A virada do ano sempre teve um gosto diferente na nossa casa. Meus pais decidiram comemorar a chegada de 1991 com uma segunda lua de mel no nordeste — “merecemos um tempo só nosso”, minha mãe disse antes de embarcar, com um sorriso que misturava culpa e empolgação. Eles deixaram a casa vazia, as chaves com a gente e uma reserva em dinheiro “só pra emergência”. Emergência, claro. A festa em um clube famoso da cidade estava lotada, música alta, corpos suados, gente se esfregando sem nem disfarçar. Eu fiquei até umas quatro e pouco da manhã a vontade de voltar pra casa foi mais forte que a vontade de ficar. O cheiro de champanhe pairava no ar quando entrei pela porta dos fundos. A casa estava silenciosa, só o zumbido baixo do ar-condicionado vindo do corredor. Fui primeiro até o quarto da minha irmã, ela não estava lá , a porta do quarto dos meus pais estava entreaberta. Luz nenhuma acesa, só o brilho azulado fraco do painel do ar-condicionado batendo nas paredes. Empurrei a porta com cuidado. Ela estava lá. Minha irmã, Larissa, deitada de lado na cama dos nossos pais, de bruços, lençol embolado na cintura. Usava camisola amarela que mal cabia nela e escorregou até a metade das costas. O cabelo cacheado espalhado no travesseiro como tinta derramada. Dormindo profundamente, ou fingindo muito bem. Fechei a porta sem fazer barulho. Tirei os tênis, a camisa, a calça. Fiquei só de cueca boxer. O ar gelado batia na pele quente de bebida e dança. Caminhei até o lado da cama onde meu pai sempre dormia e me deitei devagar, de lado, olhando pra ela. O colchão afundou um pouco. Ela não se mexeu. — Larissa… — murmurei, quase sem voz. Nada. Me aproximei mais. O cheiro dela chegou primeiro: perfume doce misturado com suor da festa, um resto de bebida no hálito. Estiquei a mão e toquei de leve a curva da cintura dela, só a ponta dos dedos, como se fosse acidental. Ela respirou fundo, mas continuou de olhos fechados. — Você chegou faz quanto tempo? — perguntei baixo, voz rouca de quem bebeu cerveja e champanhe. — Uma hora … — respondeu sem abrir os olhos, voz sonolenta. — Tava com calor na minha cama. Aqui tem ar. — Posso ficar aqui também? Silêncio de três segundos. — ela murmurou algo que não entendi Deslizei mais perto. Meu peito quase encostava nas costas dela. A mão que estava na cintura subiu devagar pelas costas, acompanhando a coluna, até a nuca. Enrolei um cacho no dedo. — Você tava linda na festa — falei. — Todo mundo olhando. — Mentira. Você nem me viu direito. — Vi sim. Vi quando você dançou com o Felipe. Vi quando ele encostou a mão na sua cintura… aqui — e coloquei a palma exatamente onde a mão dele tinha estado. Ela ficou quieta, mas o corpo dela reagiu: um arrepio visível descendo pelas costas. — Ciúmes? — perguntou, com um tom de provocação sonolenta. — Não. Só… curiosidade. — Desci a mão de novo, agora por cima da camiseta, contornando a lateral do seio. — Queria saber se ele sentiu o mesmo que eu sinto quando te toco. Ela virou o rosto devagar, ainda de lado, olhos entreabertos. No escuro dava pra ver o brilho úmido deles. — E o que você sente? Não respondi com palavras. Deslizei a mão por baixo da camiseta, pele quente contra pele quente. Subi até encontrar o seio nu. O mamilo já estava duro antes mesmo de eu encostar. Apertei de leve entre o indicador e o polegar. Ela soltou o ar com força pelo nariz, mas não se afastou. — Isso… — murmurei contra a nuca dela, beijando a pele ali. — Isso é o que eu sinto. Ela empinou o quadril de leve, quase sem querer. Ou querendo muito. Puxei a calcinha dela devagar, só até o meio da coxa. Ela ajudou dobrando um pouco a perna. Meu pau já estava duro dentro da cueca, latejando. Encostei nele nas nádegas dela, só o tecido separando a gente. Ela gemeu baixinho quando sentiu o volume. — A gente não devia… — ela sussurrou, mas a voz tremia de outra coisa que não era medo. — A gente já não devia faz tempo — respondi, mordendo de leve o ombro dela. — Mas a gente vai fazer mesmo assim. Passei o braço por baixo dela, puxando o corpo dela de costas contra o meu peito. Ela abriu as pernas devagar. Enfiei a mão entre as coxas e encontrei ela molhada, inchada, escorregadia. Dois dedos entraram fácil. Ela apertou os músculos em volta deles e gemeu contra o travesseiro. — Caralho, Lari… você tá assim desde quando? — Desde que você entrou no quarto… — admitiu, voz entrecortada. Tirei a cueca com uma mão atrapalhada. Segurei a base do pau e esfreguei a cabeça na entrada dela, devagar, só molhando. Ela empurrou o quadril pra trás, querendo mais. — Vai devagar… — pediu. — Não consigo. Entrei de uma vez, até o fundo. Ela engasgou, cravou as unhas no meu antebraço. Ficamos parados uns segundos, só sentindo. Ela pulsando em volta de mim, eu pulsando dentro dela. O ar-condicionado zumbia, o único som além da nossa respiração pesada. Comecei a mexer devagar. Estocadas longas, profundas. Cada vez que eu saía quase todo e voltava inteiro, ela soltava um gemidinho abafado no travesseiro. Agarrei o cabelo dela com uma mão, puxei de leve pra trás, expondo o pescoço. Beijei, mordi, chupei. Com a outra mão apertava o seio, rolando o mamilo entre os dedos. — Mais forte… — ela pediu, voz rouca. Aumentei o ritmo. A cama dos nossos pais rangia baixo a cada estocada. O som molhado da pele contra pele enchia o quarto. Ela levou a mão entre as pernas, esfregando o clitóris em círculos rápidos. — Tô quase… tô quase… — gemeu. Segurei a cintura dela com as duas mãos e meti com força, rápido, sem dó. Ela gozou primeiro, corpo inteiro tremendo, músculos apertando meu pau como se quisesse me espremer até a última gota. Mordi o ombro dela pra não gritar. Gozei segundos depois, jorrando dentro dela, fundo, sentindo cada pulsada enquanto ela ainda tremia. Ficamos assim, colados, suados, ofegantes. O ar-condicionado gelado batendo na pele quente. O cheiro de sexo misturado com o perfume dela. Ela virou o rosto devagar e me beijou, língua lenta, preguiçosa. — Feliz ano novo, maninho — sussurrou contra minha boca. Eu sorri no escuro. — Feliz ano novo, Lari. E, pela primeira vez na vida, senti que o pecado não tinha gosto de culpa.tinha gosto de prazer entre irmão e irmã.
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