Os olhares mudaram. Os cochichos atrás dos bancos aumentaram. Alguém viu algum vídeo. Alguém reconheceu a casa. Alguém contou para outra pessoa. Em poucas semanas, metade da congregação já sabia que Dona Maria e a filha Cláudia eram as “peladas” da cidade. Algumas irmãs pararam de cumprimentar. Outros homens olhavam tempo demais.
Em casa, as dificuldades financeiras apertaram.
O dinheiro do trabalho de Seu João não estava batendo mais com as contas. Um dia, no meio do jantar — os três nus, como sempre —, ele largou o garfo e falou sem rodeios:
— Por que a gente não começa a trabalhar com sexo?
A gente já faz isso o tempo todo. Pode começar vendendo fotos e vídeos pela internet. E atender alguns clientes aqui em casa. Com cuidado.
Minha mãe, sempre tímida com coisa nova, relutou. Ficou vermelha, baixou a cabeça, disse que era pecado, que a igreja, que as pessoas… Mas o aperto no bolso falava mais alto. No fim, aceitou.
Seu João virou nosso cafetão.
Eu e minha mãe viramos oficialmente mãe e filha putas na cidade de Coari.
Começamos devagar. Fotos nuas no quintal. Vídeos curtos de nós duas nos beijando, se masturbando, chupando o pau dele. Depois vídeos mais pesados: eu comendo a buceta da mãe enquanto ele metia nela. Os vídeos viralizaram rápido em grupos locais. O dinheiro começou a entrar. E os clientes também.
Atendíamos em casa, no quarto grande, ou no apartamento do fundo que tinha voltado a ficar vago. Eu de quatro, a mãe cavalgando, os dois juntos, o que o cliente quisesse. Seu João organizava tudo, cobrava, e às vezes entrava na foda também.
Os vídeos chegaram até o pastor.
Ele apareceu um sábado à tarde, sozinho, o rosto sério. Sentamos os três na sala — vestidos, pela primeira vez em semanas — e abrimos o jogo.
— Pastor, a gente se descobriu viciada em sexo.
E como estávamos apertados de dinheiro, começamos a trabalhar com isso. Fotos, vídeos… e alguns atendimentos.
Ele ficou vermelho de raiva. Falou em pecado, em vergonha, em exemplo ruim. No fim, sentenciou:
— Vocês serão removidas do rol de membros da igreja.
Nós apenas acenamos.
— Entendemos, pastor.
Mas vamos continuar frequentando. Agora como visitantes.
Ele saiu sem dizer mais nada.
Dias depois, estávamos atendendo.
Dois clientes no quarto: um comendo minha mãe de quatro, outro com o pau enterrado na minha garganta enquanto eu estava de joelhos. O som de pele batendo e gemidos enchia a casa. Seu João estava na sala, organizando o próximo horário.
A campainha tocou.
Fui atender enrolada só numa toalha, o corpo ainda suado e cheirando a sexo. Quando abri a porta, o pastor estava ali. Ao lado dele, a esposa — uma mulher de uns quarenta e cinco anos, corpo ainda firme, olhar severo.
— Cláudia… precisamos conversar. É sobre a situação de vocês na igreja.
Apertei a toalha contra os seios.
— Pastor, irmã… não é uma boa hora. Estamos com clientes agora. Podem voltar mais tarde?
Eles ficaram em silêncio por um segundo.
Foi aí que a esposa do pastor inclinou o corpo e olhou por cima do meu ombro, para dentro da casa.
A porta do quarto estava entreaberta.
Dava para ver claramente minha mãe de quatro na cama, os seios pesados balançando, a bunda larga aberta, enquanto o cliente metia com força na buceta dela. O outro homem estava ao lado, masturbando o pau molhado da minha saliva, esperando a vez.
A boca da esposa do pastor se abriu.
Os olhos dela arregalaram.
Ela não desviou o olhar.
O pastor puxou o braço dela.
— Vamos embora. Agora.
Mas ela ainda ficou mais dois segundos olhando a cena. Olhando a buceta da minha mãe sendo comida. Olhando os seios dela balançando. Olhando o pau saindo molhado e entrando de novo.
Só então virou o rosto, o pescoço vermelho, e saiu atrás do marido.
Fechei a porta devagar.
A toalha escorregou um pouco, deixando um seio à mostra.
Voltei para o quarto sorrindo.
O pastor tinha visto.
A esposa tinha visto.
E a casa dos pelados tinha acabado de subir mais um degrau.