A Festa de fantasia na rua onde o pai da minha amiga me comeu e ela participou – Parte 2



"Vocês duas. De joelho."
A Bia desceu primeiro. Sem drama, sem hesitar. Sentou os joelhos no tapete fino, endireitou as costas, e ficou olhando pra frente.
Luísa demorou dois segundos a mais.
Ela não sabia ajoelhar assim, de propósito, pra um homem. Só sabia ajoelhar na igreja, quando era criança.
Ela desceu, devagar, e ficou ao lado da amiga.
O tapete era fino, o chão frio embaixo, e ela sentiu o frio subir pelas pernas e parar na parte de dentro da coxa, onde ainda tinha aquele fio molhado secando.
A janela estava aberta. Vinha música de longe, gritaria de criança, cheiro de churrasco.
E ali dentro, naquela luz amarela, só os três.
Ele pôs as duas mãos na cintura e puxou a cueca pra baixo.
Sem pressa. Sem show. Só puxou.
E caiu.
Não caiu como os outros que ela já tinha visto. Caiu pesado, escorregando pelo lado da perna, com volume, com peso de coisa de verdade.
Luísa olhou.
E a primeira coisa que a boca dela fez foi abrir. Sozinha. Sem ela mandar.
A Bia tinha falado trinta e oito centímetros e ela não tinha acreditado de verdade. Pensou que era conversa de amiga, coisa de exagerar.
Não era.
Ele não estava nem duro de tudo e já era comprido demais pro tamanho dela. Grossa na base, a cabeça grande, rosada, brilhando. Uma veia comprida subindo por cima, torta, bem marcada.
Pesado. Meio tombando pro lado, por peso próprio.
Ela fez uma conta idiota na cabeça: o pau dele era quase do tamanho do antebraço dela.
"Meu Deus", ela falou.
Só isso. Baixinho. Saiu sem querer.
Ele riu. A Bia riu também, do lado.
"Eu avisei, amiga", a Bia falou.
Luísa não respondeu. Estava com a cara daquele jeito que a Bia conhecia desde a escola: sobrancelha junta, lábios apertados, olhos muito abertos.
Medo. Medo puro.
Mas embaixo daquele medo tinha outra coisa. E dava pra ver.
Ela estava com a boca meio aberta, a ponta da língua passando no lábio de baixo, e o queixo tremendo um pouco.
Ele levantou o queixo dela com o dedo.
"Tá com medo?"
"Um pouco."
"De quê?"
"De não caber."
Ele soltou uma risada baixa, de peito, que ela sentiu na mão, no queixo.
"Vai caber", ele falou. "Você é pequena, mas é molinha. Caber, cabe."
E ele deu um passo à frente.
O pau ficou na altura da cara dela. A cabeça grande, quente, quase encostando no nariz dela.
Ela sentiu o cheiro. Limpo, quente, de pele de homem.
"Você primeiro", ele falou.
"Eu?"
"Você. Abre a boca."
Ela abriu.
Só um pouco, por reflexo. Um ovinho pequeno, com vergonha.
"Mais."
Ela abriu mais.
Ele encostou a cabeça na boca dela e não empurrou. Só encostou. Deixou ela sentir.
E Luísa sentiu. Aquele calor, aquele peso na língua, o gosto de pele limpa e salgada.
Ela fechou os olhos e sugou.
Só a cabecinha. Nada além.
Ele gemeu baixinho e passou a mão no cabelo dela, entre as tranças.
"Assim", ele falou. "Devagar. Sem pressa."
Ela chupou devagar. Com a mão em volta da base, que ela não conseguia fechar direito com os dedos.
A mão dela era pequena. Ele era grosso.
Ela olhou pra cima, com a boca cheia, e a cara dela naquele momento era de uma coisa que nem ela sabia nomear.
Olhos marejados, brilhando. Sobrancelhas juntas de esforço. Bochecha corada até a orelha. Uma gota de saliva escorrendo pelo canto da boca.
Medo. E tesão. Tudo junto, tudo no mesmo rosto.
"Olha pra mim", ele falou.
Ela olhou.
"Você é linda com o pau na boca, sabia disso?"
Ela tentou responder e não conseguiu, com a boca cheia. Só gemeu, um som abafado, e ele riu.
"Do lado", ele falou, e virou o corpo pra Bia.
A Bia se aproximou sem precisar de ordem.
E as duas ficaram ali, de joelho, se revezando naquele pau, uma de cada lado.
A Bia sabia fazer. Ela descia a língua pela lateral, subia pela veia, beijava a cabeça. Fazia o que a Luísa não sabia fazer.
E Luísa ficou olhando, aprendendo, com a boca aberta.
"Juntas", ele falou.
E elas foram juntas.
As duas bocas na mesma cabeça. A língua da Bia encontrando a língua da Luísa por cima daquilo, dividindo, lambendo.
E em algum momento o beijo saiu do pau e foi pro meio das duas.
A Bia beijou a Luísa com o gosto dele na boca.
Foi rápido, foi molhado, foi sem aviso.
Luísa travou de novo. Mas não tirou.
E ele olhou aquilo de cima, com a mão na nuca das duas, e falou:
"Agora vai ficar de pé, Luísa. Encosta na cômoda."
Ela levantou, com os joelhos marcados do tapete.
Encostou na cômoda, de costas, com as duas mãos atrás, apoiadas na madeira.
Ele veio, se ajoelhou na frente dela, e puxou a calcinha vermelha pro lado com o dedo indicador.
Só pro lado. Não tirou.
E olhou.
A xoxota dela estava ali, inchada, aberta, com os lábios pra fora e um brilho grosso escorrendo pela parte de dentro da coxa.
"Ensopada", ele falou. "Tá ensopada."
"Tô", ela admitiu, e a voz saiu fina.
"Desde quando?"
"Desde a mesa."
Ele riu contra a pele dela.
"Desde a mesa", ele repetiu, gostando.
E encostou a boca.
O primeiro toque da língua fez ela dar um pulo, com o quadril pra frente, batendo na boca dele.
"Ui."
"Quieta."
A mão dele segurou o quadril dela e travou.
E ele chupou.
Chupou devagar, como tinha prometido. Sem pressa, sem técnica de menino. Língua larga, chata, subindo do buraco até o clitóris, e a boca sugando de leve por cima.
Luísa jogou a cabeça pra trás e bateu na parede.
"Ah, meu Deus."
"Fala", ele falou, com a boca cheia.
"Ah... ah, tá gostoso."
"Fala mais."
"Tá gostoso, Seu Sérgio. Ai. Ai, não para."
Ele não parou.
E ela começou a gemer. De verdade. Sem economizar.
Gemido alto, agudo, de garota nova que passou tempo demais guardada. Aquele tipo de som que faz o vizinho levantar a cabeça.
"Bia", ele falou, sem tirar a boca.
"Que é?"
"Vem cá. De joelho. Abre a boca."
A Bia entendeu antes da Luísa.
Ela se ajoelhou no chão, na frente da amiga, com o rosto entre as pernas dela, e abriu a boca.
"Ela vai gozar", o Seu Sérgio avisou. "Abre a boca e não fecha."
Luísa olhou pra baixo e viu a amiga ali, de joelho, de boca aberta, esperando.
"Ah, gente", ela gemeu. "Ah, eu vou..."
"Vai."
Ele sugou o clitóris dela e enfiou dois dedos de uma vez.
E Luísa quebrou.
Ela gozou com o corpo inteiro. A barriga tremendo, a perna fechando, a mão agarrando o cabelo da amiga.
E não foi só gozar.
Ela soltou.
Jorrou. Um jato quente, grosso, escorrendo pelos dedos dele e caindo direto na boca da Bia.
A Bia engasgou e riu, com a boca cheia, e não fechou. Ficou ali, recebendo.
Luísa gozou de novo, um segundo jato, mais fraco, e depois ficou pendurada na cômoda, sem ar, com as pernas tremendo.
"Caralho", a Bia falou, limpando a boca com as costas da mão e rindo. "Amiga, você mijou na minha boca."
"Eu sei! Eu sei! Desculpa!"
"Desculpa nada. É bom."
O Seu Sérgio levantou, limpou o queixo, e olhou as duas.
Ele estava duro de tudo agora. Empinado, grosso, batendo na barriga dele de leve.
"Agora vocês vão pra cama", ele falou. "E vai ser devagar. Bem devagar."
Elas foram.
Luísa deitou de costas no meio do lençol amassado. A Bia sentou do lado, ainda de sutiã, assistindo.
E ele subiu na cama por cima da Luísa.
Encostou. Passou a cabeça entre os lábios dela. Molhou naquele molhado todo. E empurrou.
Devagar. Muito devagar.
E doeu. Doeu um pouco. Um esticão, um ardor gostoso, uma sensação de cheio que ela nunca tinha tido.
"Respira", ele falou.
Ela respirou.
E ele foi entrando, centímetro por centímetro, com a mão na cintura dela pra ela não fugir.
"Tá cabendo", ela falou, surpresa.
"Falei."
E aí ele começou a mexer.
Lento. Fundo. Tirando quase até a ponta e voltando até encostar na base.
A cada volta, Luísa soltava um gemido diferente. Alto, comprido, quase um chorinho.
"Ah... ah, meu Deus. Ai. Ai."
"Geme", ele falou. "Quero que a rua escute."
E ela gemeu.
Gemeu por dez minutos, sem parar, com o cabelo colado na testa, com as tranças soltando, com a mão agarrada no ombro dele.
Ele acelerou. E ela gozou de novo, e depois de novo, e depois de novo, e a cada vez ela apertava e ele xingava baixinho e tinha que parar pra não terminar.
"Você vai me matar", ele falou.
"Eu?", ela riu, sem ar.
"Agora de quatro."
Ela virou.
De quatro, com a bunda pra cima e o rosto enterrado no lençol, com a xoxota toda aberta na cara dele.
Ele encostou a mão na bunda dela, apertou, e falou:
"E o teu cu?"
Luísa levantou a cabeça do lençol.
"Meu cu?"
"É. Quero teu cu."
"Nunca."
"Nunca nunca, ou nunca de verdade?"
"Nunca de verdade."
"Então hoje você perde." — ele pegou uma bisnaga em cima do criado-mudo, que ele já tinha deixado ali antes, e ela entendeu que ele sabia desde o começo como a noite ia terminar. — "Relaxa."
A Bia se aproximou, deitou de lado, e ficou acariciando a bunda da amiga enquanto ele passava o gel.
"Respira fundo, Lu", ela falou. "Igual eu fiz."
Ele encostou a cabeça no cuzinho dela e empurrou.
Devagar. Devagar. Devagar.
E entrou.
Luísa gritou. Um grito curto, engasgado, e depois um gemido comprido, profundo.
"Ahhhhh, meu Deus, ah."
"Dói?"
"Tá... tá diferente. Ah. Ai. Tá grande."
"Vai passar."
Passou.
E quando passou, virou outra coisa. Ela começou a empurrar o quadril pra trás, sozinha, querendo. E ele riu e começou a bombear, devagar, com a mão segurando a cintura dela.
Ela gemeu diferente. Mais grave. Mais sujo.
"Ah, Seu Sérgio. Ai, ai, ai. Tá gostoso. Tá gostoso demais."
"Assim, gata."
"Ahhhhh."
A Bia ficou de quatro do lado dela, com o rosto na altura do rosto da amiga, e as duas ficaram ali, cara a cara, gemendo juntas, uma com o pau no cu e a outra esperando a vez.
Quando ele tirou da Luísa, ela caiu de lado no colchão, mole, molhada, sorrindo com a cara toda amassada.
Ele olhou pra Bia.
"Você sabe o caminho."
A Bia subiu na cama de quatro, sem cerimônia, e ele foi.
Com a Bia ele era menos cuidadoso. Ela já conhecia. Ele segurava o cabelo dela e batia mais forte, e ela gemia mais alto, e as duas olhavam uma pra outra e riam entre os gemidos.
E depois ele comeu o cu dela também, e depois comeu a Luísa de novo, de quatro, devagar, enquanto ela gemia baixinho no travesseiro.
E aí ele parou.
Puxou as duas pelo braço e levou as duas até a janela.
"Aqui", ele falou.
Abriu a cortina fina e a janela estava aberta, e lá embaixo estava a rua.
Lá embaixo estava a festa.
Luzes laranja entre os postes. Crianças correndo com sacolas. A dona Neide de bruxa, o Seu Antônio de vampiro, o pessoal sentado nas cadeiras de plástico na calçada, o churrasco de isopor, a caixa de som ainda tocando.
Gente. Muita gente. A trinta metros.
E ele pôs a Luísa de pé, de frente pra janela, com as duas mãos no parapeito.
E entrou nela por trás.
Devagar. Fundo. Até a base.
Luísa olhou pra baixo, pra rua, e soltou o ar todo de uma vez.
Ninguém estava olhando pra cima. Ninguém fazia ideia.
Ali embaixo, todo mundo fantasiado, comendo cachorro-quente, falando mal do vizinho, rindo das crianças.
E ali em cima, na janela do segundo andar, ela estava sendo comida devagar por um senhor de cinquenta anos, com a Bia do lado, de joelho no chão, beijando a perna dela enquanto assistia.
"Olha eles", ele falou no ouvido dela. "Tá vendo? Ninguém sabe."
"Ninguém."
"Ninguém imagina que eu tô aqui com a tora dentro de você."
Luísa deu uma risada molhada e depois gemeu, porque ele mexeu.
E foi lindo. Foi devagar mesmo. Um ritmo comprido, encaixado, a brisa da rua batendo no rosto suado dela, o cheiro de pipoca subindo lá de baixo.
A cada empurrão, ela via a rua. A cada empurrão, ela lembrava que qualquer um podia olhar pra cima.
O Seu Antônio, de vampiro, olhou.
Olhou mesmo. Deu uma parada no meio do gole da cerveja, meio de lado, e ficou olhando pra janela iluminada do segundo andar.
Ele não sabia. Não tinha como saber.
Só via duas silhuetas, uma maior e uma pequena, paradas na janela, na luz amarela.
E ele não imaginava, não tinha como imaginar, que o vizinho dele de cinquenta anos estava com a tora inteira dentro de uma menina de vinte, de vestido de Wednesday jogado no chão do quarto, gemendo baixinho pra não chamar atenção.
"Ele tá olhando", Luísa falou.
"Deixa."
"Ah, Seu Sérgio..."
"Fala meu nome."
"Sérgio."
"Mais."
"Sérgio. Ah, Sérgio. Ai."
E ele acelerou, e ela gozou na janela, de pé, olhando a rua, com a mão na boca pra não gritar.
E ele gozou dentro dela, segurando o quadril dela com as duas mãos, grunhindo baixo no ouvido dela, sem parar de olhar lá pra baixo.
Ficaram assim um tempo, os dois colados, suados, respirando junto.
A Bia levantou, beijou a coxa da amiga, e falou:
"Bom, eu vou descer. O pessoal vai dar falta da sereia."
Ela pegou a fantasia de escamas do chão, jogou por cima do corpo suado e desceu a escada, com a cauda arrastando.
E não explicou nada pra ninguém.
Na rua, a festa continuou.
A Bia voltou a dançar com as amigas. A dona Neide serviu mais cachorro-quente. O Seu Antônio voltou a beber, sem saber que tinha quase entendido tudo.
E lá em cima, na janela do segundo andar, a luz continuou acesa por muito tempo.
Com a Luísa ainda de pé, encostada no parapeito, com a perna tremendo, olhando a rua, com a mão grande de um vizinho de cinquenta anos apoiada na barriga dela por dentro.
"Não vou embora", ela falou.
"Melhor não."

O sol entrou pela janela da cozinha às sete e vinte.
Luísa abriu os olhos com o barulho do ventilador de teto ainda girando e não sabia onde estava por uns quatro segundos.
Depois lembrou. Tudo.
Ela estava nua debaixo do lençol, com o corpo inteiro dolorido de um jeito bom, e do lado dela a cama vazia e amassada.
Ela se levantou devagar, com a mão entre as pernas por reflexo.
Ardia.
Ardia de verdade. Uma ardência quente, espalhada, latejando um pouco. A xoxota dela estava inchada e sensível, e quando ela encostou o dedo sentiu o quanto tinha levado na noite.
Ela achou uma camiseta dele jogada na cadeira e vestiu. Grande, caindo até a metade da coxa, com cheiro de sabão e de homem.
Desceu a escada descalça, com o cabelo solto e as tranças meio desfeitas, e os joelhos com duas marcas vermelhas do tapete.
A Bia já estava na cozinha.
Sentada na mesa, com uma camisola grande, café na frente, o celular na mão. Cabelo molhado, amarrado de qualquer jeito. Olheiras.
As duas se olharam.
E ficaram caladas por uns cinco segundos, do jeito que duas amigas ficam quando aconteceu uma coisa que ninguém sabe como começar.
Aí a Bia falou:
"Bom dia, squiter."
E Luísa riu.
Riu tão alto que teve que encostar na porta da cozinha pra não cair.
"Para."
"Você mijou na minha boca, Lu. Na minha boca."
"Eu sei!"
"Foi um jato. Um jato, amiga."
"Eu nunca tinha feito isso."
"Óbvio que não. Você nunca tinha feito nada." — a Bia deu um gole no café e apontou pra cadeira. — "Senta."
Luísa sentou.
Pegou o café que a Bia empurrou pra ela e ficou com a xícara entre as duas mãos, olhando pra baixo.
"A gente vai falar disso?", ela perguntou.
"A gente vai falar disso." — a Bia apoiou o queixo na mão. — "Você gostou?"
Luísa olhou pela janela, pra rua ainda com as abóboras penduradas e as lâmpadas apagadas de dia, feias, sem graça.
"Gostei", ela falou. E depois, mais baixo: "Gostei muito."
"Eu também."
"Você... a noite toda?"
"A noite toda."
"Os dois?"
"Os dois. Um em cada."
Luísa deu uma risada sem ar e cobriu o rosto com a mão.
"A minha tá ardendo", ela falou.
"A minha também."
"As duas?"
"As duas, Lu."
E as duas caíram na risada outra vez, de um jeito meio nervoso, meio feliz.
Luísa abriu as pernas um pouco na cadeira e olhou pra baixo.
"Vermelha?", a Bia perguntou.
"Vermelha."
"Inchada?"
"Inchada."
"É normal. Passa em dois dias." — a Bia tomou outro gole. — "Se você não fizer de novo hoje."
Luísa olhou pra ela.
"Vai ter de novo?"
"Amiga, você tá de camiseta do meu pai, descalça, na cozinha dele, às sete e meia da manhã. Você não vai embora."
Luísa abriu a boca pra dizer que ia.
Não disse.
E naquele momento o Seu Sérgio apareceu na porta.
Sem camisa. Só de bermuda de dormir, cabelo grisalho todo desgrenhado, com o peito largo e os pelos grisalhos, e a marca do lençol na bochecha.
Ele olhou pra Luísa, na camiseta dele, sentada na cadeira dele, com a xícara dele na mão.
E piscou.
Só isso. Um piscar, devagar, de longe.
Luísa sentiu a barriga dar um nó.
"Bom dia, meninas", ele falou, e a voz grossa de manhã era ainda mais grossa.
"Bom dia, pai."
"Bom dia", Luísa falou, fininho.
Ele pegou um copo de água, bebeu tudo, e ficou encostado na pia, olhando as duas.
A mãe da Bia estava viajando, tinha falado na noite anterior, ia voltar só na segunda. Então estavam sozinhos. Os três, na casa vazia, num domingo de manhã.
Ele deixou o copo na pia.
"Pra sala agora", ele falou.
As duas levantaram a cabeça.
"Como assim agora?", a Bia perguntou.
"Agora. As duas." — ele passou a mão no cabelo. — "Suas putinhas."
Luísa soltou o ar.
"Suas putinhas", ela repetiu, pra si mesma, como se estivesse aprendendo uma palavra nova.
"Vai", ele falou, e apontou com o queixo.
Foram.
A sala era pequena, com o sofá de tecido cinza, um tapete, a janela com cortina fina, e a luz da manhã entrando branca e quente.
Ele fechou a cortina pela metade. Nem tudo, só a metade.
A Bia já estava tirando a camisola.
Luísa tirou a camiseta dele, dobrou sem saber por quê, deixou no braço do sofá, e ficou nua, parada, com os braços meio cruzados na frente do corpo, do jeito dela.
"Vem cá", ele falou, e sentou no sofá.
Ele abriu as pernas e chamou as duas.
"Vira. De costas pra mim. As duas. De quatro no sofá."
Elas subiram.
De quatro, lado a lado, com o quadril pra cima, na altura da cara dele.
E ele olhou.
As duas xoxotas na frente dele, na luz branca da manhã, sem luz amarela pra enfeitar nada.
As duas vermelhas. As duas inchadas. As duas ainda brilhando.
A dele da Bia, mais escura, já conhecida, aberta.
A da Luísa, menor, rosada, os lábios inchados pra fora, com uma marca leve onde o fio da calcinha tinha apertado a noite toda.
"Olha isso", ele falou.
"Que é?", a Bia perguntou.
"Vocês duas estão marcadas."
"A culpa é sua, pai."
"Eu sei."
E ele passou o dedo nas duas. Uma de cada vez. Bem de leve, sem entrar, só passando naquela pele ardida.
As duas gemeram ao mesmo tempo.
"Dói?", ele perguntou.
"Um pouco", a Luísa falou.
"Gostoso um pouco, ou ruim um pouco?"
"Gostoso."
"Então tá bom." — ele encostou a boca na dela, na Luísa, um beijo rápido e largo na xoxota vermelha. Ela pulou. — "Hoje a xota de vocês vai descansar."
A Bia olhou por cima do ombro.
"Vai fazer o quê, então?"
Ele levantou do sofá, foi até a estante, pegou a bisnaga de gel e voltou.
"Vou usar o outro buraco."
Luísa fechou os olhos.
"Ah, meu Deus."
"Você já perdeu ontem", ele falou, passando a mão na bunda dela, aberta, apertando. — "Hoje não tem mais medo."
Ela riu, com o rosto enterrado no braço do sofá.
"Eu tenho medo."
"Tenho nada." — ele abriu o gel. — "Tá ardendo aí na frente, né? Então a gente dá descanso pra ela. É até caridade."
A Bia riu alto. "Caridade, pai. Boa."
Ele passou o gel primeiro na Bia.
Devagar, com o dedo, girando, entrando, abrindo. A Bia rebolou e gemeu baixinho e ficou quieta, com o rosto no assento do sofá.
Depois passou na Luísa.
Ela sentiu o gel frio e depois o dedo dele, grande, entrando e girando, abrindo ela com paciência.
"Respira, gata."
"Tô respirando."
"Respira mais fundo."
Ela respirou.
E ele encostou.
A cabeça grande, quente, naquela entrada apertada. E empurrou.
Devagar. Sem pressa nenhuma. Ele tinha o tempo todo do mundo.
E atolou.
Até o talo. De uma vez, num empurrão comprido, sem parar no meio.
Luísa gritou. Um grito abafado no braço do sofá, o corpo todo tremendo, os dedos agarrando o tecido.
"Ahhh, ah, ah, ai, meu Deus, ai."
"Tá?"
"Tô... ah, tô cheia. Ah, Sérgio, tô cheia."
"Fala mais."
"Ah, tá grande. Ai. Ai, tá tudo dentro."
E ele começou.
Devagar. Comprido. Segurando a cintura dela com as duas mãos e puxando ela pra trás a cada empurrão, até bater.
Luísa gemeu sem parar. Sem vergonha nenhuma agora. A casa vazia, o domingo, os vizinhos acordando do outro lado da parede, e ela gemendo alto no sofá da casa dele.
"Ah, ah, ah, ai. Ai, não para. Não para, não para."
"Assim, putinha."
"Assim. Ahhh."
Do lado, a Bia ficou de quatro no chão, com o rosto na altura do rosto da amiga, e ficou olhando a cara dela.
"Tá gostando, Lu?"
"Tô. Ah, tô."
"Fala pra ele."
"Tô gostando muito, Sérgio. Ah, muito."
"Fala que é minha."
"Sou sua. Ah. Sou sua."
Ele bateu mais forte e ela gozou.
Gozou só pelo cu, sem nada na frente, sem mão, sem nada. Gozou com o corpo inteiro travando, com a perna tremendo, com a boca aberta no braço do sofá e um gemido comprido que virou quase um choro.
Ele não deixou ela descansar muito.
Tirou, passou a mão no gel de novo, e foi pra Bia.
E com a Bia foi diferente. Mais rápido, mais bruto, mais conhecido. Ele pegou o cabelo dela com uma mão e a cintura com a outra, e atolou também, até o talo, e a Bia gritou e riu ao mesmo tempo.
"Ai, pai. Ai. Assim."
"Assim?"
"Assim. Ahhh. Ai, pai, tá fundo."
"Fundo é o que você gosta."
"É. Ah, é."
Luísa ficou deitada de lado no tapete, olhando.
Olhando o pai da amiga comendo a amiga de quatro no meio da sala, na luz da manhã, com a cortina meio fechada e a rua viva do lado de fora.
E ela pensou, sem querer pensar: foi a melhor festa de Halloween da minha vida. E eu nem bebi.
A Bia gozou também. Gozou com a cara no tapete e o quadril pra cima, e depois caiu mole, e ele terminou dentro dela, grunhindo, com as duas mãos apertando a bunda dela.
Depois os três ficaram jogados na sala.
Ele sentado no sofá, com as duas deitadas no chão, cada uma com a cabeça encostada numa perna dele.
Suados, calados, com a luz da manhã ficando mais alta.
As duas xoxotas vermelhas descansando. As duas bundas ardendo agora.
A Bia esticou a mão e apertou a mão da Luísa no chão.
Não falou nada. Só apertou.
E Luísa apertou de volta, e riu, olhando pro teto.
O Seu Sérgio passou a mão no cabelo das duas, uma de cada vez, sem falar nada.
Lá fora, alguém já estava tirando as abóboras da grade da dona Neide, e a rua ia voltar a ser a rua normal, sem luz laranja, sem esqueleto inflável, sem nada.
Só que agora tinha um segredo de três pessoas morando no número 30 e no número 34.
E na segunda, quando a mãe da Bia voltasse da viagem, ninguém ia contar nada.
Ninguém ia contar nada.

Foto 1 do Conto erotico: A Festa de fantasia na rua onde o pai da minha amiga me comeu e ela participou – Parte 2

Foto 2 do Conto erotico: A Festa de fantasia na rua onde o pai da minha amiga me comeu e ela participou – Parte 2


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Ficha do conto

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Nome do conto:
A Festa de fantasia na rua onde o pai da minha amiga me comeu e ela participou – Parte 2

Codigo do conto:
275412

Categoria:
Incesto

Data da Publicação:
23/10/2026

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0

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2