Quatro dias se passaram. Minha mãe e a Dra. Helena mal conseguiam se mexer. Os corpos ainda estavam cobertos de hematomas escuros, a pele latejando, cada passo uma agonia. Elas se esconderam no apartamento da dentista, sem sair, sem atender telefone, sem acreditar que Larissa realmente tivesse parado. Não tinha parado. Na madrugada do quinto dia a porta foi arrombada. Larissa entrou na frente. Atrás dela, as mesmas dez amigas. Dessa vez não havia conversa, não havia ameaça. Só a decisão fria de terminar o serviço. As luzes foram acesas. Minha mãe e Helena, ainda deitadas na cama, mal tiveram tempo de reagir. — Vocês acharam que tinha acabado? — a voz de Larissa saiu baixa e rouca. — A lição ainda não ficou gravada o suficiente. As onze mulheres não perderam tempo. Arrancaram as duas da cama e as jogaram no chão da sala. As roupas que elas usavam foram rasgadas. Em segundos estavam nuas de novo, os corpos ainda marcados da surra anterior agora expostos sob a luz forte. A segunda surra foi pior. Não havia aquecimento. Não havia pausa. As amigas se dividiram outra vez. Cinco com a dentista. Seis com minha mãe. Cintos, mãos, chinelos e uma vara fina que uma delas tinha trazido. Os golpes começaram a cair ao mesmo tempo. Na Dra. Helena a coisa foi implacável. Duas amigas chicoteavam a bunda já destruída com cintos, os estalos secos ecoando na sala. Outra abria as pernas dela à força e batia com a mão aberta direto na buceta inchada, golpe atrás de golpe, sem piedade. Duas seguravam os seios e espancavam até a carne roxear de novo. Larissa, mais uma vez, cuidava do rosto: sequências longas e pesadas de tapas até o olho de Helena fechar quase por completo e o lábio rachar outra vez. Minha mãe levava o dobro. As seis amigas pareciam ter combinado destruí-la de vez. A bunda recebia chicotadas sem intervalo. Os seios eram batidos e apertados até ela gritar sem voz. A buceta levava tapas secos e repetidos que faziam o corpo inteiro se contorcer. O rosto era estapeado toda vez que ela tentava pedir arrego. Em poucos minutos a tia já estava chorando sem conseguir parar, o corpo tremendo de forma descontrolada. As duas logo perderam qualquer capacidade de reação. Gritavam, pediam, choravam. Ninguém escutava. A surra continuou até a pele ceder em vários pontos, até os hematomas se sobreporem de forma quase contínua, até as duas mal conseguirem respirar direito. Só então os strapons apareceram de novo. Larissa enfiou o dela no cu da tia de uma vez e começou a foder com estocadas profundas e violentas, segurando o cabelo de minha mãe e batendo o rosto dela contra o chão a cada embalo. Ao mesmo tempo, três amigas revezavam na dentista: uma no cu, outra na buceta, outra na garganta. As duas mulheres eram penetradas e espancadas ao mesmo tempo, o corpo mole, quase sem reação. A sessão durou ainda mais que a anterior. Revezavam, viravam, arrastavam as duas pela casa. Fodiam e batiam até o cansaço. Em vários momentos minha mãe e Helena chegaram a perder os sentidos. As amigas as acordavam com tapas no rosto e continuavam. O chão ficou manchado. O ar cheirava a suor, sexo e dor. Quando finalmente pararam, as duas estavam irreconhecíveis. Caídas no chão, nuas, o corpo inteiro coberto de marcas profundas, algumas ainda sangrando levemente onde a pele tinha cedido. Respiravam de forma fraca e irregular. Mal conseguiam abrir os olhos. Larissa se abaixou entre elas, ofegante, o strapon ainda sujo. — Agora sim. A lição ficou gravada. Ela se virou para a dentista primeiro. — Você tem 24 horas para sumir da cidade. Se eu te vir de novo, a gente não para na surra. Helena, com a voz quase inexistente, só conseguiu balançar a cabeça. No dia seguinte ela realmente sumiu. Fechou o consultório, largou tudo e foi embora sem deixar endereço. Nunca mais foi vista na cidade. Depois Larissa se abaixou na frente da tia. — Você. Sai da minha casa. Minha mãe, ainda no chão, olhou para ela com dificuldade. — Essa… essa é a minha casa… — Não é mais — Larissa respondeu, fria. — A partir de agora eu sou a dona do pedaço. Você tem até o final do dia para pegar suas coisas e sumir. Se tentar voltar, as meninas voltam comigo. As dez amigas, ainda ao redor, só observavam em silêncio. Nenhuma discordava. Minha mãe, destruída, humilhada e incapaz de reagir, acabou obedecendo. No final daquela tarde ela saiu do apartamento com uma mala pequena, andando com dificuldade, o corpo ainda latejando. Não teve escolha. Larissa trancou a porta atrás dela e se virou para as amigas. O sorriso que surgiu no rosto era lento e satisfeito. — Acabou. A dentista tinha fugido da cidade. A tia tinha sido expulsa da própria casa. E Larissa, cercada pelas dez amigas, era agora a dona absoluta do pedaço. Ninguém nunca mais ousou desafiá-la.
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