Caio cresceu sob o mesmo teto. Aos 18 anos foi fazer intercâmbio. Ficou dois anos fora. Voltou com 20. Quando ele desceu do aeroporto eu quase não reconheci. O menino que eu tinha criado tinha virado homem. Ombros largos, voz grossa, barba por fazer, o olhar diferente. Me abraçou forte e eu senti o cheiro dele — não era mais o cheiro de adolescente. Era de homem.
Nos primeiros dias tudo parecia normal. Jairo estava feliz demais por ter o filho de volta. Eu cozinhava as comidas que o Caio gostava, lavava a roupa dele, perguntava sobre a viagem. Mas alguma coisa tinha mudado. Toda vez que ele saía do banho de toalha na cintura, eu precisava desviar o olhar. Toda vez que ele me abraçava de cumprimento, o corpo dele colava no meu de um jeito que me deixava sem ar.
A atração veio aos poucos. Devagar e suja. Eu me peguei prestando atenção no volume da bermuda dele de pijama ou quando saía do banho de toalha. Me peguei imaginando o que tinha por baixo enquanto Jairo dormia do meu lado.
A reviravolta veio numa sexta de noite. Jairo viajou a trabalho e só voltaria na segunda. Ficamos só eu e o Caio em casa. Na primeira noite ele chegou tarde, cheirando a cerveja de uma festa, e sentou na cozinha enquanto eu preparava um lanche antes de dormir. Eu estava de pijama curto, sem sutiã, os bicos bem notáveis por baixo do tecido fino. Não tinha percebido, porque sempre andei assim em casa. Notei que ele não tirava os olhos, mas não falou nada.
Ele começou a desabafar que tinha brigado com a namoradinha. Enquanto falava, senti um frio na espinha. A voz dele estava diferente, mais baixa, mais pesada. Eu fiquei em pé perto da mesa, o coração batendo mais rápido do que deveria.
E eu percebi uma coisa curiosa: cada vez que ele voltava pra casa, buscava minha conversa. Sentava na cozinha comigo, me contava as coisas, pedia conselho. A maternidade que ele não me deu de nome, ele me devia em confiança — que pra mim sempre valeu mais.
— Pode ser sincera comigo? — ele perguntou olhando pra mim.
Eu hesitei só um segundo.
— Pode. Então vou ser sincera demais. Você precisa parar de ir atrás dessas novinhas que não querem nada com nada. Elas só confundem a sua cabeça. Você merece alguém que te leve a sério, uma mulher mais madura.
Ele ficou em silêncio por um tempo, só mexendo no copo. Depois aceitou, se levantou e foi dormir. Eu fiquei na cozinha ainda um pouco, com o coração ainda acelerado.
No sábado foi tudo normal. Os amigos dele vieram pra casa como sempre, se reunir durante a tarde, fazer churrasco, beber, etc. Eu saí com as amigas do trabalho. Na hora de sair, enquanto pegava a bolsa perto da porta, ouvi o Hugo e o Caio comentando baixo entre eles. Não peguei a frase inteira, mas a palavra “gostosa” e o jeito que olharam pra mim foram claros. Aquilo foi um gatilho. Senti o rosto esquentar e um aperto estranho entre as pernas.
Voltei umas 21 horas. O pessoal já tinha ido embora. Caio estava no sofá, de bermuda e sem camiseta, dizendo que não ia sair. Estava ruim de bebida e brigado de novo com a namoradinha.
— Vamos assistir um filme? — eu sugeri, como sempre fazíamos. — Assim você não encontra aquela vagabundinha e relaxa um pouco comigo.
Ele deu uma risadinha baixa e brincou:
— Tá com ciúmes, Helena?
Eu não respondi. Só fui trocar de roupa. Voltei com um pijama de calor: short bem curto e camiseta fina, sem sutiã, pois, o calor da bebida e do ambiente tava pesado. Os bicos marcavam o tecido. Ele viu e tentou desviar o olhar, mas não conseguiu por completo. Deitei no sofá do lado dele, como sempre. Era um daqueles sofás que abrem. O filme começou. Eu fiquei virada de lado, de costas pra ele mexendo no celular.
Depois de mais ou menos uma hora, ele parecia ter pegado no sono… ou fingia. O corpo dele estava bem proximo. De vez em quando o joelho ou o braço encostava em mim. Em determinado momento senti ele me encoxando de leve. O pau dele, meia-bomba, pressionava contra a minha coxa. Quente. Duro o suficiente pra eu sentir o formato por cima da bermuda.
Eu não me mexi. O coração batia forte. Por impulso e tesão, tomei a iniciativa. Virei o corpo um pouco e passei a mão por cima da bermuda dele, apertando o volume. Senti ele endurecer rápido sob os meus dedos. Continuei apertando e esfregando devagar. Ele “acordou” assustado — ou fingiu.
— Helena…o que você ta fazendo?
— A namoradinha faz isso com você? — perguntei baixo, enquanto abaixava mais o shorts dele e colocava o pau pra fora.
O pau dele era médio, torto pro lado, com veias marcadas. Comecei a punhetar ele devagar, subindo e descendo a mão. Ele soltou um gemido baixo. A mão dele desceu entre minhas pernas, puxou o short de lado e encontrou minha buceta. Eu estava um pouco peludinha. Ele passou os dedos pelos pelos e murmurou:
— Porra… essa é a buceta madura que você se referiu?… eu amo isso.
Dois dedos entraram em mim enquanto o polegar esfregava o clitóris. Eu continuei batendo pra ele, agora mais rápido. O tesão era demais. Não aguentei. Me virei de vez, me ajoelhei no sofá e caí de boca no pau dele ali mesmo, vencendo o tesão e aquela situação mais que proibida.
Chupei com fome. A língua rodando a cabeça, descendo pela curva torta, engolindo até a base. Ele gemia sem conseguir ficar quieto, os dedos ainda dentro da minha buceta, me dedando fundo enquanto eu mamava. O barulho molhado da minha boca e dos dedos dele se misturava com o som baixo do filme.
Eu gozei primeiro nos dedos dele, o corpo tremendo, o mel escorrendo pela mão dele e molhando o sofá. Continuei chupando sem parar. Pouco depois ele não aguentou. Segurou meu cabelo e gozou forte dentro da minha boca. Era porra farta e grossa. Engoli o que pude, o resto escorrendo pelo canto da boca. Ficamos sem falar nada no sofá. O filme ainda rodava, agora irrelevante.
Com um pequeno arrependimento subindo na garganta, me levantei, ajeitei a roupa e fui dormir. Ele ficou no sofá.
No domingo o dia foi tranquilo. Ele saiu cedo e ficou fora o dia inteiro. Só voltou no final da noite, como se nada tivesse acontecido. Cumprimentou normal, tomou banho, comeu alguma coisa na cozinha e foi pro quarto. Não falamos sobre o que tinha acontecido no sofá. O silêncio entre a gente era pesado, mas ninguém quebrou...ainda.




