Conto 1 – O Calor Que Despiu a Fé
Meu nome é Cláudia. Tenho 15 anos, sou baixa, morena de pele quente de sol, seios pesados e fartos, bunda grande e redonda que balança quando ando, e a buceta coberta de pelos pretos e densos que nunca depilei. Sou adventista do sétimo dia. Cresci na Igreja, guardo o sábado, oro, canto hinos… e moro só com a minha mãe numa casa grande e baixa, de paredes grossas, no fundo de um quintal cercado em Coari, Amazonas.
O quintal é nosso mundo. Tem varal, máquina de lavar, tanque de concreto, um chuveiro improvisado com cano e registro, e um pequeno apartamento no fundo que às vezes alugamos. Agora está vazio. O calor de Coari é uma coisa viva. Ele gruda na pele, escorre entre os seios, molha a virilha, faz a roupa virar inimiga.
Tudo começou aos poucos.
A mãe saía para o trabalho ou para a igreja. Eu ficava sozinha. No começo só tirava a blusa. Ficava de sutiã e saia, sentada no banco de madeira perto do tanque, sentindo o vento quente bater nos seios. Depois foi o sutiã. Os seios pesados caíam livres, os mamilos escuros e grossos endurecendo com a brisa. Eu olhava em volta, o coração batendo forte, como se Deus fosse aparecer no portão.
Um dia o calor estava insuportável. Tirei a saia também. Fiquei só de calcinha branca, aquela de algodão simples que a mãe comprava. A bunda grande escapava pelas laterais. Sentei no tanque, as pernas abertas, e senti o concreto quente contra a pele. A calcinha já estava molhada. Os pelos da buceta faziam sombra escura através do tecido.
Na terceira vez, não aguentei. Puxei a calcinha para o lado e depois tirei de vez. Fiquei nua.
Foi a primeira vez que me vi completamente despida ao ar livre. O sol batia nos seios, escorria pela barriga, iluminava o mato preto e denso entre as pernas. Levantei e andei até o varal. A bunda balançava pesada. Senti o ar quente entrar entre as nádegas e tocar a buceta aberta. Os pelos estavam úmidos de suor e de outra coisa.
Sentei no chuveiro de fora, abri o registro e deixei a água fria cair nos seios. Os mamilos endureceram imediatamente. A água escorria pelos pelos da buceta, pingava do clitóris inchado. Coloquei a mão ali. Os dedos sumiram no mato densamente preto. Estava escorregadia, quente, latejando. Esfreguei devagar, com medo e com vontade, ouvindo o barulho da água e o barulho molhado da minha própria mão.
Gozei pela primeira vez nua no quintal. As pernas tremeram, a bunda apertou o banco de madeira, os seios balançaram. Gemi baixo, mordendo o lábio, porque a casa da vizinha fica logo ali e a fé ainda pesava na garganta.
Depois daquele dia, sempre que a mãe saía, eu tirava tudo.
Andava nua pelo quintal. Lavava roupa no tanque com os seios pendendo sobre a água suja de sabão. Estendia as peças no varal sentindo o vento bater direto na buceta peluda. Deitava na rede que fica na área de convivência, as pernas abertas, a mão brincando com os pelos molhados. Às vezes entrava no apartamento vazio, fechava a porta e me masturbava no colchão velho, cheirando a mofo e a sexo.
A fé ainda estava lá. Eu orava depois. Pedia perdão. Mas o corpo não mentia. O calor de Coari e a solidão do quintal estavam me transformando.
Hoje a mãe saiu cedo. Disse que só volta à noite. Estou nua outra vez. Acabei de lavar a roupa de cama no tanque. A água escorre pelas minhas coxas. Os seios pesados estão molhados de suor e sabão. A buceta coça de vontade. Os pelos estão pegajosos.
Vou até o chuveiro de fora, abro o registro e deixo a água cair. Desta vez não vou só me tocar. Desta vez vou me olhar de verdade no espelho quebrado que tem na parede do apartamento vazio e admitir o que estou virando.
Uma crente nua.
Uma adventista com a buceta peluda latejando ao vento.
Uma menina de dezoito anos que descobriu que o pecado pode ser quente, molhado e delicioso.
O quintal está quieto.
O apartamento está vazio.
E eu estou completamente nua.