A Aposta do pai perdedor num jogo de carta e que teve que fuder a propria filha



A Aposta do pai perdedor num jogo de carta e que teve que fuder a propria filha

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Seu Juvenal Silva tinha feito uma aposta. Essa ele fez de propósito, com a ganância de quem já não sabe de onde vai tirar o dinheiro do aluguel.
Dafne, a mulher, costurava para fora até meia-noite. Karen, a única filha, tinha vinte anos, cabelo castanho cacheado até o meio das costas, e trabalhava de atendente numa farmácia do outro lado do viaduto.
A casa era um dois-quartos apertado, com sofá de brim bege que Dafne tinha comprado no brechó, geladeira branca que fazia um barulho de motor cansado e um ventilador de teto que ficava girando devagar como quem não queria nada com a vida.

O que apertava era o boleto. Fatura do cartão, prestação do sofá, remédio da pressão do Seu Juvenal, o ônibus, o gás.

A válvula de escape do Juvenal era a sexta-feira. Bar do Nilton, mesa de fundo, carteado. Nilton, dono do bar e dono da mesa; Zé Bigode, que era motorista de aplicativo e tinha uma lábia de vendedor; e Tonico, o mais safado dos três, que ria alto e falava o que vinha na telha.

E foi o Tonico que jogou a isca.

— Vocês são tudo pai de menina, né? Nilton tem a Bruninha, Zé tem a Camila, Juvenal tem a Karen. — Ele baixou as cartas e riu. — Então vamos apostar valendo coisa de verdade, não esses trocados aí.
— Vale o quê? — perguntou o Zé Bigode, já desconfiado.
— Vale a xoxota das filhas — disse o Tonico, e bateu na mesa. — Quem perder essa mão tem que comer a própria filha. Em casa, na frente dos outros. Aposta é aposta, ninguém escapa.

Riram os quatro. Beberam. Riram mais. Mas o Tonico puxou um guardanapo de papel, escreveu "aposta do guardanapo", e fez todo mundo assinar embaixo. Nilton assinou. Zé Bigode assinou. Juvenal assinou, Só que ele não ganhou.
— Sexta que vem, Juvenal.
— O Tonico apontou o dedo. — A gente vai na sua casa. Leva a cerveja que a gente vai sua coragem.

O Juvenal voltou pra casa com duas grades de Skol no porta-malas e a alma do lado de fora do corpo. Comprou a cerveja no caminho, e comprou gelo, e comprou um pacote de amendoim, como se amendoim resolvesse alguma coisa. Entrou, colocou tudo na geladeira, sentou no sofá e ficou olhando pro ventilador de teto.

Quando Dafne chegou da costura e Karen voltou da farmácia, ele chamou as duas.
— Senta aí. — Ele limpou a garganta duas vezes. — Preciso contar uma coisa.

Contou com riqueza de detalhe. Contou do bar, do guardanapo, do par de reis, da mão do Tonico, do full house, do aumento, da pressa, da ganância pelo dinheiro do IPTU. Contou até da assinatura borrada. E no fim, com a voz mais fina do que ele gostaria:

— Eu... eu apostei que teria que comer a filha da gente.

Dafne descruzou e cruzou os braços.
— Deixa eu ver se eu entendi, Juvenal. Você apostou, num bar, com os seus amigos, a nossa filha.
A xoxota da nossa filha. E não perguntou pra mim. E não perguntou pra ela.

— A aposta era valendo a xoxota das filhas dos três...

— Ah, é? E a minha? da esposa,

Karen não falava. Karen tinha sentado na ponta do sofá, mãos nos joelhos, e a boca abriu e fechou duas vezes antes de sair som.

— Pai... — ela disse. — O senhor tá dizendo que vai... me...?
— sim, desculpe — disse o Juvenal.
— Com o senhor...?
— É, minha filha.
— Na frente do Seu Tonico, do Seu Nilton e do Zé Bigode?

Karen olhou pro chão. Depois pra parede. Depois pro pai, e a cara dela foi ficando vermelha do pescoço pra cima, orelha, bochecha, até o meio da testa.

— E eles vêm quando?
— Sexta

— Pai, hoje é quinta.
O Juvenal olhou pro relógio da parede. Estava certo. Hoje era quinta.
Era a única coisa que ele tinha conseguido acertar.

Ele passou o dia seguinte inteiro fazendo coisas sem sentido: lavou o carro que ninguém ia ver, arrumou a estante, passou pano no ventilador de teto em cima do banquinho e quase caiu. Mandou a Dafne comprar mais gelo.

Às sete e meia, o chuveiro do quarto ligou. Karen estava lá dentro, e o Juvenal ficou parado no corredor ouvindo a água, sem coragem de bater na porta, sem saber o que dizer, porque nunca na vida ele tinha precisado explicar nada pra filha sobre aquilo — ele nem sabia explicar pra ele mesmo.

Dafne passou por ele com a travessa de torresmo na mão e parou.

— Tá aí que nem estátua?
— Tô pensando, mulher.

— Pois pensa rápido, que eles tão chegando. — Ela ajustou a travessa e, sem olhar pra trás: — E olha, Juvenal... pelo menos lava bem. Faz o serviço direito que eu não quero passar vergonha com os amigos do meu marido dentro da minha sala.

a Porta batendo. Vozes, o riso alto do Tonico, o Zé Bigode dizendo "ó, tem luz acesa, tá em casa".

Ele olhou pro sofá, pro gelo na tigela, pra cerveja na geladeira, pra porta. Olhou pro corredor, de onde vinha o barulho da água do chuveiro. Olhou pras próprias mãos.

E percebeu, com uma clareza fria no meio do peito, que não tinha mais absolutamente nada que ele pudesse fazer.

Só faltava entrar no quarto e cumprir.
A campainha tocou.

— Ô, Seu Silva! — gritou o Tonico do outro lado. — Abre aí! Cadê a cerveja e cadê a garota

O Juvenal respirou fundo, olhou uma última vez pro corredor, e foi abrir a porta.

O Juvenal abriu a porta e os três entraram como se entrassem em casa de parente: o Tonico na frente, o Nilton com uma garrafa de cachaça embrulhada em jornal debaixo do braço, o Zé Bigode com mais uma grade de cerveja que não precisava, mas que servia de desculpa.

— Boa noite, boa noite,

— dizia o Tonico, já olhando os cantos da sala. — Ô Seu Silva, a senhora tá aí, dona Dafne? Boa noite, dona Dafne. Cheiro bom, hein? Torresmo?

Dafne apareceu na porta da cozinha com o pano de prato no ombro e a boca fina de quem estava achando aquilo tudo muito engraçado e muito pouco ao mesmo tempo.

— Boa noite, rapaziada.

Sentaram. O Nilton na cadeira de plástico, virada de frente pro sofá. O Zé Bigode na ponta da poltrona. O Tonico no chão, encostado na parede, com os joelhos dobrados, do jeito que ele fazia no bar — e era sempre ele que ficava com o melhor ângulo de tudo.

O Juvenal destampou as cervejas, serviu as três primeiras, e bebeu metade da dele em três golpes. Não era sede. Era coragem.

O Tonico olhou em volta devagar, mediu a sala com os olhos, mediu o sofá bege, mediu o corredor. Depois olhou pro amigo e perguntou o que todo mundo ali tinha ido perguntar:

— E aí, Seu Silva. Vai ser onde? — Ele deu um gole.

Na sala? No sofá? Na frente da gente? Ou vocês vão pro quarto e a gente fica aqui na sala escutando abafado, igual criança ouvindo briga de pai e mãe?

— A gente quer assistir essa cena gostosa, amigo
— completou o Zé Bigode, e o Nilton assentiu com a cabeça sem tirar o copo da boca.

O Juvenal olhou pro sofá. Aquele sofá bege de brechó, comprado em quatro vezes, com uma mancha de café na ponta do braço. Olhou pro corredor, onde a porta do quarto dele estava aberta e o chuveiro já tinha desligado fazia tempo.

— É na sala — disse ele. — Aqui. No sofá. Na frente de vocês.
— Ohhh — fez o Tonico, satisfeito, e levantou o copo.
Da cozinha veio a voz da Dafne:

— Nem acredito que isso tá acontecendo na minha sala.
— Nem eu, mãe e eu sou a aposta
— disse uma voz baixinha, do corredor.

Todos viraram a cabeça. Karen estava parada na entrada do corredor, descalça, de shorts e regata, o cabelo ainda úmido do banho, preso atrás com um prendedor. Estava com as duas mãos cruzadas na frente do corpo, e a cara dela era uma coisa de se ver: olhos arregalados, orelhas vermelhas, aquela vergonha de menina que cresceu dentro de casa e que de repente era o assunto de três homens bebendo cerveja na sala do pai.
O Nilton, que era o mais educado dos três, levantou meio corpo:
— Boa noite, Karen.
— Boa noite, Seu Nilton. — Ela sorriu de lado. — Boa noite, Seu Zé. Seu Tonico.

— Boa noite, minha filha — disse o Tonico, com uma solenidade que não combinava com nada. — Desculpa aí o trabalho.

— Amigos — disse ele. — Bebe aí com calma. Que eu vou tomando coragem também.
— Toma, toma — apoiou o Tonico. — Ninguém tá com pressa.

O Juvenal foi até a geladeira, tirou mais uma, abriu com o abridor de parede, e bebeu de pé, encostado na porta, olhando pra própria filha. Ele nunca tinha olhado pra ela daquele jeito. Nunca, em vinte anos.

— Karen — disse ele por fim, e a voz falhou no meio. — Filha. Faz uma coisa pra mim.

— O quê, pai?
— Fica nua. — Ele limpou a garganta. — Só um pouco. Pra eu ter certeza.
— Certeza do quê? — perguntou ela, e ficou vermelha até a raiz do cabelo.

— Certeza... — o Juvenal abriu e fechou a boca — ...certeza de que é você mesmo que eu vou ter que fuder voce, nem acredito que estou falando...

O Tonico riu baixinho no chão. O Zé Bigode deu um tapinha na coxa. Dafne, na porta da cozinha, cobriu a boca com o pano de prato.

Karen respirou fundo, olhou pro pai, olhou pros três homens sentados, e depois — como quem decide não fugir — levou as duas mãos à barra da regata e puxou pra cima.

Passou pela cintura. Passou pelo umbigo. Passou pelas costelas. Quando passou pelos seios, ela ergueu os braços e a peça saiu inteira pela cabeça, e o cabelo dela caiu solto em cima dos ombros no mesmo instante.

Ninguém falou nada. Nem o Tonico.

Os seios eram lindos redondos, firmes, de uma garotas de vinte anos, com os bicos escuros e já endurecidos pelo ar do ventilador, apontando de leve pra cima. A pele do colo era mais clara que a dos braços — ficava a marca da regata, uma linha de sol desenhada no corpo, dos ombros até a axila. A barriga era lisa, com aquela covinha discreta do lado do quadril, e a cintura afundava e voltava a abrir nas coxas, coxas cheias de quem passava o dia inteiro de pé atrás do balcão da farmácia.

Karen engoliu seco. Depois enfiou os polegares na cintura do shorts e empurrou pra baixo, junto com a calcinha — uma calcinha branca de algodão, simples, do dia a dia — e as duas peças desceram pelas pernas até o chão. Ela saiu de dentro delas com um pé, depois com o outro, e ficou em pé no meio da sala, toda pelada, os braços cruzados na frente por um segundo antes de deixar cair.

Entre as coxas, os lábios da xoxota se fechavam num traço rosado-escuro, discretos, com uma faixa fina de pelos escuros aparados por cima, e por baixo, mais pra dentro, uma cor mais funda, quase vinho, que ninguém da sala conseguia parar de olhar sem disfarçar. Ela estava com os joelhos um pouco juntos. As mãos, sem saber onde ficar, foram parar uma na barriga e outra atrás da coxa.

O Nilton soltou o ar que estava segurando.
— Ô, Juvenal — disse ele, baixinho, com respeito de verdade. — Que xoxota bonita.

O Tonico, no chão, só balançou a cabeça devagar, três vezes, de olho grudado e copo esquecido na mão.

O Juvenal continuava encostado na geladeira, com a cerveja aberta e quente na mão, olhando pra filha dele. E aí ele percebeu que estava com o mesmo problema de sempre: não tinha onde pôr as mãos. Uma segurava o copo. A outra pendia do lado do corpo, mole, inútil, como se ele tivesse esquecido pra que servia.
— Pai — disse Karen, com os olhos nele. — E agora?

O Juvenal pôs a cerveja na mesa, limpou a mão na calça, e foi até o sofá.
— Senta aí, filha. Na ponta.

Karen sentou. O brim do sofá estava gelado na parte de trás das coxas e ela encolheu os ombros. A Dafne, do canto da cozinha, atirou uma toalha de banho dobrada por cima do braço do sofá, sem dizer nada — um gesto de mãe, prático, de quem já sabia o que ia acontecer ali e não queria manchar o móvel.

O Juvenal ficou de pé na frente dela, meio de lado, pra que os três amigos vissem tudo e ele também pudesse ver. E disse, com a voz mais firme que conseguiu:

— Abre as pernas, filha. — Ele esperou. — Deixa a gente ver a sua xoxota. Uns minutinhos só. Sem pressa.

Karen abriu os joelhos devagar, com as duas mãos apoiadas atrás no assento, o corpo inclinado pra trás, o peito subindo e descendo. E ficou ali, exposta, no meio daquela sala, com quatro homens e uma mãe olhando.

O que apareceu foi melhor do que qualquer um dos quatro tinha imaginado. Os lábios, que antes eram só um traço rosado, se abriram com o movimento das pernas, e por dentro tudo era mais claro, um rosa vivo e brilhante de mucosa, com o capuz do clit já saltado pra fora, pequenininho, duro, e um fio discreto de umidade escorrendo do buraco pra baixo, indo sumir na curva do ânus. O cheiro subiu — cheiro de menina, de sabonete e de alguma coisa mais quente por baixo. As coxas dela tremiam de leve, encostadas no sofá.

— E se quiser, querida — continuou o Juvenal, e a palavra querida saiu dele com um carinho que a Dafne nunca tinha escutado —, se alivia aí. Faz uma siririca pra nós. Do jeito que você faz sozinha.

Karen olhou pro pai. Depois pros homens. Depois pra mãe. Dafne só levantou as sobrancelhas, tipo "já que é pra ser, que seja direito".

E ela levou a mão direita pra baixo.
Começou com dois dedos só, o médio e o indicador, passando de leve por cima dos lábios, pra cima e pra baixo, sem pressa, só molhando as pontas. A carinha dela era de menina mesmo — olhos grandes, boca entreaberta, mordendo o lábio de baixo a cada vez que o dedo encostava no clit. Depois ela girou os dedos em círculos pequenos, e o corpo respondeu antes da cabeça: o quadril deu um tranco pra frente, o queixo subiu, e ela soltou um suspiro comprido, "ai...", que fez o Zé Bigode parar de beber.

— Tá molhadinha — sussurrou o Tonico, do chão, sem tirar os olhos.
O Nilton não falou nada. Estava com o copo apoiado no joelho, esquecido.

Karen enfiou o dedo do meio pra dentro, só a primeira falange, e tirou, e enfiou de novo, mais fundo, e a cada entrada a mão dela fazia um barulhinho úmido que ninguém na sala conseguia não escutar. Ela abriu mais as pernas, agora sem vergonha nenhuma, plantou os pés no chão e começou a subir o quadril de encontro à própria mão, gemendo baixinho, com os olhos fechados e as sobrancelhas franzidas, o prendedor do cabelo já meio solto, o pé direito torcendo o dedão.


Ele ficou duro de uma vez. duro de apertar na costura da calça, duro de chamar atenção. Ele olhou pros amigos pra ver se alguém tinha notado — e notaram, os três notaram, e o Tonico chegou até a apontar com o queixo, rindo, mas sem barulho.

Então o Juvenal tomou a decisão. Ele desabotoou o cinto.
Ele empurrou a calça e a cueca até os joelhos e o pinto saiu pra fora, e aí ninguém na sala respirou por três segundos.

Era grosso. Era comprido pra caralho — quase quarenta centímetros, uns trinta e oito, na conta humilde dele —, pesado, subindo encostado na barriga, com o saco embaixo e a cabeça escura, arroxeada, brilhando, larga como a boca de um copo. As veias atravessavam o corpo dele de baixo pra cima, uma delas bem marcada do lado direito, e a pele esticava tanto que parecia que ia rachar. Tinha umas manchas mais escuras no meio do corpo, marca de homem de mais de cinquenta, e uma gota de líquido claro já escorrendo na ponta.

— Ô, Juvenal — disse o Zé Bigode, e a voz saiu fina. — Isso é um braço, rapaz. Que pau grande ele tem.
Karen ficou olhando. A boca abriu, fechou, abriu de novo.
— Pai... isso aí é grande...?

— Desculpa, filha — disse ele, e era sincero. — Desculpa mesmo. Mas aposta é aposta. — Ele deu um passo. — E o pai vai ter que cumprir.

— Desculpa nada — falou a Dafne, da cozinha. — Desculpa é o que eu tô esperando, Juvenal. faz essa foda, arruma essa bobeira sua.
O Juvenal se ajoelhou no sofá, um joelho de cada lado da coxa da filha, e ela deitou pra trás, as costas no assento, a cabeça na almofada, as pernas dobradas e abertas, os pés em cima dos ombros dele, que era do jeito que o sofá pequeno permitia. Ele pegou o pinto com a mão, apoiou a cabeça no meio dos lábios dela, e empurrou devagar.

Não entrou. Só encostou. A cabeça ficou presa ali, abrindo um pouquinho e voltando, escorregando no molhado, e o Juvenal foi e veio umas quatro vezes só na portinha, pra ela se acostumar. Karen já estava gemendo antes de entrar.

— Abre bem, filha. Respira.
Ela respirou. Ele empurrou.

Entrou a cabeça. Só a cabeça — e Karen já arregalou os olhos, agarrou o braço do sofá com as duas mãos e soltou um "aiii, pai..." que fez o Tonico derramar cerveja no chão e não reclamar. O Juvenal parou, deixou ela sentir, e depois empurrou de novo, devagar, sempre devagar, e foi descendo, e o corpo dele foi entrando, e cada centímetro que entrava o quadril da menina subia e a barriga dela afundava, e o molhado saía em volta e escorria pro sofá, e a toalha da Dafne, no braço, foi a única coisa que salvou aquele móvel.

— Ah, o cara vez — disse o Nilton, e pôs a mão na boca.

O Zé Bigode virou pro Tonico e falou baixinho, como se estivesse contando um segredo:
— Cara... o Juvenal tá comendo a filha dele. A filha. Dele.

— É igual filme pornô de incesto, aqueles que a gente vê no celular — respondeu o Tonico, também sussurrando. — Só que é de verdade, é na minha frente, e é o meu compadre.

— E eu não acreditava, Tonico. Palavra. Eu jurei que ele ia fugir.
— Ele fez mesmo, olha lá o homem.

E o homem estava lá, inteiro dentro dela, com o saco batendo no fundo das coxas, os dois respirando pela boca, o suor já brotando na testa do Juvenal. Ele tirou quase tudo, devagar, deixando a cabeça presa na portinha, e voltou, e mergulhou fundo de novo, e o som foi um ploc molhado que tomou conta da sala.

Era lento. Era fundo. Era do jeito que homem de mais de cinquenta faz quando está com medo de acabar rápido.

Karen tinha os olhos molhados, não de choro, e a boca aberta, e a cada estocada o cabelo caía um pouco mais pra trás do prendedor e o peito dela balançava e os bicos escuros raspavam no braço do pai que passava por cima. Ela começou a levantar o quadril pra receber, e a cada vez que o Juvenal afundava até o talo, um gemido fino escapava dela, e ela mordia o próprio punho pra abafar, e não adiantava nada.

— Tá gostando, filha? — perguntou o Juvenal, ofegante.
— Tô... — ela respondeu, e a voz saiu rouca.
— Tô, pai. Continue gentil assim

Na porta da cozinha, a Dafne encostou o ombro no batente, cruzou os braços e ficou olhando o marido socando a filha no sofá da sala dela, com três amigos em volta, e falou baixinho, pra ninguém, num tom que era metade revolta e metade orgulho:

— Cinquenta e três anos o Juvenal tem, e ele nunca acertou tanto na vida como nessa aposta e a propria filha.
O Tonico, do chão, levantou o copo.
O Juvenal foi tomando um ritmo que não era mais o ritmo de quem tem medo de acabar.

Era lento ainda, mas agora era fundo de verdade. Ele puxava quase até sair, deixando só a cabeça lá dentro mordendo a entradinha dela, e depois empurrava até o saco encostar — e a cada empurrada o corpo da Karen escorregava um dedo no sofá, e ele tinha que puxar ela de volta pela cintura com as duas mãos. O suor dele pingava no peito dela. O de baixo do cabelo dela já estava grudado na testa e nas têmporas.

Ela começou a gemer de um jeito diferente. Mais agudo, mais picado, entrecortado, com uma pausa no meio de cada gemido, e os pés dela, em cima dos ombros dele, começaram a empurrar, a querer mais, a puxar ele pra dentro com a batata da perna.

— Isso, filha — disse o Juvenal, quase sem ar. — Isso, vai. Que o pai tá chegando junto com você.

O Nilton pôs a mão no joelho e ficou inclinado pra frente. O Zé Bigode esqueceu a cerveja de vez. O Tonico, no chão, sussurrou só:

— Olha a garota subindo... olha lá, ela vai gozar.

E foi. Karen travou as pernas no ombro do pai, arqueou as costas até quase sair do sofá, os dedos cravados no braço do móvel, e soltou um gemido comprido, rouco, que atravessou a casa e foi bater no corredor. O corpo dela tremeu em ondas, do umbigo pra baixo, e a xoxota apertou o pinto do pai em pulsos, quatro, cinco, seis pulsos, cada um acompanhado de um suspiro diferente, e o molhado saiu de uma vez em volta dele e escorreu pelos dois, e a toalha da Dafne, embaixo, ficou encharcada.

— Ah, pai... ah, pai... — ela dizia, baixinho, sem saber mais o que estava dizendo.

O Juvenal aguentou mais uns dez segundos — os olhos fechados, a boca aberta, o maxilar travado — e depois afundou até o fundo, segurou ali, e gozou. Gozou com um grunhido comprido que fez o Zé Bigode rir de nervoso. Ele empurrou três, quatro vezes mais, duro, cada vez jogando mais dentro, e ficou parado no fim, tremendo, com as mãos fechadas na cintura da filha.

Ninguém falou nada por um tempo bom.
O ventilador de teto continuou girando, indiferente, como se nada tivesse acontecido naquela sala.

Karen ficou deitada no sofá, o peito subindo e descendo, o cabelo colado na almofada, os olhos fechados, um sorriso de canto que ia e voltava. O Juvenal estava por cima, suando, o pinto ainda dentro dela, agora amolecendo devagar.

E aí a garota abriu os olhos.
Ela olhou pra ele. Olhou pros três amigos, que estavam todos comentando entre si, baixinho, rindo, batendo nos joelhos um do outro. Verificou que ninguém estava olhando.

Então puxou o pescoço do pai pra baixo, com a mão, e falou no ouvido dele, no meio do cabelo dele, num sussurro que só os dois escutaram:

— Foi a melhor foda que eu tive na vida, pai.
O Juvenal abriu os olhos.

E aí ele sentiu uma coisa que dinheiro nenhum compra. Ele — o Juvenal Silva, encarregado de esquadrias, cinquenta e três anos, barrigudinho, calvo no alto, com o IPTU atrasado na gaveta — ele era o melhor que a filha dele já tinha tido. E ela tinha vinte anos, e trabalhava numa farmácia, e com certeza já tinha conhecido uns moleques de academia.
Ele estufou o peito. Levantou o queixo. Sorriu como um general.

E saiu de dentro dela devagar, com cuidado, e quando a cabeça dele passou pela portinha, o gozo escorreu de uma vez, grosso, branco, descendo pela coxa da menina até a toalha. A Karen apertou as pernas na hora, meio sem jeito, e o Juvenal pegou a ponta da toalha e passou entre as coxas dela, secando, com um carinho que fez a Dafne, lá na cozinha, desviar o olho e fingir que estava vendo outra coisa.


— Bom, Juvenal — disse o Nilton, ajeitando a camisa. — Foi bonito de ver. Palavra de honra.

— Aposta é aposta — completou o Tonico, com um riso largo.
Karen se enrolou na toalha, sem se preocupar em se cobrir direito — só deu uma volta no corpo e ficou com um pedaço de ombro e a parte de cima da coxa de fora, o cabelo molhado de suor preso de qualquer jeito. E ela foi até a porta, na frente do pai, pra despedir os homens dele. Descalça, molhada, vermelha, mas fazendo sala como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.
— Boa noite, a todos
— Você tem uma xoxota fogosa minha filha — disse o Tonico, resolvendo, com toda a cerimônia do mundo.
— Isso — concordou o Zé Bigode, aliviado. — É isso que eu queria dizer.
Karen riu. Riu de verdade, com a cabeça jogada pra trás, e a toalha escorregou um pouco no ombro e ela não se importou.
— Boa noite, minha filha. — O Tonico pôs a mão no peito. — E olha: no sábado tem carteado de novo.

Karen fechou a porta atrás deles e ficou parada no corredor, ouvindo as vozes dos três descendo a escada do prédio, o riso do Tonico, o "eu não acredito, cara, eu não acredito nisso" do Zé Bigode, e o portão de ferro batendo lá embaixo.
Na sala, o Juvenal estava sentado na ponta do sofá, de cueca, com a toalha molhada na mão, olhando pro teto.
A Dafne passou por ele com a travessa vazia na direção da cozinha e falou, sem parar de andar:
— Você dorme no sofá hoje, Juvenal. Não é castigo. É porque você vai me contar tudo de novo, com detalhe, e eu quero ouvir sentada.
Karen foi pro banheiro e abriu o chuveiro.
Ficou um bom tempo embaixo da água quente, com a cabeça na parede azulejada, sentindo o gozo do pai escorrer devagar pela perna dela e ir embora pelo ralo. Passou a mão entre as coxas uma vez, só pra sentir, e ainda estava sensível, ainda latejando.
E ali, sozinha, debaixo daquele chuveiro, ela começou a rir baixinho — do jeito que a gente ri quando entende que acabou de virar personagem de história.

Do outro lado da parede, o Juvenal abriu mais uma cerveja, aquela que tinha sobrado no fundo da geladeira, e bebeu de pé na cozinha, no escuro, de cueca.
Porque no sábado tinha carteado de novo.

fim


Foto 1 do Conto erotico: A Aposta do pai perdedor num jogo de carta e que teve que fuder a propria filha

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Nome do conto:
A Aposta do pai perdedor num jogo de carta e que teve que fuder a propria filha

Codigo do conto:
275713

Categoria:
Incesto

Data da Publicação:
27/10/2026

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