— Tou
— Então vamos
E lá fomos nós, eu vestida com um vestido marrom bem colado ao corpo e ele com uma calça jeans amarela e um blusa cinza assistir um filminho.
Chegamos de mãos dadas, como um casal mesmo. Subimos os degraus até chegar nas cadeiras do topo da sala. Ficamos restritos num lugar onde tinha quatro cadeiras.
Ao nosso lado não tinha ninguém
apertei o braço do meu pai, sentindo a aspereza familiar da pele dele, os pelos brancos que eu conhecia muito bem
— Tá nervoso? — perguntei num sussurro.
— Um pouco. Nunca imaginei que fosse tão escuro assim, filha.
Quando as luzes se apagaram e a tela gigante acendeu, vi o reflexo azulado iluminar o rosto delei. Ele estava boquiaberto, os olhos brilhando como os de uma criança frente a tela que ele nunca tinha visto tão grande
A minha mão repousou sobre a coxa dele.
Ele cobriu a minha mão com a sua, os dedos grossos entrelaçando-se aos meus no escuro.
A cada cena uma mistura de sentimentos, rimos, choramos entendo a dor daqueles personagens, pois passamos por coisas semelhantes.
Mas também nos abraçamos, beijávamos, tal qual o casal da tela.
Duas semanas depois, o barzinho na esquina da rua Vicente fervilhava numa sexta-feira.
Eu pedi dois chopes e uma porção de bolinho de bacalhau. Meu pai estava com a camisa azul que eu tinha comprado pra ele no mês passado, os botões superiores abertos.
— O senhor tá bonito hoje — disse, inclinando-se sobre a mesa.
— É? — Ele tocou o colarinho, sem jeito. — Achei que vi muito arrumado pra um boteco.
— Que historia é essa pai. Ta otimo pai, o senhor não percebeu, mas o senhor mudou bastante desde que veio morar comigo.Eu disse que ia te colocar na linha rsrs
Antes que ele pudesse me responder, uma voz cortou o barulho.
Escutei apenas meu nome seguido de:"Meu Deus, quanto tempo!"
Cláudia, amiga de faculdade, que eu não vi ha tempos chegou com um abraço apertado e um perfume forte demais.
Sentou-se sem ser convidada, pediu uma caipirinha e olhou para mim e para meu pai, depois de pro meu pai e pra mim.
— Quem é esse coroa? é seu namorado? — Cláudia perguntou, os olhos estreitando.
Olhei pro meu pai, ele pra mim. Ficamos sem saber o que dizer.
"Não, ela é minha filha"
Meu pai conseguiu falar primeiro
— Ai, desculpa amiga. É que vocês tem uma energia tão diferente
— Como assim colega!? perguntei
— Ah sei la amiga, não sei explicar.
Conversa vai, conversa vem e eu e meu pai deixavamos escapar nossa rotina em casa, minha amiga logo voltou a soltar um comentário
— Nossa do jeito que voces falam até parece um casa de marido e mulher falando
O meu coração disparou. Um calor subiu pelo pescoço, pelas orelhas.
— Que besteira, Cláudia — respondi forçando um sorriso.
Meu pai apenas sorriu, a mão dele encontrando a minha coxa por baixo da mesa. Um aperto rápido como de quem diz: "Calma."
Voltamos pra casa e eu fiquei pensativa.
"Que foi filha?"
"Sabe pai, ta ficando complicado esconder que somos mais que pai e filha"
Ele sorriu
"E sério pai, eu simplesmente não conseguir dizer pra minha colega o que éramos "
"Eu sei que é algo complicado, mas tem algo que nunca vai mudar. Independente de qualquer coisa, você ainda é a minha menina e lá fora é apenas isso que importa"
Ele tinha razão, mas as vezes era meu subconsciente me guiando, talvez eu desse agir como o meu pai agia, com calma e tranquilidade.
O aniversário do meu pai se aproximava e eu queria fazer algo especial. Num sábado de sol. acordei cedo, arrumei a mala dele sem que ele soubesse, camisas passadas, o perfume que ele gostava, a bermuda azul-marinho. Quando ele chegou do mercado, eu estava parada na porta com as chaves do carro na mão.
— Vamos passear, pai.
— Pra aonde?
— Surpresa
— Se é por conta do meu aniversário ,não precisa me da nada
— Claro que precisa coroa.
E assim partimos para o Casarão resort hotel ficava na parte litorânea do nosso estado, o resort ficava apenas a três quadras da praia. Um casarão antigo, restaurado, com paredes brancas e janelas de madeira. Um local que mistura o rustico com praiano. Eu estacionei e vi meu pai olhar pela janela, confuso.
— O que é isso?
— Seu presente. Dois dias aqui. Só nós dois.
Quarto tinha vista para o mar. Uma varanda com rede, uma cama king-size, cortinas de linho branco. Ele abriu as portas da varanda e ficou parado, o vento balançando a camiseta dele.
— Filha... isso é incrivel.
cheguei por trás, abracei ele pela cintura, o queixo apoiado nas costas dele.
— Que bom que gostou. O senhor merece.
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À noite, levei ele para jantar no restaurante do hotel. Mesa na varanda, velas, o som das ondas quebrando na areia. Meu pai pediu peixe grelhado, eu fui de risoto. Comemos em silêncio, os meus pés tocando os dele por baixo da toalha.
Depois, me levantei e pedi licença. Voltei alguns minutos depois com um papel na mão.
— O que é isso? — ele perguntou, os olhos cansados mas curiosos.
— Presta atenção. Falei
respirei fundo. A voz saiu firme, mas o coração batia tão forte que eu sentia nas pontas dos dedos.
— Feliz dia do homem da minha vida.
Os meus olhos negros encontraram os dele.
— O senhor forjou a mulher que eu sou hoje. Foi o senhor que me ensinou a ter mente forte. O fato do senhor ser meu fã número um me faz entender que eu não posso decepcioná-lo, e eu não irei falhar.
Ele baixou a cabeça. Entrelaçou as mãos. Os olhos dele brilhavam.
— Nao irei falhar com o senhor, como falhei no passado em ter deixado o senhor tanto tempo só, naquela casa, onde sua unica companheira era a solidão.
— Você ta esquecendo meu radinho, tinha a ele também
— Verdade rsrs
Logo meu sorriso foi ganhando uma expressão mais séria
— eu quero que o senhor saiba o quanto eu te admiro, por ser esse homem e pai incrível que o senhor é. Eu te amo incondicionalmente. E em voz alta.
Então eu dei um grito:" eu amo o senhor painho"
"Que isso menina, ta maluca "
Ele olhava pro lados, nervoso comigo chamando atenção. Mas acalmei ele
— Relaxa, as pessoas estão longe. Além do mais, qual o problema de uma filha dizer que ama o pai!?
Ele riu mais tranquilo. Então cheguei mais perto dele, agora falando mais baixo
"Eu amo o senhor, painho. Sua menina e sua mulher vai te amar para sempre.
Então ele levantou-se, contornou a mesa, me beijou. O primeiro beijo em público.
Eu devia ter evitado, ele não devia ter feito aquilo ali mesmo que ninguém nos conheça, mas a minha boca grande e carnuda já estava contra a dele, o nariz achatado pressionando a bochecha dele, o cheiro de sal e vinho se misturando e nada mais importava
Quando o beijo se desfez, olhei pra ele com os olhos arregalados,
"Que tal terminar de comemorar no quarto?" ele falou sorrindo sorrindo
— Totalmente de acordo. respondi
O quarto estava escuro quando nós entramos, só a luz da lua pintando listras no chão. Meu pai fechou a porta e me encostou na parede.
Fiquei de costas com ele atrás de mim roçando o pau dele na minha bunda.
A mão dele desceu por baixo da minha saia, os dedos grossos encontrando a minha boceta
— Aaah, ela já ta molhadinha — ele sussurrou contra o meu ouvido
Eu gemi, a cabeça batendo na parede. As minhas coxas grossas na mão dele.
— O senhor me deixa assim.
Ele enfiou dois dedos dele na minha boceta me arrancando um gemido. Agarrei a nuca dele.
Em seguida ele veio me cheirar no pescoço, senti a respiração primeiro, depois a língua.
— Aaain painho, que tesão. Vou te dar bem gostoso hoje
— Vai meu amor
— Sim, do jeito que o senhor gosta
Me virei e fui empurrando ele devagar para cama. Ele sentou, fiquei bem na frente dele. Ele me segurou pela cintura.
As mãos dele subiu tirando minha blusa, revelando meus peitos com mamilos escuros. A boca dele começou sugando um, depois o outro peito. Arqueei as costas, os dedos agarrando a nuca dele.
— Pai...
— Shhh. Deixa eu cuidar de você.
Ele tirou o resto da minha roupa. Depois a dele. Quando o pênis grosso dele saltou livre, eu senti a minha boca secar. Ele me puxou pelos quadris, as pernas abrindo.
— Vem.
Ele entrou devagar. Cada centímetro arrancava um suspiro de mim. A mão dele segurava a minha cintura, os pelos brancos do braço dele estavam arrepiados.
"Nossa pai, o senhor ta todo arrepiado, é frio? rsrs"
"Não minha filha, é tesao. É o tanto de tesao que eu tenho por vc"
Ele começou a mover os quadris. Um ritmo lento, profundo, que fazia os meus olhos revirarem. A minha bunda grande subia para encontrá-lo, as coxas grossas apertando a cintura dele.
Memórias vieram à tona. O dia em que ele vendeu a coleção dele de vinil para pagar meu material escolar. As noites em que ficou acordado ao meu lado da cama, quando tive pneumonia aos doze anos. O silêncio dele em todas as vezes que eu precisei de um porto seguro.
— O senhor abriu mão de tudo — falei, a voz quebrando.
Ele aumentou o ritmo. Os quadris batendo contra o meu corpo agora, a cama rangendo, o som úmido do sexo preenchendo o quarto.
— Eu faria de novo — ele grunhiu. — Tudo de novo minha filha.
— Aaah eu te amo painho
Abracei ele trazendo o corpo dele todo contra o meu
Os meus dedos cravados nas costas dele, deixando marcas. O meu gemido subiu, agudo, então ele cobriu a minha boca com a mão.
— Quieta, menina. O hotel todo vai ouvir.
"Foda-se" aaain foda-se os outros. Me come com força, vai pai"
Ele mexia o quadril mais rapido, e mais rapido.
— Aaain, espera, me come de quatro
Fiquei de quatro, bunda empinada, ele enterrava a pica dele no fundo da minha boceta. Depois tirava e ficava pincelando na entradinha.
Mordia os lábios, olhei pra trás, vi ele com as duas mãos na minha bunda, segurando com firmeza, mas também com delicadeza de quem cuida
"Te amo minha severina"
"Tbm te amo painho"
A pica dele entrava, saia, sentia indo cada vez mais fundo dentro de mim
Montei por cima dele, subia e descia enquanto meus cabelos flutuava no ar.
Estava ficando cada vez mais ofegante. O movimento frenetico para cima e para baixo intensificava. Painho gemia mais alto
"Isso painho goza pra mim"
Aaah aaah que tesão
Isso, goza painho, goza na minha bocetinha. Esse é seu presente, uma surra de boceta
— Esse é o melhor presente que eu podia ganhar rsrs
— Ta tão safadinho esse meu painho rsrs
Aumentava o ritmo da galopada, minha coxa batia contra a dele. Minha boceta esquentava mais ainda com a fricção dos nossos sexos.
Mais fundo, depois devagarzinho pra ele sentir minha boceta molhada
O gozo veio, ondulando pelo meu corpo, apertando o pênis dele como um punho. Ele seguiu tremendo, o gemido dele abafado contra o meu ombro. Ele se derramou dentro mim, quente, pulsando.
"Aaaaaah que delicia painho"
Sentia o pau dele muito endurecido jorrar leite na minha boceta. Inclinei meu corpo pra trás, continuando movimentando o quadril.
Ele agarrou meus seios, apertou. Meu orgasmo veio quase como um disparo, rápido, fulminante, cai direto ao peito dele.
Meu corpo colou no dele por causa do suor
Ficamos parados. A respiração dele pesada no meu ouvido. As ondas do lado de fora marcando o tempo.
— meu Deus, como isso pode ser sempre tão bom— ele disse.
acariciei o rosto dele. Enquanto ele mexia nos meus cabelos
"Nossa conexão é diferente pai,por isso"
Ele riu.
"Feliz aniversário!!"
"Obrigado minha filha"
Ele beijou minha cabeça. Me abraçou. Recebi o prazer do homem e o afago do pai.
CONTINUA...




