Se vocês já eram assim antes de eu chegar, não precisa mudar por minha causa. Podem ficar à vontade. Eu fico também.
Quando a mãe voltou para dentro e me contou tudo, eu não esperei nem ela terminar a frase.
Tirei a camiseta. Tirei o short. Tirei a calcinha. Fiquei nua no meio da sala em menos de dez segundos. Os seios pesados livres, a bunda grande ao ar, a buceta peluda e densa já sentindo a brisa que entrava pela janela.
— Finalmente — murmurei.
Saí para o quintal como se nunca tivesse sido proibida. Estendi a rede entre as duas árvores e me joguei nela, de pernas abertas, um braço atrás da cabeça, os seios caindo para os lados, a buceta completamente exposta ao vento quente da manhã.
Alguns minutos depois, a porta do apartamento se abriu.
Seu João saiu completamente nu.
O pau mole era enorme. Grosso, pesado, balançando a cada passo, a cabeça rosada quase tocando a coxa. Ele veio até perto da rede, parou bem ao meu lado, tão perto que o pau ficou a poucos centímetros do meu rosto. Eu sentia o cheiro dele — sabão barato, suor limpo de manhã, pele quente.
— Que bom — ele disse, olhando para o meu corpo nu com um sorriso sincero. — Parece que achei o lugar certo pra mim.
Fiquei olhando para aquele pau grande e mole tão perto da minha boca que quase dava para sentir o calor. A buceta latejou forte. Os pelos densos já estavam úmidos.
Foi nesse momento que a mãe apareceu na porta da cozinha.
Ela parou. Os olhos abriram. Viu eu nua na rede. Viu Seu João nu em pé ao meu lado, o pau enorme quase no meu rosto. Levou a mão ao peito, o rosto vermelho.
— Meu Deus…
Seu João se virou para ela, sem nenhuma pressa de se cobrir.
— Dona Maria… pode ficar à vontade também. A gente já combinou, não foi? Naturistas. Sem vergonha.
Ela ficou parada mais alguns segundos, o olhar oscilando entre o corpo nu dele e o meu. Depois, com as mãos um pouco trêmulas, puxou a camisola pela cabeça. Os seios pesados caíram livres. Em seguida desceu a calcinha. A buceta dela, com pelos mais ralos e alguns fios grisalhos, ficou exposta sob a luz da manhã.
Seu João olhou.
O pau dele, que estava mole e pesado, começou a engrossar na hora. Cresceu na nossa frente, subindo, ficando duro, grosso, com as veias marcadas. A cabeça inchada apontava ligeiramente para cima.
Ele deu uma risadinha sem jeito, mas sem vergonha nenhuma.
— Isso é normal. Corpo reage. Não precisa significar nada além do que é.
A mãe ainda estava vermelha, mas soltou uma risada curta, nervosa. Eu também ri, deitada na rede, a buceta aberta, os seios pesados subindo e descendo com a respiração.
Os três nus no quintal.
O sol da manhã.
O pau duro de Seu João balançando entre nós.
E a liberdade que a gente achou que tinha perdido voltando de uma vez só, maior e mais perigosa do que antes.