Acordo nua. Ando nua. Como nua. Lavo roupa nua. Assisto à televisão nua. Oro nua, de joelhos no chão da sala, os seios pesados pendendo para a frente, a buceta peluda e densa aberta entre as coxas abertas. A mãe ainda se veste. Sai de camisola longa pela manhã, depois troca para vestido simples. Mas o olhar dela já não foge como antes. Ele demora. Percorre meus seios fartos, desce pela barriga, para no mato preto e grosso que cobre minha buceta, sobe de novo até a minha bunda grande quando eu viro de costas.
O calor de Coari ajuda. Ajuda muito.
É uma tarde de sexta-feira. O ar está pesado, úmido, grudento. Mesmo com as janelas abertas, o suor escorre entre meus seios, desce pela curva da barriga e se acumula nos pelos densos da buceta, deixando-os escuros e brilhantes. Estou no quintal, lavando as roupas de cama no tanque. Nua. Completamente. Os seios pesados balançam cada vez que eu esfrego o lençol. A bunda grande se projeta quando me inclino. A água fria do tanque molha minhas coxas e escorre pela fenda peluda, fazendo-me tremer de prazer contido.
A mãe está na área de convivência, sentada numa cadeira de plástico, costurando uma barra de saia. Ela usa um vestido fino de algodão, mas o tecido já está colado nas costas de tanto suor. De vez em quando ela levanta os olhos e me observa. Não desvia mais.
— Cláudia… — a voz dela sai rouca de tanto calor. — Você não sente… vergonha?
Paro de esfregar. Me viro de frente para ela, as mãos ainda molhadas, os seios pesados e úmidos de suor apontando para a frente. A buceta peluda fica totalmente visível, os lábios grossos um pouco abertos pelo calor e pela posição.
— Não, mãe. Já não sinto.
Quando estou assim, parece que meu corpo respira melhor. O calor não aperta. E… eu me sinto mais perto de como Deus nos criou.
Ela fica em silêncio. A agulha para no ar. Os olhos dela descem devagar pelos meus seios, param nos mamilos escuros e endurecidos pelo vento, depois continuam até o mato preto e denso entre minhas pernas. Eu não cubro nada. Deixo ela olhar o quanto quiser. Sinto a buceta latejar sob aquele olhar. Um fio fino de excitação já escorre pelos pelos.
— Adão e Eva… — ela murmura, quase para si mesma. — Eles andavam nus no jardim. Sem vergonha. Só depois do pecado é que cobriram o corpo.
Meu coração dispara.
É a primeira vez que ela menciona isso.
— Exato, mãe.
Eles só tiveram vergonha depois. Antes, estavam como Deus os fez. Sem roupa. Sem culpa.
Aqui em casa… não tem ninguém olhando. Só a gente. Só o quintal. Só o calor.
Por que continuar escondendo o que Ele criou?
Ela engole em seco. O suor escorre pelo pescoço dela, desce entre os seios ainda cobertos pelo vestido. Eu vejo o tecido grudar nos mamilos. Vejo a respiração dela ficar mais pesada.
Volto a lavar a roupa, mas mais devagar, de propósito. Me inclino bastante sobre o tanque, abrindo as pernas um pouco. Sei que a posição deixa a bunda grande e redonda totalmente exposta, e a buceta peluda visível por baixo. A água escorre pela fenda. Os pelos estão encharcados. Eu sinto o olhar dela queimando nas minhas nádegas.
Minutos se passam. O único som é o da água no tanque e o das cigarras.
Então ouço a cadeira dela se arrastar.
Quando me viro, ela está de pé. O rosto vermelho. As mãos tremendo um pouco nas laterais do vestido.
— O calor… está insuportável hoje.
E… você tem razão em uma coisa.
Adão e Eva não nasceram com roupa. Nós é que colocamos depois.
Se estamos só as duas… se ninguém vai ver…
Ela respira fundo. Os dedos pegam a barra do vestido.
— Eu vou me arriscar. Só hoje. Só para sentir… se é mesmo como você diz.
Meu peito aperta de excitação. A buceta lateja forte, molhada de verdade agora.
Maria, minha mãe de quarenta e dois anos, puxa o vestido para cima.
Devagar. Como quem ainda tem medo, mas já não consegue parar.
Primeiro aparecem as coxas grossas, brancas de quem quase nunca toma sol. Depois a calcinha larga de algodão, já manchada de suor na frente. Ela tira o vestido por cima da cabeça e fica só de sutiã e calcinha. Os seios dela são grandes também, pesados, um pouco caídos pela idade, mas ainda fartos. A barriga é macia, com algumas estrias. A bunda é larga e maternal.
Ela olha para mim, o rosto em chamas.
— Continua… — eu digo baixinho, a voz embargada. — Por favor.
As mãos dela vão para as costas. O sutiã se solta. Os seios pesados caem livres. Os mamilos são escuros, grossos, já endurecidos. Ela engole em seco outra vez e, com os dedos tremendo, puxa a calcinha para baixo. A calcinha desce pelas coxas. Aparece a buceta dela.
Diferente da minha. Os pelos são mais ralos, já com alguns fios grisalhos misturados no preto. Os lábios são mais carnudos, um pouco abertos pelo calor. Ela está molhada de suor… e talvez de mais alguma coisa.
Maria fica completamente nua pela primeira vez na minha frente.
De pé no quintal de Coari, aos quarenta e dois anos, os seios pesados subindo e descendo com a respiração ofegante, a buceta à mostra, a bunda larga e macia.
O vento quente passa entre nós duas.
Eu nua. Ela nua.
Mãe e filha.
Como no princípio.
Ela baixa os olhos para o próprio corpo, depois olha para o meu — para os meus seios jovens e pesados, para a minha bunda grande, para o mato denso e preto da minha buceta — e sussurra, quase sem voz:
— Adão e Eva…
Eles devem ter se sentido assim.
Livres.
Eu sorrio, o coração disparado, a buceta escorrendo de excitação e de vitória.
— Sim, mãe.
Exatamente assim.
E pela primeira vez, as duas estamos nuas juntas no quintal.