Sentado em um banco meio escondido por arbustos, o rapaz espanhol mexia no celular. Moreno, magro, cabelo preto bagunçado, pouco mais de 20 anos. Tinha aquele ar de quem ainda não sabe o estrago que pode causar — ou sofrer. Alexis parou a poucos metros, fingindo ajeitar o cabelo. Quando ele ergueu os olhos, ela sorriu devagar, aquele sorriso que prometia problemas.
— Está muito calor hoje, não é? — disse ela em inglês com sotaque americano carregado, voz rouca de quem já fumou muitos cigarros e gemeu muitas vezes.
Ele engoliu em seco, o olhar caindo direto no vale entre os seios antes de voltar ao rosto dela. — Sí… muito calor.
Alexis deu dois passos mais perto, sentou-se ao lado dele sem pedir permissão. A coxa dela roçou na dele de propósito. O perfume doce misturado com suor invadiu o espaço entre eles.
— Você é daqui? — perguntou, inclinando-se um pouco mais, deixando que o decote se abrisse ainda mais.
— Turista… vim passar duas semanas. — A voz dele saiu mais baixa do que pretendia.
Ela riu baixinho, passou a ponta dos dedos pelo braço dele, traçando o contorno do músculo magro. — E já está entediado?
Ele não respondeu. Não precisava. O volume crescendo na bermuda fina já dizia tudo.
Alexis olhou ao redor. O parque estava quase vazio àquela hora — só alguns corredores distantes e um casal passeando com cachorro do outro lado do lago. Perfeito.
Sem dizer mais nada, ela pegou a mão dele e a levou até a coxa nua dela, logo abaixo da barra do vestido. Ele hesitou só um segundo antes de apertar a carne macia.
— Você já tocou uma mulher como eu? — sussurrou, guiando a mão dele mais para cima, até onde a pele encontrava a renda da calcinha.
Ele balançou a cabeça, respirando pesado.
Alexis se levantou de repente, puxando-o pela mão. — Vem comigo.
Levantou-o como se ele não pesasse nada e o levou para trás de um grupo maior de árvores e arbustos altos, onde o banco de madeira ficava quase invisível da trilha principal. Ainda dava para ouvir vozes distantes, risadas, o latido de um cachorro. O risco estava ali, pulsando.
Ela o empurrou de leve contra o tronco grosso de uma árvore, ficou de joelhos na grama e abriu o zíper dele com uma habilidade assustadora. O pau dele saltou livre, duro, quente, a cabeça já brilhando. Alexis lambeu os lábios.
— Caralho… — ele murmurou em espanhol, os olhos arregalados.
Ela não perdeu tempo. Engoliu-o inteiro numa chupada lenta e profunda, a língua dançando na parte de baixo enquanto os seios pesados balançavam para fora do decote. Ele gemeu alto demais, e ela apertou a coxa dele em aviso — silêncio, ou alguém pode ouvir.
Mas ela não facilitou. Chupava com vontade, babando, usando a mão para masturbar a base enquanto a boca trabalhava a cabeça. Depois de alguns minutos, levantou-se, virou de costas, levantou o vestido até a cintura e puxou a calcinha para o lado.
— Agora me fode — ordenou, apoiando as mãos no tronco, empinando a bunda redonda e firme.
Ele não precisou de mais incentivo. Posicionou-se atrás dela, esfregou a cabeça na entrada molhada algumas vezes e empurrou de uma vez. Alexis mordeu o lábio para não gritar. Ele era grande o suficiente para esticar, pequeno o suficiente para entrar fundo sem dó.
Começaram devagar, mas o ritmo acelerou rápido. O som molhado dos corpos se chocando misturava-se ao canto dos pássaros. Ele segurava os quadris dela com força, os dedos afundando na carne. Alexis empurrava para trás, encontrando cada estocada, os seios balançando livres, os mamilos duros roçando na casca áspera da árvore.
— Mais forte… — ela sussurrou, virando o rosto para olhar para ele por cima do ombro. — Me fode como se ninguém pudesse nos ver.
Ele obedeceu. As estocadas ficaram brutas, profundas. Alexis levou uma mão entre as pernas, esfregando o clitóris em círculos rápidos. O orgasmo veio primeiro para ela — as pernas tremeram, um gemido abafado escapou, o corpo convulsionando em torno dele.
Ele não aguentou mais. — Voy a correrme… — avisou, a voz rouca.
— Dentro — ela mandou, apertando em volta dele.
Ele gozou com um grunhido baixo, enterrado até o fundo, enchendo-a enquanto os quadris tremiam contra a bunda dela. Ficaram assim alguns segundos, ofegantes, o suor escorrendo, o sêmen já começando a vazar e escorrer pela coxa dela.
Alexis se afastou devagar, ajeitou a calcinha e o vestido como se nada tivesse acontecido. Virou-se, deu um beijo lento na boca dele, mordeu o lábio inferior de leve.
— Boa tarde, espanhol — disse com um sorriso safado. — Aproveite o resto da sua viagem.
E saiu andando calmamente de volta para a trilha, deixando-o encostado na árvore, calça ainda aberta, coração disparado e um sorriso bobo no rosto.
O parque continuou como se nada tivesse acontecido. Mas ele nunca mais olharia para aquele banco da mesma forma.




