O único ponto negativo é que agora eu não consigo tirar vocês duas da cabeça. Nem um pouco.
Sorri. Senti o calor subir pelo pescoço e descer direto para entre as pernas. Me aproximei e dei um beijo rápido no rosto dele, bem perto da boca.
— Então fica com a lembrança.
Virei e fui embora, sentindo o olhar dele nas minhas costas e na curva da minha bunda apertada na saia.
O problema é que o miserável não tinha conseguido ficar calado.
Na terceira aula já corriam comentários pelos corredores.
“A Cláudia e a mãe são nudistas.”
“Elas ficam peladas em casa o tempo todo.”
“O Marcos viu as duas nuas ontem.”
Nudistas.
Eu nem conhecia direito a palavra. Tive que perguntar para uma menina do segundo ano o que significava. Quando ela explicou — pessoas que gostam de ficar sem roupa, que acham natural — eu senti um frio gostoso na barriga. Era exatamente isso.
No final da tarde, enquanto eu guardava os livros no armário, Larissa apareceu. Amiga de sala, cabelo cacheado, corpo cheinho, seios médios, bunda redonda. Sempre foi a mais curiosa da turma.
— Cláudia… é verdade?
Você e sua mãe ficam nuas em casa? Tipo… nudistas de verdade?
Olhei em volta. O corredor estava quase vazio.
— É verdade.
Os olhos dela brilharam.
— Sério? E não tem vergonha?
— No começo tinha. Agora não. É liberador. Especialmente com esse calor.
Larissa mordeu o lábio inferior. Ficou em silêncio dois segundos.
— Sua mãe vai ficar em casa hoje?
— Não. Ela vai para a reunião da igreja e só volta à noite.
Ela respirou fundo.
— Posso… ir estudar na sua casa? A gente tem aquela prova de biologia amanhã.
Sorri de lado.
— Pode. Mas tem uma condição.
Chegamos em casa por volta das quatro da tarde. O quintal estava quieto, o apartamento do fundo ainda vazio, o tanque seco. O calor dentro da casa era pesado, úmido.
Larissa largou a mochila na sala e olhou em volta, nervosa.
— E aí… como funciona?
Tirei a blusa do uniforme sem pressa. Depois a saia. Fiquei de sutiã e calcinha. Os seios pesados marcavam o tecido. A calcinha já estava um pouco úmida só pela ideia do que estava prestes a acontecer.
— Funciona assim. A gente tira tudo.
Se quiser, pode ir aos poucos.
Ela riu, sem graça, mas os olhos não saíam do meu corpo.
Tirei o sutiã. Os seios caíram livres, pesados, mamilos já duros. Depois puxei a calcinha para baixo. A buceta peluda e densa apareceu por completo. Os pelos pretos estavam um pouco grudados de suor. Fiquei nua na frente dela, de pé, sem cobrir nada.
Larissa engoliu em seco.
— Nossa… você é peluda de verdade.
— Sempre fui. Não gosto de depilar.
Ela ficou olhando longamente. Depois, com as mãos tremendo um pouco, começou a se despir. Tirou a blusa. O sutiã. Os seios dela eram menores que os meus, mas redondos e firmes, mamilos rosados. Depois a saia. Por último a calcinha.
Quando a calcinha desceu, vi a buceta dela: pelos mais ralos, bem aparados, lábios rosados e fechados. Diferente da minha.
Pela primeira vez na vida eu estava nua com alguém que não era da minha família.
O coração batia forte. A buceta latejava. Um fio de excitação já escorria pelos meus pelos densos.
— E agora? — ela perguntou, a voz baixa, os braços tentando cobrir os seios sem conseguir direito.
— Agora a gente estuda.
Ou faz o que der vontade.
Sentei no sofá, as pernas meio abertas, a buceta peluda totalmente exposta. Larissa hesitou só um segundo e sentou ao meu lado, também nua. As coxas dela se tocavam. O calor dos corpos se misturou.
Passamos a primeira meia hora tentando ler o livro de biologia. Mas era impossível se concentrar. Meus seios pesados subiam e desciam com a respiração. Os dela também. De vez em quando nossos braços se encostavam e um arrepio passava pelas duas.
Em determinado momento ela parou de fingir que lia e simplesmente olhou para mim.
— Posso… tocar?
Assenti com a cabeça, a garganta seca.
A mão dela subiu devagar e pesou um dos meus seios. Os dedos afundaram na carne macia. O polegar passou pelo mamilo duro. Eu soltei um suspiro baixo. Depois a mão dela desceu, passou pela barriga e parou bem em cima do mato preto e denso da minha buceta. Os dedos afundaram nos pelos. Sentiram o calor e a umidade.
— Está molhada…
— Desde a hora que você tirou a roupa.
Ela riu, nervosa e excitada. Eu levei a mão até o seio dela, apertei devagar, depois desci até a buceta lisinha. Os lábios estavam quentes e já úmidos também.
Ficamos assim por um tempo, nos explorando sem pressa, nuas na sala, o ventilador girando em cima de nós. O cheiro de sexo jovem e suor misturado com o calor de Coari.
Foi a primeira vez que fiquei nua com alguém de fora.
E foi maravilhoso.
Quando a mãe chegou, mais tarde, Larissa já tinha ido embora. Eu ainda estava nua no sofá, a buceta latejando gostoso, o corpo inteiro satisfeito de uma forma nova.
A mãe olhou para mim, suspirou e apenas perguntou:
— Estudou pelo menos?
Sorri, sem me cobrir.
— Estudei, mãe.
Estudei bastante.