Lucas, aos 33 anos, parecia viver em um estado de hipnose constante. Ele estava viciado na nova versão da esposa, mas ainda não tinha percebido que estava sendo treinado, moldado para algo maior. Eu passara os últimos doze meses exigindo que ele me satisfizesse estritamente nos meus termos. Eu ditava as posições, eu escolhia os brinquedos — e o consolo negro era o mais usado, muitas vezes por mim mesma, enquanto eu o obrigava a assistir, imóvel, apenas para que ele contemplasse o meu êxtase e a minha cara de prazer egoísta.
A confiança que adquiri me fez abandonar a timidez em momentos estratégicos. Eu já não ficava apenas na expectativa passiva de ser vista; eu criava as situações, arquitetava os cenários. Mas algo novo começou a queimar no meu peito: o desejo do toque desconhecido. O olhar do outro já não preenchia todo o vazio que crescia em mim. Eu queria sentir a textura da pele de um estranho, o peso de outro homem, o contraste de outras mãos na minha brancura. O fato de meu marido estar sempre pronto a me atender, como um servo fiel, despertou em mim o desejo sombrio de vê-lo totalmente submisso aos meus caprichos mais profundos.
O evento que mudou tudo aconteceu em uma festa de aniversário de um dos membros da diretoria da empresa de Lucas. Era uma celebração elegante, em uma mansão imponente com grandes jardins e áreas estrategicamente mal iluminadas. Eu fui preparada para a guerra: usei um vestido de cetim verde-esmeralda, tão justo que parecia uma segunda pele fundida ao meu corpo. Como de costume, não usava nenhuma peça íntima por baixo; a sensação do cetim roçando na minha nudez a cada passo era um convite ao pecado. Meus pés estavam adornados em sandálias de tiras finas que Lucas me implorou para calçar, sabendo o quanto eles atraíam olhares fetichistas. Lucas nada falou da ousadia da minha roupa, o que me deixou ainda mais excitada. O silêncio dele era a minha permissão; eu estava acesa, vibrando em uma frequência perigosa.
A atmosfera daquela festa era carregada de uma eletricidade estática. Eu conseguia sentir a tensão no ar a cada passo que dava. O som do meu salto fino batendo no mármore ecoava pelo salão como um chamado. O fato de Lucas não ter questionado o decote ou a transparência implícita do vestido mostrava o quanto ele já estava domesticado pelo meu novo eu. Ele não era mais o marido protetor que me escondia do mundo; ele agia como o dono de uma joia rara que sentia um orgulho masoquista em exibir para quem tivesse coragem de olhar.
Assim que entramos no salão principal, os olhares masculinos convergiram para mim como imãs. Antes, eu teria baixado o rosto, buscado o ombro do Lucas para me proteger daquela invasão. Agora, eu mantinha o queixo erguido e um sorriso enigmático, quase cruel, nos lábios. Eu percebia como aqueles homens me despiam mentalmente, mapeando cada curva que o cetim verde teimava em revelar sob as luzes dos lustres. Eu via neles o desejo bruto, a cobiça indisfarçável e, acima de tudo, a curiosidade mórbida. Eles se perguntavam quem era aquela mulher de rosto angelical e pés delicados que exalava uma aura tão profundamente pecaminosa.
Antes mesmo de Lucas ser tragado pelas conversas de negócios, eu senti que precisava marcar aquele território. O calor entre minhas pernas, intensificado pela ausência da calcinha e pelo toque do cetim, estava insuportável. Eu vi um homem alto, de terno escuro, nos observando de longe, e soube que aquele era o momento.
— Lucas... — sussurrei, aproximando-me do seu ouvido. — Está muito abafado aqui dentro. Me leva para o jardim. Agora.
Saímos pelas portas francesas de vidro em direção a uma área ermo da mansão. Paramos perto de uma estátua de mármore adornada por sombras densas. Eu me virei para o Lucas e levei sua mão para baixo do cetim verde, onde a umidade era uma confissão escandalosa. Lucas soltou um suspiro pesado.
— Alguém pode nos ver aqui... — ele murmurou, a voz trêmula de excitação.
— É exatamente isso que eu quero. Quero que o mundo veja o que você faz comigo.
Eu o forcei a me prensar contra o mármore frio daquela estátua, sentindo o gelo da pedra contrastar violentamente com o calor que emanava do corpo do Lucas. Ele, movido por uma urgência que eu mesma cultivei, abriu a calça com pressa. Senti o seu pau rígido buscar o caminho já ensopado entre minhas pernas e ele me penetrou de uma vez, um golpe profundo que me fez soltar um gemido agudo, quase um grito, que se perdeu na brisa da noite.
Lucas começou a me socar com um ritmo selvagem, entregue a uma luxúria cega. Ele não via nada além do meu pescoço, onde enterrava o rosto enquanto bufava como um animal. Mas eu... eu via tudo. Naquela posição, com as pernas enlaçadas na cintura dele e meu vestido esmeralda amontoado na cintura, eu tinha a visão perfeita da escuridão lateral. Foi então que meus olhos encontraram os dele: o homem da festa, o estranho de olhar pesado, estava parado atrás de uma pilastra, a poucos metros de distância.
Ele nos observava fixamente. A brancura das minhas coxas contra o terno escuro do Lucas devia brilhar na penumbra como um farol. Ao perceber que eu o tinha notado, ele não recuou; ele deu um passo à frente, saindo parcialmente da sombra para que eu visse sua mão no bolso, sugerindo que ele se tocava enquanto assistia ao espetáculo.
O choque de adrenalina foi paralisante e, ao mesmo tempo, explosivo. Saber que o Lucas não tinha a menor ideia de que estava nos exibindo me deu um poder inebriante. Em vez de desviar o olhar, eu escancarei minha face mais devassa. Enquanto recebia as estocadas violentas na buceta, eu mantinha o contato visual direto com o estranho. Passei a língua lentamente entre os lábios, um gesto de convite silencioso e obsceno, enquanto soltava gemidos altos e ritmados que serviam de trilha sonora para o olhar dele.
Eu comecei a rebolar contra o Lucas com uma agilidade que o deixou atordoado, forçando o encaixe até o limite, sentindo o pau dele bater no meu fundo. Cada vez que ele me socava, eu olhava para o estranho e abria um sorriso de canto, uma confissão de que eu era a "putinha" que ele imaginava. O prazer psicológico daquela exposição, somado à força bruta do meu marido, me levou a um orgasmo tão violento que minhas paredes vaginais pareciam querer esmagar o Lucas. Eu gozei rapidamente, um espasmo longo que me fez arquear as costas contra o mármore frio.
Lucas, contagiado pela vibração do meu corpo e pelo som dos meus gemidos deliberados, não aguentou. Ele soltou um rosnado gutural e descarregou tudo dentro de mim. O calor do jato dele me preenchendo foi o ponto final daquela performance. Ele se rendeu, colando a testa na minha, completamente exausto e cego para o mundo ao redor.
Enquanto ele recuperava o fôlego, eu olhei para baixo. O excesso do sêmen dele, misturado ao meu próprio tesão, começou a escorrer, deixando uma marca branca e brilhante que descia pelas minhas pernas, um rastro de luxúria que o estranho ainda observava com uma intensidade devoradora antes de recuar para as sombras. Eu estava marcada, lavada pelo sêmen do meu marido e pelo desejo de um desconhecido.
Ajeitei o vestido com uma calma glacial, sentindo o líquido ainda quente nas minhas coxas. Eu estava radiante. A Beatriz que voltaria para aquele salão agora carregava um segredo que o Lucas levaria meses para processar.
Limpamos os vestígios da nossa entrega no jardim com a pressa de quem oculta um crime. O Lucas, ainda meio atordoado e com a respiração pesada, ajeitou o terno com aquele orgulho de quem acabara de domar sua mulher. Ele não desconfiava que, na verdade, tinha sido o instrumento de uma exibição orquestrada. Enquanto voltávamos para o brilho dos lustres, eu sentia o cetim esmeralda roçar na marca úmida que o sêmen dele deixara nas minhas coxas. Eu caminhava com uma confiança nova, um balanço nos quadris que era puro convite.
Ao cruzarmos as portas francesas e mergulharmos novamente no som do jazz e no burburinho das vozes, a transição foi imediata. Eu voltei a ser a "esposa impecável", mas meus olhos brilhavam com o segredo da pilastra.
Não demorou para que o círculo social de Lucas o tragasse novamente. Um dos diretores da empresa, um homem de voz tonitruante e cheiro de tabaco caro, aproximou-se com um sorriso largo, batendo no ombro do meu marido.
— Lucas! Precisamos de você lá no terraço por dez minutos. O patrão trouxe uns charutos dominicanos que você não vai acreditar, e queremos fechar aquele detalhe da expansão antes que a música acabe — disse o homem, já o conduzindo sem dar muita chance de recusa.
Lucas olhou para mim, dividido entre o dever profissional e o desejo de não me deixar sozinha naquele salão cheio de lobos. Eu coloquei a mão no peito dele, sentindo o coração ainda acelerado pela nossa transa no jardim, e dei o meu sorriso mais doce e inocente.
— Pode ir, meu amor. Eu vou pegar uma taça de espumante e te espero aqui. Não demore — menti com uma perfeição que me assustou.
Ele me deu um beijo rápido na testa, aquele gesto de posse que agora me parecia quase infantil diante do que eu realmente desejava, e subiu as escadas para o terraço com o grupo. Eu estava, sozinha e exposta.
Eu não precisei esperar. Mal a silhueta do Lucas desapareceu no topo da escada, senti uma presença se materializar ao meu lado. Não foi uma aproximação hesitante; foi uma invasão. O perfume dele — uma mistura de couro, madeira e um toque de uísque — inundou meus sentidos antes mesmo que ele falasse.
— O seu marido tem o péssimo hábito de deixar tesouros sem vigilância — a voz dele era um barítono profundo, uma vibração que pareceu atingir diretamente o meu baixo ventre.
Eu me virei lentamente, encontrando os olhos do homem da pilastra. De perto, ele era ainda mais imponente. Tinha o rosto esculpido, cabelos levemente grisalhos e um olhar de quem já viu e fez de tudo. Ele não fingiu que não nos viu no jardim; o olhar dele desceu deliberadamente pelas minhas pernas, como se buscasse a marca branca que eu sabia que ainda estava lá, sob o cetim.
— Talvez ele confie demais na minha timidez — respondi, sustentando o olhar com uma audácia que o fez abrir um sorriso cínico.
— A timidez que eu vi no jardim não me pareceu nada confiável, Beatriz — ele deu um passo à frente, diminuindo a distância até que o calor dos nossos corpos quase se tocasse. — Eu vi o jeito que você passou a língua nos lábios enquanto ele te possuía. Você não estava gemendo para ele. Estava gemendo para mim.
Meu coração disparou, batendo contra as costelas como um animal enjaulado. A humilhação deliciosa de ser confrontada com a minha própria perversidade me deixou zonza.
— Me concederia esta dança? — ele estendeu a mão, mas não era um pedido. Era um comando. — Antes que os charutos acabem e a sua máscara de boa moça tenha que ser colocada de volta.
Eu coloquei minha mão na dele, sentindo o calor e a firmeza de seus dedos longos. Ele me conduziu para o centro da pista de dança enquanto a banda iniciava uma melodia lenta, arrastada e densa. Assim que os nossos corpos se tocaram, eu soube que o Lucas tinha acabado de perder o controle da sua criação.
O desconhecido me colou a ele com uma agressividade que me fez perder o fôlego. Uma de suas mãos espalmou-se com força na base da minha coluna, me puxando para cima, para que eu sentisse a dureza absoluta e o volume massivo de sua ereção contra o meu quadril. Eu estava nua por baixo do vestido, e sentir aquele volume desconhecido batendo exatamente onde o Lucas tinha acabado de me preencher foi como levar um choque elétrico.
Começamos a nos mover. Ele não dançava; ele me marcava. A cada giro, ele forçava a coxa entre as minhas pernas, roçando o tecido de sua calça na minha buceta sensível e lambuzada.
— Você está muito molhada, Beatriz... — ele sussurrou no meu ouvido, seu hálito quente me fazendo arrepiar da nuca aos pés. — Consigo sentir o cheiro do seu tesão e do seu marido em você. Diga-me... o que você acha que ele diria se visse como você está se esfregando em mim agora?
Eu apenas fechei os olhos e deixei um gemido baixo escapar, enterrando meu rosto no pescoço dele, enquanto me entregava àquele toque desconhecido que prometia me levar muito além do que eu jamais imaginara.
A dança com aquele desconhecido foi uma experiência que rompeu qualquer barreira de sanidade que eu ainda tentava manter. No momento em que a música lenta e densa envolveu o salão, ele me puxou para o seu território. Não era apenas uma dança; era um ritual de posse em plena luz do dia, sob os olhares de dezenas de pessoas que jamais imaginariam a perversão que ocorria entre nossos corpos colados.
Ele me apertava com uma força predatória, uma de suas mãos cravada na minha cintura enquanto a outra descia, sem qualquer pudor, para a base da minha coluna, me prensando contra o seu corpo. Eu conseguia sentir cada detalhe: a firmeza do peito dele contra meus seios e, principalmente, o seu membro pulsando, rígido e imponente, batendo exatamente no meu centro que ainda latejava pelo sexo no jardim. O volume dele era massivo, uma promessa de algo que o Lucas, em sua previsibilidade, nunca soube me oferecer.
O hálito quente dele, com um toque de uísque e masculinidade pura, soprava no meu pescoço, enviando descargas elétricas para cada terminação nervosa da minha pele alva. Eu estava alucinada. O contraste entre o cetim verde-esmeralda e as mãos grandes e rudes daquele homem me fazia sentir pequena, vulnerável e, ao mesmo tempo, incandescentemente viva. Eu estava toda vermelha, meu rosto queimando de uma luxúria que eu não conseguia — e não queria — esconder. Nas mãos daquele homem, minha máscara de mulher de 30 anos caiu; eu me senti novamente uma mocinha, uma Chapeuzinho Vermelho trêmula, entregue e pronta para ser devorada por aquele Lobo Mau que sabia exatamente onde eu era mais fraca.
— Você está tremendo, Beatriz... — ele murmurou, a voz vibrando nos meus ossos enquanto ele forçava sua coxa entre as minhas, abrindo caminho no cetim e roçando a calça na minha buceta ensopada. — O seu corpo está gritando por mim. Consigo sentir seu coração batendo contra o meu pau.
Eu não conseguia responder. Minha garganta estava seca e minha mente só conseguia projetar imagens dele me jogando naquela pista e me possuindo na frente de todos. A confiança absoluta e a dominância que ele exalava me fizeram desejá-lo como nunca desejei ninguém na vida. Era uma fome primitiva, um reconhecimento de que eu nascera para ser usada por olhares e mãos como as dele.
Quando as últimas notas da música ecoaram e o silêncio momentâneo tomou conta do salão, ele não me soltou de imediato. Ele deslizou o nariz pelo meu pescoço uma última vez e me deu um beijo úmido e demorado na jugular, sugando minha pele com uma intensidade que deixaria uma marca invisível de posse. Então, com a mesma elegância cínica com que chegara, ele simplesmente se afastou e se foi, desaparecendo entre os convidados antes que eu pudesse sequer recuperar o fôlego.
Ele me deixou ali, sozinha no meio da pista, trêmula e completamente molhada. Eu sentia meu baixo ventre ter espasmos involuntários; minhas pernas, que antes sustentavam minha soberania, agora pareciam feitas de gelatina. Tive que caminhar cambaleante até a mesa mais próxima e sentar bruscamente para não cair no chão na frente de todos. Meus olhos estavam desfocados, minha respiração era um ruído surdo nos meus ouvidos.
Eu ainda estava tentando controlar o tremor nas minhas mãos e secar o suor do meu colo quando vi o vulto do Lucas se aproximando, exalando cheiro de charuto e negócios. Ele vinha sorrindo, sem ter a menor ideia de que a mulher sentada ali acabara de ser devorada mentalmente e fisicamente por um desconhecido, e que nada no nosso casamento voltaria a ser como antes.
Quando Lucas finalmente se aproximou da mesa onde eu estava sentada, trêmula e com o corpo ainda em choque, ele trazia no rosto aquele sorriso satisfeito de quem fechara um bom negócio. Ele cheirava a charuto e conhaque, uma fragrância que antes eu achava máscula, mas que agora parecia pálida diante do odor de perigo que o desconhecido deixara em minha pele. Lucas nem desconfiou. Ele não percebeu que minha respiração estava descompassada, que minhas coxas estavam marcadas pelo sêmen dele e pelo suor de outro, e que sua mulher estivera a um passo de se entregar completamente a um estranho no meio do salão.
— Vamos, Bia? A noite foi produtiva — ele disse, colocando a mão no meu ombro.
Eu apenas assenti, sem conseguir olhá-lo nos olhos. O trajeto de volta para casa foi um borrão de luzes da cidade e um silêncio denso. Lucas falava sobre a empresa, sobre planos, mas minha mente estava presa naquele beijo no pescoço e na pressão do membro do desconhecido contra o meu quadril. Eu estava em chamas.
Assim que entramos no quarto, a atmosfera mudou. Lucas, exausto, sentou-se na beira da cama e começou a desabotoar a camisa, preparando-se para o repouso. Mas eu não queria dormir. Eu precisava de alívio, precisava de algo que apagasse ou intensificasse a sensação do estranho. Sem dizer uma palavra, eu me ajoelhei entre as pernas dele. Arranquei o seu pau para fora da calça com uma urgência agressiva.
Eu o chupei com uma intensidade que nunca havia mostrado. Minha boca o envolvia com vontade, com desespero, usando a língua e os dentes de uma forma que o fazia arfar de surpresa. Eu não estava apenas fazendo sexo; eu estava tentando exorcizar o desejo por outro homem através do corpo do meu marido.
Quando ele estava rígido o suficiente, eu me levantei e montei nele. Sentei-me com força, sentindo-o entrar fundo, mas não era o suficiente. Comecei a rebolar de forma descontrolada, meus quadris movendo-se em círculos frenéticos enquanto eu perdia completamente a minha compostura de "menina comportada".
— Fode, caralho! — eu gritei, a voz saindo rouca, estranha aos meus próprios ouvidos. — Mete, seu filho da puta! Come a sua mulher para outro não comer!
Lucas arregalou os olhos, assustado. Ele ficou sem entender aquela metamorfose verbal, aquele vocabulário de baixo calão que nunca fizera parte da nossa intimidade. Ele tentou dizer algo, talvez perguntar o que estava acontecendo, mas meu descontrole não deu espaço para explicações. Eu queria força bruta. Eu precisava que ele me tratasse como o lobo mau da pista de dança me trataria. Eu queria sentir dor, pressão e uma dominância que o Lucas, em sua doçura de marido, já não conseguia mais me dar por instinto.
Eu rebolava querendo mais, cravando as unhas no peito dele, exigindo que ele fosse o animal que eu vira nas sombras do jardim. Lucas, contagiado pela minha loucura, acabou gozando rápido, soltando um gemido de exaustão. Eu também gozei, um espasmo físico seco, mas nada — absolutamente nada — me deixava satisfeita. O orgasmo físico estava lá, mas o vazio na minha mente continuava gritando pelo desconhecido.
Poucos minutos depois, Lucas apagou. O sexo e o álcool o levaram a um sono profundo e pesado. Eu fiquei ali, olhando para o teto, sentindo o suor esfriar no meu corpo e o coração ainda batendo na garganta. A insatisfação era uma dor física.
Levantei-me em silêncio. Fui até a gaveta debaixo da cama e peguei o consolo preto, o maior que tínhamos. Caminhei nua até a sala de estar, mergulhada na penumbra. Sentei-me no sofá de couro frio, exatamente onde o luar atravessava a janela, lembrando-me da luz pálida do jardim da mansão.
Enfiei o brinquedo na minha buceta com uma violência desnecessária. Eu o soquei para dentro, fechando os olhos e imaginando que aquele plástico frio e rígido era, na verdade, o membro do desconhecido da festa. Eu não estava mais em casa; eu estava de volta àquela pista de dança, sentindo o hálito de uísque no meu pescoço.
Comecei uma siririca frenética, batendo o consolo contra o meu clitóris enquanto meus dedos da outra mão apertavam meus mamilos até doer.
— Sim... me usa... — eu sussurrava para a sala vazia, projetando a imagem daquele homem grisalho me possuindo ali mesmo, no chão da sala, enquanto o meu marido dormia a poucos metros de distância.
Eu gozei de novo, desta vez de forma explosiva, um grito abafado pela almofada que eu pressionava contra o rosto. O líquido escorria pelo sofá, e eu tremia de cima a baixo. Ali, no escuro, eu finalmente aceitei a verdade: o Lucas já não era o protagonista da minha vida sexual. Ele era apenas o cenário, o espectador, o homem que segurava a minha mão enquanto eu sonhava em ser devorada por lobos.
A noite terminou com o silêncio da sala e o peso de uma decisão tomada. O mundo liberal não era mais um plano; era a minha única saída para a fome que eu acabara de descobrir.




Acendeu uma lareira em você que só um macho com uma mangueira de incêndio pode apagar.
Bela transformação