Era grande, com quintal amplo e uma piscina azul no meio. A família estava reunida: pais, tios e alguns primos. Reunião pequena de fim de semana.
Escolhi de propósito um biquíni de crochê.
O de cima era normal, mas a calcinha tinha vários buraquinhos e o fio alto. Dei só uma aparada nos pelos dos lados, deixando o mato denso e preto aparecer por cima do tecido e através dos furos. Quando andava, os pelos escapavam. Quando me agachava, dava para ver quase tudo.
No momento em que saí na área da piscina, virei a sensação.
Os olhares grudaram. As tias cochichavam atrás dos copos de refrigerante. Os primos não disfarçavam. O pai do Fábio, um homem de uns cinquenta anos, barriga discreta e olhar pesado, ficou babando abertamente. Os olhos dele desciam pela minha bunda grande, subiam para os seios e paravam demoradamente no mato preto que aparecia pelos buraquinhos do crochê.
O dia correu normal. Banho de piscina, conversa, churrasco. Eu continuava só de biquíni. Ninguém pediu para eu me cobrir, mas também ninguém falava demais.
À noite, no jantar, ficou só a família mais próxima: Fábio, os pais e eu. Os outros já tinham ido embora. Eu ainda estava de biquíni. Eles já tinham se trocado para roupas normais.
A mãe do Fábio, uma mulher elegante de cabelos curtos, me observou por um tempo enquanto servia a comida. Depois perguntou, com um sorriso constrangido:
— Cláudia… não te incomoda essa quantidade de pelo? Aparece bastante no biquíni.
Sorri, sincera.
— Não. Eu gosto dos pelos. Dei uma aparadinha dos lados só porque vinha conhecer vocês. Normalmente tem bem mais. Deixo crescer à vontade.
O pai do Fábio abriu um pouco a boca, surpreso. A faca parou no ar.
Foi aí que decidi falar.
— Na verdade… eu sou naturista.
Só estou vestida porque estou na casa de vocês. Em casa eu fico nua o tempo todo.
A mãe do Fábio piscou, processando a informação. Depois soltou uma risadinha nervosa e falou:
— Ah… não seja por isso. Fique à vontade, minha filha.
Agradeci com um sorriso.
Levantei da cadeira ali mesmo.
Passei os polegares pelas alças do sutiã de crochê e puxei para baixo. Os seios pesados caíram livres, mamilos já um pouco duros. Depois desci as mãos para o lado da calcinha e puxei o crochê pelas coxas. Fiquei em pé, completamente nua, na sala de jantar deles.
Passei as duas mãos pela buceta peluda, afagando o mato denso e preto, abrindo um pouco os lábios com os dedos só para ajeitar os pelos.
— Pronto. Assim fico mais confortável.
O silêncio que caiu foi quase solene.
A mãe do Fábio estava com os olhos arregalados, a boca entreaberta. O pai dele não piscava. O olhar estava colado na minha buceta peluda, nos seios pesados, na bunda grande que ele agora via sem nenhum tecido no caminho. Fábio, ao meu lado, apenas sorriu de lado, orgulhoso e já meio duro dentro da bermuda.
Eles estavam claramente assustados com a minha total falta de vergonha.
Eu só puxei a cadeira de novo, sentei nua à mesa e peguei o talher.
— Podem continuar comendo. Está uma delícia.