Boa tarde meus amores, agradeço a cada voto e a cada comentário de coração. E vamos para mais um conto... Mano, vou te falar... o bagulho ficou doido de vez. Sabe aquela sensação de que você tá equilibrando um monte de prato chinês e sabe que um deles vai espatifar no chão a qualquer segundo? Pois é. Eu tava ali, jogado no sofá, com o corpo todo moído depois da surra (no bom sentido, né?) que o enfermeiro me deu na cozinha e no chuveiro. O cara saiu do banheiro só de toalha, secando aquele cabelão, com aquela cara de quem tinha acabado de ganhar uma guerra. Ele parou na minha frente, olhou pro meu celular que ainda tava vibrando com as notificações do Vitor e deu aquele sorrisinho de lado que é puro veneno. "Tu não respondeu o 'patrão' lá, né? Tá com medo de eu fazer o quê?", ele mandou, com aquela voz grave que faz o estômago dar um nó. Eu tentei dar uma de migué, falei que era só coisa de trabalho, mas o bicho não é otário. Ele sentou do meu lado, tirou o celular da minha mão e ficou lendo as prévias das mensagens. O clima ficou pesado, mano. Eu achei que ele ia dar um chilique, mas o enfermeiro é de outro naipe. Ele simplesmente jogou o telefone no outro canto do sofá e me puxou pelo pescoço. "Ó, vou te dar o papo reto: eu cruzei o estado pra te ver. Se tu acha que vai me deixar aqui assistindo Netflix enquanto vai pro 'quarto secreto' de playboy, tu tá muito enganado. Eu vim pra te deixar sem condições de andar, tá ligado?" E o bicho não tava brincando, não. Ele me pegou de um jeito ali no sofá mesmo que, vou te falar, eu achei que a estrutura do móvel não ia aguentar. Foi uma parada bruta, meio possessiva, com ele mordendo meu pescoço e marcando o terreno real. Ele tava no veneno, focado em me fazer esquecer até meu próprio nome, quanto mais o nome do Vitor. Só que o destino é um filho da puta, né? No meio do rala e rola, a campainha toca. O enfermeiro parou, ficou estático em cima de mim, com aquele suor escorrendo no peito definido. Eu gelei. Pensei: "Puta que pariu, se for o Vitor eu tô morto". Fui abrir a porta de moletom, com a cara toda amassada e o enfermeiro ali atrás, só de cueca, com os braços cruzados, encarando a porta como se fosse um leão protegendo a toca. Quando abri, não era o Vitor... era um entregador. O cara me entregou uma sacola preta, toda luxuosa, com um bilhete: "Um presente pra você usar na nossa próxima sessão. Não demora." Dentro da sacola tinha um daqueles acessórios caros do quarto secreto, de couro legítimo, com o cheiro do Vitor. Mano, o enfermeiro viu aquilo e os olhos dele brilharam de um jeito que eu não soube se ele ia quebrar a sacola ou me quebrar. Ele pegou o acessório, olhou bem e falou: "Então o cara gosta de brinquedo? Pois avisa pra ele que agora quem vai usar isso em você sou eu." Ele me arrastou pro quarto com uma vontade que eu nunca vi. Aquela semana que era pra ser um "descanso" virou um campo de batalha. O enfermeiro resolveu que ia usar tudo que o Vitor mandasse pra me mostrar que a pegada dele era superior. Eu tava no meio de um fogo cruzado de tesão, meu parça. De um lado, o luxo e o mistério do Vitor me cutucando pelo celular; do outro, a força bruta e o ciúme do enfermeiro me mantendo preso na cama. A cada "vacina" que o enfermeiro me aplicava, eu pensava no Vitor. E cada vez que o Vitor mandava uma mensagem, o enfermeiro caprichava mais no "atendimento". Eu tava exausto, mas, vou te dizer... nunca me senti tão desejado na vida. Mas agora a parada ficou séria. O Vitor acabou de mandar a localização de um restaurante e disse que tá me esperando pro jantar daqui a duas horas. O enfermeiro tá na cozinha preparando um churrasco e já avisou que abriu a primeira cerveja e não quer que eu saia do lado dele. E aí, mano? Eu pulo a janela e vou pro jantar de luxo ou fico aqui e aguento a "intensiva" do enfermeiro que prometeu não me deixar dormir hoje? O que tu faria no meu lugar? Porque eu tô achando que, se eu tentar as duas coisas, eu não chego vivo na segunda-feira! Gostou desse rolo todo? Quer saber se eu tive as manhas de fugir pro jantar ou se o enfermeiro me prendeu de vez na cama. Se gostaram, votem e continuem comentando. Me inspiram a dividir mais histórias ainda com vocês.
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