Naquele sábado, era o aniversário dela. Acordou com o coração bobo, daquele jeito que só aniversário faz. Foi à padaria e comprou um saquinho de bombons de chocolate e um buquê pequeno de rosas vermelhas — não rosas caras, rosas de supermercado, mas dela. Voltou, trancou-se no quarto, abriu o notebook e colocou o dorama que amava assistir, o episódio que já tinha visto três vezes e que fazia o peito doer doce. A tarde ia ser perfeita assim: ela, os bombons, as rosas, o príncipe coreano na tela.
A campainha tocou.
Ela franziu a testa. Ninguém vinha em casa no aniversário dela. Desceu na ponta dos pés, abriu a porta e deu de cara com um carteiro, sorriso educado, uma caixa na mão.
— É pra você, moça. Assina aqui.
Ela assinou sem entender. Não tinha pedido nada. Nada. Levou a caixa para o quarto com o coração acelerado, fechou a porta e sentou na cama com ela no colo.
Era vermelha. Vermelha de um jeito diferente, vermelha profunda, amarrada com laços de cetim. E pesada.
Adriana puxou os laços devagar, como quem desembrulha segredo. A tampa subiu.
Ela prendeu a respiração.
Dentro, uma bagunça deliciosa de coisas que ela só tinha visto em vídeos: um perfume pequeno com tampa dourada, uma camisola de seda fininha, uma calcinha de renda preta, e — ela teve que rir, sozinha, no quarto — um par de brinquedos. Dois. Um pequeno, delicado. E um outro. Aquele outro.
Ela pegou o grande na mão.
Era lindo. A pele era macia, aveludada, o tom pêssego rosado. E era grosso. E era… comprido. Ela mediu com o palmo da mão, séria, como quem confere uma coisa que não acredita. Não cabia fácil no punho dela.
— Nossa — ela murmurou baixinho, e depois olhou em volta, envergonhada de si mesma.
Porque ela não fazia ideia de quem tinha mandado aquilo.
Passou um bom tempo ali, sentada, olhando tudo, virando o perfume, passando a seda entre os dedos, relendo o cartãozinho branco que só dizia Feliz Aniversário, sem assinatura. Quem? A tia? Uma amiga secreta? Um príncipe de verdade, de carne e osso, que sabia exatamente o que uma menina quieta queria? Ela amou o mistério. Amou o interesse por trás do presente. Alguém tinha pensado nela. Alguém tinha pensado naquilo dela.
Deitou na cama, a camisola ao lado, o dildo ainda na mão, e deixou a curiosidade vencer.
Encostou a pontinha na pele da coxa, só para sentir o toque. Depois na barriga. Depois, com uma delicadeza quase religiosa, desceu. Levantou o vestido, afastou a calcinha e encostou aquela ponta redonda onde ela nunca tinha encostado nada que viesse de fora.
Um arrepio subiu pela espinha e ela mordeu o lábio.
Ela empurrou devagar. Muito devagar, com amor, com cuidado, como se estivesse abrindo um livro que não queria amassar. A cabeça entrou, e o corpo dela abriu espaço, e a grossura esticou aquilo de um jeito que fez Adriana soltar um suspiro que ela não reconheceu como seu. Ficou ali parada um segundo, sentindo, adaptando, e depois empurrou mais — sem pressa, socando o brinquedo com uma cadência mansa, para dentro e para fora, aprendendo o próprio ritmo conforme ia.
A xoxota dela amava. Amava a espessura, amava o peso, amava o preenchimento. Ela não sabia o nome de metade do que estava sentindo, mas sabia que era bom. Que era dela. Que aquele presente, viesse de quem viesse, tinha acertado na mosca. Ela fechou os olhos e imaginou um príncipe — não um de tela, mas um de verdade, com mãos grandes e voz baixa — e deixou o quarto todo virar conto de fadas.
Lá embaixo, na sala, o pai e a mãe tomavam café, alheios ao que acontecia dois andares acima. O pai cochichou, olhando o teto:
— Será que ela já sabe que foi a gente que mandou a caixa?
— Ainda não — a mãe riu, mexendo o açúcar. — Mas ela vai descobrir.
— E será que a Adriana vai usar aquilo? — ele insistiu, com uma carinha de dúvida. — Aquilo é grande pra ela, não é?
A mãe tomou um gole, tranquila, com um sorriso de quem sabia das coisas.
— Calma — disse ela. — Ela vai usar. — E completou, baixinho, mais para si mesma: — Até eu queria.
Lá em cima, no quarto vermelho de rosas e bombons, Adriana não sabia de nada disso. Só sabia que estava com o coração cheio, a respiração curta e um mundo novo se abrindo bem na frente dela. Aos dezoito anos, no dia do aniversário, ela tinha deixado de ser só leitora de contos de fadas.
Naquela tarde, Adriana usou tudo. Tudo.
Primeiro o perfume — duas borrifadas no pulso, uma no pescoço, porque ela viu em algum lugar que era assim que se fazia. Depois vestiu a camisola de seda, fininha, que deslizou pelo corpo como água e fez os biquinhos dela ficarem durinhos só pelo contato do tecido. Ela se olhou no espelho do quarto, de lado, depois de frente, e por um instante não se reconheceu. Aquela ali não era a menina quieta da biblioteca. Era outra. Era a mulher que ela ainda não sabia que já estava virando.
Calçou a calcinha de renda preta por cima, achou bonito, tirou, achou mais bonito sem.
Voltou pra cama.
Usou o pequeno primeiro, só pra entender, pra se acostumar com a sensação de algo que não era o próprio dedo. Depois largou o pequeno e pegou o grande de novo — porque o grande era o que o corpo dela pedia. E aí não teve mais delicadeza de estreia. A xoxota dela já estava molhada, escorregadia, acostumada, e ela socou aquele brinquedo com mais vontade, com mais fome, deitada com os joelhos dobrados, os pés afundados no lençol, uma mão apertando o travesseiro.
Gozou a primeira vez com um gemido que ela abafou na própria mão, com vergonha de alguém ouvir.
Respirou. Esperou o coração baixar. E não parou.
Gozou a segunda vez com o corpo todo tremendo, os dedos dos pés se enrolando, a barriga subindo e descendo rápido, a camisola grudada de suor. Quando terminou, ficou uns segundos imóvel, olhos fechados, o mundo inteiro reduzido ao quarto vermelho e às rosas e ao cheiro do perfume.
Aí a vergonha voltou um pouco. Ela tirou a seda, dobrou com cuidado, limpou o dildo com um lencinho, guardou tudo na caixa, respirou fundo e foi jantar.
Na mesa, o pai e a mãe olharam pra ela. E souberam. Adriana estava com as bochechas vermelhas, os cabelos ainda meio suados na nuca, os olhos brilhando de um jeito diferente. A mãe deu um sorrisinho de canto e não disse nada. O pai disfarçou, mexeu o garfo, mas também sabia.
Naquela noite ninguém tocou no assunto.
No dia seguinte, porém, o pai a chamou na sala. Sentou no sofá, respirou como quem vai falar coisa séria, e abriu o jogo.
— Filha… a caixa foi a gente.
Adriana ficou abismada. Abriu a boca, fechou, abriu de novo.
— Vocês?! Mas… — ela gaguejou, corada até a raiz do cabelo — …vocês são meus pais! Isso não é presente de família, isso é coisa de… de namorado, de homem!
O pai riu, sem graça.
— Eu te amo, filha. Só que a gente quer você no mundo, no mundo de hoje. — Ele coçou a cabeça. — Dildo, roupa, perfume… E olha, tem uma parada aí no fundo da caixa que sua mãe me mandou comprar e que eu acho que você nem viu ainda, né? Um plug.
Ela corou de novo e escondeu o rosto.
— Eu amei — confessou, baixinho. — Amei tudo. Mas agora eu tô com vergonha.
— Vergonha de quê, filha? — ele disse, sério agora, mas com doçura. — Não é isso. Seja uma puta em casa e uma garota normal pra esse povo da escola que não te conhece. Ninguém precisa saber o que você faz no seu quarto. Mas você precisa saber.
Ela ficou quieta. Aquilo acalmou alguma coisa dentro dela — como se ele tivesse destrancado uma porta que ela nem sabia que estava fechada.
Aí a mãe apareceu na porta, encostada no batente, com aquele jeito dela.
— E mais, filha — disse, tranquila. — Quero que você goze toda hora. Que depile essa xota, sim, que não tenha vergonha de nada disso. E se quiser bronzear, bronzeia nua no quintal ou de biquíni, dá no mesmo. Aqui é sua casa. Aqui você é você.
Adriana olhou pras duas pessoas que a criaram, e por um segundo teve vontade de chorar — mas de um jeito bom. Ela era ainda a menina tímida dos livros. Mas, no dia do próprio aniversário, tinha ganhado mais do que presentes.
Tinha ganhado permissão pra ser quem era.
Adriana ficou pensativa por uns dias. Depois, numa tarde, ela falou — mais pra si do que pra eles, mas alto o bastante pra ser ouvido:
— Vou ser uma garota normal. Andar com plug. Tomar sol com marquinha de piranha. Bem safada. — Ela riu sozinha. — A marca do biquíni socada na xota, tirar foto e botar nas redes.
E foi o que ela fez.
A menina quieta da biblioteca continuou existindo, mas agora tinha uma segunda versão — e essa andava pela casa de shorts curto, cheirosa, com um plug discreto guardado lá dentro que ela mesma enfiava toda manhã, antes de qualquer coisa. No quintal, deitava na toalha e deixava o sol desenhar linhas no corpo. O biquíni fininho, puxado pro lado onde ela queria, e a marquinha branca riscando a pele até bem perto da xota. Ela tirava foto no espelho, postava, e ria das próprias pernas abertas no ângulo.
Às vezes ela nem tirava o dildo. Ficava com ele atolado, preenchida, andando pela casa como se fosse a coisa mais natural do mundo — e pra ela já era. Passava pela sala com aquele volume escondido no corpo e cumprimentava os pais normalmente.
O pai, um dia, olhou pro vulto dela atravessando o corredor e falou baixinho pra mãe:
— Olha a nossa princesa. Atolada. Preenchida. E gozando e andando pela casa.
A mãe olhou também, com aquele carinho de quem vê uma coisa nascer.
— Virou uma gata — disse. — Eu amo essa gata.
E ela amava mesmo. Adriana sentia. E por sentir tão seguro, começou a deixar a porta do quarto aberta quando se masturbava. De propósito. Deixava. O pai já tinha entrado, já tinha passado e parado na porta, já tinha pegado ela sentada em cima do travesseiro, rebolando devagar, com o dildo de presente enterrado fundo. Ninguém fingia mais nada, e ninguém se explicava.
Até que um dia o pai sentou na beira da cama dela e falou:
— Filha, você tem que treinar. Pra gente ver.
Ela olhou pra ele, surpresa por dois segundos — e aceitou.
No começo era só o dildo, na sala, no tapete, enquanto a TV passava qualquer coisa que ninguém assistia. Depois ela quis mais. Pegou um pepino da geladeira, lavou bem, e começou a treinar os dois buracos ao mesmo tempo. O pepino atrás, o dildo na frente. A mãe passava pela sala e parava. O pai parava também.
Aquela visão era gostosa demais.
A xoxota dela ficava vermelha, quente, escancarada, de tanto levar nos dois buracos ao mesmo tempo. E era pouca menina que fazia isso — poucas aguentavam. Ela aguentava. E fazia com um tesão que já não era só dela, era um tesão de casa, familiar, gostoso, sem nome.
E quando ficava perto, o corpo dela tremendo, ela virava a cabeça e pedia:
— Pai… olha aqui. Tô gozando certo?
Ele olhava. Sério, atento, como quem analisa uma coisa importante.
— Certo, filha. Assim mesmo.
E ela gozava.
A menina dos livros, a princesa dos contos de fadas, agora era isso: sentada no tapete da sala, preenchida pelos dois lados, gozando na frente dos pais e pedindo pra ser vista. E, no fundo, era tudo o que ela sempre tinha sonhado — só que nenhum livro tinha contado que o príncipe podia ser dois, e que a coroa podia ser um pepino.
O pai chegou do trabalho mais cedo naquela quarta-feira.
Não avisou. Só abriu a porta, tirou o sapato, e parou no corredor quando viu a sala.
Adriana estava lá, de costas pra ele, de quatro sobre o tapete, o cabelo preso num coque desleixado, a camiseta caída por cima do ombro.
Ela não tinha ouvido a porta.
O pai ficou parado, sem respirar direito.
A xoxota dela estava aberta, molhada, brilhando sob a luz da tarde. Entre as pernas, o dildo pêssego entrava e saía num ritmo manso, controlado, e atrás — atrás o pepino estava enfiado, firme, grosso, entalado no cuzinho dela até a base.
Ela socava os dois com a mesma mão, um de cada vez, alternando.
Pra dentro. Pra fora. Um atrás, outro na frente.
O pai engoliu seco.
Adriana virou a cabeça por acaso, viu o vulto na porta, e sorriu — sem parar, sem tirar nada de lugar.
— Você chegou.
— Cheguei.
— Senta aí. Olha pra mim.
Ele sentou no sofá, na frente dela, e obedeceu.
Ficou olhando.
Olhou o pepino entrando devagar no cu dela e saindo brilhante. Olhou o dildo esticando a xoxota, que já estava vermelha, inchada, escorrendo. Olhou o corpo da filha ondulando no tapete, as costas arqueando, os dedos dos pés se enrolando no pelo.
— Tá indo certo? — ela perguntou, ofegante.
— Tá.
— Fala se tá.
— Tá certo, filha.
Ela fechou os olhos e acelerou.
O pai assistia calado, as mãos nos joelhos, o coração batendo de um jeito que ele não sentia há anos. Não era só a filha bonita na frente dele. Era ver uma coisa dela que ninguém mais via. Era ver a menina tímida virando mulher, ali, no chão da sala, com dois objetos dentro do corpo e nenhuma vergonha na cara.
Ela gemeu baixinho.
— Pai…
— Fala.
— Olha bem. Bem nela.
— Tô olhando.
A xoxota dela apertou o dildo, sugou, e depois relaxou, tremendo.
O corpo todo se curvou.
Ela gozou com o pepino atolado e o dildo enterrado, mordendo o próprio braço pra não gritar, o quadril se sacudindo contra a mão dela.
O pai ficou imóvel até ela parar.
Quando ela parou, caiu de lado no tapete, ofegante, rindo sozinha.
— Nossa.
— Nossa — ele repetiu, sem saber se falava dela ou de si mesmo.
II — A cadeira da cozinha
Na sexta, a mãe saiu mais cedo.
Adriana acordou depois, desceu descalça, camiseta e calcinha, e ficou parada na cozinha olhando a cadeira.
Aquela cadeira de madeira, com o assento reto, dura.
Ela teve uma ideia.
Foi no quarto, voltou com o dildo, lavou na pia com um sabonete, secou no pano de prato.
Depois sentou na cadeira.
Encostou primeiro, sentiu o frio da madeira. Aí levantou um pouco, afastou a calcinha pro lado, e desceu com o dildo alinhado embaixo dela.
Desceu devagar.
O dildo entrou de baixo pra cima, aquele jeito diferente, o corpo pesando por cima, a xoxota se abrindo pra receber e ao mesmo tempo sentando em cima.
Ela apoiou as mãos nos joelhos e respirou.
Ficou ali, sentada, preenchida, com o dildo inteiro dentro e a bunda apoiada na madeira, como se nada fosse.
Depois começou a rebolar.
Pra frente, pra trás. Círculos lentos. Levantando um pouco e caindo de novo, sentando fundo, fazendo o dildo se mexer dentro dela com o próprio peso do corpo.
O pai apareceu no corredor.
— O que você tá fazendo?
— Café — ela respondeu, séria.
Ele riu.
Ela estava sentada numa cadeira de cozinha, com um dildo enfiado na xoxota, rebolando como quem mexe uma panela, e falando de café.
— Precisa de ajuda?
— Pode olhar.
Ele encostou na bancada e ficou.
Adriana continuou, tranquila, rebolando, sentando, gemendo baixinho a cada vez que a base tocava o assento. O corpo subia e descia. A calcinha esticada pro lado. A xoxota engolindo e cuspindo aquele dildo rosado, sem pressa.
Ela não tinha mais vergonha nenhuma.
Aquilo ali era o café da manhã dela agora.
— Tá bom assim? — perguntou, olhando pro pai.
— Tá ótimo, filha.
Ela sorriu e sentou fundo, uma última vez, prendendo o ar.
Domingo à tarde, o pai falou:
— Vem. Hoje voce sera minha
Ela obedeceu.
Foi no quarto, tirou a roupa, ficou só com a calcinha. Depois pensou, e tirou também.
Voltou pra sala nua, com o dildo na mão.
Deitou no sofá, as pernas dobradas, os pés na beirada do assento.
O pai sentou no chão, na frente dela, entre as pernas abertas.
— Primeiro com o dedo — ele disse.
Ela obedeceu. Passou o dedo, abriu, mostrou.
— Tá molhadinha pai?
Ele esticou a mão e encostou.
Só a ponta do dedo dele, primeiro. Depois dois dedos, entrando devagar, medindo, abrindo ela. Adriana prendeu o ar e fechou os olhos.
Aquela era a primeira coisa que entrava nela que não era dela mesma.
— Não aperta — ele falou baixinho. — Respira.
Ela respirou.
Os dedos entraram mais, curvaram, acharam o ponto.
Ela gemeu.
— Assim — disse o pai. — É assim que você vai treinar.
Depois ele pegou o dildo.
Passou a ponta pela entrada dela, molhou bem, e empurrou.
Adriana abriu os olhos e olhou pro pai.
O dildo entrou devagar, fundo, e ficou.
Ele não era grande — ela já conhecia aquele ali de cor. Mas agora era outra mão que empurrava. Outro ritmo. Outra vontade.
O pai começou a mover.
Pra dentro. Pra fora. Firme, sem pressa, com a mão toda no cabo, olhando o que fazia.
A xoxota dela se abria e fechava em volta do brinquedo, vermelha, molhada, escorrendo até o sofá.
Ela agarrou o assento com as duas mãos.
— Mais forte pai.
Ele obedeceu com amor e força.
O ritmo subiu. O som ficou molhado, repetido, gostoso. O corpo dela sacudia no sofá a cada empurrada, os peitos subindo e descendo, a barriga tremendo.
— Assim tá bom? — perguntou ele.
—Tá ótimo.
Ele empurrou fundo, girou o pulso, e apertou o clitóris dela com o polegar e viu que a xoxota estava molhada mais que uma garota que estava namorando.
Adriana gritou baixinho.
Era muita coisa ao mesmo tempo. Era o dildo fundo, era o dedo do pai em cima, era o olhar dele em cima dela, sem esconder nada.
— Goza — ele disse. — Pode gozar, filha.
Ela gozou amando aquilo tudo.
Gozou com o dildo enterrado até o fim, apertando, sugando, tremendo da cabeça aos pés, os calcanhares cravando no sofá, a boca aberta sem som.
O pai ficou parado, com o dildo lá dentro, sentindo ela pulsar em volta.
Esperou até ela abrir os olhos, rir sem ar, e empurrar a mão dele de leve, dizendo chega.
Aí ele tirou, devagar.
Ela ficou ali, deitada, nua, vermelha, suada, com a xoxota aberta e pulsando no ar do fim da tarde.
Do corredor, a mãe olhava os dois, encostada na parede, com aquele sorriso de quem tinha razão desde o começo.


