Confissão de uma esposa tímida, meu marido se excitou em saber que quero outra rola, parte 4

As semanas que se seguiram àquela festa foram um mergulho profundo em uma realidade que eu sequer imaginava existir. Eu me sentia como uma mergulhadora que, após anos observando apenas a superfície, finalmente encontrasse os corais vibrantes e perigosos do fundo do oceano. A minha obsessão digital tornou-se um ritual diário. Sempre que o Lucas saía para o trabalho, eu me trancava no escritório e abria o navegador em modo anônimo, desbravando portais e aplicativos voltados exclusivamente para o estilo de vida liberal.

O que eu descobri foi um bálsamo para a minha alma inquieta: eu não era uma aberração. O tesão avassalador que eu sentira por aquele desconhecido, o desejo de ser possuída enquanto meu marido assistia, não era uma doença; era uma vertente comum de uma sexualidade que muitos casais viviam abertamente. Ler relatos de outras mulheres — muitas delas com o meu perfil, esposas dedicadas, profissionais respeitadas — que admitiam sentir o mesmo fogo por estranhos sem, contudo, deixar de amar seus maridos, me trouxe uma calma necessária. Eu entendi que o amor e a luxúria podiam caminhar em trilhos diferentes, e que o estilo de vida liberal era o ponto onde esses trilhos se cruzavam.

No entanto, a teoria era o lado fácil. A prática envolvia o Lucas. E convencê-lo seria uma obra de engenharia psicológica. Eu precisava que a ideia parecesse dele, ou ao menos, que o fizesse sentir-se o protagonista da própria evolução.

---

### O Jantar da Revelação

A oportunidade surgiu em uma noite de quarta-feira. Preparei um jantar meticuloso — risoto de aspargos, um vinho tinto encorpado e a iluminação baixa que sempre o deixava mais relaxado. Eu usava um vestido de alcinha, sem sutiã, sentindo o ar condicionado endurecer meus mamilos sob o tecido.

Após o segundo cálice de vinho, o silêncio da casa parecia o palco perfeito.

— Sabe, amor... — comecei, rodando o vinho na taça enquanto olhava para ele com uma intensidade calculada. — Eu não consigo tirar aquela festa da cabeça.

Lucas levantou os olhos, um pouco surpreso.

— Qual parte? A comida estava ótima, o fechamento do contrato também... — ele tentou desviar, mas eu sabia que ele sabia.

— Não os negócios, Lucas. A parte do jardim — eu disse, inclinando-me para a frente. — E a parte da dança.

O rosto do meu marido mudou. Houve um lampejo de ciúme, mas também aquela dilatação de pupilas que eu aprendi a identificar como o gatilho da excitação dele.

— O que tem aquilo, Bia? Você sabe que eu achei... um pouco demais. Você estava fora de si — ele murmurou, a voz ficando mais grave.

— Eu não estava fora de mim, Lucas. Eu estava mais viva do que nunca. E tem uma coisa que eu não te contei — fiz uma pausa dramática, sentindo meu próprio coração acelerar. — Enquanto você me possuía contra aquela estátua... eu vi o homem com quem eu dancei logo depois. Ele estava lá, Lucas. Escondido atrás de uma pilastra.

Lucas travou com o garfo no ar. O choque foi visível.

— O quê? Você está brincando? Alguém nos viu? — o tom dele era de pânico, mas por baixo do pânico, havia uma respiração que começava a ficar curta.

— Ele não apenas viu, Lucas. Ele nos devorava com os olhos. E sabe o que é o mais louco? — eu levantei, caminhei até ele e comecei a massagear seus ombros por trás, encostando meus seios em suas costas. — Eu percebi que ele estava vendo. E foi por isso que eu rebolava daquele jeito. Foi por isso que eu gemi tão alto. Saber que aquele estranho estava vendo você me tomar, vendo a sua força... foi o que me fez gozar daquele jeito.

Senti o corpo do Lucas tencionar. Ele estava em conflito, a moralidade lutando contra o instinto primitivo de ser o "macho exibidor".

— Bia... isso é... — ele não conseguia terminar a frase.

— É excitante, não é? — sussurrei no ouvido dele, mordendo levemente o lóbulo. — Admite. Você sentiu o jeito que eu dancei com ele depois. Você viu como eu voltei para o salão marcada pelo seu sêmen. Você se sentiu o homem mais poderoso daquele lugar porque todos me queriam, mas só você me tinha. Mas e se... e se a gente não precisasse mais apenas imaginar?

Lucas virou-se para mim, os olhos fixos nos meus.

— O que você está sugerindo exatamente, Beatriz?

— Estou sugerindo que a gente explore um mundo onde o seu prazer de me ver sendo desejada não precise ser um acidente. Um mundo onde o seu poder sobre mim seja testado e confirmado na frente de outros. Eu andei pesquisando, Lucas... existem lugares onde casais como nós vão para realizar exatamente o que aconteceu naquele jardim. De forma segura. De forma cúmplice.

O silêncio que se seguiu foi eterno. Lucas olhava para o prato, depois para mim, processando a quebra de um tabu de cinco anos. Eu não o pressionei. Eu apenas deixei a mão deslizar para o colo dele, sentindo que, apesar do susto, o corpo dele já tinha dado a resposta.


A tensão no ar após a minha confissão no jantar era tão espessa que poderia ser cortada com uma faca. Eu estava ensopada; a simples lembrança do olhar do estranho no jardim misturada à reação de choque do meu marido criara um abismo de eletricidade entre nós. Mas o Lucas, em vez de explodir ou me agarrar, ficou reflexivo. O rosto dele se fechou em uma máscara de preocupação que eu não esperava. Ele mudou de assunto abruptamente, fugindo da minha mão, e passou a responder de forma monossilábica.

— Que perigo, Beatriz... Você tem noção? Eu poderia ter perdido o emprego se alguém da diretoria nos visse daquele jeito no jardim — ele disse, a voz baixa, carregada de um peso moralista que me deu um calafrio de medo. — Quem era ele?

— Não sei, amor... — respondi, tentando manter a voz firme, embora minhas mãos estivessem geladas.

— Ele não subiu com vocês para o terraço. — Lucas insistiu, os olhos fixos na taça de vinho.

— Talvez ele nem saiba quem é você, Lucas. Ele parecia um convidado, alguém de fora...

— Foi o mesmo homem que dançou com você logo depois, não foi? — Ele me encarou, e a pergunta veio como um golpe.

— Acho que sim... — hesitei por um segundo, mas a verdade saltou da minha boca — ...porque ele estava de pau duro. Dava para sentir durante a dança toda.

— Puta que pariu, Beatriz! — Lucas levantou-se da cadeira num solavanco, o som da madeira raspando no chão ecoando como um trovão. — E você dançou com ele assim mesmo? Sentindo o cara excitado em cima de você na frente de todo mundo?

Nessa hora, o silêncio que se seguiu foi devastador. Eu temi pelo nosso casamento. Pela primeira vez em um ano, senti que talvez tivesse esticado a corda além do limite. Fiquei quieta, encolhida na cadeira, vendo o homem que eu amava transformar-se em um estranho. Ele não disse mais nada; apenas deu as costas, saiu da sala e foi direto para o quarto, batendo a porta sem olhar para trás.

Fiquei ali, sentada no escuro da sala de jantar, tensa e nervosa. O vinho já não tinha sabor. Eu me sentia pequena, mas, ao mesmo tempo, uma chama de rebeldia ainda queimava no meu ventre. Eu não podia deixar a história morrer ali, no julgamento e na culpa. Eu precisava saber se o Lucas que eu vinha treinando ainda estava lá, ou se o marido conservador tinha retomado o controle.

Entrei no quarto minutos depois. A luz do abajur estava apagada, e o Lucas estava deitado de costas para o meu lado da cama, a respiração forçadamente rítmica de quem finge dormir. O clima era de funeral, mas o meu corpo exigia uma celebração. Eu decidi arriscar tudo ou nada. Se fosse para o nosso casamento acabar, que fosse sob as minhas regras, em meio ao fogo que eu mesma ateara.

Fiquei nua ali mesmo, aos pés da cama. Peguei o consolo preto — o meu fiel companheiro de sombras — e deitei-me atrás dele. Encostei meu corpo quente nas costas frias do meu marido. Sem pedir licença, coloquei o brinquedo na minha buceta, sentindo o plástico frio ser engolido pelo meu calor excessivo.

Comecei a gemer baixo, de propósito, um som gutural que preenchia o silêncio do quarto. Comecei a alisar as costas dele, sentindo a pele firme do Lucas sob as minhas palmas. No início, ele se fazia de difícil; o corpo dele estava rígido como pedra, uma muralha de ressentimento. Mas eu não parei. Continuei o movimento circular nas costas dele enquanto socava o consolo em mim mesma com força.

— Amor... não me ignora — sussurrei no pé do ouvido dele, deixando meu hálito quente atingir sua nuca. — Você me faz desejar pau... eu quero rola, amor...

Eu aumentava a velocidade do consolo, fazendo o som úmido da penetração ficar nítido no quarto.

— Ai, que delícia esse pau aqui dentro... — eu falava, entregue a uma atuação que já não era mais teatro, era necessidade. — Mas eu quero o seu, Lucas. Eu quero o seu também...

Minha mão desceu pelas costas dele, contornando a curva da lombar até chegar àquela bunda que eu conhecia tão bem. Deslizei meus dedos por baixo da cueca dele e alisei o saco por trás, sentindo os testículos dele pesados e quentes. Naquela hora, o muro caiu. Lucas deu um pulo, um sobressalto elétrico, e virou-se para mim de uma vez.

Os olhos dele estavam injetados, uma mistura de raiva, choque e um tesão que ele já não conseguia mais conter. Ele viu a cena: eu, de pernas abertas, o consolo negro trabalhando entre minhas coxas brancas, e o meu rosto de menina transfigurado por uma luxúria que ele próprio ajudara a criar. O silêncio que se seguiu não era mais de julgamento, era o prelúdio da nossa queda definitiva no abismo.

— Você é louca, Beatriz... — ele arfou, a mão dele voando para o meu pescoço, não para machucar, mas para me prender ao travesseiro. — Você quer que eu enlouqueça junto com você, não quer?

Eu apenas sorri, soltando o consolo e puxando a mão dele para o centro do meu fogo. O jogo estava ganho. O "perigo" que ele temia agora era a única coisa que o mantinha vivo.

Ele me viu: eu estava de pernas abertas, o rosto transfigurado pela luxúria, socando o plástico em mim mesma. O susto dele não deu espaço para explicações. Eu queria pau, queria força bruta, algo que a doçura do meu marido já não me oferecia mais.

— Fode, caralho! — eu gritei, perdendo a cabeça. — Mete, seu filho da puta! Come a sua mulher para outro não comer!Ele me viu: eu estava de pernas abertas, o rosto transfigurado pela luxúria, socando o plástico em mim mesma. O susto dele não deu espaço para explicações. Eu queria pau, queria força bruta, algo que a doçura do meu marido já não me oferecia mais.

— Fode, caralho! — eu gritei, perdendo a cabeça. — Mete, seu filho da puta! Come a sua mulher para outro não comer!

Lucas estava paralisado, os olhos injetados, preso entre o choque de ouvir palavras tão sujas saindo da minha boca e a ereção latejante que ele não conseguia mais conter. Eu não esperei que ele tomasse a iniciativa. Eu precisava do controle, precisava orquestrar aquela depravação para que ela chegasse ao nível de loucura que eu sentia na alma.

Com um movimento ágil, eu o puxei pelos quadris, forçando-o a se ajoelhar na cama. Eu me posicionei de forma que minha cabeça ficasse entre as pernas dele, enquanto minhas próprias pernas permaneciam escancaradas, exibindo o consolo preto que eu continuava a socar com fúria dentro da minha buceta.

— Abre a boca e engole — eu ordenei a mim mesma em pensamento, antes de agarrar o pau dele com as duas mãos e o guiar para dentro da minha garganta.

A cena era o ápice da minha perversão doméstica: eu estava ali, no chão do nosso quarto de casal, com o cacete do meu marido na boca, sentindo o gosto dele, a pulsação daquela carne que eu conhecia tão bem, enquanto minhas mãos trabalhavam o consolo na minha buceta com uma velocidade desumana. O som era uma sinfonia de luxúria: o barulho úmido da penetração plástica lá embaixo e o som abafado dele batendo no fundo da minha garganta.

Eu olhava para cima, fixando meus olhos nos dele. Eu queria que ele visse o meu rosto de menina se transformando em algo vulgar, devasso. Queria que ele sentisse o contraste entre a esposa que cuidava da casa e a mulher que agora implorava por humilhação e prazer. Lucas agarrou meus cabelos com força, sua respiração transformando-se em rosnados enquanto ele começava a ditar o ritmo, socando o pau na minha boca com uma agressividade que ele nunca ousara ter.

Eu estava em transe. O preenchimento duplo — o plástico rígido na minha buceta e a carne quente na minha boca — me levou a um estado de delírio. Eu imaginava que as mãos que puxavam meu cabelo eram as do estranho da festa, e que o Lucas era apenas um servo facilitando meu êxtase.

— Mete... mete em mim... — eu tentava dizer entre as engasgadas, a saliva escorrendo pelo canto da boca, misturando-se à minha própria lubrificação que já encharcava o tapete.

O descontrole no quarto era absoluto. Lucas, agora totalmente possuído por uma fúria erótica que eu mesma alimentara, não era mais o marido cauteloso; era um animal respondendo aos meus instintos mais baixos. Ele me segurava pelos cabelos com as duas mãos, usando minha cabeça como um objeto, socando o seu pau na minha boca com uma força rítmica e impiedosa que me fazia engasgar e lacrimejar.

— **Isso, fode minha boca, caralho!** — eu tentava articular entre as estocadas profundas, a voz saindo abafada e suja. — **Obrigada, amor... obrigada por me dar duas rolas ao mesmo tempo!**

Eu estava em um delírio sensorial completo. O consolo negro continuava a estuprar minha buceta em movimentos frenéticos da minha mão esquerda, enquanto a direita subia pelas coxas do Lucas, agarrando sua bunda com força, cravando as unhas naquela carne firme. Em um movimento audacioso, um dos meus dedos escorregou para bem perto do seu cuzinho, roçando naquela zona proibida que ele sempre protegera.

No instante em que senti o tremor dele, a reação foi imediata: o corpo de Lucas se arrepiou por inteiro, uma descarga elétrica que o fez rosnar contra o teto. O pau dele, já enorme, pareceu ganhar uma vida nova, expandindo-se dentro da minha boca e latejando com uma violência assustadora. Ele começou a socar com ainda mais força, ignorando qualquer delicadeza, focado apenas em me usar até o limite.

— **Eu quero porra, Lucas!** — eu gemia, soltando o pau dele por um segundo apenas para gritar antes de ser invadida novamente. — **Joga porra na minha boca e na minha buceta ao mesmo tempo! Me lambuza inteira, seu filho da puta!**

Eu estava fora de mim. A saliva escorria, misturando-se ao suor e à lubrificação excessiva que já encharcava o tapete sob nós. Eu era uma imagem de depravação total. A ideia de ter o sêmen dele me preenchendo as duas extremidades, enquanto eu imaginava o estranho da festa me assistindo da porta, me levou ao ápice.

Lucas atingiu o ponto de não retorno. Ele soltou um grito gutural, suas mãos puxando meu cabelo com tanta força que eu senti meu couro cabeludo arder, e descarregou jatos quentes e espessos diretamente na minha garganta. Eu engolia com vontade, sentindo o calor da sua submissão final, enquanto eu mesma atingia um orgasmo tão violento que o consolo quase saltou de dentro de mim em meio às contrações.

O preenchimento duplo, o gosto dele, o cheiro de sexo bruto e a transgressão absoluta das palavras que trocamos criaram um vazio de silêncio logo após a explosão. Lucas desabou sobre mim, o corpo trêmulo, drenado de cada gota de energia e de cada barreira moral que ele um dia sustentara.

Eu fiquei ali, deitada no chão, sentindo o sêmen dele escorrer pelo canto da minha boca e a pulsação residual do brinquedo entre minhas pernas. Eu estava em paz. O "treinamento" fora concluído com sucesso. O Lucas não era mais apenas o meu marido; ele agora era o meu cúmplice.

Eu fiquei ali, deitada no chão, sentindo o sêmen dele escorrer pelo canto da minha boca e a pulsação residual do brinquedo entre minhas pernas. Eu estava em paz. O "treinamento" fora concluído com sucesso. O Lucas não era mais apenas o meu marido; ele agora era o meu cúmplice.

Lucas estava destruído. O esforço físico somado à sobrecarga psicológica de ter quebrado todos os seus tabus em uma única noite o drenou completamente. Ele se arrastou para a cama, desabando de costas, os braços abertos, o peito subindo e descendo numa respiração curta e pesada. Ele parecia um homem que acabara de sobreviver a um naufrágio, olhando para o teto com os olhos fixos, tentando processar a violência erótica do que tínhamos acabado de viver.

Eu, porém, estava elétrica. A adrenalina corria nas minhas veias como ácido. Levantei-me do chão com uma agilidade predatória, sentindo o líquido quente dele ainda escorrendo pelo meu queixo e o latejar persistente da minha buceta, que parecia ter ganhado vida própria. Aproximei-me da cama e engatinhei por cima dele, posicionando meu corpo sobre o dele, como uma deusa vitoriosa sobre seu altar.

— Amor... meu Deus, amor... — eu sussurrei, a voz carregada de uma euforia quase maníaca. — Eu gozei demais! Que delícia ter duas rolas em mim ao mesmo tempo, Lucas! Eu nunca senti nada parecido na minha vida!

Eu exibia meu rosto para ele, sem qualquer pudor. Eu estava toda lambuzada, o sêmen dele brilhando na luz fraca do abajur, cobrindo minha boca, minha bochecha e até o meu pescoço. Eu queria que ele visse a marca da sua própria entrega em mim.

— Obrigada, meu amor... obrigada por isso — continuei, sorrindo de forma devassa.

Em um movimento rápido e súbito, eu mergulhei meu rosto no dele. Ataquei sua boca com um beijo faminto e profundo. De início, o choque o fez reagir; senti o corpo dele tencionar e ele tentou recuar, os lábios cerrados em um reflexo de pudor ou estranhamento. Mas eu não parei. Eu forcei a minha língua contra a dele, invadindo seu espaço, misturando minha saliva com o gosto metálico e espesso do seu próprio sêmen que ainda preenchia minha boca.

Era uma comunhão profana. Eu não permiti que ele se afastasse, segurando seu rosto com as mãos enquanto nossas bocas se tornavam um caldeirão de fluidos e desejos compartilhados. Lucas, vencido pela minha persistência e pelo rastro de luxúria que ainda o dominava, cedeu. Ele parou de resistir e começou a retribuir o beijo, aceitando o próprio sabor que eu trazia de volta para ele.

Eu não parei por ali. Afastei-me milímetros apenas para começar a lamber o rosto dele, subindo pela mandíbula, pela bochecha, até chegar aos lábios novamente. Eu esfregava minha cara na dele, fazendo questão de lambuzar a pele do seu rosto com o que ele havia acabado de descarregar em mim. Eu queria que ele sentisse o cheiro, o calor e a textura da nossa depravação. Queria que ele estivesse tão marcado quanto eu.

— Sente, Lucas... sente o nosso gosto — eu murmurava contra a pele dele, sentindo-o arrepender-se e entregar-se de vez.

O clima de tensão e julgamento da sala de jantar fora enterrado sob aquela camada de fluidos e suor. Lucas me abraçou com força, apertando meu corpo contra o seu, finalmente aceitando que não havia mais volta. O pacto estava selado no sangue, no sêmen e na saliva.

Ficamos ali, enroscados um no outro, exaustos. O silêncio finalmente tomou conta do quarto, mas não era mais um silêncio de medo. Era o silêncio de dois cúmplices que acabavam de cruzar a fronteira final. O sono nos atingiu como um golpe, pesado e escuro, e nós apagamos abraçados, com o cheiro do sexo impregnado em cada centímetro daquela cama.

Na manhã seguinte, o clima na casa era diferente. Não havia o arrependimento que eu temia, mas sim uma curiosidade sombria nos olhos do Lucas. Ele me observava enquanto eu tomava café, como se estivesse tentando reconhecer a mulher que, poucas horas antes, implorava por "porra na boca".

— Bia... aquilo tudo que você falou ontem — ele começou, a voz ainda rouca — sobre os lugares... e sobre o homem no jardim...

Eu deixei a xícara de lado e caminhei até ele, sentando-me em seu colo.

— É um mundo novo, Lucas. E nós vamos entrar nele juntos.

Naquela tarde, sentamos em frente ao computador. Eu abri o site de swing que já tinha mapeado. Começamos a ver as fotos dos clubes: ambientes luxuosos, pessoas bonitas, áreas de "chill out" e, claro, as "áreas de ação".

— Precisamos de fotos — eu disse, sentindo meu coração acelerar. — Mas não do rosto. Fotos que mostrem o que nós temos a oferecer.

Lucas hesitou por um segundo, mas depois pegou o celular. Ele me fotografou deitada na cama, usando apenas o vestido verde da festa, mas desta vez, levantado até o umbigo, revelando o que o cetim escondia. Ele fotografou minhas pernas, minhas costas alvas e o contraste das suas mãos na minha pele.

O perfil foi criado: **"Casal Jovem & Curioso: Ele 33, Ela 30 (Exibicionista)"**.

As notificações não demoraram. Homens solteiros (singles), casais experientes, todos comentando na nossa foto de "boas-vindas". Lucas lia os comentários em voz alta, uma mistura de ciúme e uma ereção que ele já não tentava mais esconder.

— Esse cara aqui... — Lucas apontou para um perfil de um homem alto, atlético, que se descrevia como "observador e ativo". — Ele disse que adoraria ver você dançando para ele.

O clima no escritório estava carregado com uma tensão nova, uma mistura de adrenalina digital e o resíduo daquela noite selvagem que ainda parecia vibrar nas paredes da casa. Lucas encarava a tela do computador, vendo o fluxo de mensagens e curtidas que o nosso perfil recém-criado recebia. Era como se tivéssemos aberto uma represa.

Eu me aproximei dele por trás, deslizando minhas mãos pelos seus ombros tensos e descendo até o peito, sentindo o seu coração bater um pouco mais rápido do que o normal. Inclinei-me e rocei meu nariz no dele, buscando o seu olhar, querendo decifrar o que se passava naquela mente que eu estava desconstruindo peça por peça.

— O que você acha, amor? — perguntei, a voz saindo num sussurro carregado de segundas intenções. — Você acha que aguenta me ver nos braços dele enquanto você assiste de perto? Ou a ideia de me ver sendo tocada por um desses homens ainda te assusta?

Lucas desviou os olhos da tela e os fixou nos meus. Havia um brilho de desafio ali, uma faísca de algo que ele tentava controlar, mas que já era maior que ele. Ele segurou minha nuca, puxando-me para um beijo rápido, mas possessivo.

— Eu quero ver até onde você consegue ir, Beatriz — ele disse, com uma voz grave que me fez estremecer.

Mas logo em seguida, como se precisasse de um escudo para a própria audácia, ele tentou retomar o controle racional da situação. Ele soltou um suspiro, tentando relaxar os ombros, e me deu um sorriso de canto, um pouco mais contido.

— Mas calma, amor... — ele completou, tentando suavizar o peso da decisão. — É apenas curiosidade, sabe? Vamos só pra gente ver como funciona, conhecer o ambiente. Não significa que vamos fazer nada de cara. É só um teste.

Eu o encarei, mantendo um olhar safado no rosto, aquele brilho de quem já sabe exatamente o que vai acontecer, mas que aceita jogar o jogo das aparências para não assustar a presa. Eu sabia que o "só para ver" era a mentira mais deliciosa que um casal iniciante conta para si mesmo antes de mergulhar no abismo.

— Claro, amor... — respondi, passando a ponta da língua nos lábios e dando uma piscadinha cúmplice. — Só para conhecer, nada demais. É só uma aventura social nossa.

Aproximei-me e dei um beijo molhado no pescoço dele, sentindo o cheiro da pele que eu acabara de marcar na noite anterior.

— Te amo, meu gato gostoso.

Ele sorriu, parecendo mais aliviado, sem perceber que o meu "claro" era, na verdade, o som da porta se fechando atrás de nós. O pacto estava feito. O portal estava aberto.

Foto 1 do Conto erotico: Confissão de uma esposa tímida, meu marido se excitou em saber que quero outra rola, parte 4

Foto 2 do Conto erotico: Confissão de uma esposa tímida, meu marido se excitou em saber que quero outra rola, parte 4

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Foto 4 do Conto erotico: Confissão de uma esposa tímida, meu marido se excitou em saber que quero outra rola, parte 4


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Comentários


foto perfil usuario leitorcasado-

leitorcasado- Comentou em 08/01/2026

As fotos são tudo IA agora , poxa 😩

foto perfil usuario rick2020bh

rick2020bh Comentou em 08/01/2026

Muito tesuda

foto perfil usuario rick2020bh

rick2020bh Comentou em 08/01/2026

Tesuda do caralho




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Ficha do conto

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Nome do conto:
Confissão de uma esposa tímida, meu marido se excitou em saber que quero outra rola, parte 4

Codigo do conto:
251408

Categoria:
Confissão

Data da Publicação:
08/01/2026

Quant.de Votos:
7

Quant.de Fotos:
4