Quando voltei a pegar meu celular tinha algumas mensagens da Paulinha perguntando por mim
“Calma amiga, estou bem”
“quem era? poque você demorou, fiquei preocupada”
“era meu pai!”
“Mentira! me conta tudo, quer que eu ligue?”
“é melhor”
“Amiga do ceu, ele disse isso mesmo!?”
“com todas as palavras”
“e o que voce disse?”
“falei que ele tinha ficado louco. Que eramos pai e filha”
“e ele!?”
“me jogou contra a parede, perguntando se eu não queria o mesmo. Eu simplesmente não consegui negar”
“PQP Silvana, você quer mesmo da para seu pai!?”
Fiquei calada no outro lado da linha
“Amiga, você não vai fazer essa loucura né!? pensa bem, depois de feito não tem volta!”
“Não vou fazer amiga”
Ficamos conversando por sabe-se lá quanto tempo, Paulinha mais falava e eu ouvia
Ao final da ligação agradeci pela conversa e fui dormir
Dois dias depois acordei cedo, o ceu ainda abandonava o escuro dando lugar ao azul
Não havia compromisso.
Não precisava trabalhar.
Mesmo assim, levantei
Tomei meu café em silêncio, colocou um casaco leve sobre os ombros e saiu de casa levando apenas uma pequena sacola de papel.
Dentro dela havia um ramo de lírios brancos.
As flores preferidas da mãe.
Cheguei ao local em que ela repousava. Parei diante da lapide dela
Passei delicadamente a mão sobre o nome gravado na pedra.
Sorri
Um sorriso pequeno.
Daqueles que misturam saudade e carinho.
Colocou as flores no vaso.
Depois se sentei no gramado
Fiquei alguns minutos sem dizer nada.
— Oi, mãe... vim mais cedo esse ano. Muitas coisas aconteceram esse ano
Olhei para o céu.
— Acho que a senhora já sabe de tudo.
— Eu fiquei com tanta raiva dele...
Respirei fundo.
— Tanta...
A voz falhou.
— Às vezes eu tinha medo de esquecer o motivo da minha raiva.
— Porque parecia que, se eu esquecesse...
—Estaria esquecendo a senhora também. Lembrava do abandono, das noites sem dormir, das vezes que eu mentia para proteger a senhora.
— Mas eu quero deixar tudo isso para o passado e lembrar da senhora bem
— E queria contar uma coisa.
O pai voltou.
Não...
corrigi-me a mim mesma.
— O homem que foi embora não voltou.
Quem voltou foi outro.
Mais velho.
Mais cansado.
Muito arrependido.
Sorri
— E sabe de uma coisa?
— Ele mudou, é verdade que esta atrasado, bem atrasado nisso, mas mudou. Ele ainda se culpa demais.
— Ainda tem dias em que o passado pesa nos ombros dele.Mas agora ele liga para saber como eu estou. Pergunta se eu almocei.Me abraça quando vai embora.
— Diz que tem orgulho de mim.
Sorri entre lágrimas.
— Nunca pensei que ouviria essas palavras saindo da boca dele.
Respirei fundo.
— E eu sinto que... de alguma forma... fui importante nessa mudança.Não porque eu tenha mudado o coração dele.Isso só ele poderia fazer.Mas porque eu decidi abrir uma fresta quando ele bateu à porta.
Olhei para o céu por alguns instantes.
— Acho que, quando eu o perdoei, dei a ele uma oportunidade de voltar a ser quem sempre deveria ter sido.
Sorri discretamente.
— Lamento a senhora não ter conhecido ele agora, mas..mas outro problema surgiu e não sei como resolver.
Me levantei sentindo o sopro do vento sacudir meus cabelos e fui embora para casa
Mais tarde meu pai me mandou uma mensagem pedindo desculpas pelo que tinha dito, sobre me querer como mulher, dizia que os sentimentos que ele sentia por mim e sua carência por mulher lhe fez confundir as coisas
Falei que comigo era semelhante , que achava que os carinhos que não recebi quando era mais nova aflorou de uma maneira confusa
Então ele disse:
“Não quero que isso nos afaste. Não quero perde-la de novo minha filha
“É eu também não quero pai.”
Naquele dia resolvemos ficar um tempos sem nos vê para as coisas se normalizarem, mas ao mesmo tempo continuávamos a nos falar a distancia normalmente.
—Filha voce não imagina o que eu achei
— O que pai!?
Então ele me enviou uma foto.
—Uma cartinha sua
— Sério!? Onde o senhor achou isso?
— Dentro de um caderno antigo.
— Você lembra do que tem nessa lista?
— Sinceramente... não. Só lembro vagamente do cachorro.
— Sim, ganhar um cachorro bem fofinho ta na lista. O segundo aprender a falar inglês igual nos filmes pra casar com o principe e o ultimo ir no Aquapark com meu pai. Ele falou que um dia vai me levar porque ele é sócio. Acho que vai ser o dia mais feliz da minha vida.
— O senhor sempre dizia: "Domingo a gente vai"
— Depois dizia que estava cansado. Ou que apareceu uma reunião. Ou que ficava para o próximo mês.
— Depois eu simplesmente parei de pedir.
— Ainda dá tempo? ele disse
respondi: "Tempo para quê?"
— Você ainda quer realizar esse sonho?
— Aah pode ser, acho que quero.
Marcamos para o fim de semana seguinte. No domingo voltamos a nos reencontrar pessoalmente depois de um bom tempo. Quando nos encontramos na entrada do clube, ainda tinha um resquicio de estranheza por tudo que tinha acontecido recentemente, mas tentamos driblar aquela sensação e viver o momento.
Ficamos parados diante do enorme portal de entrada. Sorri como uma criança.
— Faz tanto tempo que eu não passava na frente daqui... disse meu pai
Entramos olhando para tudo. As piscinas.Os jardins. Os brinquedos. As famílias
— Pai...
— Hum?
— É muito maior do que eu imaginava.
Ele sorriu.
— Também acho.
Entramos, e aos poucos fomos nos aventurando pelo local.
Logo estavamos disputando quem descia primeiro no toboágua.
— Vai de novo!
— Você quer me matar. dizia meu pai
— Vamos eu vou junto
Entramos numa boia amarela sentamos um atras do outro.Eu me acomodei na frente, meu pai logo atras. O monitor falou para seguramos nas alças, mas eu olhei por cima do meu ombro e falei
— Pai...
— Hum?
— Melhor segurar em mim.
Ele riu.
— Tem certeza?
— Tenho.
Ela puxou delicadamente os braços dele ao redor de sua cintura. Ele me abraçou.
Senti minhas costas encostar no peito dele
Eu apoiei as minhas mãos sobre os braços do pai.
Na última curva, ela girou quase de lado.
Gritamos ao mesmo tempo. Um segundo depois...
SPLASH!!!!
A boia mergulhou na piscina levantando uma enorme onda.Emergi primeiro, afastando os cabelos molhados do rosto.
Olhei de lado e meu pai apareceu tossindo, procurando o equilibrio. Ele então olhou para mim com uma cara estranha que eu tentava decifrar
— O que foi pai, que cara é essa!!?
— É só que seu peito ta pra fora
Quando olhei para baixo, percebi que meu seio esquerdo tinha saido para fora do biquini.
Rapidamente puxei ele para dentro
— Lá se vai a minha... dignidade
Nos encaramos e começamos a rir. Então ele disse
— você sabe que essa história vai ser lembrada em todos os almoços daqui em diante né
— Eu tinha esperança de que o senhor esquecesse rsrsrs
— Não, vou não kkkk
Após o almoço o sol da tarde aquecia sem incomodar. deitei em uma espreguiçadeira, ainda usando o biquíni e uma saída de praia aberta sobre a cintura.
Fechou os olhos por alguns instantes, deixando que a brisa secasse os cabelos ainda úmidos.
Meu pai estava sentado do lado olhando o movimento das pessoas,Casais conversavam distraidamente.
Abri os olhos e virando lentamente o rosto na direção do pai.
sorriu.
— Pai...
Ele virou o rosto.
— Hum?
— Eu nem acredito que estou aqui...
Ele arqueou as sobrancelhas.
— Mas está
— Eu nem acredito que estou com o senhor aqui. Passei tantos anos imaginando esse dia...
meu pai permaneceu em silêncio.
Olhei ao redor.
As piscinas.
Os brinquedos.
As pessoas.
Depois voltei a olhar para ele.
— E, sabe de uma coisa? Acho que ele ficou muito melhor do que eu imaginava quando era criança.
Meu pai abaixou os olhos. Pude ver culpa aparecer em seu rosto.
Falou quase num sussurro.
— Perdão...
Respirou fundo.
— Perdão por demorar todos esses anos.
permaneci olhando para ele.Percebia que aquele pedido não era apenas pelo passeio. Era por tudo o que havia ficado para trás.
Levantei devagar da espreguiçadeira.
Caminhei até a cadeira onde ele estava sentado.
Ele ergueu os olhos, sem entender. Sem falar nada, apenas me inclinou e o abraçei.
Um abraço longo.
Tranquilo.
Sem pressa.
Senti ele me envolvendo com os braços e fechei os olhos
— Sabe de uma coisa? — disse baixinho, ainda abraçada a ele.
— O quê?
— Quando eu tinha nove anos, eu achava que o meu sonho era conhecer esse lugar. Hoje eu descobri que não era. Meu sonho era passar um dia inteiro com o meu pai.
Senti os braços dele apertarem um pouco mais.
— E esse sonho...
respirei fundo.
— ...o senhor realizou.
Ele apoiou o queixo de leve sobre o meu ombro
— Obrigado por não desistir de mim.
Fechei os olhos.
— Eu quase desisti. Ainda bem que nenhum de nós desistiu até o fim.
O caminho de volta foi silencioso.
Não por falta de assunto.
Era aquele silêncio de quem viveu um dia tão cheio que ainda precisava organizá-lo por dentro.
olhava pela janela do carro. Os cabelos ainda úmidos. A pele negra brilhava a luz do sol. O corpo cansado.Mas havia um cansaço bom.
Meu pai dirigia devagar.De vez em quando olhava para mim e sorria discretamente.
Ao chegar ao meu apartamento, desligou o motor.Nenhum dos dois fez menção de sair. Permanecemos ali por alguns instantes.
Até que eu quebrei o silêncio.
— Pai...
— Hum?
Continuei olhando para frente.
— Só quero dizer que hoje foi um dos dias mais felizes da minha vida.
Ele sorriu. Mas o sorriso durou pouco. Uma sombra atravessou seu rosto.
Pude perceber.
— O que foi coroa?
Ele respirou fundo.
— Eu só estava pensando...
Fez uma pausa.
— Como eu queria que sua mãe tivesse visto isso.
Senti o peito apertar.
A alegria daquele dia, de repente, encontrou a saudade. Os nossos olhos se encheram de lágrimas quase ao mesmo tempo.
— É estranho, né? — ela disse baixinho.
— O quê?
— Ser feliz...
Respirou fundo.
— ...sem ela.
— Muito. Ele diss
Olhou para as próprias mãos sobre o volante.
— Durante muito tempo eu achei que, se um dia voltasse a sorrir.. Estaria traindo a memória dela.
Virei-me para ele.
— Eu também.
A voz saiu embargada.
— Às vezes eu ria de alguma coisa e, logo depois, me sentia culpada. Como se eu não tivesse esse direito.
Meu pai fechou os olhos por um instante
— Acho que nós dois carregamos esse peso por tempo demais.
Então eu segurei delicadamente a mão dele.
— Mas a mamãe não ia querer isso.
Ele sorriu entre lágrimas.
— Não. Conhecendo ela provavelmente brigaria com nós dois.
Ri.
— Bastante.
— Ia dizer alguma coisa do tipo...
Ele tentou imitar a voz dela
.
"Vocês dois vão parar de fazer cara de velório e viver."
Nos dois rimos. E curiosamente, aquela risada veio acompanhada de lágrimas.
Enxuguei os olhos.
— Pai...
— Hum?
— Posso contar uma coisa?
— Claro.
— Dois dias atrás eu fui ao cemitério.
meu pai voltou o rosto para mim.
— Foi?
Assenti.
— Fui conversar com a mamãe.
Ele permaneceu em silêncio.
— Contei que a gente tinha se reconciliado.
Contei do abraço.
De tudo.
Um sorriso discreto apareceu no rosto dele
— E sabe o que eu prometi para ela?
— O quê?
Então apertei de leve a mão dele.
— Que eu ia cuidar do senhor por ela.
Meu pai ficou alguns segundos completamente imóvel.
Depois levou a mão ao rosto.
Deu uma pequena risada.
Uma risada atravessada pelo choro.
Balançou a cabeça, incrédulo.
— Você...
Respirou fundo.
— Você prometeu isso?
— Prometi.
Ele enxugou uma lágrima que insistia em cair.
— Essa menina...
Sorriu.
— Está tudo errado.
Franzi a testa.
— Como assim?
Ele segurou as duas mãos da filha.
— Era eu quem deveria cuidar de você. Não o contrário.
A voz falhou.
— Eu perdi tantos anos...E, mesmo assim...Você ainda acha que precisa cuidar de mim.
sorri com ternura.
— Talvez porque eu tenha puxado isso da mamãe.
meu pai riu baixinho.
— É...Ela também cuidava de todo mundo.
Então ele me puxou a para um abraço.
Quando o abraços se desfez perguntei se ele queria subir para o meu apartamento e ele aceitou.
Ele foi até o sofá e sentou-se. Coloquei minha bolsa no balcão. TIrei a tanga ficando de biquini. Vestia um biquini colorido com partes rosa, branco, roxo, azul e laranja
— O senhor quer algo pra beber!? ou comer!?
— Um cafezinho cairia bem
— Ta deixa eu preparar para o senhor.
Rapidinho fiz um café, coloquei na garrafa e servi-lhe um copo pequeno de vidro cujo o escuto do vitoria estava estampado.
— toma
— Obrigado minha filha
— De nada.
Me sentei ao lado dele em silêncio, só observando ele tomar o café.
— É esse perfu. voce penso
falamos ao mesmo tempo
— Pode falar
— Não filha, pode dizer o que voce ia falar
— Nada, só esse perfume que o senhor ta usando
— O que tem ele!!?
— Acho que eu conheço
— Sim, sempre usei esse mesmo perfume
— imaginei. eu reconheceria esse cheiro em qualquer lugar. Esse cheiro ta me despertando certas memorias
— quais!!?
— Toda manhã, antes de o senhor sair para o trabalho...Esse perfume enchia a casa. Eu ouvia o senhor pegando as chaves. Depois o barulho da porta do quarto. O som dos seus sapatos no corredor. E esse cheiro...
Respirei profundamente.
— O senhor passava por mim. Eu ficava parada na porta da sala esperando que o senhor olhasse para mim. Se eu tinha dormido bem.Se queria um abraço antes de o senhor sair. Esperando que perguntasse qualquer coisa.
Ele baixou a cabeça olhou para o canto do sofá
— Mas o senhor parecia estar sempre com presa. O perfume ficava...E o senhor ia embora.
Notei ele apertar o copo entre as mãos com força
— O senhor tinha um olhar indiferente.Como se eu fosse apenas mais uma coisa dentro de casa.
Ele continuou calado. sem fazer contato visual comigo
Então de repente ele me olhou
—Eu era um idiota. Agora eu espero que esse cheiro te traga novas lembranças.
Eu sorri.
Ele colocou o copo sobre a mesinha que estava a frente dele, em seguida esticou umas das mãos tocando as minhas
— Então espero que, daqui para frente...ele lembre mais da minha presença do que da minha ausência.
Senti as mãos dele quente sobre as minhas que estavam tão quentes como as dele
Sorri.
— Eu também, pai.
Ficamos de mãos dadas um olhando para o outro. Então o polegar dele movia-se sobre a minha mão fazendo uma especie de massagem.
Fiquei hipnotizada olhando as mãos dele com aquelas veias saltadas me alisando.
Um silêncio estranho se instaurou entre nós. Em seguida cortei aquele "clima" estranho
— Ê, quer saber!? vamos jogar baralho lembro que o senhor gostava
Rompi com aquela situação estranha.
— Vamos. ele respondeu
Me levantei para buscar o bralho que ficava dentro de uma das gavetas da comoda. Notei o movimento do corpo dele em direção ao meu.
Começamos a jogar truco.
Meu pai começa jogando.
Ele joga um K de Espadas firme na mesa.
— O senhor sabe que não me assusta com Rei, né, meu pai? e joguei um 3 de Ouros.
Ganhei aquela rodada. Em seguida minha vez de começar
mordo o lábio, fingindo hesitação. Então jogo um 5 de espadas
Meu pai olha para a minha carta, depois olha bem nos meus olhos, tentando achar algum sinal de mentira.
— Você está com cheiro de quem está blefando...
Meu pai lança um 2 de copas e vence aquela rodada
Na rodada seguinte meu pai me desafia. Fica me provocando. Dou uma risada alta. Seguro a carta no alto e bato com força no meio da mesa. Meus seios ficam saltintando e vejo um esforço do pai em não olha-los. Mas ele falha miseravelmente, fico rindo, talvez ele ache que seja por conta do jogo, mas não era.
Então meu pai lança a Q de ouro. Solto um sorriso e viro minha carta lentamente revelando um Q de paus.
Meu pai embaralha as cartas e diz:" Não valeu. você roubou!!"
— Roubei!!? aceita a derrota pivete
Continuamos a jogar, ele ganhava uma aqui, eu outra ali. Ele continuava tentando disfarçar os olhares dele para meus peitos, e eu estranhamente sentia um calor toda vez que eu notava
O tempo logo passou, aquele apartamento nunca tinha testemunhado tantas risadas e sorrisos.
Mas era chagada a hora de nos despedirmos. Deixei meu pai na porta do apartamento. Ficamos nos olhando por alguns segundos sem saber bem o que dizer. Então falei:
— Obrigada por esse dia coroa.
— Eu que agradeço minha filha, por me dar uma oportunidade de mudar tudo.
Me inclinei até ele para dar um abraço. Meus braços se fecharam no pescoço dele e os braços dele na minha cintura.
Voltei a sentir o cheiro daquele perfume no pescoço dele, mas agora mais forte que antes.
Fechei os olhos, queria gravar aquele momento na memoria.
Então o abraço se desfez
— Tchau filha!!
— Tchau pai!!
Nossas mãos foram se soltando lentamente, ele se virou e de repente algo dentro de mim começou a me castigar.
Um sentimento que eu não sabia descrever.
Então,antes que ele virasse o corredor, gritei
— Pai!!!!
Ele olhou para trás
— Oi!!!?
— Fica comigo!!
Ele me olhou nos meus olhos e soube exatamente o que eu quis dizer. Ele voltou andando devagar até ficar de frente comigo.
Peguei na mão dele e entramos em casa novamente.
Seguimos assim até o meu quarto. De pé um para o outro, rosto colado.
— sabe pai eu sempre quis tantos os seus carinhos mas o senhor nunca me olhou
— eu não pude enxergar, minhas proprias angustia impedia
— e agora,será que posso receber o carinhos que eu mereço?
— Vou dar todo o carinho que eu neguei.
O beijo que por vezes foi adiado é consumado. As nossas linguas se encontram
Então dentro daquele quarto pai e filha se tornaram homem e mulher,
uma filha magoada que atraves do perdão conheceu não so o amor de pai, mas de homem
Soltei a parte de cima do biquini e agora ele não tinha apenas miseros segundo para olhar meus peitos.
Ele ficou de frente olhando meus peitos firmes, areolas marrom e bico pontudos encheu as mãos neles
O toque me fez respirar fundo.
— minha nossa, que mulher gostosa vc se tornou
Sorri e levantei a camisa regata branca dele. Em seguida fui e abaixei a parte de baixo do biquini
Ele me olhou dos pes a cabeça.
Sorri novamente
— Gostou do que viu coroa!!?
Ele riu
— Muito
Me abaixei ficando de joelhos.Puxei o short, depois a sunga. O pau dele saltou livre. Uma pica negra dura, glande roxa babando.
Quando toquei no pau dele senti o calor pulsante contra a palma da minha mão. Enquanto ele colocou as mãos na cintura se inclinando para trás.
— Olha pra mim pai
Ele obedeceu, baixando os olhos a tempo de me vê inclinar. Os meus labios se abriram, tomei a cabeça do pau dele na boca.
Comecei sugando devagar, a lingua desenhando círculos umidos
Um gemido escapou da boca dele, longo e rouco
— A que maravilha
Ele apertou meus cabelos passando a guia o movimento enquanto minha boca quente se movia para cima e para baixo sentindo a dureza da piroca dele, das veias saltadas
A saliva escorria, sucção, respiração, o estalo macio quando eu soltava e recomeçava.
Ele gemia cada vez mais
— PQP como isso é gostoso
Comecei a bater com aquela piroca na minha cara
— Seu pauzudo do caralho.Anda, vem pra cama que eu quero sentar nele
Montei em cima dele, o pau ja duro como pedra entrou liso pela minha boceta ja enxarcada de tesão.
— aainww paizinho me come
— fode meu amor, mostra pra mim como voce fode
rebolava no pau dele os sons da minha coxa sobre a dele ecoavam pelo quarto
— aaaah silvana que tesão minha filha
— ui, ui assim assim, mete papai
— aaah silvana
— isso me come pai
Ele agarrava meus peitos, depois foi descendo até a cintura, enquanto eu continuava movimentando o quadril sentindo o pau dele me foder
— Deixa papai de comer de quatro
— Isso vem
Fiquei com rabo empinado pra ele. Olhei para trás sentindo a demora em ser penetrada e descobri o motivo. Ele olhava para meu rapo empinado com se tivesse contemplando um quadro
— Ta gostando do que ve ai!!? rsrs
— Porra!! muito. Você é linda minha filha
Ele me abraçou por trás dando um beijo. Em seguida posicionou a pika dele na entrada da minha boceta e foi metendo devagar
Soltei um gemido profundo
Ele segurou minha cintura e começou a meter mais forte
— CRL!!! METE!! METE!! ASSSIIINN
Começou a bombear, num ritmo urgente, o som molhado preenchendo o quarto
Os meus seios balançavam a cada investida. As mãos dele apertavam a minha bunda grande, os dedos afundando na carne
— Assim!! mais forte, mais forte
A cabeceira da cama batia na parede
Senti o orgasmo se formar como uma pressão na base da espinha, subindo, subindo.
— AAAIIN CARALHO
— GOZA MEU AMOR, GOZA PRA PAPAI
— AAAAAAHH CARALHOOOOU
Enquanto gozava rebolava na pica dele senti o primeiro jato preencher minha boceta. E ele gemia e apertava minha bunda com força.
— Isso goza painho,gozaa
Ele deu mais uma estocada lenta, mas forte. Então me deitei e ele caiu por cima de mim. Nossos corpos colaram com o suor produzido fruto da foda
E assim, da maneira mais inusitada, finalmente selemos nossa reconciliação

