Ela não olhava para a tela. Olhava para o espelho grande encostado na parede oposta. Gostava de se ver assim: o cabelo preto bagunçado caindo sobre os ombros, a pele morena brilhando com o óleo corporal que tinha passado devagar, quase como carícia de outra pessoa. Os seios pesados repousavam contra o colchão, os mamilos já duros roçando no tecido áspero toda vez que ela respirava mais fundo.
— Vamos começar devagar hoje… — murmurou para si mesma, mas alto o suficiente para o microfone captar. Sabia que os assinantes gostavam quando ela falava como se estivesse confessando um segredo.
Deslizou a mão direita por baixo do corpo, dedos abertos, palma pressionando o monte de vênus. Não entrou ainda. Apenas pressionou. Uma, duas, três vezes. O quadril subiu um pouquinho do colchão por conta própria, como se pedisse mais. Ela sorriu de lado pro espelho, sabendo exatamente o que a câmera estava pegando: a curva das costas, a bunda empinada, as coxas ligeiramente abertas mostrando apenas a promessa da sombra entre elas.
De repente ela rolou de costas, joelhos dobrados, pés plantados na cama. Abriu as pernas devagar, bem devagar, deixando o celular capturar cada centímetro do movimento. A buceta já estava inchada, lábios externos cheios, o clitóris aparecendo vermelho e brilhante no meio da carne molhada. Ela passou o dedo médio na entrada, coletando a umidade, e levou até a boca. Chupou devagar, olhando direto pra lente.
— Vocês já estão duros aí, né? — provocou, voz rouca. — Aposto que estão se tocando agora… imaginando que é minha boca em vez da mão de vocês.
Ela pegou o pequeno vibrador roxo que estava ao lado do travesseiro. Não ligou ainda. Primeiro passou a cabeça fria dele entre os lábios, subindo e descendo, espalhando a lubrificação natural. Quando finalmente apertou o botão, o zumbido baixo encheu o quarto. Larissa fechou os olhos por um segundo, deixando a vibração percorrer o corpo inteiro antes de encostar no clitóris.
O primeiro gemido foi involuntário. Alto. Cru.
Ela começou em círculos lentos, pressionando só o suficiente pra sentir o prazer subir pela barriga. A outra mão subiu até o seio esquerdo, apertando forte, puxando o mamilo entre os dedos até doer gostoso. O quadril começou a rebolar sozinho, procurando mais pressão, mais velocidade.
— Porra… assim… — ela gemeu, voz tremendo. — Queria que fosse a boca de alguém agora… quente… lambendo devagar… depois chupando forte…
Aumentou a velocidade do brinquedo. O som da vibração misturado com a respiração pesada e os gemidos curtos dela era quase hipnótico. As coxas começaram a tremer. Ela abriu mais as pernas, quase em ângulo de 180°, mostrando tudo: a buceta pulsando, o líquido escorrendo e molhando o lençol embaixo dela, o cuzinho apertado piscando de leve a cada contração.
— Vou gozar… caralho… vou gozar pra vocês… — anunciou, como se fosse um aviso de última hora.
Jogou a cabeça pra trás, costas arqueadas, seios apontando pro teto. O vibrador agora pressionava firme contra o clitóris, sem piedade. Os músculos da barriga contraíram forte, as coxas fecharam em torno da mão dela e então veio o espasmo: longo, violento, molhado. Um jato pequeno escapou, molhando os dedos e o lençol. Ela gritou baixo, quase um rosnado, o corpo inteiro tremendo enquanto as ondas continuavam vindo, uma atrás da outra.
Quando finalmente parou, ficou ali deitada, ofegante, pernas ainda abertas, o vibrador desligado repousando entre as coxas melíflua. Olhou para a câmera, sorriso preguiçoso, safado.
— Gostaram? — perguntou, passando a língua nos lábios. — Então me digam nos comentários o que vocês querem ver na próxima… porque eu faço tudo.
Ela piscou.
Desligou a gravação.
E, ainda com o corpo quente e mole, rolou de lado na cama, rindo baixinho sozinha, satisfeita.
Porque, no fundo, o maior tesão dela nunca foi só a câmera.
Era saber que, naquele exato momento, dezenas — talvez centenas — de pessoas estavam se masturbando pensando nela.




