Sempre que a mãe saía, eu tirava tudo. Andava de seios pesados balançando, a bunda grande e redonda ao ar livre, a buceta peluda e densa sentindo o vento quente de Coari. Gozei muitas vezes no tanque, no chuveiro de fora, no colchão do apartamento vazio. Mas quando ela estava em casa, a roupa voltava. E eu sentia falta. Uma falta quente, úmida, que me fazia apertar as coxas debaixo da mesa durante o culto em casa.
Então tomei a decisão: ia conquistar o espaço. Devagar. Sem susto. Até o dia em que pudesse ficar nua na frente dela e dizer, sem medo, que queria viver assim.
Comecei nos fins de semana.
Sábado de manhã, depois do culto em casa, eu saía do banho com uma toalha grande enrolada no corpo. Antes eu vestia logo a roupa. Agora demorava. Ficava na cozinha preparando o almoço só de toalha, os seios pesados marcando o tecido, a bunda desenhada por baixo. A mãe olhava de canto, mas não falava nada. Eu sentia o olhar dela e o coração batia forte. Às vezes a toalha escorregava um pouco no peito e eu demorava um segundo a mais para ajeitar, deixando o topo dos seios à mostra.
No domingo seguinte, fui além. Passei a manhã de shortinho curto e sutiã. O short era velho, apertado, subia entre as nádegas da minha bunda grande. O sutiã branco deixava os seios quase transbordando. Lavei a louça assim. Varri a sala assim. A mãe passou por mim duas vezes. Na segunda, parou e perguntou:
— Cláudia… não vai se vestir direito?
— Tá quente, mãe. — respondi baixinho, sentindo o calor subir pelo pescoço. — E é só em casa.
Ela respirou fundo, mas não insistiu.
Na semana seguinte, ousado mais. Quando ela foi para a reunião da igreja no sábado à tarde, eu já estava só de calcinha e sutiã lavando roupa no tanque do quintal. A calcinha de algodão molhada marcava o mato preto e denso da buceta. Os seios pesados balançavam cada vez que eu esfregava a roupa. Quando ela chegou mais cedo do que o esperado, me viu assim. Ficou parada no portão do quintal por alguns segundos.
Eu continuei lavando, o coração na boca, a buceta latejando de nervoso e excitação. A água escorria pelas minhas coxas. A bunda grande se projetava quando eu me inclinava sobre o tanque.
— Cláudia… — a voz dela saiu baixa.
Virei o rosto, ainda de calcinha e sutiã molhados.
— Desculpa, mãe. Tá muito quente. E… eu me sinto bem assim.
Ela ficou olhando. Os olhos desceram pelos meus seios, pela barriga, pela calcinha molhada que colava nos pelos densos. Depois subiram de novo. Sem falar nada, entrou em casa. Naquela noite, durante a oração, a voz dela tremeu um pouco.
Passei as semanas seguintes avançando centímetro por centímetro.
Ficava de sutiã e short dentro de casa o dia inteiro. Depois só de sutiã e calcinha. Um dia, enquanto estendia roupa no varal, a calcinha escorregou de um lado e eu demorei para puxar, deixando metade da bunda e um pouco dos pelos pretos à mostra. A mãe estava na janela. Não gritou. Só fechou a cortina com mais força.
Outro sábado, depois do banho, saí do banheiro só com a toalha na mão, sem enrolar. Cruzei a sala nua até o quarto. Os seios pesados balançavam. A buceta peluda estava visível entre as coxas. A mãe estava no sofá lendo a Bíblia. Levantou os olhos. Ficou parada. Eu continuei andando, o coração disparado, a buceta molhada de nervoso e desejo. Entrei no quarto e fechei a porta. Quando saí de novo, já vestida, ela não falou nada. Mas o olhar dela tinha mudado.
Foi assim, aos poucos, que o espaço foi se abrindo.
Chegou o dia em que eu estava no quintal lavando roupa só de sutiã. A calcinha eu tinha tirado “sem querer”. A buceta peluda e escura ficava à mostra cada vez que eu me inclinava. A mãe chegou, parou, e dessa vez falou:
— Cláudia… isso não é certo.
Eu me virei de frente para ela, os seios pesados marcados pelo sutiã molhado, a buceta nua e peluda pingando água do tanque.
— Mãe… eu preciso falar.
Há meses que, quando a senhora sai, eu fico nua. Inteira. No quintal, no tanque, no chuveiro. O calor… e o jeito que meu corpo se sente… eu não consigo mais esconder. Eu quero viver assim. Em casa. Nua. Sem culpa.
O silêncio foi longo. O vento mexia nos varais. Minha buceta latejava à vista dela. Os pelos pretos e densos brilhavam de água e suor. A bunda grande estava virada um pouco de lado, pesada.
Ela fechou os olhos, respirou fundo várias vezes, como quem ora em silêncio. Quando abriu, a voz saiu baixa, cansada, mas firme:
— Vocêjá tem 15 anos. Eu não posso te obrigar a se vestir se você não quer… dentro de casa.
Mas fora do portão, nunca. E na frente de visita, nunca. E no sábado, durante o culto em casa… pelo menos uma saia.
É o que eu consigo aceitar por enquanto.
Meus olhos encheram d’água. Não de tristeza. De alívio e de uma excitação tão forte que a buceta escorreu um fio quente pela coxa.
— Obrigada, mãe.
Naquela mesma tarde, pela primeira vez, tirei o sutiã na frente dela. Os seios pesados e fartos caíram livres. Fiquei nua de verdade no quintal, com a mãe ainda ali, olhando. Lavei a última peça de roupa com o corpo inteiro ao ar. A bunda grande balançava. A buceta peluda pingava. E ela não mandou eu me cobrir.
Quando entramos, já era noite. Eu continuei nua. Ela acendeu a luz da sala, olhou para mim uma última vez — seios, barriga, mato preto entre as pernas — e apenas disse:
— Vai tomar banho. E amanhã a gente conversa de novo.
Mas eu já sabia.
O espaço tinha sido conquistado.
Agora eu podia ficar nua em casa.
E o quintal, o tanque, o chuveiro e o apartamento vazio nunca mais seriam os mesmos.