Esposa x Enteada (09)

O sol da tarde entrava suavemente pela janela da sala, iluminando o pó que dançava no ar. Maria, sentada no sofá, parecia absorta na arrumação de uma pilha de roupas, mas seu olhar era distante, calculista. Sarah observava a mãe de relance, sentindo uma estranha cumplicidade no ar, diferente daquela que tinha com Paulo. Era mais fria, mais afiada.

Foi Maria quem quebrou o silêncio, sua voz suave escondendo uma lâmina. "Ele tem sido tão previsível, não acha? Paulo. Achando que está no controle de tudo."

Sarah sentiu um frio na espinha. Era a primeira vez que a mãe falava abertamente, mesmo que de forma velada. "Previsível e convencido", ela respondeu, mantendo o tom casual. "Acha que está nos fazendo um favor com sua atenção."

Maria soltou uma risada baixa, sem humor. "Exatamente. O grande provedor, o marido dedicado." Ela dobrou uma camisa de Paulo com uma precisão exagerada. "Ele não faz ideia do jogo que está jogando. Ou melhor, do jogo que estamos jogando com ele."

Os olhos de Sarah se estreitaram. "O que você quer dizer, mãe?"

Maria ergueu os olhos, e pela primeira vez, Sarah viu a frieza por trás daquela fachada doce. "Querida, você realmente acha que eu não percebo as mensagens? Os olhares? O jeito que ele fica tenso quando você entra no quarto?" Ela fez uma pausa dramática. "Eu só estava esperando você acordar para a realidade."

Sarah sentiu o chão ceder. "Que realidade?"

"A realidade de que nós duas somos muito mais fortes do que ele. E que ele está no meio de algo que não compreende." Maria se inclinou para a frente, baixando a voz. "Ele pensa que está entre duas mulheres disputando sua atenção. Ele não entende que está entre duas sócias."

Uma centelha de entendimento e excitação percorreu Sarah. "Sócias?"

"O jantar de hoje à noite não é uma celebração, querida. É uma armadilha." Um sorriso largo e cruel esticou os lábios de Maria. "Paulo acha que está saindo com sua família amorosa. Mas ele vai descobrir que está jantando com suas executoras."

Sarah sentiu um arrepio. "O que vamos fazer?"

"Deixar claro, de uma vez por todas, quem realmente manda nesta família." Os olhos de Maria brilharam com uma luz perigosa. "Ele vai ter a maior surpresa da vida hoje. Acreditando que é o predador, quando na verdade é a presa cercada."

"E como... como vamos fazer isso?", perguntou Sarah, sua voz um sussurro misto de medo e antecipação.

Maria pegou o celular e mostrou a tela para a filha. Era uma gravação de segurança, mostrando o beijo proibido entre Paulo e Sarah no bar. "Tudo fica registrado, querida. Até os segredos mais íntimos." Ela pausou o vídeo no momento mais comprometedor. "Imagine isso projetado na parede do restaurante durante o jantar. Ou enviado para todos os clientes do bar dele."

Sarah engoliu seco, uma onda de poder percorrendo seu corpo. "Você... você planejou isso desde o início?"

"Eu protejo o que é meu, Sarah. E esta família é minha." Maria encostou-se no sofá, um sorriso de satisfação em seu rosto. "Paulo vai aprender uma lição muito valiosa hoje. Ele não é o jogador. É a peça no tabuleiro. E o xeque-mate... bem, o xeque-mate será servido no prato principal."

As duas mulheres se entreolharam, uma cumplicidade nova e sombria nascendo entre elas. A casa, outrora palco do segredo entre Paulo e Sarah, agora abrigava um segredo muito maior e mais perigoso. E naquela noite, no restaurante italiano, sob as luzes suaves e o som de música ambiente, a família perfeita iria se despedaçar de uma forma que Paulo nunca poderia ter imaginado. A caçada havia começado, e as caçadoras estavam prontas para abater sua presa.

Mudar a ideia... mãe e filha se entendem, e planejam convencer o pai a serem um trisa???
Capítulo 9: A Proposta

O sol da tarde dourava a sala, criando um ambiente íntimo e confortável. Maria, sentada no sofá com uma xícara de chá, parecia excepcionalmente serena. Sarah entra na sala e hesita por um momento, esperando uma reprimenda, um olhar de desaprovação. Em vez disso, a mãe levanta os olhos e oferece um sorriso pequeno, mas genuíno.

"Senta aqui, filha", diz Maria, patenteando o lugar ao seu lado. "Precisamos falar. Sobre o Paulo."

Sarah senta-se, tensa. "Mãe, eu posso explicar..."

"Shhh", Maria interrompe suavemente. "Não é sobre explicar. É sobre entender." Ela coloca a xícara de lado e vira-se para a filha. "Eu não sou cega, Sarah. E também não sou ingênua. Vi a tensão, li as mensagens... e, sim, sei do beijo."

O coração de Sarah parece parar. "Como você...?"

"O importante não é como, mas o que fazemos com isso." O olhar de Maria é firme, mas não é de raiva. É de uma lucidez surpreendente. "Eu amo o Paulo. E sei que ele me ama. Mas o amor entre um homem e uma mulher... bem, às vezes ele pode ser um pouco limitado. Pode deixar pessoas de fora." Seus olhos sondam os de Sarah. "Pessoas que também amamos."

Sarah sente as lágrimas bemarem nos olhos, não de vergonha, mas de alívio. "Eu nunca quis machucar você, mãe. Eu juro."

"Eu sei, querida. Sei." Maria pega sua mão. "O que eu proponho é que paremos de fingir. Os três. Essa dança de segredos e ciúmes só vai nos destruir. E eu não vou perder minha filha nem meu marido."

"O que você está sugerindo?", pergunta Sarah, quase sem fôlego.

"Estou sugerindo que sejamos honestos. Os três." Maria segura o olhar da filha. "O Paulo é um homem cheio de amor para dar. E nós... bem, nós duas já formamos uma equipe, não é? Sempre formamos." Ela faz uma pausa, escolhendo as palavras com cuidado. "Em vez de competir pelo afeto dele, que tal... compartilhá-lo? De forma adulta, consciente e respeitosa."

A ideia paira no ar, tão revolucionária que por um momento Sarah fica sem palavras. Um trisal? Ela e sua mãe?

"É... é possível?", sussurra ela, incrédula.

"Tudo é possível quando as pessoas se amam e são honestas", responde Maria, com uma serenidade que parece inabalável. "O jantar de hoje não será uma armadilha, Sarah. Será uma conversa. Uma proposta. Vamos apresentar a ideia a ele. Juntas."

"E se ele disser não?", pergunta Sarah, o coração acelerado.

"Então respeitaremos sua decisão e encontraremos uma nova maneira de ser uma família. Mas...", e um sorriso esperto ilumina o rosto de Maria, "algo me diz que o Paulo pode estar mais aberto a ideias não convencionais do que imaginamos. Ele sempre foi um homem de... amplos horizontes."

Pela primeira vez, a tensão que Sarah carregava nos ombros parece se dissolver. Não é sobre vencer ou perder. É sobre uma possibilidade nova, assustadora e incrivelmente excitante.

"Está bem", ela diz, sua voz firme. "Vamos falar com ele. Juntas."

As duas mulheres se entreolham, uma nova aliança nascendo entre elas. Não de inimigas, mas de parceiras. A família estava prestes a ser reinventada, e o jantar italiano seria o palco não de uma traição, mas de uma proposta que poderia salvá-los - ou destruí-los de uma maneira totalmente nova.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Esposa x Enteada (09)

Codigo do conto:
246252

Categoria:
Incesto

Data da Publicação:
03/11/2025

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