora e me olhou de cima.
— Vira. De quatro na cama.
Eu obedeço. Tirei a bermuda e a cueca, me posicionei de quatro, a bunda pra ele. Ele se ajoelhou atrás, passou a cabeça grossa entre minhas nádegas, mas não penetrou. Só deslizou, molhando, provocando. Depois voltou pra frente e me fez deitar de costas.
Ele montou no meu peito, o pau grande pairando na minha cara. Eu abri a boca de novo e ele voltou a foder minha garganta, mais fundo, mais rápido. Eu segurava as coxas dele, sentindo os músculos tensionados. A cada estocada a glande batia no fundo e eu engolia, engolia, até ele começar a tremer.
— Vou gozar… — ele avisou, a voz falhando.
Eu puxei ele mais fundo e segurei. Queria sentir tudo. O pau dele latejou forte, engrossou ainda mais, e jatos quentes e densos começaram a escorrer direto na minha garganta. Eu engoli o máximo que dava, o resto vazando pelos cantos da boca, escorrendo pelo queixo. Ele gozou muito. Muito. Gemia baixo, quase um rosnado, enquanto continuava a meter devagar, esvaziando tudo dentro de mim.
Quando parou, ficou ali por alguns segundos, o pau ainda semi-duro na minha boca. Eu limpei com a língua, sugando o resto. O gosto dele ainda forte.
Ele se afastou, caiu ao meu lado na cama e puxou meu corpo pra perto. O mar batia lá fora. A casa estava em silêncio.
— Porra… — ele murmurou no meu ouvido, a mão ainda no meu cabelo. — Você chupa pra caralho.
Eu só sorri, ainda com o gosto dele na boca, o pau dele ainda quente na memória da garganta. E já sabia que a noite ainda não tinha acabado.